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  • há 13 horas
Avisos se somam a orientações de saúde e serviços durante o verão capixaba.
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Transcrição
00:00Pois é, né gente, mas mais do que falar do crime é revoltante.
00:03A gente escuta os detalhes desse crime e a gente fica assim, né, que absurdo.
00:08Mas a gente quer ajudar a prevenir situações como essa.
00:11Quais sinais uma criança pode dar quando está numa situação de violência, né?
00:15Às vezes para os próprios pais, para a família é difícil acessar essas crianças, esses adolescentes.
00:21O papel da família e da escola também.
00:23Então por isso a gente conversa ao vivo aqui no estúdio com o delegado da Divisão Especializada de Proteção
00:28à Criança e ao Adolescente, delegado Júlio César Cortina.
00:32Bem-vindo, doutor.
00:33Bom dia, Bruna. A você e todos os telespectadores.
00:36Bom dia, doutor.
00:38Quando a gente acompanha ali os detalhes desse caso, né, claro, é revoltante para todo mundo.
00:44Agora, o fato do suspeito ser uma figura de autoridade, né, para essas crianças e para esses jovens,
00:50isso dificulta as denúncias das vítimas?
00:53Porque é um caso que já estava rolando ali há um certo tempo dentro das escolas, né?
00:57Ele já tinha armazenado muitas imagens.
01:00A polícia acredita que o fato da figura dele de ser um professor pode ter dificultado?
01:05Ah, com certeza.
01:06Principalmente esse tipo de situação que vai gerar um trauma para essa criança ou para esse adolescente,
01:12vai dificultar, inclusive, ele revelar esses fatos que ocorreram num local que seria de proteção
01:19para um local que se transformou num local de crime.
01:23Sim.
01:23Ele não teria nem coragem de revelar para os pais algo que aquela pessoa que seria responsável pela guarda da criança,
01:31com o poder sobre ele dentro da instituição escolar,
01:34ser o infrator aí desse tipo de violência sexual.
01:37Com certeza.
01:38Agora, chama muita atenção como os fatos foram descobertos, né?
01:42A irmã de uma das vítimas percebeu uma mudança de comportamento dessa criança, né?
01:48Doze anos a criança dentro de casa e falou, ó, igual é, tem alguma coisa errada acontecendo.
01:54O papel da família ou de quem acompanha essa criança mais de perto,
01:58seja pai, mãe, responsável, irmão, irmã,
02:01em observar esse jovem, essa criança, porque vai dar sinais.
02:05Às vezes pode demorar, mas dá sinais, né?
02:07Dá, dá.
02:07Bruna, isso você falou uma coisa importante.
02:11Pode demorar, mas vai dar sinais.
02:14E cada criança ou adolescente apresenta um tipo de comportamento diferente.
02:19A gente já atendeu casos de crianças que foram constatadas mudanças
02:25para a questão de agressividade e crianças e adolescentes que se retraem.
02:30Acabam tendo um isolamento social.
02:34Inclusive deixando de ter conversa com os próprios familiares.
02:39Mas é importante essa questão de próprios amigos,
02:43um colega de turma que nota que essa criança começou a mudar aqui faz um tempo.
02:50Relate isso, por exemplo, se for na escola, relate isso para o coordenador.
02:54Eles têm uma equipe.
02:55As escolas hoje possuem equipes pedagógicas para avaliar essa criança e se há indícios de algum tipo de violência,
03:06nem que seja física ou sexual, eles vão emitir um relatório.
03:11E esses relatórios aí serão encaminhados tanto para o Conselho Tutelar, que é um outro órgão de proteção,
03:17tanto para a delegacia especializada.
03:20E lá a gente vai fazer essa investigação aí.
03:23Essa criança, inclusive, se ela já fez esse relato depois na própria escola,
03:29ela nem vai precisar se dirigir à unidade policial.
03:32É mesmo, doutor?
03:33Exatamente.
03:33Isso é um medo de muitas famílias, não quer...
03:36Não quer se expor.
03:37Expor, né?
03:37A criança ali, até o ambiente da delegacia, tem medo.
03:41Isso.
03:42Então isso é possível, né?
03:43É possível.
03:43É...
03:44Para evitar a revitimização.
03:46Porque essa criança já foi vítima do abuso.
03:50Ela relatou uma primeira vez ali para um pedagogo ou para a coordenadora
03:56e esse relatório que vai embasar a investigação policial.
04:00Não somente a palavra ali da vítima, mas a polícia vai colher outros elementos informativos
04:06para ser acostada ali no inquérito policial.
04:09Perfeito.
04:09Agora, muitas famílias ficam receosas por esse motivo que o senhor falou, né?
