Pular para o playerIr para o conteúdo principal
Cristian Cravinhos, um dos assassinos dos pais de Suzane von Richthofen, aparece na série Tremembé, da Prime Video, que mostra o cotidiano dos presos na penitenciária mais conhecida do país. A produção causa polêmica ao retratar um suposto relacionamento de Cristian com outro detento, identificado como Duda, e o apresenta em cenas que sugerem comportamentos íntimos e fetichistas, como o uso de calcinha pelo criminoso. Para falar sobre o assunto, o Morning Show entrevista o psicólogo Yuri Busin.

Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/

Baixe o AppNews Jovem Pan na Google Play:
https://bit.ly/2KRm8OJ

Baixe o AppNews Jovem Pan na App Store:
https://apple.co/3rSwBdh

Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews

Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

#JovemPan
#MorningShow

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Outra série aqui, pessoal, que tá dando o que falar,
00:03e isso tava previsto, naturalmente,
00:05ter uma baita repercussão nas redes sociais,
00:07é Tremembé.
00:08Isso porque ao transformar alguns dos criminosos
00:11mais famosos e notórios desse Brasilzão
00:13em personagens carismáticos, humanizados
00:16e com uma vida sexual mais ativa que, enfim,
00:20de muita gente, o que tem causado inveja,
00:23entre aspas, até mesmo em muita gente livre
00:25e com a ficha policial limpa.
00:27É, meus amigos, em uma das cenas, inclusive,
00:29mais comentadas, o personagem inspirado em Christian Cravinhos
00:32aparece vestindo uma calcinha a la Anitta
00:36pra seduzir o namorado.
00:38E claro que o trecho viralizou imediatamente
00:40a ponto que o verdadeiro Cravinhos,
00:43ali trancafiado em Tremembé,
00:45precisou ouvir a público negar o uso
00:47de peças íntimas femininas.
00:51Bolsonaro, nosso querido, olha onde chegou, né?
00:53E vale dizer, viu, Marinho, que o Liz Campbell,
00:56o jornalista que também é um dos roteiristas da série,
01:00amigo do Mourinho, veio a público depois
01:02para desmentir o Christian, trazendo o que seriam provas,
01:06inclusive uma foto...
01:07Na verdade, comprovar, né?
01:08Exatamente.
01:09Trouxe uma foto da calcinha
01:11e uma carta que teria sido escrita pelo Christian
01:16para a sua, então, namorada dentro do presídio.
01:22É, meus amigos, agora eu vou trazer aqui
01:24pra tentar entender essa insanidade toda,
01:27ninguém melhor que Yuri Buzin,
01:28nosso psicólogo aqui do dia a dia,
01:30amigo do Morning Show, já cativo
01:31da nossa equipe de colunistas.
01:33Fala, doutor, bom te ver, meu irmão.
01:34Como é que você tá?
01:34Muito bom, muito obrigado por te chamar,
01:36porque esse é um assunto que causa uma dissonância na galera.
01:39E por isso...
01:40Total, total, total.
01:41Agora, sexualidade dos criminosos à parte, por um segundo,
01:44o que a gente quer saber aqui é,
01:46será que todo mundo tem esse lado B?
01:49Como alguns revelaram aqui?
01:51Com certeza, muitas pessoas têm o lado B,
01:53que é o fetichismo,
01:54que a gente acaba não falando muito,
01:56porque traz, às vezes, essa dissonância,
01:57uma vergonha, um ato de quase
01:59eu estou fazendo algo errado,
02:01e o fetichismo acaba se colocando pra depois ali.
02:04Mas boa parte das pessoas
02:05acabam tendo um fetiche sobre alguma coisa.
02:07Um dos mais clássicos que tem dos fetiches é o pé.
02:10Por exemplo, que a gente vê muita gente
02:11falando isso de pés de mulheres,
02:13assim por diante.
02:14É um fetiche.
02:15Algo que cria algo de excitação no outro.
02:18E isso faz parte de seres humanos.
02:22O que causa muito essa dissonância,
02:23principalmente no personagem ali,
02:25é porque é um ambiente extremamente masculinizado
02:28e acaba trazendo um símbolo do feminino.
02:30Então, acaba trazendo essa dissonância
02:32e acaba trazendo muito...
02:33Cena desagradável aqui na tela,
02:35pra esse horário, 11 horas e 43 minutos.
02:37E acaba trazendo esse incômodo pra gente.
02:39Cena desagradável.
02:39Enfim, vamos voltar aqui pra discussão.
