- há 7 meses
- #jovempan
- #linhadefrente
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#JovemPan
#LinhaDeFrente
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#JovemPan
#LinhaDeFrente
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00Linha de Frente
00:04Olá, muito boa tarde. Está começando agora mais um Linha de Frente neste sábado.
00:11Seja muito bem-vindo, muito bem-vinda. Eu sou Beatriz Manfredini e agradeço a todos pela companhia desde já.
00:18No programa de hoje nós vamos debater alguns dos assuntos que tem agitado o Brasil e o mundo nessa semana.
00:24Em 2026 mal começou e muita coisa já aconteceu, com destaque para o veto ao PL da dosimetria e também as ações de Trump pelo mundo.
00:33Nessa jornada cheia de destaques, informações e muita análise, eu terei a companhia da economista e conselheira do Corecom de São Paulo, Carla Bene,
00:42também da advogada e especialista no combate à corrupção, Mônica Rosenberg, da economista e delegada do Corecom, Nathalie Wendel,
00:51e também da advogada e conselheira da OAB de São Paulo, Thaís Cremasco.
00:56Oi, meninas, boa tarde. Obrigada mais uma vez por estarem aqui na bancada feminina do Linha de Frente.
01:03O ano mal começou, como eu dizia, mas olha, tem assunto para a gente debater aí pelo menos já por uns cinco programas.
01:09Então, fiquem aqui com a gente. Eu começo falando de Brasil.
01:12Isso porque nessa semana o país lembrou com tristeza os três anos do 8 de janeiro de 2023,
01:19quando milhares de pessoas invadiram os principais prédios na Praça dos Três Poderes,
01:24em um episódio visto como uma tentativa de golpe de Estado.
01:28Uma cerimônia foi realizada em Brasília, mas o destaque, na verdade, não foi a cerimônia.
01:33O presidente Lula aproveitou esse ato para vetar integralmente o PL da dosimetria,
01:39que favoreceria os condenados justamente pela tentativa de golpe de Estado.
01:44A decisão do presidente ainda pode ser revista no Congresso.
01:47Os parlamentares podem manter ou derrubar o veto presidencial.
01:51Para derrubada, são necessários 257 votos de deputados e 41 de senadores.
01:58A gente avança nesse tema já já.
02:00Mas antes, destaco que durante a cerimônia em Brasília, o então ministro da Justiça,
02:04Ricardo Lewandowski, disse o seguinte, olha, eu vou abrir aspas e ler aqui para vocês.
02:08É aqui, é necessário resaltar que os crimes cometidos contra o Estado Democrático de Direito
02:15são imprescritíveis e impassíveis de indulto, graça ou anistia,
02:20sobretudo quando envolvem grupos civis ou militares.
02:25Fecho aspas.
02:26Começo então essa rodada já trazendo para Thaís.
02:30Thaís, era um ato esperado do presidente Lula, né?
02:33Sim, absolutamente esperado, até porque a Constituição Federal é bastante clara
02:38no sentido de não abrir espaço para anistia nesse tipo de crime.
02:43E o brasileiro precisa decidir se nós queremos ser um país que temos, cumprimos a lei
02:49e que quando alguém descumpre a lei, essa pessoa será punida
02:53ou se seremos o país da impunidade.
02:55Porque em muitos momentos, a gente discute aqui no nosso país,
02:58ah, os crimes aumentam por causa da impunidade.
03:01Quando alguém comete um crime e não é punido, a tendência é que esse crime volte a acontecer.
03:06Então, anistiar pessoas que cometeram crimes é uma forma, sim, de dar um recado
03:12para que essas pessoas voltem a cometer esses delitos.
03:15Então, totalmente acertado o veto, os crimes aconteceram, foram investigados,
03:21as pessoas tiveram o direito à legítima defesa, à ampla defesa,
03:26fizeram as suas sustentações orais, contrataram advogados
03:29e foram punidas pelos crimes que cometeram dentro de várias categorias.
03:34Não foi que todo mundo recebeu a mesma pena.
03:36Tiveram pessoas que foram punidas pela preparação do ato, pelo financiamento do ato.
03:41Tinham, em crimes que são julgados por grupos, é normal que tenham matrizes.
03:46Todas as pessoas que cometeram os atos preparatórios vão ser punidas assim.
03:50Quem cometer o ato de financiamento será punido assim.
03:53E aconteceu a mesma coisa nos crimes do 8 de janeiro,
03:56e as pessoas, sim, tiveram uma dosimetria.
03:59Agora, tentar dar um jeitinho para que essas pessoas não sejam punidas
04:03vai dar um recado muito perigoso para a nossa sociedade, um recado de impunidade.
04:07Quero tentar entender também com a Mônica como esse discurso do presidente Lula
04:12pode chegar na eleição 2026.
04:14Ele já está falando para um público que já é dele,
04:17então com isso ele não ganha nem perde, ou se pode ter algum tipo de força.
04:20O grande problema foi a polarização dessa discussão.
04:23A anistia tinha virado a grande pauta da direita,
04:26essa anistia agora está afastada,
04:28mas passamos várias semanas discutindo o projeto da dosimetria,
04:32e nem tentaram disfarçar de que o objetivo final desse projeto da dosimetria
04:37era, sim, reduzir a punição ao ex-presidente Bolsonaro.
04:41E aí tem duas coisas que a gente precisa levar em conta.
04:44É muito claro para todos nós, acho que até a Thais concorda,
04:47que a punição para a cabeleireira que pichou uma estátua ali foi excessiva.
04:53Houve, sim, penas excessivas, por mais que quando você olha lá o cálculo da pena,
04:59foram dadas as penas mínimas para cada um dos crimes,
05:01mas foram muitos crimes, acaba dando um número muito alto de anos.
05:05E tem muita gente que fala, isso não está certo.
05:08Eu, pessoalmente, acho que essa cabeleireira poderia ter sido condenada,
05:11a pena dela poderia ter sido convertida em prestação de serviço à comunidade,
05:15e ela poderia ter sido condenada a lavar todas as estátuas do Brasil.
05:19Seria algo que faria sentido e teria um aspecto pedagógico para quem está olhando.
05:23O que a gente não pode fazer é, por causa desse abuso,
05:27por causa dessa injustiça de uma pena excessiva cometida para os pequenos,
05:31para os peões do tabuleiro de xadrez que estavam ali,
05:34a gente está discutindo um abrandamento da pena para quem estava financiando,
05:38para quem estava sendo cabeça, para quem era líder desse movimento,
05:41que era um movimento que nós, como brasileiros, não podemos achar normal e nem aceitável.
05:47Então, essa é a grande discussão.
05:48Ao invés de focar em como resolver o problema só dos pequenos,
05:51não dá para ter um projeto de lei que afeta diferentes pessoas de formas diferentes,
05:55acaba ficando uma discussão que, enquanto não conseguirem liberar o ex-presidente Bolsonaro,
06:00não vão sossegar.
06:02E isso é que é muito ruim.
06:03Bom, durante essa cerimônia, o presidente Lula, claro, fez ali uma declaração.
06:08A gente tem um trechinho da fala dele, vamos acompanhar.
06:11Todos eles tiveram amplo direito de defesa.
06:17Foram julgados com transparência e imparcialidade.
06:23E ao final do julgamento, condenados com base em provas robustas
06:28e não com ilegalidades em série,
06:31médias convicções do Paul e Pontes Fajus.
06:34Por isso, quero parabenizar a Suprema Corte pela conduta irrepressível ao longo de todo esse processo.
06:44Nathalie, vou te chamar para a gente pensar um pouco sobre essa fala do presidente
06:49e também sobre a possibilidade de derrubada.
06:51A oposição já anda falando nisso.
06:54É, a gente precisa entender que o 8 de janeiro traz uma lição e deve trazer uma lição institucional.
07:00De modo a gente reduzir uma insegurança, até em termos jurídicos que a gente tem nesse país,
07:06para a gente pensar num futuro, pensar inclusive num fortalecimento da democracia.
07:10Quando a gente tem uma democracia muito bem consolidada, firme,
07:14ela transforma uma crise como o 8 de janeiro justamente em um aprendizado institucional.
07:20Tendo uma democracia mais frágil, a gente continua tendo algo que muito bem aqui foi colocado,
07:25que é justamente a manutenção dessa polarização que só faz mal para o Brasil como um todo.
07:29Também temos a fala do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.
07:35Não se divide. Justiça não se fraciona.
07:41Aqueles que romperam, cometeram crime, devem sofrer o rigor da justiça e o peso da história.
07:51Carla Bene, foram falas fortes dos dois no evento.
07:55Foram, foram falas fortes.
07:57Eu acho que a data é importante, ela precisa ser relembrada, independente de ter um cunho eleitoral ou não,
08:04ela precisa ser relembrada.
