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O deputado Paulinho da Força (Solidariedade), relator do PL da Dosimetria, criticou duramente o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que previa a redução de penas para condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Segundo o parlamentar, o texto foi construído de forma coletiva e simbolizava uma tentativa de pacificação institucional. Em declaração contundente, Paulinho afirmou que Lula “rasgou e colocou fogo na bandeira da paz”. A bancada do Linha de Frente opinou.

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00:00Mesmo de recesso nos bastidores, deputados e senadores já se movimentam para tentar derrubar o veto de Lula no caso da oposição
00:07ou para então tentar fazer força para justamente que isso não aconteça.
00:12O Partido Solidariedade, por exemplo, publicou uma nota assinada pelo presidente da sigla, Paulinho da Força,
00:19deputado federal que relatou o projeto de lei na Câmara.
00:22A nota critica duramente a decisão do presidente e diz que Lula vetou a paz institucional no Brasil.
00:29Paulinho acusa o petista de preferir o confronto e antecipa.
00:34Disse que vai trabalhar sim para derrubar o veto no Congresso Nacional.
00:38Já o deputado Sostenes Cavalcante garantiu que o veto será derrubado na primeira sessão conjunta do Congresso neste ano.
00:47Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à presidência da República e senador, também falou sobre o assunto,
00:53criticou ali duramente Lula, chamou ele de produto vencido, movido a ódio e ideologia.
00:59Então, também quero ouvir das meninas, Mônica, será que tem força, mais de 240 votos na Câmara
01:05e mais de 40 no Senado para uma derrubada?
01:09E essa vai ser o tema, a guerra a um aí no Congresso este ano?
01:13Exatamente.
01:13Essa vai ser agora a grande bandeira atrás da qual vão se juntar os dois lados, as duas torcidas.
01:19E, gente, uma política detorcida é uma política destorcida.
01:23Nenhum dos dois lados está tentando encontrar como reduzir a injustiça de quem teve uma pena excessiva
01:30e houve, sim, penas excessivas, e nem como fazer para garantir a certeza de punição para quem deve ser punido.
01:37Como garantir que a mensagem da impunidade não vai passar?
01:41Os dois lados estão errados, mas nenhum dos dois está disposto a conversar
01:45porque os dois precisam de uma bandeira para arrebanhar e engajar as pessoas
01:49que, no fundo, estão aí desesperançosas, desacreditadas e frustradas com os nossos políticos.
01:56Eles acham que, assim, vão trazer de volta energia.
01:59Eu acho que eles vão continuar passando vergonha.
02:02Bom, a oposição falou de diversas formas nesse sentido.
02:06O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, também se manifestou, disse na quinta-feira,
02:10ainda antes do veto do presidente Lula, que o Congresso iria derrubar,
02:15e disse que um veto como esse é justamente de cunho ideológico,
02:20que é algo que não foi ali pensado e que é para discurso eleitoral.
02:25Aí quero chamar as nossas economistas, a Nátaly e a Carla, para a gente pensar justamente nisso.
02:31Então, é um debate que provavelmente já vai tomar o Congresso Nacional logo no início,
02:36nas primeiras semanas até que seja resolvido, travando outros debates,
02:41ou seja, encurtando bastante o ano no Congresso,
02:44que já é um ano curto porque é ano eleitoral, né?
02:48Sem dúvida. O que você acha, Carla?
02:50Eu acho que a gente tem assunto econômico tão mais urgente a ser tratado
02:55do que a gente continuar numa polarização que cada vez mais atrasa o desenvolvimento
03:00e toda a estrutura que a gente precisa pensar no país, pelo menos a médio e longo prazo.
03:04Exatamente. Olha, nós temos reforma tributária, gente.
03:07Ela começa esse ano.
03:09Todas as pessoas no Brasil que precisam emitir notas fiscais
03:12precisam saber como é que vai funcionar, o campo, o que vai preencher,
03:17o que vai fazer, qual é a alíquota de imposto de valor agregado desse país,
03:22qual é a UIVA.
03:23O UIVA ficou em 26,5, ficou 27, o UIVA ficou 28.
03:27Será que as pessoas sabem como é que vai funcionar o cashback?
03:30Então, ou seja, nós temos uma mudança radical para todas as empresas,
03:37a indústria, as pessoas físicas nesse país.