02:42É claro que tem isso aí.
02:43Ninguém ia negar que, enfim,
02:45é um fenômeno psicológico.
02:48Agora, por que especificamente
02:49essa cena está viralizando tanto?
02:53Jess Pechuto.
02:54Eu acho que é porque é inusitado.
02:55Ele foi a público dizer que não aconteceu
02:57e, ao mesmo tempo, o autor do livro,
03:01que é o documental ali, Ulisses,
03:03nosso parceiro aqui no Morning Show,
03:05retratou, mostrando a imagem e a carta em questão.
03:09Então, assim, desmentindo o condenado
03:11por assassinar os pais da namorada.
03:15E eu acho que essa série leva a uma reflexão
03:17que eu vou tomar aqui.
03:18A vereadora por São Paulo,
03:20Ana Carolina de Oliveira,
03:21que é mãe da Isabela Nardone,
03:24que foi assassinada e que está sendo,
03:26tendo a sua história retratada na série
03:28na perspectiva dos bandidos.
03:31Eu não vou fazer um juízo de valor da arte.
03:33Eu acho que a arte está aí pra você refletir,
03:35pra quem quiser ver, ver de fato,
03:37conhecer mais.
03:38Acho que tem um subterfúgio,
03:40poderoso chefão.
03:41Acho que existe um interesse no crime
03:42muito grande dentro da arte.
03:44Mas eu, particularmente,
03:45eu vou seguir um pedido dela,
03:47que viveu a dor de perder uma filha
03:50da forma como ocorreu,
03:51que não se sente bem
03:52com essa romantização
03:54e até essa humanização.
03:56É diferente ler um livro do Ulisses,
03:58que é documental,
03:59e de acompanhar a Suzane von Ristoff
04:02na figura da Marina Rui Barbosa,
04:04numa interpretação que todos estão dizendo aí
04:06que é ótima,
04:07e humanizando isso
04:09e esquecendo a vítima.
04:11As vítimas que foram silenciadas e caladas.
04:13Então, eu não vou assistir essa série
04:15por conta disso.
04:16Imagino que muita gente também não vá fazê-lo.
04:19Quer dizer, eu entendo tua posição
04:21e respeito totalmente, obviamente,
04:24a Ana Carolina Oliveira,
04:25que tem todo o direito
04:26de ter a opinião dela
04:28e acho extremamente importante.
04:30E, do ponto de vista humano,
04:32entendo completamente
04:33que ela sequer queira assistir a série.
04:35Mas eu assisti.
04:37E acho que seria...
04:38É muito injusto dizer
04:39que a série despreza as vítimas
04:42ou que a série, de alguma forma,
04:45não respeite as vítimas.
04:47A série acaba retratando
04:49a personalidade assustadora
04:52e eu acho que quem assiste
04:53fica assustado com os personagens
04:56muito mais do que torcendo
04:58pelos personagens.
04:59Então, não acho que seja
05:00uma heroificação dos bandidos, não.
05:04Eu acho que o ponto é querendo evitar
05:06aqui o tema em tela
05:07que a gente trouxe o Juri Cozinha
05:08para falar
05:09que é a questão do fetichismo
05:11do lado B.
05:12Eu não posso fazer uma pergunta.
05:13Deve ser porque a Jess
05:14tem o seu lado B também.
05:16Ô, Jess, vamos ao ponto principal.
05:18Qual que é o fetiche?
05:19Não, não é fetiche, gente.
05:20Eu acho isso sério.
05:20Vem ser um debate
05:21lacrado,
05:23mitar bizarramente.
05:24Mas, assim,
05:25eu acho que tem uma questão
05:26que é psicológica
05:27em relação a isso.
05:28Então, por exemplo,
05:29tem muita gente romantizando
05:30a Elisa Matsunaga
05:32no TikTok,
05:33fazendo vídeo
05:34com trechos da série.
05:35Como que você vê
05:36esse interesse das pessoas
05:37em relação aos criminosos
05:39e uma certa captura
05:41dessa atenção?
05:41Eu acho que isso é bem interessante
05:43porque, assim,
05:45independente de juízo de valores,
05:46também independente de diagnóstico,
05:48mas a partir do momento
05:48que existe uma psicopatia,
05:51que existe uma sociopatia,
05:53existe algo que é criminoso
05:54ali onde não existe,
05:55muitas vezes,
05:56um sentimento de arrependimento
05:58ou algo do gênero,
05:59atrai a atenção das pessoas
06:00porque é algo que faz
06:01essa dissonância que a gente tem.