08:07Há uma fragilidade democrática no Brasil, que é justamente, porque eu vou pegar o ponto da Nátaly,
08:12que então eu acho que isso a gente precisa lembrar disso o tempo todo, para que isso não aconteça.
08:18Esse ano, de novo, é um ano eleitoral.
08:19Já imaginou se acontece a mesma coisa?
08:21Se a gente está aqui em 2027 discutindo, em janeiro de 2027, que nós tivemos outra tentativa de golpe de Estado.
08:29Mas eu vou pegar outro ponto da Mônica importante, que é o seguinte.
08:33O projeto nasceu errado.
08:35O projeto nasceu para beneficiar Bolsonaro e família.
08:40Então, quando você tem, o nascedouro está contaminado.
08:45Então, é isso, a chance disso dar certo é muito pequena.
08:49E outro ponto que eu deixaria também, pegando um pouco da Thais, é que esse é um processo pedagógico.
08:55Negar, ou seja, vetar a dosimetria é importante no sentido de que a gente entenda,
09:01e a população brasileira entenda, que atentar contra a democracia é um crime.
09:07Então, eu acho que isso daí é um ponto que a gente precisa realmente refletir.
09:11A Thais pediu para falar, e vou aproveitar e fazer uma pergunta também, e depois jogar para as outras.
09:15Se não tivesse a família Bolsonaro como cerne, talvez o destino do projeto fosse outro?
09:20Sim, com certeza.
09:21Eu achei muito interessante o que a Carla e a Mônica disseram,
09:25porque quando a gente pensa em excessos de punição,
09:28o Brasil e o STF, historicamente, tem uma caneta muito firme.
09:34Vivemos num país onde mulheres são presas por ter furtado uma lata de leite.
09:39E o STF diz, não, tudo bem, crimes de fome também serão punidos pelo nosso sistema.
09:47Então, somos um sistema bastante punitivista.
09:49Então, se for para falar sobre dosimetria, se for para falar para penas mais brandas,
09:54vamos liberar as mulheres que estão amamentando e estão encarceradas?
09:57Vamos liberar o jovem negro periférico que foi preso por causa de duas gramas de maconha, de cocaína?
10:04Então, será que é esse que é o projeto?
10:05Se for esse o projeto da dosimetria, vamos fazer a dosimetria para todo mundo.
10:09Agora, a dosimetria é só para a família Bolsonaro, daí não dá, né?
10:13Bom, e claro que essa decisão e essas falas, tanto do presidente Lula,
10:17quanto do vice-presidente Geraldo Alckmin, geraram uma série de repercussões.
10:20Até porque, mesmo de recesso nos bastidores, deputados e senadores já se movimentam
10:26para tentar derrubar o veto de Lula, no caso da oposição,
10:29ou para então tentar fazer força para justamente que isso não aconteça.
10:34O Partido Solidariedade, por exemplo, publicou uma nota assinada pelo presidente da sigla,
10:39Paulinho da Força, deputado federal, que relatou o projeto de lei na Câmara.
10:44A nota critica duramente a decisão do presidente e diz que Lula vetou a paz institucional no Brasil.
10:51Paulinho acusa o petista de preferir o confronto e antecipa.
10:55Disse que vai trabalhar, sim, para derrubar o veto no Congresso Nacional.
11:00Já o deputado Sostenes Cavalcante garantiu que o veto será derrubado
11:04na primeira sessão conjunta do Congresso neste ano.
11:09Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à presidência da República
11:13e senador, também falou sobre o assunto, criticou ali duramente Lula,
11:16chamou ele de produto vencido, movido a ódio e ideologia.
11:21Então, também quero ouvir das meninas, Mônica,
11:23será que tem força, mais de 240 votos na Câmara
11:27e mais de 40 no Senado para uma derrubada?
11:30E essa vai ser o tema, a guerra a um aí no Congresso este ano?
11:35Exatamente, essa vai ser agora a grande bandeira
11:37atrás da qual vão se juntar os dois lados, as duas torcidas.
11:41E, gente, uma política detorcida é uma política destorcida.
11:45Nenhum dos dois lados está tentando encontrar como reduzir a injustiça
11:49de quem teve uma pena excessiva e houve, sim, penas excessivas
11:53e nem como fazer para garantir a certeza de punição para quem deve ser punido.
11:59Como garantir que a mensagem da impunidade não vai passar?
12:03Os dois lados estão errados, mas nenhum dos dois está disposto a conversar
12:06porque os dois precisam de uma bandeira para arrebanhar e engajar as pessoas
12:11que, no fundo, estão aí desesperançosas, desacreditadas e frustradas com os nossos políticos.
12:18Eles acham que, assim, vão trazer de volta energia.
12:21Eu acho que eles vão continuar passando vergonha.
12:24Bom, a oposição falou de diversas formas nesse sentido.
12:27O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, também se manifestou,
12:31disse na quinta-feira, ainda antes do veto do presidente Lula
12:35que o Congresso iria derrubar e disse que um veto como esse é justamente de cunho ideológico,
12:41que é algo que não foi ali pensado e que é para discurso eleitoral.
12:47Aí quero chamar as nossas economistas, a Nátaly e a Carla, para a gente pensar justamente nisso.
12:52Então, é um debate que provavelmente já vai tomar o Congresso Nacional logo no início,
12:58nas primeiras semanas até que seja resolvido, travando outros debates,
13:02ou seja, encurtando bastante o ano no Congresso, que já é um ano curto porque é ano eleitoral, né?
13:09Sem dúvida. O que você acha, Carla?
13:12Eu acho que a gente tem assunto econômico tão mais urgente a ser tratado
13:17do que a gente continuar numa polarização que cada vez mais atrasa o desenvolvimento
13:21e toda a estrutura que a gente precisa pensar no país, pelo menos a médio e longo prazo.
13:26Exatamente. Olha, nós temos reforma tributária, gente. Ela começa esse ano.
13:30Todas as pessoas no Brasil que precisam emitir notas fiscais precisam saber como é que vai funcionar,
13:37o campo, o que vai preencher, o que vai fazer, qual é a alíquota de imposto de valor agregado desse país,
13:44qual é a UIVA. O UIVA ficou em 26,5%, ficou 27%, ficou 28%.
13:49Será que as pessoas sabem como é que vai funcionar o cashback?
13:52Então, ou seja, nós temos uma mudança radical para todas as empresas, a indústria, as pessoas físicas nesse país
14:01e simplesmente você está discutindo ainda anistia, dosimetria e sei lá qual é a outra IA que estão discutindo
14:08e a economia está ficando de lado.
14:11Só que as empresas, elas estão todas, literalmente, esperando nos seus setores fiscais.
14:16Está todo mundo esperando a contabilidade, como é que nós vamos fazer a partir desse ano.
14:22Então, assim, é inacreditável a hora que você deixa a economia para baixo e coloca a política para cima na pilha das necessidades.
14:32E os nervos continuam a flor da pele lá no Congresso Nacional.
14:35O ano foi muito difícil entre os três poderes.
14:39No geral, aí não falo só do Congresso, então, também do Palácio do Planalto, governo federal e o Supremo Tribunal Federal.
14:45E parece, principalmente depois dessa cerimônia de 8 de janeiro, que deve continuar com as relações meio estremecidas aí pelas próximas semanas.
14:55A cerimônia em defesa da democracia escancarou todas essas feridas que ficaram abertas, então, principalmente entre o governo e o Congresso.
15:02Os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Mota e Davi Alcolumbre, não compareceram.
15:07E um sinal claro da insatisfação recente com Lula, que eles já vinham pontuando lá atrás.
15:12Já o Supremo Tribunal Federal iniciou a campanha Democracia Inabalada, sobre a resiliência das instituições brasileiras.
15:21E aí, Thaís, como é que fica essa relação para 2026?
15:26Todo mundo, salve-se quem puder, cada um jogando no seu.
15:29Quando a Mônica começou com essa fala da polarização e depois, quando vieram os economistas, fazer essa análise,
15:38que enquanto a gente polariza, vai passando o que tem que passar e o mais importante não se discute,
15:43eu fico pensando nesse cenário para 2026 e para as próximas eleições e fico entendendo que a gente não avança enquanto população,
15:50enquanto nação, enquanto cada uma das polaridades utilizarem pautas que não são importantes no sentido de
16:00estamos preocupados de fato com as punições no nosso país ou a gente simplesmente quer que não seja punido o nosso aliado.
16:09E enquanto isso, não se discute como que o brasileiro vai evoluir, como que o brasileiro vai economicamente conseguir viver.
16:16Então, na verdade, toda essa dinâmica de incoerência, de cada um dizer, olha, isso aqui é perseguição,
16:23os dois lados se acham perseguidos quando estão sendo julgados, isso só o Brasil que perde.
16:28E a dúvida é quem vai ceder, isso que a Mônica falou, olha, está todo mundo brigando e ninguém quer ceder para ir para o meio conversar.