03:40E simplesmente você está discutindo ainda anistia, dosimetria,
03:45e sei lá qual é a outra IA que estão discutindo,
03:47e a economia está ficando de lado.
03:49Só que as empresas, elas estão todas, literalmente, esperando nos seus setores fiscais.
03:55Está todo mundo esperando a contabilidade.
03:57Como é que nós vamos fazer a partir desse ano?
04:00Então, assim, é inacreditável a hora que você deixa a economia para baixo
04:06e coloca a política para cima na pilha das necessidades.
04:10E os nervos continuam a flor da pele lá no Congresso Nacional.
04:14O ano foi muito difícil entre os três poderes.
04:17No geral, eu não falo só do Congresso, então, também do Palácio do Planalto,
04:21Governo Federal e o Supremo Tribunal Federal.
04:24E parece, principalmente depois dessa cerimônia de 8 de janeiro,
04:28que deve continuar com as relações meio estremecidas aí pelas próximas semanas.
04:33A cerimônia em defesa da democracia escancarou todas essas feridas
04:36que ficaram abertas, então, principalmente entre o governo e o Congresso.
04:40Os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Mota e Davi Alcolumbre,
04:44não compareceram em um sinal claro da insatisfação recente com Lula
04:49que eles já vinham pontuando lá atrás.
04:51Já o Supremo Tribunal Federal iniciou a campanha Democracia Inabalada
04:55sobre a resiliência das instituições brasileiras.
04:59E aí, Thaís, como é que fica essa relação para 2026?
05:04Todo mundo, salve-se quem puder, cada um jogando no seu?
05:07Quando a Mônica começou com essa fala da polarização
05:12e depois, quando vieram os economistas, fazer essa análise
05:16que, enquanto a gente polariza, vai passando o que tem que passar
05:19e o mais importante não se discute,
05:21eu fico pensando nesse cenário para 2026 e para as próximas eleições
05:25e fico entendendo que a gente não avança enquanto população,
05:29enquanto nação, enquanto cada uma das polaridades
05:32utilizarem pautas que não são importantes
05:37no sentido de estamos preocupados, de fato,
05:41com as punições no nosso país
05:43ou a gente simplesmente quer que não seja punido o nosso aliado.
05:47E, enquanto isso, não se discute como que o brasileiro vai evoluir,
05:52como que o brasileiro vai economicamente conseguir viver.
05:55Então, na verdade, toda essa dinâmica de incoerência,
05:59de cada um dizer, olha, isso aqui é perseguição,
06:01os dois lados se acham perseguidos quando estão sendo julgados,
06:05isso só o Brasil que perde.
06:06E a dúvida é quem vai ceder, isso que a Mônica falou,
06:09olha, está todo mundo brigando e ninguém quer ceder
06:11para ir para o meio e conversar.
06:13Não que o centrão seja a solução dos problemas,
06:15mas, pelo menos, sair dos extremos.
06:17Uma analogia apenas.
06:19Exato.
06:20Mas eu fico pensando nisso, né?
06:21Quando que a gente vai abrir um pouco mão dos extremos
06:24para que a gente possa, enquanto país,
06:26conversar sobre o que é importante para que a gente avance.
06:29Essa é a pergunta de ouro.
06:32A pergunta de ouro é a volta daquele debate, né?
06:35Sempre tem um candidato do centrão, mais ao centro,
06:38terceira via que aparece, que diz que vai fugir da polarização,
06:41mas acaba que ninguém vota nesses candidatos, né?
06:44Ou, pelo menos, uma parcela muito pequena da população.
06:48E aí, Mônica, será que essa briga toda, na verdade,
06:50não prejudica, não é pior, na verdade, para o presidente Lula,
06:55já que é um ano eleitoral,
06:57um ano importante ainda de tentar passar alguns projetos,
06:59escala seis por um, por exemplo,
07:01para ele é um ano importante ainda, né?
07:05Estar nos holofotes.
07:07Eu não sei se é pior.
07:08Eu acho que essa briga toda é boa para ele,
07:09porque, enquanto tem briga, ele continua sendo relevante.
07:13Se a gente começasse a falar das questões realmente importantes,
07:15por exemplo, de corrupção, do escândalo do INSS,
07:18se a gente for desatar esse novelo de obscuridade do Banco Master
07:23e tentar entender, ver quem está envolvido nesse escândalo todo,
07:26nós vamos começar a ver coisas que vão, certamente,
07:29ser muito piores para o governo e muito mais preocupantes para o Lula.