06:04Porque são coisas
06:05que a gente não faria,
06:06mas que, muitas vezes,
06:07nossos desejos inconscientes
06:09acabam projetando ali
06:11como, olha,
06:12eu faria isso.
06:13Mas a nossa razão,
06:15o nosso consciente
06:16entende que aquilo é errado.
06:19E aí, a partir desse movimento,
06:20que é o movimento do inconsciente
06:22e do consciente,
06:24acaba trazendo essa dissonância
06:25e acaba trazendo um interesse
06:27de, meu Deus,
06:28o que está acontecendo ali?
06:29por que que aquilo acontece?
06:31Como que aquilo acontece?
06:32E acaba atraindo muito
06:33a atenção das pessoas.
06:35E a parte de romantizar
06:37os atos,
06:39eu acho que é realmente
06:39muito perigoso.
06:40Porque a ideia não é
06:41romantizar o ato da violência,
06:43mas, muitas vezes,
06:44é compreender
06:46porque é um fenômeno psicológico,
06:48muitas vezes,
06:49que ocorre ali,
06:50que em dezenas de séries
06:51a gente pode ver
06:52esse fenômeno psicológico
06:53da psicopatia,
06:54dos assassinos,
06:55de criminose,
06:56criminose,
06:56assim por diante,
06:57porque existe essa sensação
06:59de, eu quero compreender
07:00como que alguém é capaz
07:02de fazer tudo aquilo.
07:03Inclusive, na série,
07:04mostra com muita clareza
07:06toda uma movimentação
07:08de manipulação
07:09de todos os personagens,
07:11não é de um único personagem.
07:13Existe uma manipulação,
07:15existe toda uma sociopatia,
07:16uma psicopatologia
07:17ali por trás,
07:18que é extremamente
07:19diagnosticada
07:20por vários psicólogos,
07:22por vários estudiosos,
07:23que compreendem muito bem
07:25a falta de empatia
07:26das pessoas,
07:28que compreendem
07:28a movimentação agressiva
07:30das pessoas,
07:31um ego muito inflado,
07:33uma disputa de poderes
07:34que existe
07:35em qualquer relação social.
07:37E se você for vendo
07:37os personagens
07:38que existem ali,
07:39existe toda uma disputa
07:41entre eles
07:41de uma maneira
07:42que é velada,
07:43muitas vezes,
07:44e não agressiva.
07:45Mas aí, às vezes,
07:46aparece a agressividade
07:47dentro dos personagens.
07:48E eu concordo com você
07:49que deve ser olhado,
07:51sim,
07:51às vítimas,
07:51porque causam transtornos
07:53e diversas situações
07:55extremamente negativas
07:56e precisa de apoio.
07:58O que você acha, David?
07:59Não, eu acho que, assim,
08:00o ponto principal, né,
08:01que a gente ia tratar
08:03sobre a questão do fetiche, né?
08:05Claro que eu respeito
08:06a opinião da Ana Carolina,
08:07adoro ela,
08:08inclusive já entrevistei
08:08algumas vezes.
08:09Mas, assim,
08:10sobre esse aspecto
08:11de por que as pessoas
08:12querem esconder o fetiche,
08:14muitas vezes,
08:15acaba não falando sobre isso.
08:18A sexualidade,
08:19ainda hoje,
08:20ela é um tabu.
08:21A gente não fala
08:22abertamente da sexualidade
08:23porque é como se ela fosse
08:24algo errado.
08:26Porque ela cria muito, assim,
08:28o sentido de
08:28o que é o sexo certo.
08:30A gente é educado
08:32no sexo A.
08:33E aí, a partir do momento
08:34que a gente vai
08:35constituindo prazeres
08:36e excitações
08:36a partir de movimentos
08:37diferentes
08:38que criam-se
08:39esses fetichismos,
08:40a gente tem vergonha,
08:41muitas vezes,
08:42de falar sobre o fetichismo.
08:43A gente tem essa dissonância
08:44porque a gente vai,
08:45de alguma maneira,
08:46ser julgado.
08:47E é isso que causa
08:49essa sensação estranha,
08:51muitas vezes,
08:51das pessoas terem fetiches.
08:53Mas o fetiche,
08:54ele é plural.
08:56Muitas pessoas têm fetiches
08:58e dos mais variados possíveis
09:00que vocês possam imaginar.