16:34Não que o centrão seja a solução dos problemas, mas pelo menos sair dos extremos.
16:39Uma analogia apenas.
16:40Exato.
16:41Mas eu fico pensando nisso, né?
16:43Quando que a gente vai abrir um pouco mão dos extremos para que a gente possa, enquanto país,
16:48conversar sobre o que é importante para que a gente avance?
16:51Essa é a pergunta de ouro.
16:54A pergunta de ouro é a volta daquele debate, né?
16:56Sempre tem um candidato do centrão, mais ao centro, terceira via que aparece,
17:01que diz que vai fugir da polarização, mas acaba que ninguém vota nesses candidatos, né?
17:06Ou pelo menos uma parcela muito pequena da população.
17:09E aí, Mônica, será que essa briga toda, na verdade, não prejudica, não é pior, na verdade, para o presidente Lula?
17:17Já que é um ano eleitoral, um ano importante ainda de tentar passar alguns projetos, escala 6x1, por exemplo.
17:24Para ele é um ano importante ainda, né?
17:26Estar nos holofotes.
17:28Eu não sei se é pior.
17:29Eu acho que essa briga toda é boa para ele, porque enquanto tem briga, ele continua sendo relevante.
17:34Se a gente começasse a falar das questões realmente importantes, por exemplo, de corrupção, do escândalo do INSS,
17:40se a gente for desatar esse novelo de obscuridade do Banco Master e tentar entender, ver quem está envolvido nesse escândalo todo,
17:48nós vamos começar a ver coisas que vão certamente ser muito piores para o governo e muito mais preocupantes para o Lula.
17:54Então, para ele, enquanto a discussão ficar em torno do tamanho da pena e não entrar nessas questões muito mais sérias,
18:01muito mais preocupantes para o brasileiro, para ele está ótimo.
18:05E tem toda a questão econômica, precisa entender como é que vai acontecer, o que vai acontecer com os juros,
18:09se o governo vai cortar gastos ou não.
18:11Isso é o que impacta de verdade na vida do brasileiro.
18:13E para ele, essas são todas questões extremamente delicadas, onde, na minha opinião, ele só tem a perder.
18:20Melhor para ele que a briga continue sendo sobre a dosimetria.
18:22Mas antes de chamar a Carla e a Nátaly de novo, eu queria ainda voltar com a Thaís e com a Mônica
18:27para falar um pouco do STF rapidamente.
18:29Qual deve ser o papel do STF agora em 2026, também está aí no meio do cabo de guerra, né?
18:37Eu concordo um pouco com essa ideia da Mônica, de que se mexer em alguns assuntos,
18:44muitas pessoas poderosas vão cair e daí eu acho que talvez esse seria o melhor caminho para acabar com a polarização.
18:50Quando o brasileiro descobrir que nos dois extremos e de todos os lados que a gente fala sobre política,
18:57vai existir envolvimento com facções criminosas, com a própria compra de sentenças que direto aparece,
19:04ah, o juiz está vendendo com tráfico de influências, mas isso não é nem da esquerda nem da direita.
19:10É de todos onde tem poder existe a corrupção.
19:13E eu realmente não acho que exista um interesse para que seja um combate à corrupção.
19:20E o STF agora está mais ainda estremecido por conta do que aconteceu no Banco Master, né?
19:26Porque se for mexer direitinho, tentar entender tudo o que aconteceu,
19:30essa questão do tráfico de influências, como é a advocacia nos tribunais superiores do nosso país,
19:36eu acho que muita gente vai ficar bastante entristecida e descobrir que talvez o que a gente fala,
19:41ah, mas esse aqui é um crime que aconteceu e quem protagonizou era um político da esquerda ou da direita.
19:47Era o meu político.
19:48Gente, esquece.
19:50A corrupção está em absolutamente todos os campos, em todos os partidos.
19:56E isso não significa para a gente cruzar o braço e dizer, olha, não tem mais jeito.
19:59Significa a gente começar a tentar pensar como que vai desconstruir essa lógica.
20:03Porque não é possível que a gente entenda que, então, os três poderes terão corrupção
20:08e que a gente vai ter que viver num país corrupto.
20:10Se o Congresso derrubar esse veto, Mônica, o STF deve agir ou não?
20:16Porque já estava meio ali no acordão.
20:18Então, a grande questão aqui é que o STF está descredibilizado.
20:23Por causa de várias questões que vêm acontecendo,
20:26tanto por abusos, por excessos, quanto agora por essas acusações.
20:30Gente, é gravíssimo um ministro do STF que entra num aviãozinho privado
20:33para ir assistir um jogo em Lima, junto com o advogado de uma das partes de um processo.
20:39Isso é de um nível de inaceptabilidade que assusta.
20:43Então, eu que sou uma grande defensora do Supremo Tribunal como instituição,
20:47nós precisamos de um STF forte.
20:50Peço há muito tempo aqui que você que assiste a Jovem Pan faça pressão no seu senador.
20:55Quem exerce o poder de controle sobre o STF é o Senado.
21:00E aí nós precisamos que o STF esteja forte, nós precisamos que ele esteja firme
21:04e que a população confie.
21:06Por isso essa ideia do código de conduta é tão boa.
21:09O código de conduta são combinados sobre como as coisas podem ou não funcionar lá dentro.
21:13Para que a gente volte a acreditar num STF que hoje virou razão para dizer que existe ditadura no Brasil.
21:19Nós temos um STF, nós temos uma democracia, por mais que ela seja imperfeita,
21:27estamos aí criticando o Supremo, o governo, o Congresso.
21:31Isso não acontece na Venezuela, tá, gente?
21:32Isso não acontece nos países onde existe ditadura mesmo.
21:35E aí o STF virou motivo para dizer que há uma ditadura que também não é legal.
21:40Nós precisamos entender quais são os problemas da nossa democracia,
21:42os problemas do STF.
21:44E aí eu volto no assunto que a gente estava falando da briga entre os poderes,
21:47que enquanto o Congresso estiver focado em bater no governo,
21:51ele não está focado em exercer o seu papel de senadores,
21:54de sim controlar os poderes do STF.
21:57Isso é o que está faltando para o nosso sistema de freios e contrapesos realmente funcionar.
22:01Hoje ele está todo bagunçado e ninguém acredita em mais nada.
22:04E a Mônica citou a Venezuela.
22:06Já, já a gente vai conversar sobre todo esse assunto internacional
22:10e toda essa mudança no esquema global que foi aí iniciada agora
22:17por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.
22:20Antes, ainda quero finalizar só esse assunto de Brasília com vocês,
22:23porque é claro que no meio da cerimônia dos três anos do 8 de janeiro
22:27e de toda essa bagunça entre os três poderes,
22:29os opositores ao governo Lula aproveitaram a data
22:32para criticar o que eles chamaram de farsa, né?
22:35dizendo, então, sobre essa tentativa de golpe de Estado.
22:39Para os parlamentares bolsonaristas,
22:40tudo não passou de um ato pacífico em Brasília
22:43e não houve nenhum tipo de tentativa de golpe.
22:46A gente tem aqui, por exemplo, a manifestação da deputada federal Bia Kicis.
22:50Ela escreve o seguinte, olha,
22:51hoje, 8 de janeiro, é o terceiro aniversário da farsa
22:55chamada de golpe pelo regime que persegue, prende e mata.
23:00Depois, a gente tem também uma manifestação
23:02do ex-presidente do Senado, Renan Calheiros,
23:05ele subiu o tom, também vou ler para vocês,
23:08então, uma publicação na rede social.
23:10Abre aspas.
23:11O 8 de janeiro ficou marcado como um dia
23:13em que a democracia brasileira foi atacada.
23:16Lembrar desse dia é lembrar que a defesa da Constituição
23:19é do Estado Democrático de Direito,
23:21é um compromisso permanente,
23:24sem anistia ou redução de pena
23:26para quem atentou contra a democracia.
23:29E aí, então, Carla, a gente tem mais um exemplo,
23:33mais dois exemplos.
23:35Da discussão que permeia o Brasil mudando apenas de tema, né?
23:39Sim, e outra coisa, no lugar de tentar achar uma convergência,
23:42você literalmente estica a corda.
23:45Agora, a corda, ela vai ser esticada mesmo, fortemente,
23:50porque ela se tornou uma própria narrativa,
23:53ela é a narrativa.
23:55Então, querer acreditar que aqui não tivemos
23:59uma tentativa de golpe de Estado é essa a narrativa.
24:01Então, você vai morrer grudado com aquilo ali,
24:06porque aquilo ali é a discussão.
24:07Isso não se discute mais, na verdade.
24:09Nós tivemos uma tentativa de golpe de Estado e acabou.
24:12Houve confissão.
24:13Sim, houve confissão.
24:15Provas.
24:16Tudo, tudo resolvido.
