00:00Um turista mineiro ficou gravemente ferido depois de ser agredido por um garçom de um quiosque na Praia da Costa, lá em Vila Velha.
00:09O desentendimento começou porque ele questionou o valor da conta.
00:14Suzy faria...
00:15Ó, eu questiono, não é que eu questiono, né?
00:18Quando eu vejo alguma coisa fora do que eu pedi ali, eu vou questionar.
00:25Acredito que a Suzy também teria essa mesma atitude, né?
00:31Então, assim, garçom, gerente, dono de estabelecimento comercial, seja ele qual for, tem que estar preparado para esse tipo de questionamento, né, Suzy?
00:42Agora, chegar ao ponto de agredir um cliente por conta ali de uma dúvida ou de um questionamento na conta aí é de queimar a cara, né, delegada?
00:51Sem dúvida, Douglas, sem dúvida.
00:57Quer dizer, a gente volta naquilo que estávamos falando há pouco.
00:59Vamos conversar?
01:00Vamos chegar ao entendimento?
01:02Pelo menos foi assim que o turista mineiro, o Júlio César, de 46 anos, um investidor que veio passar férias pela primeira vez aqui no estado e também em Vila Velha,
01:12contou para a gente o que aconteceu.
01:14Ele disse que na hora que pediu uma cerveja, veio duas, já começou a discussão por aí.
01:19Aí ele disse, olha, eu não pedi duas, eu fiz assim, mas era para te chamar, não pedi duas cervejas.
01:26Aí o garçom teria dito que ele pediu sim, que teria que ficar com as duas, teria que consumir as duas e pagar.
01:32E para não arrumar a confusão, só para te resumir, ele teria ido pagar a conta quando nesse momento acabou levando um soco,
01:39provavelmente por questionar de novo a conta, que segundo ele tinha tomado cinco cervejas, um suco, veio 215 reais.
01:48E aí ele achou um absurdo.
01:49E foi a hora que não apenas um, mas de acordo com ele, seis garçons acabaram por espancá-lo na praia.
01:59Um corte tremendo na cabeça, uma marca na costela, um dedo machucado, muito sanguentado, tudo isso na frente do filho dele e da mulher.
02:09O filho tem três anos de idade.
02:11Essa foi a versão passada pelo Júlio César, que inclusive agora há pouco esteve na delegacia distrital de Vila Velha,
02:18prestando o depoimento que vai fazer ainda corpo de delito.
02:21Você imagina, são seis contra um.
02:24Um episódio que lembra muito o que aconteceu lá em Porto de Galinhas.
02:28Eu acho que isso daí ninguém esqueceu.
02:30E lembrando também o que aconteceu na areia da praia, que é pública, que pode ser usada por qualquer um,
02:36mas muitos bares e quiosques acabam se apoderando do espaço e colocando, intimando,
02:42quem chega na areia da praia a pagar um mínimo de consumação.
02:46Então você vai assistir agora a matéria com a versão do Júlio César, o mineiro,
02:51que acabou sendo espancado por seis garçons.
02:54E daqui a pouco eu volto para explicar a versão do quiosque que foi enviado através de nota para a nossa redação.
03:02Acompanhe aí.
03:04Um baita corte na cabeça, lesão nas costelas, dedo e principalmente um sentimento de decepção.
03:11Essas são as marcas que esse turista mineiro de 46 anos vai levar ao visitar o litoral Canela Verde.
03:19As agressões, segundo ele, foram feitas por garçons desse quiosque, que fica na curva da sereia, na praia da costa.
03:28Aí no que eu passei o cartão, a hora que eu passei o cartão, eu já tomei um soco no rosto,
03:35uma garrafada na cabeça, os outros vieram me agredindo com pau, chute, soco.
03:39O quiosque fica numa área em que o espaço público na areia é disputado entre banhistas e mesas e cadeiras do comércio.
03:47A confusão aconteceu na frente da mulher e do filho dele de 3 anos de idade, foi na sexta-feira.
03:55Nessa imagem, a criança aparece com a mãe indo em direção à vítima, todo machucado e desnorteado no meio da pista.
04:05Júlio César contou que a confusão toda começou quando ele pediu mais uma cerveja, seria a quinta.
04:10Ele levantou o dedo e pediu, garçom, só que ao fazer isso, o garçom entendeu que seriam duas cervejas e não uma, e trouxe as duas.
04:19Quando chegou na mesa, Júlio César questionou, olha, eu não quero duas, eu quero uma, porque só eu estou bebendo.
04:24A confusão começou exatamente aí, os dois passaram a discutir.
04:29Ele resolveu pagar a conta e segundo ele conta, vocês vão ver agora, na hora que ele pagou a conta,
04:35que deu o dobro que deveria dar, ele levou o primeiro suco.
04:38Quando a gente chegou lá, antes de sentar na mesa, a gente perguntou quanto era a cerveja, e ele falou 20 reais.
04:45Eu falei, tá ok, tá no preço normal, beira de praia e tal.
04:48Beleza, a gente foi consumir na beira da areia, enquanto a gente consumia a nossa bebida que a gente tinha levado,
04:54e depois fomos para a mesa consumir a deles.
