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A Inpasa, maior produtora de etanol de milho do Brasil, está prestes a inaugurar sua sexta unidade em Luís Eduardo Magalhães-BA no primeiro trimestre de 2026. Com um investimento de R$ 1,2 bilhão, a nova biorrefinaria promete transformar a economia da região do Matopiba e reforçar o papel do Brasil na transição energética global.

No Real Time, Renato Teixeira dos Santos, CMO da Inpasa, detalha os planos de expansão da companhia, que já olha para o mercado internacional e para novos nichos, como o combustível sustentável de aviação (SAF) e o transporte marítimo.

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Transcrição
00:00De volta ao vivo com Real Time e a Impasa vai inaugurar a sexta biorefinaria da empresa no primeiro trimestre agora de 2026.
00:10A unidade vai produzir etanol anidro hidratado a partir da moagem de milho, sorgo e de outros grãos.
00:17Estou falando de uma fábrica que vai funcionar em Luiz Eduardo Magalhães, na Bahia, e tem potencial para produzir meio bilhão de litros de etanol.
00:25Sobre esse investimento vultuoso, a gente conversa ao vivo agora com o Renato Teixeira dos Santos, que é a CMO da Impasa e está aqui ao vivo no estúdio do Real Time.
00:35Seja muito bem-vindo, bom dia, prazer te receber aqui.
00:38Obrigado, Natália. Bom dia. Para mim é um prazer também estar aqui para falar um pouco sobre esse grande investimento que a Impasa está fazendo, mais um grande investimento da Impasa no Brasil.
00:46É, então, bom que a gente está aqui para falar de um marco no fim das contas.
00:50Então, essa construção da nova unidade em Luiz Eduardo Magalhães, ela representa um marco no avanço da industrialização da produção agrícola ali nessa região.
01:00Queria que você contasse um pouco mais, então, a dimensão dessa importância.
01:05Muito bom. Acho que, assim, essa é a sexta unidade da Impasa no Brasil.
01:09A Impasa é uma empresa relativamente nova aqui no país.
01:12A gente começou a operação em 2019, com a operação no Mato Grosso, e depois a gente está já na sexta unidade, chegando na Bahia.
01:21É mais um investimento no Mato Piba, que é uma região agrícola brasileira muito importante.
01:26É um investimento que traz, além da industrialização, como você comentou, mas ela traz também uma série de outros desenvolvimentos.
01:32Ela traz um desenvolvimento para a agricultura local.
01:35A gente traz aí uma possibilidade de expansão da segunda safra, que é super importante para a agricultura brasileira.
01:42Junto com isso, todas as atuações da Impasa no país, elas sempre trazem junto um impacto social bastante importante.
01:50A gente é uma empresa que tem um compromisso muito grande com essa...
01:54Em geral, um impacto positivo nas comunidades onde a gente atua, então, com investimentos sociais, culturais, em educação.
02:01Então, a gente está muito feliz com esse investimento.
02:05De novo, é mais um grande investimento da Impasa.
02:08É uma usina que vai ficar pronta agora.
02:10Já em fevereiro, a gente deve começar a apertar o botão lá e tirar o primeiro litro de etanol da empresa.
02:17E a gente está muito feliz com isso.
02:20Eu acho que é um investimento que pode ser transformador na região.
02:25A gente já chegou no Mato Piba com a primeira unidade em Balsas, no Maranhão, em agosto do ano passado.
02:29E essa é a segunda unidade nossa na região.
02:33É uma região que tem um potencial de crescimento muito grande, seja industrial, agropecuário, mas também para a demanda de etanol.
02:40A gente acredita muito que o Nordeste ainda está muito carente com a oferta de etanol.
02:46E fala mais para a gente do tamanho do investimento e da composição desse investimento na nova usina, por favor.
02:51Nessa usina, especificamente, a gente está investindo um pouco mais de um bilhão de reais.
02:56Faz parte de um grande investimento que a Empasa vem fazendo ao longo dos anos e continua fazendo nos próximos.