24:18Mas a narrativa diz que você vai continuar insistindo nesse processo.
24:22E para pegar a fala de Thaís e ir para a nossa área econômica,
24:27eu e Nátaly, quando a gente vê essa polarização muito grande,
24:31que a Mônica sempre menciona isso e que é importante a gente voltar,
24:35quando você pega a questão orçamentária,
24:38e dentro do orçamento nós temos as previsões de receitas,
24:43as despesas obrigatórias, as não obrigatórias,
24:46dentro lá das despesas tem uma linha chamado fundo partidário.
24:51Este fundo partidário é a prova viva de que as pessoas não deveriam brigar por política,
24:57porque naquele momento todos se unem e aumentam o fundo eleitoral ano após ano.
25:06E outra questão importante é a convergência nas emendas parlamentares.
25:13Então as emendas elas aumentam, o fundo eleitoral aumenta,
25:18e cada um fica fazendo vídeo para o seu grupo, para lacrar,
25:23e os vídeos vão lacrando e eles vão também monetizando,
25:27importante lembrar isso, lá vem o dinheiro junto,
25:30e as pessoas ficam se matando e brigando,
25:33e fundo eleitoral e emenda parlamentar, todo mundo concorda.
25:38Então esse daí é um ponto importante para que as pessoas pensem um pouquinho mais,
25:43só um pouquinho, não muito,
25:45que essa briga a respeito de política precisa ser repensada.
25:49Inclusive, hein, Nátaly, só para o orçamento desse ano,
25:52são mais de 60 bilhões emendas aprovadas, né?
25:55É algo absurdo, né?
25:56É totalmente incompatível com a realidade fiscal que a gente tem no país, né?
26:01Então precisa ser repensado todo esse sistema,
26:03precisa ser repensado do ponto de vista econômico,
26:05toda a estrutura que a gente tem das contas públicas,
26:09essa destinação, né?
26:10O orçamento de nada mais é que a manifestação do nosso voto em termos econômicos,
26:14para onde nós queremos destinar esse dinheiro, né?
26:17Quais são as realidades institucionais que a gente precisa atacar,
26:20ou seja, colocar dinheiro público para poder reduzir, no mínimo, né,
26:24deficiências que a gente tem,
26:25seja estruturais, sejam regionais, sejam locais.
26:28E o que tanto Mônica e Carla trouxeram aqui é importante,
26:31quando a gente fala da polarização,
26:34que é o seguinte, né,
26:35a gente tem essa corda que Carla trouxe,
26:37a gente tem uma teoria que a gente chama que é a teoria da cidade linear, né?
26:41Então a gente tem exatamente os dois opostos, né?
26:43Essa polarização acontece por quê?
26:45Um oposto vai puxar o outro, né?
26:47A gente tem toda a praia para poder comercializar,
26:50para poder angariar votos.
26:52Se um ficar justamente no meio da praia,
26:54um contra o outro,
26:55você tem a totalidade da praia para poder conquistar o voto.
26:59Então nada mais é do que deixar essa briga política,
27:01porque no fundo eles estão literalmente no centro,
27:04um centrão que a gente nem precisa falar
27:06qual é a realidade do nosso centrão no Brasil,
27:09e que cada vez mais a gente é,
27:11vou colocar nesses termos,
27:12a gente é levado a um caminho ali de manada
27:15para poder votar e não mudar essa realidade estrutural do país.
27:18Olha, e se aqui os opostos,
27:22eles não conseguem convergir a menos em assuntos como fundo eleitoral
27:26e emendas parlamentares, como a gente conversou,
27:29também tem muita divisão e discussão
27:32sobre o espelho do nosso 8 de janeiro nos Estados Unidos,
27:37que foi a invasão no Capitólio, né?
27:39Agora, no início do ano,
27:40nós tivemos também o aniversário da invasão ao Capitólio de cinco anos.
27:45O episódio ocorreu em 6 de janeiro de 2021
27:48e o governo Donald Trump lançou um site
27:51com a própria versão dos fatos.
27:53O portal alega que houve apenas um protesto pacífico
27:56de patriotas americanos,
27:58que teriam sido vítimas do sistema de justiça.
28:01Trump já havia concedido perdão
28:02a todos os condenados pelos ataques.
28:05Apoiadores dele tentaram impedir
28:07a certificação da vitória de Joe Biden
28:09na eleição presidencial do ano anterior.
28:12Naquele protesto pacífico, cinco pessoas morreram.
28:16Não foi tão pacífico assim, né, Mônica?
28:18Não foi nada pacífico, realmente.
28:21E quando você olha o que aconteceu
28:24depois que houve o perdão de Trump
28:26e ele deixou sair esse pessoal todo
28:29que tinha sido condenado,
28:30você vai olhar o que aconteceu com muitos deles,
28:33muitos estão de volta na cadeia.
28:35Eles saíram e já voltaram,
28:38porque voltaram a cometer crimes,
28:39porque brigaram por excesso de álcool,
28:42porque atropelaram uma pessoa.
28:44São pessoas que, por essência,
28:46não respeitam a lei.
28:48Aqui no Brasil, a gente fala
28:48foi só uma baderna,
28:50é só uma pequena manifestação
28:53que saiu do controle.
28:54As pessoas que não saem do controle
28:57não estavam naquela praça dos três poderes.
28:59E se estavam, se afastaram.
29:01Então, quando a gente começa
29:02a relativizar as coisas
29:03e começa a achar que tudo bem,
29:06você...
29:06Ah, vamos dar o perdão
29:08porque era uma grande farsa?
29:10Na verdade, você está abrindo espaço
29:12para pessoas que não sabem
29:14respeitar a lei intrinsecamente,
29:16para elas voltarem a ter comportamentos
29:18que nós, como sociedade,
29:19não achamos admissíveis.
29:21É um ótimo sinal
29:22para que o Brasil entenda
29:23que dar perdão e anistiar crimes gravíssimos
29:26sempre leva à repercussão,
29:29ao recrudescimento desses crimes.
29:30Bom, quero aproveitar
29:32que a gente colocou já o pezinho
29:33nos Estados Unidos
29:34e falar um pouco
29:36dos ataques recentes
29:38norte-americanos.
29:40Uma semana depois
29:41que o presidente norte-americano
29:43Donald Trump
29:43anunciou que capturou
29:45Nicolás Maduro,
29:46a instabilidade ainda reina
29:48na Venezuela,
29:49com mais dúvidas
29:50do que certezas.
29:51Donald Trump primeiro disse
29:52que iria administrar o país
29:54e depois ele voltou atrás
29:57e indicou que o comando
29:58será da vice de Maduro,
30:00Delcy Rodrigues.
30:01Trump descartou apoiar
30:02Maria Corina Machado
30:04e Edmundo Gonzalez,
30:05líderes da oposição
30:06que seguem fora de Caracas
30:08e que não teriam apoio militar
30:10para presidir a Venezuela.
30:12A tensão internacional
30:14segue em alta
30:14com diversas críticas
30:16à ação americana.
30:17No entanto,
30:18sem nenhum tipo
30:19de resultado prático.
30:21Enquanto isso,
30:21os militares americanos
30:23capturaram um petroleiro
30:24de bandeira russa
30:25que deixava a Venezuela,
30:27ampliando a crise
30:28entre Moscou e Washington.
30:30Também nesta semana,
30:31os Estados Unidos
30:32anunciaram a apreensão
30:34de outro petroleiro
30:35ligado à Venezuela,
30:37a quarta registrada
30:38nas últimas semanas.
30:39O navio se chama Sofia
30:41e foi interceptado
30:43no Mar do Caribe.
30:46Bom,
30:47olha gente,
30:48foi um final de semana
30:50histórico
30:51e de um tanto quanto
30:52surpresas, né,
30:54para todo o mundo.
30:55e um final de semana,
30:57Thaís,
30:57que pode ter inclusive
30:58mudado,
30:59uma semana aliás,
31:00agora, né,
31:01a ordem mundial,
31:02como a gente falava.
31:03Sim,
31:04eu queria chamar a atenção,
31:05né,
31:06de todos os absurdos
31:08que é invadir um país,
31:10desobedecer todas as regras
31:13de direito internacional,
31:15desobedecer toda,
31:17ignorar a ONU, né,
31:18desrespeitar a ONU.
31:19Então, para além
31:20de todo o absurdo
31:21que é tudo isso
31:23que o Trump vem
31:24tentando desconstruir
31:26ou reconstruir
31:27uma ordem global
31:28mais imperialista,
31:30sei lá,
31:30o que ele está tentando fazer,
31:32mas me chama muito a atenção
31:34como,
31:35diante de todo o absurdo,
31:36ele ainda consegue ser pior
31:38com o trato que ele tem
31:39com as mulheres
31:40que estão envolvidas
31:41nessas violências
31:43que ele vai cometendo.