04:13De ir à delegacia levar a criança.
04:16Mas tem família assim que pensa, gente, eu...
04:19Que prova que eu tenho que levar?
04:21Eu não tenho uma prova concreta.
04:23Como é que é essa questão da pessoa decidir à delegacia, denunciar?
04:27O que ela precisa levar ali?
04:29O que ela precisa relatar, por exemplo, para que a denúncia seja validada?
04:33Bruno, é assim...
04:35Até por questão de receio ou medo, porque a gente sabe que a grande maioria dos casos
04:40de violência sexual ocorrem dentro da própria família.
04:45Verdade.
04:46Ou seja, a família é alguém de confiança ou que tenha contato próximo com essa vítima.
04:52Então, a pessoa tem receio de procurar a delegacia, com medo que alguém vai contar que ela foi lá.
05:00Ela pode mandar um... procurar o conselho tutelar, ela pode fazer uma denúncia no próprio 181.
05:08Diz que denuncia da nossa Secretaria de Segurança, que é uma ferramenta importantíssima
05:13para a gente angariar ali e investigar e descobrir essas infrações.
05:19Então, não se dirige diretamente à unidade, caso ela não queira.
05:23Perfeito.
05:23Mas ela querendo, porque ela está visando proteger ali a vítima, ela pode chegar e trazer o que ela tiver.
05:33Bom, eu peguei no aparelho celular do meu filho, fui conferir.
05:37Tem uma conversa estranha aqui com algum familiar, uma pessoa que ela desconhece,
05:41que pode ter gerado ali um crime, ser constatado um crime.
05:46Ela leve esse aparelho celular para a delegacia, se ela tiver testemunha ou se essa criança tenha contato
05:54com algum outro amiguinho que possa ter revelado isso, traz o nome do amigo.
05:58A gente vai encaminhar para o setor do psicossocial, que essas crianças e adolescentes não são ouvidos ali
06:04pelo oficial investigador nem pelo delegado.
06:07São acompanhados ali pela uma psicóloga ou uma assistente social.
06:11São pessoas extremamente capacitadas ali para realizar a escuta especializada dela.
06:15Perfeito.
06:16Agora, doutor, quais os sinais mais claros, vocês que estão ali na linha de frente,
06:22que essas crianças e adolescentes, elas costumam apresentar?
06:26Se a gente pudesse falar assim, os dois sinais principais que essa criança pode apresentar para essa família,
06:33que é um sinal de alerta de que uma atitude precisa ser tomada.
06:37A gente verifica muito questões de automutilação.
06:40Nossa.
06:41Crianças e adolescentes que são vítimas de violência sexual, principalmente,
06:45acabam se automutilando.
06:48Nossa, que triste.
06:48E outras questões é a questão de isolamento social.
06:54Tanto se abala o psicológico, tanto físico quanto psicológico, acaba deixando ela retraída.
07:00Ela não quer mais ter contato com outras pessoas, quer viver naquele mundinho dela ali.
07:04E ainda, devido ao fato de não querer fazer essa revelação para terceiros,
07:10essa situação acaba prejudicando ela cada vez mais.
07:14Perfeito.
07:15A gente sabe que, principalmente, a adolescente tem uma dificuldade, os pais têm uma dificuldade muito grande em acessar.
07:22Os jovens se abrem com todo mundo.
07:24Todo mundo é amigo, eu te amo pra cá.
07:26Mas com os pais mesmo, com a família, rola essa dificuldade, né?
07:31Então, o papel dos amigos, como o senhor colocou aqui muito bem.
07:35Agora, o papel da escola também é fundamental.
07:38Porque é na escola que esses meninos passam, muitas vezes, a maior parte do tempo.
07:42E, às vezes, é um próprio professor, que é uma pessoa de confiança.
07:46Mas deveria ser, né?
07:47Nesse caso, a gente viu que não, mas exceção.
07:50É um coordenador, é um amigo.
07:52Qual que é o papel da escola em também realizar essas denúncias, né, doutor?
07:57Não, o papel da escola é importantíssimo.
08:00Principalmente que a escola faz parte ali do controle social informal.
08:05Tanto a escola, como alguma unidade de saúde, conselho tutelar.
08:08Mas é dentro da escola, por exemplo, que ocorrem muitas palestras sobre violência sexual.
08:14E que esses alunos ali, crianças e adolescentes, ouvindo o que aquele profissional está dizendo,
08:22vai poder constatar que alguma conduta que está sendo feita contra ele é crime.
08:28E muitas dessas vezes, eles acabam procurando um professor ou um coordenador,
08:35ou centro pedagógico, para revelar o que estava acontecendo,
08:38ou no ambiente familiar, ou em algum outro ambiente com ele.