09:02Agora, o roteirista
09:03de Tremembé,
09:04nosso Ulisses Campbell,
09:05sem pestanejar,
09:06sem hesitar,
09:07tá aí a prova
09:08incontestável,
09:12tá aí essa calcinha
09:13meio puída,
09:15meio esgarçada,
09:16mas não deixa de ser
09:17a calcinha associada aí
09:18à série.
09:19Uma coisa interessante
09:21na série
09:21é que ele dá a entender,
09:24em primeiro lugar,
09:25que desejava que,
09:27eu não sei se o namorado
09:28ou o namorado,
09:29não sei se era uma mulher trans
09:31ou um homossexual,
09:33mas a pessoa com quem
09:35ele estava se relacionando
09:36dentro do presídio,
09:37ele pede
09:39para que a pessoa
09:40consiga uma calcinha.
09:42E a própria pessoa,
09:44que é mais afeminada
09:45enquanto ele tem
09:47todo tipo
09:47do machão,
09:49do macho alfa,
09:50enfim,
09:52ela achava que
09:53era para que ela
09:54usasse a calcinha.
09:55E aí,
09:56o plot twist,
09:57sem querer dar spoiler,
09:58mas já dando,
09:59porque a pergunta
10:01que eu vou encaminhar
10:01exige,
10:03é que ele,
10:05o Cravinhos,
10:05é que queria usar
10:07a calcinha.
10:09E talvez aí
10:10venha
10:11a público
10:12negar justamente
10:14porque a imagem
10:15que ele tenta passar
10:16o tempo todo
10:17como machão,
10:18é incompatível
10:20com a ideia
10:21de que
10:22ele teria um prazer
10:23em usar a calcinha.
10:25como que essa...
10:27E eu acho que isso é
10:28que é interessante...
10:29Doutor Yuri,
10:30vai que eu sou,
10:30por favor.
10:31Eu acho que isso
10:31que é bem interessante
10:32é onde existe
10:33essa dissonância,
10:34essa dificuldade
10:35de compreensão
10:36onde num ambiente
10:37que é extremamente
10:38machista,
10:39masculinizado,
10:40agressivo
10:40e coisa do gênero,
10:41de repente aparece
10:42um símbolo
10:43que é do feminino,
10:44que é a calcinha,
10:45que é a simbologia
10:46da sensualidade,
10:47que é a simbologia
10:48da atratividade,
10:49assim por diante,
10:50vendo essa situação
10:51de um homem ali
10:53extremamente agressivo,
10:55machão,
10:55alfa,
10:56trazendo um símbolo
10:57da feminilidade,
10:59causa essa estranheza,
11:01mas não quer dizer
11:02que exista uma falta
11:03de fetiche ou prazer,
11:04apenas causa
11:05uma estranheza
11:06porque nós,
11:07como naturais
11:09e seres humanos,
11:10nós vamos sempre
11:11pôr uma narrativa
11:13naquilo que a gente
11:14acha que vai acontecer.
11:16Mas o que leva
11:16a um homem assim
11:18que é condenado
11:19por assassinato,
11:20uma figura vil dessa,
11:21a decidir ir atrás
11:23de limpar sua reputação
11:25numa série
11:27em que tem ele
11:28usando uma calcinha.
11:29Como que ser machão
11:31é o fator disso, sabe?
11:33Qual é a psicologia
11:34por trás
11:34de achar que se tem
11:36uma reputação,
11:36Azelá, nesse caso?
11:37Pode me chamar de assassino,
11:38mas não de gay.
11:39É isso aí,
11:40básico é o pior.
11:41É isso aí.
11:42Exatamente.
11:42Só pode, não é, doutor?
11:43Eu vou ter que me despedir
11:45nesse momento de quem
11:45está nos ouvindo
11:46pela rede Jovem Pan
11:46de Rádio do Menezes.
11:47Debate aqui.
11:47Fica a dica aí,
11:48tremembedando o que falar.
11:49Mestre Mírio Suritio Pânico
11:51daqui a pouco pra vocês.
11:52Morning Show,
11:52amanhã às 10,
11:53está de volta.
11:54Tchau.
11:55Em frente aqui,
11:55perdão,
11:56agora sim,
11:57seguindo adiante,
11:58firme e forte aqui,
11:59reta final pra quem
12:00segue nos acompanhando
12:00por imagens,
12:01respondendo a Jess,
12:02o que está por trás
12:04dessa dissonância entre o cara
12:06que está mais tranquilo
12:08em ser taxado e lembrado
12:09como um homicida
12:10de altíssima periculosidade,
12:12sarjeta da sociedade,
12:13e não alguém com tendências
12:15homossexuais, por exemplo.