31:44Então,
31:44a forma que ele desrespeita,
31:46a forma que ele cita
31:47as mulheres
31:48que estão envolvidas,
31:49o fato dele ignorar
31:50uma ganhadora
31:51do Nobel da Paz
31:52e dizer que ela
31:53não é suficiente,
31:54ela não tem poder suficiente
31:56então para governar.
31:57Então,
31:57eu acho que
31:58além de todo o absurdo
32:00que se constrói,
32:01existe um desrespeito
32:02muito grande
32:03com todas as mulheres,
32:04com todas as pessoas
32:05e também eu queria
32:06chamar a atenção
32:07de um outro ponto
32:08que para mim
32:08é muito emblemático.
32:11Quando começaram os ataques,
32:13muita gente correu
32:13para falar,
32:14gente,
32:14olha aqui,
32:15a população da Venezuela
32:16está super feliz,
32:17agradecendo,
32:18Trump é um salvador
32:20e para aquelas pessoas
32:21que têm assim,
32:22qualquer dúvida
32:23que talvez o Trump
32:24tenha um viés humanitário,
32:26que talvez ele queira
32:27ter tentado salvar alguém,
32:30poucos dias depois,
32:31ele vem para uma coletiva
32:32para dizer que o povo
32:33venezuelano é feio.
32:35Então,
32:35olha o nível
32:36de crueldade
32:38de uma pessoa
32:39que ataca um país,
32:41não é nem sequestra,
32:43a cara estava me dizendo,
32:43não é nem,
32:44é rápida,
32:44tira um presidente
32:46e depois
32:48vem falar da população
32:49com desdém,
32:51com desrespeito.
32:52Então, assim,
32:52se ele está tentando
32:53criar uma nova ordem mundial,
32:56apertem os cintos
32:57porque parece que está saindo
32:59alguma coisa muito feia
33:00de dentro dessa caixa do Trump.
33:02E é uma nova ordem mundial
33:04que quer, né,
33:06vou chamar as nossas economistas
33:07para pensar sobre isso,
33:09ou pelo menos tem alguns indícios
33:11de que tem, claro,
33:12o viés econômico.
33:13Trump falou
33:14na primeira declaração
33:16ali após a captura
33:17de Maduro
33:18sobre o petróleo
33:19da Venezuela,
33:20disse que os Estados Unidos
33:21iriam ali gerir,
33:22consertar de alguma forma.
33:24Depois, né, Nathalie,
33:25chegou a dizer
33:25durante a semana
33:26inclusive que a Venezuela,
33:28tudo que ela vender
33:29ali de petróleo
33:30vai ser destinado
33:31ou vai comprar
33:32apenas dos Estados Unidos.
33:34Então, tem todo esse
33:35interesse por trás, né?
33:37Eu acho que desde o começo
33:38era muito claro
33:39que os Estados Unidos
33:40estavam buscando
33:41uma commodity
33:42que todo mundo
33:43vai buscar,
33:43até porque a gente
33:44está pensando agora
33:45em novas formas de energia
33:46ou, na verdade,
33:47essa nova ordem mundial
33:48em termos econômicos
33:49é justamente repensar
33:50essas formas de energia
33:51e garantir
33:53que a gente tem
33:53o recurso natural
33:54ali em cada um
33:55dos seus países.
33:56Aliás,
33:57essa narrativa,
33:58ela não é nova, né,
33:59desde a época
34:00de Adam Smith
34:00e quando a gente
34:01começa a estudar
34:02os preceitos econômicos
34:03a busca sempre
34:04pelos recursos naturais.
34:05Afinal de contas,
34:06a economia nada mais é
34:07do que a alocação
34:08de recursos que são escassos.
34:10Então, é isso que ele
34:11está buscando.
34:12Então, sempre ficou muito
34:13claro ali que o Trump
34:14ao fazer esse movimento
34:15ele estava buscando
34:16justamente esse recurso
34:18que é o petróleo
34:19na Venezuela.
34:20Existiram algumas
34:21outras narrativas
34:22que são importantes
34:22até a gente poder
34:24lembrar, né,
34:24que existe uma quebra,
34:26um rompimento
34:27da hegemonia do dólar.
34:28Mas isso não é só
34:29por conta da invasão,
34:31não foi um ato
34:32puramente de desespero.
34:34Isso é uma narrativa,
34:35isso é algo que está
34:36acontecendo não só
34:37por conta do petróleo, né?
34:39O dólar vem perdendo
34:40a hegemonia
34:40porque a gente teve
34:41outros players
34:42que vão assumindo
34:43essa postura
34:44do novo imperador
34:46global.
34:47Então, a gente vai ter
34:48provavelmente aí
34:49dois impérios lutando.
34:51Então, a gente tem
34:51Estados Unidos e China
34:53nesse momento aí
34:54competindo fortemente.
34:55E algo que a gente
34:56muito bem viu aí
34:57ao longo da repercussão
34:59que a gente vai ter
35:00basicamente um sistema
35:02geopolítico
35:03multipolar, né?
35:05Então, você tem
35:06basicamente ali
35:07a Rússia, né?
35:08Em zonas de interesse
35:09a Rússia atuando ali
35:11praticamente isolada, né?
35:13Um pouco ali
35:14da tua Europa,
35:16você tem na Ásia
35:17a questão da China
35:18e os Estados Unidos
35:19vai ter toda essa parte
35:21ali da América Latina, né?
35:23Como ali o grande guardião
35:25retomando inclusive
35:26teorias ali
35:27que já há muito tempo, né?
35:29Foram revistas, né?
35:30A Doutrina Moron, né?
35:31E a própria questão
35:32do Big Stick, né?
35:34O corolário ali
35:35que a gente teve
35:36da doutrina, né?
35:38Então, existe essa nova
35:40perspectiva.
35:41E o que mais chama
35:41atenção, Bia,
35:42só pra finalizar,
35:44é que o Trump também
35:45ele tá pairando ali
35:47algo que a gente chama
35:48até de um certo
35:49isolacionismo, né?
35:50Então, fica uma dúvida
35:52sobre essa ordem mundial
35:53se realmente vão ser
35:54zonas de interesse, né?
35:56Se ele vai se isolar
35:58do mundo e vai realmente
35:59à busca, como fossem
36:00as grandes navegações, né?
36:02uma retomada somente
36:03de recursos naturais.
36:04Não é à toa que a segundo,
36:06o segundo movimento ali
36:07que ele teve logo após, né?
36:09A invasão da Venezuela
36:10foi o quê?
36:11Reivindicar a Groenlândia
36:12que é riquíssima, né?
36:14Em recursos naturais,
36:15terras raras e tudo mais
36:16que vai envolver
36:17essa questão energética.
36:19Então, a nova ordem mundial
36:20é justamente buscar
36:21preceitos que estão lá atrás
36:23desde a época de Adam Smith
36:25do metalismo e voltar
36:26a uma era de recursos naturais.
36:28Vale lembrar que o Brasil
36:30é um dos países com o maior
36:31número de recursos naturais
36:33possíveis e a gente
36:34muitas vezes é amaldiçoado
36:36justamente por esses
36:37recursos naturais.
36:38Então, é sempre tomar
36:39muito cuidado, né?
36:40E ver o que vai ser
36:41essa disputa
36:42pelos recursos naturais.
36:43Pois é, já já a gente
36:44vai falar inclusive também
36:45de Groenlândia, de Colômbia,
36:47justamente dessa postura
36:49de Trump nessa semana
36:50tentando aí abarcar
36:51diversos países.
36:53Mas ainda queria falar
36:53com a Carla
36:54sobre essa situação
36:55do petróleo, Carla,
36:56porque então Trump
36:58chegou a dizer,
36:59desviar ali o petróleo
37:00que a Venezuela enviaria
37:02para a China,
37:03depois disse que
37:04o que eles conseguirem,
37:05que os próprios Estados Unidos
37:06vão enviar dinheiro
37:07para a Venezuela,
37:08como é que fica a Venezuela
37:09nessa conta toda?
37:11É o que menos importa.
37:13Na verdade é isso.
37:14É o que menos importa.
37:16Então, assim,
37:17para quem imagina
37:18que Trump
37:19ele é um conservador,
37:20o Trump não é um conservador.
37:22ele é um autoritário
37:25populista egocentrado.
37:28É isso que ele é.
37:29Ele é um autoritário
37:30populista egocentrado.
37:32Então, o que ele diz
37:34que vai fazer
37:35na Venezuela
37:36não vai funcionar
37:38por questões jurídicas,
37:40de limitações,
37:42de falta de confiança.
37:44As empresas não vão operar
37:46na Venezuela
37:47porque tem insegurança jurídica.
37:49E uma outra coisa
37:50muito importante
37:51quando a gente pensa
37:52não há um domínio físico,
37:56o exército não está lá
37:59para verificar
38:00como é que serão feitos
38:02os contratos da PDVSA.