08:42E daí, nesse momento, a escola faz essa realização do atendimento ali com essa criança,
08:50prepara um relatório e encaminha daí para as entidades ali de proteção.
08:55Interessante também, doutor, que normalmente esses crimes, o que vocês percebem?
09:00Ele costuma acontecer por um longo período de tempo,
09:03até ser de fato ali descoberto, ou nem sempre?
09:08Não, isso tem uma grande variedade entre lápis temporal ou não,
09:13porque tem algumas síndromes que se desenvolvem nessas crianças ou adolescentes,
09:18que é a revelação.
09:20Então, se acanham ali, pode ser que passe ali um mês, um ano, dois anos, cinco anos.
09:26Nós já chegamos a pegar casos ali, que foi feita a revelação depois de 20 anos.
09:32Nossa, a criança estava ali, dentro de casa.
09:36Exatamente.
09:37Aí, a investigação até acaba ficando um pouco mais complicada,
09:42mas a gente tem que ir atrás de testemunhas, pegar esse relato,
09:46que a gente sabe que a maioria desses crimes contra a dignidade sexual,
09:50eles ocorrem ali na clandestinidade.
09:53Sem testemunhas, sem imagens.
09:56E isso, a palavra da vítima, corroborando com detalhes,
10:03vai auxiliar em muito a própria investigação
10:05e a responsabilização penal daquele indivíduo que cometeu o ato.
10:09Perfeito. Por isso a importância, né, gente, de...
10:11Mesmo que tenham se passado em muito tempo,
10:13denuncie, procure a polícia.
10:15Que orientação, nosso tempo está quase acabando, doutor,
10:18você deixaria para as famílias que estão assistindo o tribuno amanhã?
10:22E esse é um papel de toda a sociedade.
10:23A gente está falando aqui das famílias que têm crianças e adolescentes em casa,
10:27mas você, nós como cidadãos, a gente tem a obrigação, né,
10:31se identificar algum sinal de fazer essa denúncia,
10:34de estar de olhos atentos.
10:36Então, que orientação que fica para quem está assistindo a gente
10:38se deparar com uma situação como essa?
10:42Denuncie. Denuncie.
10:43Porque se não é conhecido ou é conhecido, faça a denúncia.
10:48Porque você pode estar evitando que essa mesma pessoa acabe abusando
10:52ou agredindo ou psicologicamente, fisicamente, outra pessoa.
10:57Você vai estar prevenindo, vai estar fazendo uma repressão
11:01contra uma conduta que já foi feita,
11:03mas prevenindo uma futura que possa ser cometida.
11:06Então, procure.
11:08Procure a delegacia, possa procurar o Conselho Tutelar, o CREAS,
11:13qualquer entidade de ensino, até a unidade de saúde, você pode procurar,
11:17porque eles encaminham para a delegacia depois, é a situação.
11:21Verdade. A gente está vendo ali, doutor, você falou da denúncia, né,
11:24a imagem da delegacia, a localização da delegacia fica em Vitória, né,
11:29é de fácil acesso. Qual que é o bairro é Maruípe, né?
11:32É aqui na frente da praça do Jucutuquara.
11:35Isso mesmo, na Paulina.
11:36Bem em frente à pracinha ali.
11:37Perfeito, doutor.
11:38Obrigada aí pelas dicas, pela entrevista, a gente conversou aqui
11:42com o delegado da Divisão Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente.
11:47Doutor, muito obrigada pela presença, pelos esclarecimentos aqui no Tribuna Amanhã.
11:52É um assunto que a gente precisa falar, né, e sem ter vergonha de denúncia,
11:59porque é importante demais a gente proteger nossas crianças.
12:02Obrigada, doutor.
12:02Nada, eu que agradeço. A delegacia está sempre à disposição.
12:08Obrigada, doutor.
12:09Obrigada, doutor.
12:10Obrigada, doutor.
12:11Obrigada, doutor.
12:12Obrigada, doutor.
12:13Obrigada, doutor.
12:14Obrigada, doutor.
12:15Obrigada, doutor.
12:16Obrigada, doutor.
12:17Obrigada, doutor.
12:18Obrigada, doutor.
12:19Obrigada, doutor.
12:20Obrigada, doutor.
12:21Obrigada, doutor.
12:22Obrigada, doutor.
12:23Obrigada, doutor.
12:24Obrigada, doutor.
12:25Obrigada, doutor.
12:26Obrigada, doutor.
12:27Obrigada, doutor.
12:28Obrigada, doutor.
12:29Obrigada, doutor.
12:30Obrigada, doutor.
12:31Obrigada, doutor.
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