José Maria Trindade analisa como o presidente Lula (PT) deve se posicionar na reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O debate aborda os possíveis temas que devem ser citados, como a tentativa de golpe.
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00:00José Maria Trindade, há uma grande possibilidade desse encontro ser presencial, as negociações acontecerem por telefone, mas em determinado momento eles viajarem para se encontrar.
00:08E o que o chanceler, a embaixada, todo mundo tem dito aqui no país, os diplomatas brasileiros, é de que a soberania e os assuntos relacionados à justiça não entrariam na pauta.
00:20Agora, é difícil você controlar um assunto que pode entrar na pauta pela outra parte, ou seja, os nossos diplomatas nem o presidente Lula conseguem controlar o que pode ser pauta para o presidente norte-americano Donald Trump.
00:34A questão é como o presidente Lula vai se posicionar. E os diplomatas têm dito também que ele não abrirá mão em relação a esses temas, não baixará a cabeça em relação a esses temas e tentará focar naquilo que é econômico, em possíveis acordos envolvendo terras áreas e etc.
00:49Você acha que pode funcionar, Zé?
00:52Pois é, eu fui em campo aí tentar entender o que está acontecendo aí nos bastidores e no entendimento de cada setor do Congresso e dos assessores do presidente Lula.
01:03O ministro não é ministro, mas é um assessor para a área internacional, o Celso Amorim, que foi chanceler brasileiro, né, e que negocia em nome do Brasil, todos sabem que ele fala em nome do presidente Lula, quando se fala de assunto internacional.
01:17E ele foi buscar informações exatamente sobre o grau de conhecimento de Donald Trump sobre o Brasil, sobre o presidente Lula e sobre o Supremo Tribunal Federal.
01:29E ele levou ao governo a informação de que é pequeno o conhecimento do presidente Donald Trump e de que há uma barreira de chegar informações sobre o Brasil no Donald Trump.
01:41Daí, houve uma estratégia definida pelo governo, o seguinte, de falar como é o Brasil. Não sei se isso vai dar certo.
01:49Por parte dos partidos de oposição, dizem que não, que Donald Trump sabe o que está acontecendo no Brasil e que conhece realmente o que está acontecendo sobre o poder do Supremo Tribunal Federal, sobre a política nacional.
02:02Mas há ali uma ideia muito clara e estratégia do governo de tentar levar a Donald Trump a seguinte ideia, de que houve mesmo uma tentativa de golpe e de que nessa tentativa de golpe havia, inclusive, um plano que eles chamam lá diabólico para matar autoridades brasileiras, inclusive o presidente eleito e ministro da Suprema Corte, né, do Supremo Tribunal Federal.
02:28E eles entendem que se conseguirem levar ao presidente Donald Trump e ele acreditar que havia mesmo essa tentativa de golpe, o plano, né, que eu ponho ao vejo amarelo, de matar o presidente eleito, de que ele ficaria convencido de que há uma independência de poderes.
02:46Também de que não dá para levar à mesa a possibilidade de mudança do julgamento do Supremo, porque isso não existe. Não existe essa possibilidade.
02:53O que existe, ali, são nas entrelinhas, uma mudancinha aqui, outra ali, um acordo de prisão aqui, outra ali, mas nunca de mudar o julgamento do Supremo Tribunal Federal.
03:04Realmente, não dá para entender o que vai acontecer neste encontro.
03:10O que está sendo planejado é o seguinte, que primeiro um entendimento básico de assessores através de telefonemas, isso já está acontecendo.
03:18E depois uma conversa via internet e depois um encontro propriamente dito, que pode acontecer, inclusive, em outros países, que não nos Estados Unidos ou no Brasil.
03:32E aí inventaram várias fake news, está cheio de notícias que o Donald Trump virou ao Brasil.
03:37Enfim, é muito complexo e não dá para saber o que vai acontecer neste encontro, se ele vai acontecer presencialmente, mas é a tendência.
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