38:04A Chevron já está operando lá
38:06desde o governo Biden.
38:08Então, essa é uma construção importante.
38:11Só que o maior volume exportado
38:12de petróleo
38:13é para a China.
38:15Venezuela exporta petróleo
38:16para a China.
38:17Exporta para a Rússia também.
38:19Só que como
38:20a estrutura da guerra
38:21entre Rússia e Ucrânia,
38:23o que ela provocou?
38:24Ela provocou a criação
38:25de um novo,
38:26vários outros,
38:27sistemas financeiros internacionais,
38:29sistemas de pagamento
38:30para justamente
38:32sair do sistema SWIFT,
38:33que é o dólar.
38:34Então, existe um sistema
38:35de pagamento internacional russo,
38:37existe um sistema
38:38de pagamento internacional chinês,
38:41inclusive operando
38:42junto com os países
38:43dos Emirados Árabes.
38:44Então, é muito importante
38:46entender que geopolítica
38:48não é conversa
38:50para a criança.
38:51Esse negócio
38:52é seríssimo
38:53e dá para você fazer
38:54todo um movimento
38:55onde você pode
38:57vender dólar
38:58e fazer escambo.
38:59A Índia já fez
39:00essa sugestão.
39:01Eu, no lugar
39:02de entregar
39:03dinheiro
39:04pelo petróleo,
39:06eu entrego
39:06produto fármaco,
39:08entrego produto químico
39:09para a Venezuela.
39:10E aí, o que Trump
39:11anunciou essa semana?
39:12que a Venezuela
39:14só vai poder importar
39:16dos Estados Unidos.
39:18Cadê a sanção?
39:19Sumiu agora.
39:20E outra coisa,
39:21cadê o livre comércio?
39:23Também não existe.
39:24Então, assim,
39:24é muito importante
39:25a gente respirar,
39:27tomar muito cuidado
39:28com esse movimento,
39:30porque a ideia
39:31da intervenção,
39:33ela só vai continuar
39:34se o governo
39:35que ficar na Venezuela
39:37for submisso
39:38aos Estados Unidos,
39:39porque não há
39:40uma intervenção.
39:41Você não tem militares lá.
39:42E é importante
39:43lembrar,
39:44para quem apoiou
39:45o acontecido,
39:47que para retirar
39:48o Maduro,
39:49antes,
39:50foram bombardeados
39:52e eliminadas
39:53todas as estruturas
39:55da Marinha,
39:56Exército
39:56e Aeronáutica.
39:57Então,
39:57para quem acha
39:58isso legal,
39:59se quiserem retirar
40:00isso de outro país,
40:02primeiro tem que
40:03bombardear e eliminar
40:04toda a estrutura
40:06da Marinha,
40:07Exército e Aeronáutica,
40:08para depois
40:08sequestrar o presidente?
40:10Não,
40:11capturar o presidente
40:13e levar para Nova Iorque.
40:15Bom,
40:16o fato é que
40:16ninguém sabe ainda
40:17exatamente o que vai
40:18acontecer com a Venezuela.
40:20Durante a semana mesmo,
40:21o próprio Donald Trump
40:22deu declarações
40:23aí diferentes.
40:24Falou em plano
40:24de três fases,
40:26para que eles conseguissem
40:27ali se reorganizar.
40:28Depois,
40:29acabou dizendo
40:30que os Estados Unidos
40:31poderão governar
40:32a Venezuela
40:32e também o petróleo
40:34durante anos.
40:35Então,
40:36a coisa ainda está
40:37sendo desenhada.
40:38O fato é que
40:39a Venezuela
40:40é apenas um episódio
40:42do que aconteceu
40:43e de tudo
40:44que foi feito
40:45ali pelo presidente
40:46norte-americano
40:46nos últimos dias.
40:48Porque depois
40:48de invadir
40:49a Venezuela
40:50e prender
40:50Nicolás Maduro,
40:52Donald Trump
40:52então seguiu de olho
40:53nessa expansão
40:54territorial americana.
40:56Agora ele está avançando,
40:57como a gente comentava
40:58agora há pouco,
40:58rumo à Groenlândia.
41:00A ilha é um território
41:01autônomo dinamarquês.
41:03Grande parte dela
41:04é coberta de gelo,
41:05mas tem um potencial
41:06imenso
41:07para a exploração
41:07de petróleo
41:08e também
41:09de minerais.
41:10Trump afirmou
41:10que os Estados Unidos
41:11precisam da Groenlândia
41:13por questões
41:13de segurança nacional.
41:15Fontes na Casa Branca
41:16mencionam
41:17que ele pode
41:17tentar um acordo
41:18para comprar a ilha
41:20enquanto outras fontes
41:21já falam
41:22em uma nova ação militar.
41:24Um acordo
41:25da Segunda Guerra
41:26permite a instalação
41:27de bases americanas
41:28e até a movimentação
41:30de militares
41:30ali no local.
41:32É, Mônica,
41:33aparentemente
41:35por acordo financeiro
41:37ou por meios
41:39de guerra,
41:40Trump realmente
41:41decidiu começar
41:42o ano de 2026
41:44agindo
41:45de uma maneira
41:46completamente
41:48não inesperada,
41:50porque ele sempre
41:50deu ali alguns sinais.
41:52Mas ninguém sabia
41:52que exatamente
41:53isso seria já colocado
41:54em prática
41:55e tanto ao mesmo tempo.
41:57Mais ou menos,
41:58porque em novembro
42:00do ano passado,
42:01o Trump publicou
42:02uma estratégia
42:03da defesa nacional.
42:04Quem leu aquilo
42:05estava escrito ali
42:07que a América
42:08era o quintal
42:09dos Estados Unidos
42:10e que eles iam
42:11tomar conta
42:11de tudo aqui.
42:12Ele já falou
42:13que o México
42:14tinha que ser
42:14americano,
42:15ele já falou
42:16que o Canadá
42:16tinha que ser americano,
42:17ele já mudou o nome
42:18do Golfo do México,
42:19ele já tinha falado
42:20da Groenlândia antes
42:21e ele vinha falando
42:22da Venezuela
42:22há muito,
42:24muito tempo.
42:25Por quê?
42:25Porque ele está
42:26com problemas internos.
42:28O ICE,
42:28a polícia americana,
42:29a polícia de migração
42:30lá deles,
42:31chegou num nível
42:31de truculência
42:32que essa semana
42:33matou uma cidadã
42:34americana alegando
42:35que era legítima defesa
42:37e quem viu o vídeo
42:37sabe que não era.
42:39O Trump, gente,
42:40ele pode ser louco,
42:41mas ele não é burro.
42:43Ele sabe exatamente
42:44o que ele está fazendo.
42:45Ele está tirando
42:46atenção dessa confusão
42:47toda que está interna,
42:48fazendo exatamente
42:49o que ele tinha dito
42:50e eu tinha falado
42:51aqui no Jovem Pan,
42:51eu tinha comentado
42:52no Jornal da Manhã
42:53que se ele fizesse
42:54qualquer coisa na Venezuela
42:55ia ser igual
42:56o que ele fez no Panamá.
42:57Eles iam entrar,
42:58tirar, levar embora.
42:59Eu gostaria de lembrar,
43:00lembrar minha querida Thaís,
43:02que ele deixou
43:03uma mulher na presidência.
43:04A presidente da Venezuela
43:05hoje é uma mulher.
43:07Ele deixou lá
43:08porque ele acha
43:08que ela é fantoche?
43:09Sim,
43:10mas deixou uma mulher.
43:11E lembrar também,
43:12a Carla falou
43:13que lá não tem militares,
43:14os militares que estão lá
43:15são todos cubanos.
43:17Cuba levava o petróleo
43:18venezuelano
43:18e deixava os seus militares.
43:20Então, hoje,
43:21os militares que estão lá
43:22são militares cubanos.
43:24já houve uma invasão.
43:27O país Venezuela
43:28já foi tomado por Cuba.
43:30O governo que estava ali
43:31já era um governo
43:32que não era da Venezuela.
43:33Era um governo
43:34de Cuba, China.
43:35Então, essa discussão toda,
43:37óbvio que qualquer pessoa,
43:38sua advogada,
43:39qualquer pessoa
43:39que conhece um pouco
43:40de direito,
43:41acha errado
43:42a invasão de outro país.
43:43Agora,
43:44tudo é relativo
43:45e o que a gente
43:46devia estar discutindo
43:47é como fazer
43:48para que o direito internacional
43:49possa olhar
43:51para situações como essa
43:52e dar uma solução
43:53de um país que foi tomado,
43:55o seu poder está tomado,
43:56eleições absolutamente ilegítimas,
43:59violência, morte,
44:00tortura acontecendo lá dentro.