07:33Então, para ele, enquanto a discussão ficar em torno do tamanho da pena
07:36e não entrar nessas questões muito mais sérias,
07:40muito mais preocupantes para o brasileiro,
07:42para ele está ótimo.
07:43E tem toda a questão econômica.
07:44Precisa entender o que vai acontecer,
07:46o que vai acontecer com os juros,
07:47se o governo vai cortar gastos ou não.
07:49Isso é o que impacta de verdade na vida do brasileiro.
07:51E, para ele, essas são todas questões extremamente delicadas,
07:56onde, na minha opinião, ele só tem a perder.
07:58Melhor para ele que a briga continue sendo sobre a dosimetria.
08:01Mas antes de chamar a Carla e a Nátaly de novo,
08:04eu queria ainda voltar com a Thaís e com a Mônica
08:05para falar um pouco do STF, rapidamente.
08:08Qual deve ser o papel do STF agora, em 2026,
08:11também está aí no meio do cabo de guerra, né?
08:16Eu concordo um pouco com essa ideia da Mônica
08:19de que, se mexer em alguns assuntos,
08:22muitas pessoas poderosas vão cair.
08:24E daí, eu acho que talvez esse seria o melhor caminho
08:27para acabar com a polarização.
08:29Quando o brasileiro descobrir que, nos dois extremos,
08:33e de todos os lados que a gente fala sobre política,
08:35vai existir envolvimento com facções criminosas,
08:38com a própria compra de sentenças,
08:41que direto aparece,
08:43ah, o juiz está vendendo com tráfico de influências.
08:45Mas isso não é nem da esquerda, nem da direita.
08:48É de todos, onde tem poder, existe a corrupção.
08:52E eu realmente não acho que exista um interesse
08:55para que seja um combate à corrupção.
08:58E o STF agora está mais ainda estremecido
09:02por conta do que aconteceu no Banco Master, né?
09:05Porque se for mexer direitinho,
09:06tentar entender tudo o que aconteceu,
09:08essa questão do tráfico de influências,
09:10como é a advocacia nos tribunais superiores do nosso país,
09:13eu acho que muita gente vai ficar bastante entristecida
09:17e descobrir que talvez o que a gente fala,
09:20ah, mas esse aqui é um crime que aconteceu,
09:22e quem protagonizou era um político da esquerda ou da direita.
09:26Era o meu político.
09:27Gente, esquece.
09:28A corrupção está em absolutamente todos os campos,
09:32em todos os partidos.
09:34E isso não significa para a gente cruzar o braço e dizer,
09:36olha, não tem mais jeito.
09:37Significa a gente começar a tentar pensar
09:39como que vai desconstruir essa lógica.
09:41porque não é possível que a gente entenda
09:44que, então, os três poderes terão corrupção
09:46e que a gente vai ter que viver num país corrupto.
09:48Se o Congresso derrubar esse veto, Mônica,
09:51o STF deve agir ou não?
09:54Porque já estava meio ali no acordão.
09:56Então, a grande questão aqui
09:58é que o STF está descredibilizado.
10:01Por causa de várias questões que vêm acontecendo,
10:04tanto por abusos, por excessos,
10:06quanto agora por essas acusações.
10:07Gente, é gravíssimo um ministro do STF
10:10que entra num aviãozinho privado
10:11para ir assistir um jogo em Lima
10:13junto com o advogado
10:15de uma das partes de um processo.
10:17Isso é de um nível de inaceptabilidade
10:20que assusta.
10:22Então, eu, que sou uma grande defensora
10:23do Supremo Tribunal como instituição,
10:25nós precisamos de um STF forte.
10:28Peço há muito tempo aqui
10:30que você que assiste a Jovem Pan
10:31faça pressão no seu senador.
10:34Quem exerce o poder de controle
10:35sobre o STF é o Senado.
10:38E aí, nós precisamos que o STF esteja forte,
10:40nós precisamos que ele esteja firme
10:42e que a população confie.
10:44Por isso, essa ideia do código de conduta
10:46é tão boa.
10:47O código de conduta são combinados
10:49sobre como as coisas podem
10:50ou não funcionar lá dentro.
10:51Para que a gente volte a acreditar
10:53num STF que hoje virou razão
10:55para dizer que existe ditadura no Brasil.
10:57tudo.
10:57Obrigado.
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