03:02Então, um investimento de 1 bilhão e 200 milhões de reais, gerando mais de 2 mil empregos.
03:08Isso é muito importante para a região.
03:10Então, durante a fase de construção da usina, a gente está gerando mais de 2 mil empregos.
03:18E, depois disso, na operação da usina, são 450 empregos diretos.
03:23Então, traz muito desenvolvimento para a região de Luiz Eduardo Magalhães, que é uma região que está crescendo muito dentro do cenário agropecuário brasileiro.
03:32Hoje, um dos grandes polos.
03:35Queria te ouvir mais sobre a escolha dessa região de Luiz Eduardo Magalhães na Bahia,
03:41que é um polo de milho com safra e também tem toda a questão de uma integração logística.
03:46Exatamente. A escolha de Luiz Eduardo Magalhães, acho que ela é meio, pode parecer uma grande surpresa,
03:53mas não, ela é óbvia.
03:53Como você comentou, é uma região que hoje, ela é uma região com uma produção agrícola muito grande
03:59e que, para a gente, é importante.
04:00A gente instala as nossas operações próximo do centro produtor da nossa matéria-prima, do milho, principalmente.
04:07Então, Luiz Eduardo Magalhães, acho que é uma escolha quase que óbvia para atender aquela região.
04:11Então, como eu falei, junto com o Maranhão, a gente vai ter duas unidades atendendo a demanda do Nordeste
04:18e a demanda do Brasil como um todo.
04:20Então, sempre quando a gente chega numa região, a gente acaba incentivando muito a segunda safra.
04:27Acho que a segunda safra é uma grande vantagem que o Brasil tem quando se fala de produção de biocombustíveis.
04:34A gente consegue fazer no Brasil a soja, por exemplo, no verão, o milho na sequência e o milho é a nossa grande matéria-prima.
04:42Então, isso acaba trazendo um grande desenvolvimento agropecuário.
04:45O produtor que antes só produzia soja, agora ele tem uma segunda chance, uma segunda safra para trazer insumos para a nossa indústria de etanol.
04:53Perfeito. Aumenta ali a produtividade também.
04:56E eu queria entender melhor, então, você mencionou aqui desse potencial do mercado do Nordeste mesmo para a absorção dessa produção.
05:05Quanto disso deve ficar por lá? Quanto disso vai ser distribuído para outras regiões do país?
05:09E qual é o caminho dessa distribuição?
05:11A gente opera de uma forma em rede.
05:14Então, tudo que a gente produz, a gente tem uma grande rede logística, como você comentou antes.
05:19Isso faz parte também do investimento aqui, da gente proporcionar a correta distribuição do insumo.
05:27A gente vai fazer um grande trabalho também para alavancar a demanda do Nordeste.
05:33O Nordeste hoje é bastante carente ainda de distribuição de etanol.
05:38Então, por isso, a demanda lá é muito baixa.
05:40Então, tem várias regiões que nem tem etanol no Nordeste.
05:42A gente não tem um número específico para cada mercado.
05:45A gente não opera assim, a gente opera muito mais em rede, mas com certeza a gente vai direcionar uma grande parte da produção
05:51para atender essa demanda que a gente acredita que vai vir lá na região.
05:56De qualquer forma, o crescimento da demanda por etanol é muito grande no mundo inteiro.
06:02O mundo precisa se descarbonizar.
06:04Então, toda essa nossa base operacional serve também para começar a ser uma fonte de produto,
06:12para a gente conseguir atender uma futura demanda por etanol no mundo inteiro.
06:16Então, estando na Bahia ou estando em qualquer outro estado do Nordeste,
06:20a gente sempre vai buscar qual é a melhor forma de distribuir esse produto.
06:25Você já mencionou aqui a geração de empregos, tanto durante a construção e pós, com a operação da usina.
06:32Eu queria te ouvir mais, então, sobre empregos diretos e indiretos,
06:36a formação dessa mão de obra por lá, como que isso deve ser viabilizado
06:40e qual é o tamanho do impacto desse investimento na economia local?