44:01Eu tenho uma amiga,
44:02uma amiga querida
44:03que foi assessora
44:04da Maria Corina Machado
44:05e que foi sequestrada
44:07dentro da sua casa
44:08por forças encapuzadas
44:09do governo Maduro.
44:11Ela estava fazendo uma live,
44:12então ela filmou
44:12o próprio sequestro.
44:13Levaram ela para o helicoide,
44:15que é uma prisão
44:16onde as pessoas
44:17são torturadas
44:17e ela ficou incomunicável.
44:19Nós não temos notícias dela.
44:20Conseguimos por um prisioneiro
44:21que saiu,
44:22saber o que estava acontecendo
44:23com ela.
44:23Isso não é um regime
44:24que tem que ser preservado,
44:25isso é um regime
44:26que a comunidade internacional
44:27tem que rechaçar
44:29e tem que apoiar ações
44:30para tirá-lo.
44:31Claro que o que o Trump fez
44:32tinha outros interesses,
44:33não era pela minha amiga
44:34e agora estão dizendo
44:35que vão desfazer aquela prisão,
44:37achamos ótimo,
44:38mas o que nós temos
44:39que entender
44:39em termos de geopolítica
44:41é o mundo hoje
44:42tem duas potências militares,
44:44Rússia e Estados Unidos,
44:46duas potências econômicas,
44:47Estados Unidos e China.
44:49Eles estão...
44:50distribuindo o mundo
44:53e, gente,
44:54que nova ordem
44:55que está começando agora.
44:56O Putin está na Ucrânia
44:57há quanto tempo?
44:58Ninguém foi falar
44:59que era uma nova ordem.
45:00A China está lá,
45:01Nepal, Tibet, Taiwan,
45:02fazendo o que quer
45:03e a gente fica todo mundo quieto.
45:05O Irã está em pé de guerra,
45:07a revolução iraniana
45:08vai acontecer,
45:10é isso que a gente tem
45:10que estar olhando
45:11em termos de geopolítica
45:12e eu quero saber,
45:13o pessoal da Palestina Livre
45:15vai apoiar o regime
45:16jihadista do Islã
45:18ou vai realmente defender
45:19direitos humanos
45:20para o povo?
45:21Essas são as questões
45:22que a gente vai ver
45:22a partir da próxima semana.
45:24Mas, Mônica,
45:25tem solução, né?
45:26Quando você fala
45:27preciso ver a solução internacional,
45:29tem solução.
45:29Na carta da ONU,
45:30no artigo 2º,
45:32já existe uma proibição
45:34do uso da força
45:35e dessa invasão
45:36para que haja
45:38uma invasão
45:38de autodeterminação
45:39no outro país.
45:40O que o Trump fez
45:41já é absolutamente proibido.
45:44Mas a carta da ONU
45:45não resolve o problema
45:46do povo da Venezuela
45:47que estava sob um poder
45:49que não era legítimo.
45:50Quem resolve quando...
45:52E a ONU viu
45:53que as eleições
45:54foram fraudadas,
45:55já havia pedidos
45:56para a corte internacional,
45:57para o tribunal penal.
45:58Ninguém conseguia
45:59dar um jeito
46:00nessa situação
46:01de um povo
46:02submetido
46:03a um governo ilegítimo.
46:05Ok, mas isso não dá
46:05o direito
46:06de que o Trump
46:07faça essa invasão
46:08e resolva
46:09o que a comunidade
46:10internacional não resolveu.
46:12Então, a questão
46:13de desrespeitar
46:14a autodeterminação
46:15de um povo,
46:17ao meu ver,
46:18já é uma forte afronta
46:21ao próprio sistema
46:22de justiça internacional.
46:24Então, o Trump,
46:25ele flerta sempre
46:27com aquilo que é proibido,
46:28com aquilo que é perigoso.
46:29Ele se acha, sim,
46:30o rei do mundo
46:31e é por isso
46:32que nos Estados Unidos
46:33quem está contra ele
46:35continua falando
46:36sobre no king.
46:37No king não existe rei
46:39e ele quer ser
46:40o rei do mundo
46:41e os próprios norte-americanos
46:42não defendem isso.
46:43Ele quer ser o rei
46:44da América Latina, né?
46:45É, da América Latina.
46:47E eu acredito
46:48que só a ameaça
46:49e o uso da força
46:50já estão terminantemente
46:52proibidos pela ONU,
46:53só que o Trump
46:54não respeita nada
46:54nem ninguém.
46:55E junto com o que
46:56as minhas colegas falam
46:57sobre a questão
46:58da economia, né?
46:59Os interesses
46:59econômicos portais,
47:01também tem a economia
47:02da tensão,
47:02que pra ele
47:03é muito importante.
47:04Mas, Thais,
47:05por que a ONU,
47:06quando o Hamas,
47:07que é um grupo terrorista,
47:08invadiu o território
47:09de Israel,
47:09onde o poder
47:10era legítimo,
47:11onde havia paz,
47:11onde não havia
47:12nenhum tipo de violência
47:13contra a democracia,
47:15ali a ONU não se manifestou.
47:16Aquela invasão,
47:17todo mundo achou
47:17que tudo bem.
47:18Só foi invasão,
47:19repare quantas no mundo
47:20houveram invasões
47:21e ninguém falou nada.
47:22Foi invasão essa
47:23onde justamente o Trump
47:24não derrubou o regime,
47:25não fez nenhum tipo
47:26de mudança
47:27na estrutura da sociedade.
47:28Ele retirou alguém
47:29que, de acordo
47:29com a lei dele,
47:30podemos até discutir isso,
47:32era criminoso
47:32e apenas deixou agora
47:34o resto do país
47:35lá que se entenda.
47:35E vamos torcer
47:36para que haja
47:36uma transição saudável.
47:38Mas dizer que esse
47:39é o único caso
47:40em que o direito internacional
47:41tem que rechaçar,
47:43eu acho que é um pouquinho
47:43de seletividade aí.
47:44Tem uma seletividade,
47:46tanto na ONU
47:47quanto no direito internacional,
47:48eu concordo com você,
47:49e deveríamos organizar
47:51instituições
47:52que dessem conta disso,
47:54mas isso não faz
47:55com que a gente diga
47:56que o Trump
47:57está agindo
47:58num vácuo
47:59de legislação
48:00internacional.
48:02Ele está agindo
48:03contra a legislação
48:04e desrespeitando
48:06as autoridades internacionais
48:07que ele pouco se importa.
48:09E ele fica flertando
48:10com o impossível.
48:12Ah, então eu vou invadir
48:13a Groenlândia,
48:13então eu vou invadir
48:14Brasil, se prepara.
48:16E o pior
48:16é que a gente vive
48:18numa sociedade
48:18na América Latina
48:19com tantos países
48:20em situação de vulnerabilidade
48:22que tem brasileiro
48:23aplaudindo,
48:24tomara que o Trump venha.
48:26Ô, Brasil,
48:27o Trump não vem aqui
48:29para você começar
48:30a conhecer a Disney de graça.
48:31Ele vem aqui
48:32para explorar o seu trabalho
48:33pagando pouco.
48:34Não pensem vocês
48:35que o Trump
48:36vem com a orelha do Mickey.
48:37Ele vem para explorar
48:39a mão de obra brasileira.
48:40Então, assim,
48:41quem está achando
48:42que vai ser lindo
48:43o Trump entrar,
48:44invadir, cuidar
48:44de toda a América Latina,
48:47para de brigar
48:47com o chinelo
48:48e começa a acordar.
48:49Agora, Carla,
48:50tudo isso pode reverberar
48:52esse debate
48:53no enfraquecimento
48:54da ONU,
48:55que muito vem sendo falado, né?
48:57Eu acho que os organismos
48:58multilaterais
48:59já estão muito
49:00enfraquecidos, né?
49:01Essas construções
49:02de pós-guerra,
49:03elas hoje já estão
49:04bem enfraquecidas,
49:06elas já estão
49:06bem questionáveis, né?
49:09Eu acho que esse daí
49:10é um grande problema
49:11e está faltando
49:12o novo, né?
49:14A gente tem
49:15uma estrutura
49:16que está enfraquecida,
49:16o novo não existe ainda,
49:19então a gente está
49:20num limbo
49:21com uma grande potência,
49:24com um egocentrado
49:26governando
49:27uma grande potência
49:28como se estivesse
49:29num reality show.
49:30então é uma combinação
49:31perversa.
49:33E antes da gente
49:33encerrar essa parte
49:35internacional,
49:36que eu ainda queria
49:36falar um pouquinho
49:37de Brasil com vocês,
49:38Nátaly,
49:39só pra gente pincelar
49:40um pouco
49:40as alfinetadas
49:41que Trump
49:42deu na Colômbia, né?
49:43O atual presidente,
49:45Gustavo Petro,
49:46é um crítico
49:46contumaz de Trump
49:48e eles acabaram
49:48conversando por telefone
49:50nessa semana
49:50depois de uma troca
49:51de farpas
49:52pela imprensa
49:52e também
49:53pelas redes sociais.