12:17Exatamente pelos estigmas
12:18que isso atribui
12:19à questão de ser másculo
12:22e à questão de ser homossexual
12:25ou ter algum desejo
12:26e alguma coisa do gênero.
12:27E isso causa, muitas vezes,
12:28esse parâmetro
12:29entre a masculinidade
12:31tem um vínculo
12:32onde não pode tocar
12:33nada que é feminino.
12:35Onde existe essa confusão
12:36entre o feminino
12:38e o que é ser
12:40ou não másculo.
12:41E muitas vezes,
12:42quando a gente vê
12:43socialmente falando,
12:44isso que é um debate
12:45muito interessante na realidade,
12:46o que é a masculinidade tóxica,
12:48por exemplo,
12:49que é algo que a gente vê
12:50muito hoje.
12:51Onde existe essa contradição
12:53o tempo todo.
12:53O que é ser homem?
12:54O que não é ser homem?
12:55O que é ser masculino?
12:56O que não é ser masculino?
12:56O que é ser feminino?
12:58O que não é?
12:58E a partir de símbolos
13:00que a gente vai
13:01atribuindo as coisas.
13:02E o símbolo do fetichismo
13:04muitas vezes
13:04está nesse local.
13:05Então, muitas vezes,
13:06para ele,
13:07para o personagem ali,
13:09para essas questões,
13:10o masculino
13:11tem mais a ver
13:12com essa posição
13:13da agressividade
13:15do que essencialmente
13:16em ter
13:16alguma relação
13:18com o feminino.
13:19É, e no fundo,
13:20enfim,
13:21cria-se essa
13:22fachada do machão
13:23totalmente performática
13:25no fundo
13:25só para esconder
13:26a própria
13:27insegurança
13:28brutal,
13:29no fundo, né?
13:29Isso é uma questão
13:30interessante, né?
13:31A violência
13:32pode explodir
13:33como resultado
13:35justamente
13:36de ficar tentando
13:38tamponar
13:39os próprios desejos?
13:40Existe sim,
13:41isso não é necessariamente
13:42isso que o personagem
13:43passa ou não,
13:44isso a gente não tem noção,
13:45mas muitas vezes
13:47essa questão
13:48onde se inibe,
13:50se castra,
13:51se coloca
13:52para dentro
13:53alguns desejos
13:54ali,
13:54acaba saindo
13:55com uma forma
13:56mais agressiva.
13:57Jardins 1 ditado
13:58da psicologia
13:59não é 100%,
14:00mas tristezas
14:01mais mal resolvidas
14:02saem como raiva.
14:03Então,
14:04muitas vezes
14:04quando você inibe,
14:05castra,
14:05faz todo esse processo
14:06de recalque,
14:08não necessariamente
14:08isso sai
14:09como uma tristeza.
14:10Muitas vezes
14:10vai sair de uma forma
14:11agressiva,
14:12agredindo pessoas
14:13ao teu redor,
14:14não fisicamente,
14:14né?
14:15Mas pondo para fora
14:16porque o interno
14:18não está ajustado.
14:19E essas pessoas
14:19que tem fetiche
14:20em bandido,
14:21assim,
14:22essas que ficam
14:22mandando carta,
14:23o cara é assassino,
14:24o que que explica isso?
14:24A série mostra isso também.
14:26Finalizando,
14:26considerações finais
14:27candidato Yuri Buzinho,
14:29por favor.
14:30Por último,
14:31existe muito
14:32a sensação
14:33de querer
14:33de alguma maneira
14:35corrigi-los
14:36ou salvá-los.
14:38Então,
14:38muitas vezes
14:38entra esse aspecto
14:40e isso não acontece
14:40somente dentro
14:41desses bandidos,
14:43etc,
14:43isso acontece
14:43socialmente falando.
14:45É,
14:45e aí está aí
14:46ridicularizado
14:47pela própria vaidade,
14:49né?
14:49O Cravinhos
14:49é quase um espelho
14:51dessa masculinidade
14:52frágil,
14:53decadente
14:53que ele acabou encarnando
14:55e que ainda acha
14:56que brutalidade,
14:57né?
14:58Brutalidade,
14:58né?
14:59É poder de fato.
15:00Não é,
15:00é só uma máscara
15:01de um sujeito
15:02completamente quebrado
15:03e decadente
15:04que fique aí exposto
15:05e lidando
15:06com toda a repercussão.
15:07de novo.

Recomendado