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A disputa pela Groenlândia ganhou um novo capítulo. O presidente Donald Trump afirmou que pode usar tarifas comerciais contra países que se oponham aos interesses dos Estados Unidos na ilha, tratada por Washington como questão de segurança nacional. Em meio ao avanço europeu no Ártico, Trump voltou a citar China e Rússia como riscos estratégicos, enquanto a Suprema Corte dos EUA pode decidir sobre a legalidade dessas tarifas. Vinicius Torres Freire analisa os impactos geopolíticos e os riscos de uma escalada internacional.

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Transcrição
00:00da Groenlândia, porque a disputa pela Ilha Gélida ganhou um novo capítulo.
00:04O presidente Donald Trump agora ameaça usar tarifas como pressão contra países que não entrarem no jogo de Washington.
00:12Ele diz que a ilha é questão de segurança nacional e voltou a citar China e Rússia como risco no Ártico.
00:19No meio disso, a Suprema Corte dos Estados Unidos pode decidir em breve sobre a legalidade destas tarifas.
00:26Vamos acompanhar essa reportagem.
00:30A Casa Branca afirmou que o envio de uma missão militar europeia à Groenlândia não afeta em nada o objetivo do presidente Donald Trump
00:36de se apoderar do território autônomo dinamarquês no Ártico.
00:40O assunto é abordado pelo republicano desde que voltou à presidência, em janeiro do ano passado,
00:44mas o discurso ganhou mais força após o ataque lançado contra a Venezuela, que acabou por tirar Nicolás Maduro do poder.
00:52Aliada tradicional de Washington, a Dinamarca é também membro da OTAN.
00:56A situação levou a Alemanha, França, Finlândia, Noruega, Golanda, Reino Unido e Suécia
01:01a enviarem militares na quinta-feira para uma missão de reconhecimento na maior ilha do mundo.
01:06Quanto à sua primeira pergunta sobre a Groenlândia, não creio que as tropas na Europa influenciem o processo de tomada de decisões do presidente,
01:14nem de forma alguma seu objetivo de adquirir a Groenlândia.
01:17A Dinamarca procurou apaziguar os Estados Unidos, que afirmam estar considerando comprar a ilha,
01:23sem descartar uma intervenção militar no território rico em recursos naturais.
01:27O governo local da Groenlândia segue afirmando que não há interesse em se tornar parte dos Estados Unidos.
01:34Já o governo dinamarquês informou que está sendo formado um grupo de trabalho para melhorar a segurança no Ártico,
01:39e afirmou que existe um consenso dentro da aliança da OTAN de que uma presença reforçada no Ártico é crucial
01:45para a segurança da Europa e da América do Norte.
01:48E para analisar este cenário, eu vou chamar novamente o nosso analista, o Vinícius Torres Freire.
01:55Vinícius, Donald Trump esticando a corda até o limite agora lá na Groenlândia, né?
02:00Ele, pelo jeito, está querendo rasgar o Tratado do Atlântico Norte, da qual os Estados Unidos fazem parte.
02:05A gente já viu a Alemanha fazendo uma movimentação de tropas também para a Groenlândia.
02:09Até onde isso pode escalar, hein, Vinícius?
02:11Olha, essa é uma pergunta para o Trump, é uma pergunta que nem vidente de esquina se arrisca a responder.
02:22Agora, o fato é que aquilo que parecia uma piada no início do governo, quase piada, era quase tratado como piada,
02:30agora está chegando perto de ser um conflito real.
02:33Que tamanho e que tipo de conflito a gente não sabe.
02:35Mas o Trump realmente começou negociações, começou pressões ou quase tentativas de extorsões reais com autoridades da Europa e da Dinamarca.
02:47Então ele está querendo realmente dizer, olha, vocês têm que ceder de alguma maneira a minha pressão e como se isso fosse dado,
02:53como se a entrega de um pedaço de um país fosse direito dele e como se isso fosse dado.
02:57Então é pura realidade.
03:00Mas ele começou a ameaçar a impor tarifas, aumento de imposto de importação a países que venham a se opor a alguma espécie de anexação da Groenlândia.
