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A minissérie All Her Fault mergulha em um suspense psicológico ao retratar o desaparecimento de Milo, uma criança que some quando sua mãe, Marissa, vai buscá-lo em um simples encontro de brincadeiras. Ao chegar ao local, ela se depara com uma mulher que afirma nunca ter ouvido falar do menino nem de seu filho, dando início a uma investigação repleta de mentiras, segredos e desconfiança. A trama expõe fragilidades familiares e sociais, questionando os limites entre cuidado, controle e paranoia.

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Transcrição
00:00E vamos falar sobre uma série que tá bombando também, porque promete agitar,
00:05uma série que é em uma temporada só, All Her Fault.
00:08Nós até preparamos uma matéria exclusiva com os protagonistas,
00:14que a Miriam Spritzer, que fez as entrevistas.
00:17Então vamos acompanhar, daqui a pouquinho a gente repercute aqui com ele.
00:25All Her Fault.
00:26Com certeza você ouviu o nome dessa minissérie nas últimas semanas,
00:31seja nas redes sociais ou no famoso Boca a Boca.
00:35O título ganhou ainda mais repercussão depois que Sarah Snook ganhou o Critical Choice Awards de melhor atriz.
00:44A história se inicia num cenário despretensioso,
00:48quando Marissa vai buscar o filho Milo na casa de um suposto amiguinho,
00:52num daqueles típicos encontros combinados entre pais.
00:57Mas ao chegar no endereço indicado,
01:00a porta é aberta por uma mulher desconhecida que disse nunca ter visto a criança.
01:06Sem deixar qualquer vestígio, o pesadelo começa.
01:10Milo desapareceu.
01:11Se para o público já foram inúmeras reviravoltas surpreendentes,
01:19será que para os atores o sentimento foi o mesmo?
01:23É o que questionou a repórter Miriam Spritzer para Sarah Snook, intérprete de Marissa.
01:28Não, eu...
01:30Eu não esperava isso, eu consegui ler o livro antes,
01:34o que foi ótimo e uma boa preparação para esse tipo de coisa,
01:37mas também nós nos afastamos bastante do livro.
01:41Jake Lacey vive Peter, marido de Marissa,
01:45cuja postura levanta questionamentos ao longo da investigação.
01:50Diante de um personagem complexo,
01:52Jake conta qual foi a sua maior preocupação.
01:55Como você humaniza alguém que é muito provavelmente um narcisista clínico
02:04e fez coisas que são antiéticas ou imorais,
02:08mas em nome de proteger sua família?
02:12Adaptada de um romance, a história traz uma sensação de realismo,
02:17com temas de maternidade, confiança e culpa.
02:20Uma trama envolvente para maratonar no fim de semana.
02:25É, fiquei interessado depois que eu vi, né?
02:27O pessoal estava até repercutindo na redação,
02:29confesso que eu ainda não assisti.
02:31Você já assistiu, William?
02:32Ainda não, mas já estamos na...
02:34Já está na lista, né?
02:35Já assistiu?
02:36Assisti, maratonei esse último fim de semana.
02:38Ah, é?
02:39Excepcional.
02:39É.
02:40Vale a pena.
02:40Mas a pergunta que fica também é em relação ao contexto de
02:43como a gente pode deixar os filhos livres,
02:46mas sem que a gente abra espaço para não ter uma supervisão.
02:50Antes de falar desse tema técnico, Miriam Spritz, né?
02:54Que fez a matéria.
02:55Vou intrometer um pouquinho na área dela, né?
02:57Que não é a minha área de cinema, mas olha que interessante
02:59como que a temática criança e adolescente vem ganhando espaço no cinema,
03:05nas séries, né?
03:06A gente percutiu a adolescência.
03:08A maior série vista na história da Netflix de todas as séries, né?
03:13E agora essa série tomando esse espaço.
03:18E a questão do desaparecimento, né?
03:19Quando a gente conversa com pais e mães que tiveram esse caso,
03:24é uma dor, assim, absurda comparada até mesmo ao luto de perder um filho, né?
03:30Porque é aquela...
03:31A gente está vivendo essa situação com duas crianças no Maranhão, né?
03:33Pois é.
03:33A gente está até mostrando as atualizações, infelizmente ainda não foram encontradas,
03:37ajuda na marinha, tudo.