04:58Consumimos cinco cervejas e um suco para o meu filho.
05:01A gente ia pedir também uma porção, mas aí na hora que ele trouxe as duas cervejas, eu não aceitei, eu queria só uma,
05:12e eu fui pagar a conta e a conta deu 215 reais.
05:16Aí na hora que eu fui questionar, eu falei que não ia pagar, porque isso não era certo.
05:20Júlio reclama que na hora da briga não tinha nem um guarda municipal, nem polícia militar na rola que ele pudesse acionar ou socorrê-lo.
05:30E foi um desconhecido quem o levou até o hospital.
05:34Falaram que estava na operação, não sei, não tinha viatura para vir.
05:39Um rapaz que a gente tinha conhecido uns minutos antes, se propôs a levar a gente para o hospital,
05:45que foi a pessoa que me acolheu.
05:47O socorro inicial foi feito pelo Salva-Vidas Alvarino.
05:51Vi que era um corte profundo, um corte grande, e fiz um curativo compreensivo no momento e esperei até alguém socorrê-lo.
05:59Não tinha como ele pegar o veículo dele e ser conduzido praticamente só para o hospital.
06:04Então, uma outra pessoa, o Boinça, levou ele para o hospital, ele e a família dele.
06:08A cena foi vista por várias pessoas. A Maria Eduarda estava na praia e se assustou com a briga.
06:14Aí eu cheguei e estava a cabeça toda a pocada, tipo toda a pocada mesmo.
06:17Aí o cara que colocou a cabeça dele, eu acho que não foi só um, porque ele chegou ali na orla
06:23e começou a falar muitas coisas, falando que ele era mais doido que o outro,
06:27que o outro ameaçou ele de pegar a arma e tal.
06:30Júlio trabalha com investimentos em Belo Horizonte.
06:33Além de aproveitar o descanso, procurava apartamentos para investir aqui na orla.
06:39Desistiu.
06:40Envergonhado pelo filho ter visto a cena,
06:42só pensa agora em deixar a cidade que visitava pela primeira vez.
06:47Ter a menor vontade de investir, de voltar aqui, eu quero ir embora, eu só quero ir embora, eu quero me recuperar e ir embora.
06:53Olha só, Douglas, eu vou ler para você a resposta do quiosco Encontro das Águas.
07:01A gente procurou ontem o gerente, a gerente conversou com a gente.
07:04Eles não quiseram gravar a entrevista, mas enviaram uma nota que eu vou falar a versão então do quiosco agora para vocês.
07:10O encontro da praia esclarece o ocorrido que envolveu um cliente visivelmente alcoolizado,
07:16que saiu do estabelecimento sem efetuar qualquer pagamento da comanda e adotou postura agressiva desde o início.
07:24Ressaltamos que o valor de R$ 215,00 divulgado não corresponde ao consumo de apenas cinco cervejas,
07:31sendo incorreta a informação de que se trataria de cinco cervejas.
07:35O cliente recusou o atendimento, proferiu ofensas, realizou ameaças verbais e criou um ambiente de intimidação
07:44e em seguida bateu no rosto de um colaborador.
07:49Reforçamos que nada justifica o conflito ou a violência.
07:52Mesmo assim, os colaboradores envolvidos seguem temporariamente afastados até a conclusão das apurações.
08:00Permanecemos à disposição para esclarecimentos, quiosque e encontro da praia.
08:05Então, essa é a versão dos responsáveis pelo quiosque, que explica então que, segundo eles, o cliente também agiu de uma forma violenta.
08:16Quem vai decidir isso aí agora é a apuração pela Polícia Civil, Douglas.
08:20É a delegacia distrital lá de Vila Velha quem está investigando esse caso,
08:25que já ouviu hoje pela manhã o Júlio César, ele já prestou o novo depoimento hoje lá,
08:31vai passar por exame de corpo de delito, como ele mesmo tinha dito ontem,
08:35e agora serão ouvidos os funcionários envolvidos nisso.
08:39Volto a repetir.
08:40Teriam, de acordo até com testemunhas que preferiram não gravar entrevista, que estavam ali na praia,
08:44seis garçons que acabaram batendo nesse homem.
08:48Então, independente de qual tenha sido o motivo, eu acho que se você conversar,
08:52pode chegar a um acordo sem precisar partir para a violência, né?
08:56E outra coisa que a gente precisa lembrar é que a praia é pública e não pode ser loteada.
09:01Douglas.
09:03Falou tudo, Suzy. Falou tudo, que eu não preciso nem falar mais nada.
09:06Eu vou te falar a coisa, viu?
09:08Quando eu quiser uma folga, eu vou pedir para colocar a Suzy aqui para apresentar esse jornal.
09:12Tudo que eu ia falar, ela falou, tá vendo só?
09:14E falou muito bem. E falou muito bem, porque é isso mesmo.
09:18A gente tem que ter o princípio do respeito, a gente tem que ter o princípio de que é um cliente.
09:24Agora, claro, se o cliente estiver ali alcoolizado, né?
09:27Estiver ali alterado também, aí tem que procurar as forças de segurança,
09:32guarda municipal, polícia militar, para dar um apoio.
09:35Mas a gente espera que isso se resolva.
Comentários