03:11Ou sabe-se lá o que ele vai fazer, anexação, invasão, a gente não tem a menor ideia.
03:15Ele disse que vai cobrar tarifas, aliás, é arma para tudo.
03:18Ele anunciou a arma como se fosse uma arma para resolver o caso de Irã.
03:22Ele falou isso da boca para fora, por enquanto, na rede social, dizendo que ia cobrar 25% a mais de imposto.
03:27De importação de produtos exportados para os Estados Unidos, de países que continuassem negociando com o Irã.
03:35Não baixou nenhum decreto legal a respeito disso, mas ficou uma ameaça no ar.
03:40E agora está dizendo que vai em portaripas também a países que se oponham à anexação, ou seja lá o que for, ele vai fazer com a Groenlândia.
03:48Ele citou na Casa Branca especificamente a Alemanha e França.
03:53E ele também não explicou o que quer dizer se opor.
03:56O que seria se opor?
03:58Qual é o detalhe dessa palavra?
03:59Se não gostei, me oponho, faço um documento, faço um manifesto, mando tropas.
04:04O que quer dizer isso?
04:05A Alemanha mandou um grupinho de soldados lá para fazer reconhecimento.
04:08Foram só 13.
04:09Mas o pessoal está dizendo que o Trump não vem.
04:11Já é um movimento.
04:12Já é um movimento dizendo assim, olha, nós não vamos deixar barato, ou estamos ameaçando não deixar barato.
04:17O fato é, o mais importante disso tudo é, vamos lembrar, no começo do governo Trump isso parecia quase piada.
04:24Agora é uma realidade que está à beira de explodir.
04:26Agora, Vinicius, era quase piada da Groenlândia, mas ele também fez uma piada, talvez de mau gosto, nesse mesmo sentido, com o Canadá.
04:33O Canadá, que causou um constrangimento ali, uma crise diplomática com o Mark Carney, o premier canadense, falando que ele podia também anexar o Canadá.
04:42Esse modo desoperante de Trump, ele talvez assusta o mundo, porque assim, ele entra na Venezuela, que ameaçou uma intervenção no Irã.
04:52Agora falando da Groenlândia, também já fez piada em relação ao Canadá?
04:56Difícil assim, né?
04:56Está difícil, e ele está dizendo, está todo mundo em perigo, não existe mais ordem internacional nenhuma, e a política americana é uso da pura força bruta.
05:07O que vai ter consequências?
05:09Não no curto prazo, mas quando você vê uma ameaça desse tamanho, na área comercial e agora na área militar e política, e até na organização dos estados, o que os países vão fazer?
05:19Todo mundo vai perceber que você fica livre e você fica um pouco mais protegido se você tem arma nuclear.
05:26Ele não faz isso com a Coreia do Norte, mas faz com a Venezuela ou faz com outros países mais frágeis.
05:34Não fez com o Irã, porque o Irã pode ser um perigo que ele pode não reagir aos Estados Unidos, mas causar um pandemônio na região do Golfo.
05:41Tem um ditado que fala o seguinte, o fantasma sabe para quem aparece, então ele não vai brincar com a Coreia do Norte, ele prefere brincar com a Venezuela,
05:48e só que cria uma jurisprudência perigosa, por exemplo, para o mundo, porque se a China quiser invadir Taiwan...
05:55Além disso.
05:56...também tem isso, então é...
05:57Os outros países começam a pensar, por que eu não vou ter uma arma atômica?
06:00A Polônia, que está na Europa e ao mesmo tempo pode ficar ameaçada agora pelos Estados Unidos e está ameaçada pela Rússia,
06:07fala assim, será que eu não preciso de uma bomba nuclear?
06:10A Alemanha, que se desarmou, praticamente se desarmou depois da Segunda Guerra, foi desarmada depois da Segunda Guerra,
06:16será que eu não preciso de uma também?
06:18O mundo vai ficando um lugar cada vez mais perigoso.
06:21Exatamente.
06:21Obrigado, viu, Vinícius, já já a gente volta a conversar.
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