06:44A gente, como eu comentei, durante a fase de construção da usina,
06:49que leva mais ou menos 13, 14 meses no total para a construção,
06:54a gente gerou mais de 2 mil empregos diretos na construção.
06:57A gente sempre busca mão de obra local,
07:00então a gente sempre tem um trabalho muito forte da área de recursos humanos
07:03de buscar essas pessoas nas regiões, isso é parte do nosso impacto positivo.
07:08Assim que a usina está pronta, com a operação diária,
07:11estamos falando de 450 empregos diretos, também com foco na operação local.
07:17E a gente faz um trabalho, inclusive parte desse nosso impacto social,
07:20que a gente está buscando cada vez mais,
07:22é gerar mão de obra naquelas regiões onde a gente opera.
07:25Então, um trabalho em conjunto com o poder público local, com a Prefeitura,
07:30para a gente buscar cada vez mais gerar mão de obra qualificada naquela região.
07:36E você mencionou aqui que essa é a cesta, a usina.
07:41Lembra a gente onde é que estão as outras e para quais regiões do Brasil vocês estão olhando?
07:45Tem projetos em andamento?
07:46Sei que estão olhando para Goiás, Mato Grosso também, né?
07:49Isso, legal.
07:50A gente começou a nossa operação no Brasil, no Mato Grosso.
07:52Sinop é a nossa primeira e a maior usina de etanol do mundo.
07:58A gente tem o orgulho de poder falar isso.
08:01A gente processa mais de 2 milhões de toneladas de milho lá em Sinop.
08:10Então, no Mato Grosso, além de Sinop, a gente tem Nova Mutum,
08:13Mato Grosso do Sul, Dourados e Cidrolândia.
08:16A gente abriu a nossa quinta usina em agosto do ano passado em Balsas, no Maranhão.
08:19Agora, em fevereiro, a gente começa a operação em Luiz Eduardo Magalhães
08:23e já anunciamos outros três grandes investimentos na produção de etanol.
08:30A gente já começamos os trabalhos ali em Rio Verde, em Goiás, já preparando o terreno.
08:37Fizemos o lançamento no final do ano passado lá junto com o governador de Goiás.
08:41Já está lá, então, em fase de implementação.
08:43A gente está fazendo uma expansão da nossa unidade de Nova Mutum.
08:47A gente está aumentando em 50% a nossa produção lá em Nova Mutum, no Mato Grosso.
08:52E anunciamos, junto com o anúncio de Rio Verde, a gente anunciou a nossa oitava unidade,
08:58que vai ser em Rondonópolis e Mato Grosso também.
09:01É onde está o grande polo de produção de cereais, de grãos do Brasil.
09:05Então, a gente acredita que ali a gente tem um grande diferencial também de produção e logística.
09:10O Rondonópolis é um importante polo de logística ferroviária no Brasil.
09:17Então, a gente quer alavancar esse potencial de distribuição.
09:22E aí, esses investimentos todos, esse aumento de produção e essa usina que começa a operar em breve,
09:28como que isso tudo influencia o setor de etanol nacional?
09:32E olhando aqui para a distribuição da produção que vem pela cana e que vem do etanol do milho,
09:37que está crescendo agora, né, Renato?
09:38Não, exatamente. O etanol do milho hoje já é mais de 25% do etanol consumido no Brasil.
09:44Esse aumento de volume que a gente está trazendo, obviamente, ele tem um impacto no mercado local,
09:50mas, ao mesmo tempo, com um aumento de demanda no Nordeste, como a gente comentou.
09:55Mas o nosso grande olhar aqui é para o futuro, né?
09:57A gente acredita que o mundo precisa se descarbonizar.
10:00A gente é um grande defensor de ter uma transição energética limpa, sustentável.
10:06E o etanol é uma ferramenta fundamental nesse processo.
10:12A gente está olhando para as grandes oportunidades no mundo todo, né?
10:15Então, a gente tem tido grandes discussões e projetos bastante importantes, por exemplo, com o setor marítimo.