03:38E essas crianças desapareceram e não se sabem do maranhão.
03:41E esses pecadores.
03:42Gente, eu como mãe acho absolutamente chocante, desesperador, traumatizante.
03:51Graças a Deus nunca passei por nada minimamente parecido ao que, por exemplo,
03:55está passando essa família no Maranhão.
03:57Sem dúvida.
03:57Mas, assim, o mero sair da sua visão enquanto a criança está sob sua supervisão
04:03já te deixa, assim, completamente gelado por dentro.
04:07É, assim, eu não consigo imaginar realmente como deve ser a vida de quem passa por essa situação.
04:15Muito traumatizante.
04:16E eu acho que a série, ela ainda retrata um segundo, assim, aspecto que eu achei muito interessante,
04:24que às vezes o peso excessivo que se coloca sobre a mãe nessa relação de quem é responsável por quem.
04:31Porque na série, é um spoiler simples, então não desmistifica nada.
04:37A mãe, ela também trabalha muito, ela tem uma rotina muito intensa, ela é uma empresária.
04:43Então, e uma outra mãe que se envolve na história também passa pela mesma situação de também ter um filho pequeno
04:49e também ter uma atividade, né, de trabalho muito intensa.
04:53E elas são olhadas pela sociedade do entorno ali, as outras mães da escola e pelas próprias famílias, como...
05:01Mas a responsabilidade é sua, né?
05:03É como se, se sumiu, eu sou pai, mas não.
05:07Você é o culpado, né?
05:07Não era você.
05:09Então, todo esse contexto de também responsabilizar de uma forma excessiva as mães,
05:15também acho que é um segundo tema muito interessante da série, né, que retrata isso.
05:20Mas, peraí, de quem é a culpa?
05:22A sobrecarga da responsabilidade.
05:24Da responsabilidade.
05:25Eu tenho uma mãe que sempre trabalhou e também foi responsável pela casa, né,
05:30e a gente vê esse excesso, né?
05:32Quando eu não tenho filhos, mas tenho as minhas sobrinhas,
05:35eu vejo isso dentro de casa, o quanto dá trabalho criar filhos, né?
05:37Não posso começar a chorar.
05:40Não sei, antes a gente ia encerrar pro pessoal que nos acompanha pelo rádio.
05:43Muito obrigado pela sua companhia.
05:44Amanhã a gente tá de volta às 10 horas da manhã.
05:47Até lá.
05:48Pras outras plataformas, seguimos aqui.
05:51William Borghetti.
05:52E tem, e como eu tava dizendo, essa questão de muito parecida com o luto, né,
05:57de perder alguém, só que o luto, de fato, né,
06:01quando ocorre a morte de um filho e tudo mais,
06:04a própria cerimônia ali,
06:06no final você inicia um processo de luto, né?
06:09Então a família vai passar, vai iniciar um processo de luto ali,
06:13obviamente, talvez a maior dor que alguém possa sentir, né,
06:17a perda de um filho e tal, mas inicia-se um processo de luto.
06:21O desaparecimento, ele tem um componente mais cruel, né,
06:26porque esse processo nunca se inicia.
06:28Sempre há expectativa, assim.
06:30A gente vê aquele movimento, as mães de maio, né,
06:34que lá em Buenos Aires,
06:36que existem mães que vão lá diariamente há 20 anos, 30 anos,
06:40e elas estão lá e elas ainda têm a expectativa
06:43de que aquela criança que desapareceu vá voltar.
06:46Então você imagina que é como se você vivesse aquele dia do luto,
06:50que é uma dor imensa,
06:52todos os dias por 20 anos, por 30 anos.
06:55Então, de fato, é uma carga emocional aí
06:59pra quem passa por isso absurda.
07:02E quem já teve pequenas oportunidades, né,
07:04como a gente ouviu aqui,
07:06eu tenho uma enteada de 16 anos.
07:09Quando ela era pequenininha,
07:10minha namorada foi pagar uma coisa, assim,
07:12num parque,
07:13e quando olhou pro lado, ela não tava.
07:15Ela andou...
07:17Já gela, né?
07:18Dez minutos.
07:19Não, já aconteceu isso comigo também.
07:20Ela falou que é uma coisa desesperadora
07:21na vida de um ser humano, né?