10:22Tem empresas, as maiores empresas hoje do setor marítimo mundial já estão testando etanol com resultados muito positivos.
10:29Então, a gente é um grande incentivador desse tipo de projeto, porque a gente acredita que se a gente conseguir colocar o etanol brasileiro,
10:36que é uma ferramenta já usada há 50 anos no Brasil, testada, aprovada, com custo competitivo, com logística já bastante robusta aqui no Brasil,
10:47se a gente conseguir levar esse etanol brasileiro para os outros mercados e para outros segmentos, como eu falei, de transporte marítimo,
10:54a gente vai ter, o Brasil tem uma grande oportunidade de ser protagonista nessa transição energética.
10:59Exatamente, né? E a gente tem falado tanto em energia, Renato, com data centers, né?
11:04O setor de aviação também querendo descarbonizar.
11:06E queria saber como é que vocês da Empasa estão vendo, então, o etanol de segunda geração impulsionando essa descarbonização
11:12e potencial de exportações também para Estados Unidos, para a Ásia.
11:16E sempre que a gente fala no etanol de segunda geração, eu acho que é interessante a gente incluir a audiência toda, né?
11:22O que é exatamente para quem não está inserido nessa cadeia?
11:27Então, o etanol de segunda geração, enfim, o etanol produzido aí junto com o reprocesso, enfim, da sua matéria-prima,
11:35a gente enxerga isso uma grande oportunidade.
11:39Como eu falei, é uma matéria-prima fundamental para qualquer processo de descarbonização do mundo.
11:45Ele tem uma pegada de carbono muito menor do que quando você compara com gasolina ou com diesel.
11:51A gente vê, sim, uma grande oportunidade, como você comentou, para exportação para outros mercados, Ásia.
11:56A gente tem conversas bastante importantes com o Sudeste Asiático e também com a China.
12:01Estados Unidos é um grande produtor de etanol, então, exportações para os países,
12:05do Brasil para os Estados Unidos são mais difíceis, né?
12:09Nem é muito o nosso grande foco.
12:11Mas a gente está, sim, olhando para a Europa, como eu falei, para as grandes empresas de navegação,
12:15as empresas de aviação.
12:16A gente é uma empresa que tem um foco, sim, em olhar para essas oportunidades de uso do etanol,
12:24como matéria-prima, por exemplo, para a produção de SAF, né?
12:27Que é o combustível sustentável de aviação.
12:29Então, o mundo para o etanol está aberto.
12:31Acho que está na nossa mão gerar essa demanda, mostrar para o mundo os benefícios do etanol,
12:37como matéria-prima, né?
12:38Nesse processo de descarbonização, a gente acredita muito.
12:41É uma tecnologia que está pronta, está disponível, com volume suficiente,
12:46e é só a gente agora, de fato, mostrar e exportar.
12:49O Brasil precisa se unir no setor de etanol e olhar para fora, né?
12:54Não só olhar para dentro de casa, a concorrência entre etanol de milho e etanol de cana.
12:59Não, vamos olhar para o mundo.
13:00O mundo está aí esperando a gente levar uma solução de descarbonização e está na nossa mão, né?
13:06A gente tem essa tecnologia testada, como eu falei, 50 anos já sendo usada no Brasil em automóveis.
13:12Por que não mostrar para o mundo que um veículo flex traz benefícios para a sociedade,
13:17para o meio ambiente, o uso, de novo, na navegação, na SAF, para aviação?
13:22Enfim, esse é o mundo, está aberto para o Brasil poder mostrar esse potencial.
13:26Legal, quero agradecer, Renato Teixeira dos Santos, CMO da Empasa,
13:30comentando, então, sobre os investimentos, os planos e essa nova usina, então.
13:34Que vocês tenham muito sucesso e volta sempre que tiver novidades para compartilhar, Renato.
13:40Ótimo, obrigado, Natália, pelo convite. A gente está sempre à disposição.
13:43Obrigada, boa tarde.
13:44Obrigada.
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