07:22Eu fui a perdida.
07:24Eu fui a filha perdida.
07:26Não dá a Disney, acredita?
07:27E pra criança deve ser apavorante também.
07:29A minha mãe lembra disso até hoje.
07:31Ela ficou traumatizada.
07:32E foi também, 15 minutos,
07:34mas ela ficou em estado de sol.
07:35Uma vez eu sumi na praia também,
07:36minha mãe tava chorando junto com os bombeiros.
07:38Eu tava com aquela pranchinha,
07:39aquela pranchinha ali.
07:41Provavelmente os bombeiros não estavam chorando, né?
07:43Não, aí eu cheguei e falei assim,
07:45o que tá acontecendo, né?
07:46Tô todo mundo reunido.
07:47Meu filho sumiu, ela olhou pra mim,
07:48é você, não vai?
07:49Já começou a...
07:51Se você morreu, limar.
07:53É basicamente isso.
07:54Tem aqueles movimentos agora até na praia
07:56do pessoal bater palma, né?
07:57Quando a criança tá perdida.
07:58Outro dia viralizou o vídeo de um pai batendo palma,
08:00daí quando ele viu era o filho dele
08:01que tinha um achado sozinho.
08:03Você viu isso?
08:04É, ele tava batendo palma, daí tipo...
08:06Bom que ele nem sofreu, né?
08:07É.
08:09Mas, assim,
08:10essa questão que eu te perguntei
08:11sobre a liberdade,
08:12a gente tá na reta final ali,
08:14vou pedir pra você ser breve,
08:15de que...
08:16Onde a gente acha o ponto,
08:17o equilíbrio, é, exatamente.
08:18A ideia sempre é
08:20você ir soltando a corda aos pouquinhos, né?
08:22Quando você percebe
08:23que já há uma responsabilidade
08:25pra ter aquela liberdade,
08:27eu acho que é o mais importante,
08:29porque se a gente pega
08:29uma criança de cinco anos,
08:31por exemplo,
08:31salta ela aqui no meio da Avenida Paulista,
08:33não é prudente.
08:34Então, é o pequeno, assim,
08:36poder ir até o quintal,
08:37poder ir até a rua,
08:38poder ir até a casa de um amiguinho
08:40durante o dia
08:40e voltar monitorado,
08:42aí você vai sentindo
08:43a responsabilidade.
08:45Porque, de fato,
08:45é bem complexo, né?
08:47É sem dúvida alguma, né?
08:48Por isso que também
08:49fica sempre a reflexão
08:51pra que a gente possa
08:52agir, mas de forma consciente.
08:54Porque é difícil
08:55achar esse equilíbrio, viu?
08:56É muito.
08:57É muito difícil.
08:58Porque uma hora você é amigo,
08:59mas aí criança,
09:00principalmente pequena,
09:01que nem eu tenho um filho de seis,
09:02a Aninha vive a mesma realidade,
09:04de você achar que...
09:05Aí ele acha que você
09:06é só amigo,
09:07mas não tem autoridade também.
09:08Então, pra você achar
09:09esse ponto,
09:10esse equilíbrio,
09:10é muito difícil.
09:11E a superproteção
09:12também tem seus danos.
09:13Eu ia falar isso
09:14super rápido.
09:15Demais, demais.
09:15Eu acho que a gente
09:16tem uma tarefa
09:17muito árdua,
09:18que é você permitir
09:19que a criança evolua,
09:21que ela cresça,
09:22que ela crie autonomia,
09:24mas sem supervisionar
09:26excessivamente também, né?
09:27E é muito difícil
09:28como pai
09:29saber até onde
09:31você tem que dar
09:31essa liberdade
09:32naquele determinado momento.
09:33Até mesmo
09:34num caso grave
09:35de desaparecimento,
09:36se a criança
09:37já é mais treinada
09:39a ter liberdade,
09:40ela vai saber perguntar
09:40pra alguém
09:41e falar um deles de casa.
09:41Vai saber exatamente
09:42como agir, né?
09:43Bom, gente,
09:44muito obrigado
09:45pela participação
09:46de todos vocês.
09:46Passou voando a hora,
09:47amanhã a gente tá de volta
09:48às 10 horas da manhã.
09:49Tchau.
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