49:54O americano afirmou
49:55que Petro
49:56tem ligação
49:57com o narcotráfico
49:58e apontou
49:59que uma operação
49:59no país sul-americano
50:01soava bem.
50:02O colombiano
50:03acabou respondendo
50:04que a acusação
50:04foi feita
50:05porque Trump
50:05teria,
50:06nas palavras dele,
50:07um cérebro senil.
50:09Segundo Petro,
50:10Trump costuma
50:10chamar líderes
50:11de narcoterroristas
50:12quando eles se recusam
50:14a atender
50:14interesses econômicos
50:15dos Estados Unidos,
50:17como a entrega
50:18de petróleo
50:18que a gente falava
50:19e também de carvão.
50:21É isso, né, Nátaly?
50:22É isso,
50:22é uma narrativa, né?
50:24O Trump construiu
50:25essa ideia
50:25do narcotráfico,
50:26não é que não exista
50:27narcotráfico,
50:28mas ele usa isso
50:29como uma principal
50:30narrativa, né,
50:32para poder fazer
50:33o que ele bem ali
50:34entende
50:34e que muitas vezes
50:36acaba desrespeitando, né,
50:37as normas internacionais
50:39e as normas, né,
50:40dentro da fronteira.
50:42Acho que as duas, né,
50:43os dois argumentos aqui
50:44são muito bem
50:46colocados em pauta, né?
50:47A gente tem regimes ali
50:49que precisam ser combatidos,
50:50assim como a lei internacional
50:51precisa ser aplicada, né?
50:53Claro que a gente precisa ter,
50:55talvez,
50:55isso até como a Carla
50:56trouxe,
50:56um novo mecanismo,
50:58uma nova ordem,
50:59uma nova estrutura
51:00que consiga colocar
51:01tudo isso nos eixos.
51:03E o Trump não só
51:04vai acusar,
51:05vai tratar,
51:06vai colocar essa narrativa
51:07para a Colômbia, né?
51:08Ele já colocou isso
51:09para Cuba,
51:10já colocou isso
51:11para o México,
51:11já colocou para praticamente
51:12toda a América Latina.
51:14E claro que nós,
51:15aqui no Brasil,
51:15a gente,
51:16muito com o véu ali
51:18da diplomacia,
51:19a gente tem medo,
51:20fica acuado,
51:21e principalmente
51:22porque a gente acabou
51:23de reverter um tarifácio,
51:25a gente tem medo
51:25que a gente perca
51:26essas relações comerciais
51:28que foram reestabelecidas.
51:30Provavelmente,
51:30né,
51:31na Colômbia,
51:32Cuba,
51:32muito dificilmente,
51:33mas na Colômbia,
51:34esteja pensando
51:35nesse sentido também.
51:36Então,
51:36é muito ali,
51:38aos pouquinhos,
51:39que a gente vai poder
51:40retomar esse diálogo
51:42sobre uma narrativa
51:44que muitas vezes
51:44ela não é de fato
51:46aplicada à figura
51:47ali do representante
51:48da nação,
51:49mas por outras ações,
51:51né,
51:51outros fatos
51:53que existem,
51:54que a gente chama
51:54da economia oculta,
51:56além da própria economia,
51:57já está muito deteriorada.
51:58Então,
51:58a gente tem esse balanço
52:00a ser feito
52:01e que o Trump
52:01está atacando
52:02os dois lados,
52:03a economia do crime
52:04e a economia de fato
52:05ali nacional e regular.
52:07Olha,
52:08minutinhos finais
52:08de linha de frente,
52:09mas ainda queria falar
52:10de dois assuntos com vocês
52:11para a gente pincelar.
52:13Primeiro,
52:13é uma reforma ministerial
52:15que deve ocorrer
52:16aqui no Brasil
52:17agora,
52:18no início desse ano,
52:19né,
52:19o governo federal
52:19deve começar
52:20essas mudanças
52:21de nomes
52:22porque algumas pessoas
52:23que estão nos cargos
52:24atualmente
52:25devem disputar a eleição
52:26e aí,
52:27para isso,
52:27eles precisam sair
52:28dos cargos atuais
52:29até o início de abril.
52:31Mas tem gente
52:31já querendo antecipar
52:33essa saída,
52:33viu,
52:33esse é o caso,
52:34por exemplo,
52:35do ministro da Fazenda,
52:36Fernando Haddad
52:36e de Ricardo Lewandowski,
52:38da Justiça e Segurança Pública
52:39que inclusive saiu
52:40nesta semana
52:41e entregou a carga
52:42de,
52:42a carta de demissão.
52:44Com a saída
52:45do ex-ministro
52:45do Supremo Tribunal Federal
52:47cresce agora
52:48a pressão
52:48para que a pasta
52:49seja desmembrada
52:50com a criação
52:51de um novo ministério,
52:53o da Segurança.
52:54O governo já viu
52:55que esse deve ser
52:56um dos assuntos
52:57neste ano eleitoral
52:58e o PT,
52:59é claro,
52:59quer essa vaga
53:00e até já fez
53:01uma lista
53:02de nomes potenciais
53:03para assumir
53:04o novo ministério.
53:05O ex-governador
53:06do Rio Grande do Sul,
53:07Tarso Genro,
53:08por exemplo,
53:09a deputada federal
53:09e delegada de polícia,
53:11Adriana Corce,
53:12e também Benedito Mariano,
53:13ex-ouvidor
53:14das polícias
53:16de São Paulo.
53:17Além disso,
53:18a gente tem também
53:18já no páreo
53:19o ministro Camilo Santana,
53:21da Educação.
53:23Carla,
53:24a criação
53:25de um novo ministério
53:26assim no último ano
53:27é pauta eleitoral mesmo?
53:29É pauta eleitoral
53:31e a gente não vai resolver
53:33o problema da segurança
53:34por uma questão só,
53:36porque a insegurança
53:38gera votos.
53:40Então,
53:40essa é a grande pauta.
53:42Quanto mais insegurança,
53:43mais você joga
53:44para um lado e para o outro.
53:46Então,
53:46mesmo temos pautas
53:47mais para a direita,
53:48os pautas mais para a esquerda,
53:50mas a insegurança,
53:52ela move
53:53essa questão política.
53:55Então,
53:56não há um grande interesse
53:58de fato
53:59de minimizar
54:01esse processo.
54:02Então,
54:02teremos aí
54:03outros
54:04e vai criar secretaria
54:06e vai e volta
54:07e a gente continua
54:08sendo assaltado
54:08na rua.
54:10E a troca de Fernando Haddad
54:11é importante,
54:13não é, Nathalie?
54:13Relevante.
54:14Super importante,
54:15esperamos que não
54:16voltemos até
54:17o Ministério da Economia,
54:19que não faz o menor sentido
54:20criar e recriar ministérios.
54:22O importante
54:23é que a gente faça
54:23uma gestão adequada
54:25e que tenha de fato
54:26um gestor
54:27a tomar frente ali
54:28da gestão econômica
54:31e orçamentária
54:32do país.
54:33Para isso
54:33que serve a Fazenda.
54:34Então,
54:34talvez para alguns
54:36um alívio
54:36a saída do Haddad
54:38e para outros
54:39nem tanto,
54:40mas fato é
54:41a maior preocupação
54:42é quem vai assumir
54:43essa pasta
54:43e se tem de fato
54:45essa mão firme
54:46ali para conduzir
54:47e fazer essa orquestra
54:49da gestão econômica
54:51do país
54:51que é o mais preocupante
54:52nesse momento.
54:54A ver,
54:54quem também vai precisar
54:55fazer mudanças
54:56de secretariado
54:57inclusive deve trocar
54:58um secretário importante
54:59para o país
54:59que é Gilberto Kassab
55:01e é o governador
55:01de São Paulo,
55:02Tarcísio de Freitas.
55:03Está na agenda
55:04agora dessa semana.
55:05Ele volta ao trabalho
55:06na segunda-feira
55:07depois de passar
55:08uns dias de descanso
55:09nessa virada de ano
55:09nos Estados Unidos.
55:11Na ausência dele,
55:12o vice,
55:12Felício Ramut,
55:13entrou em uma polêmica
55:14com o Partido dos Trabalhadores
55:15depois de afirmar
55:17que o PT
55:18é um partido
55:19narco-afetivo.
55:20Isso falando
55:20da Venezuela
55:21e os assuntos todos
55:22se misturando.
55:23Claro que a sigla
55:24rebateu
55:25depois de uma chuva
55:26de críticas
55:27e inclusive
55:27entrou com um processo
55:29contra Felício Ramut.
55:32O fato é que
55:32Tarcísio vai ter
55:33muito trabalho
55:34nesse retorno
55:35ao último ano
55:35do atual mandato.
55:37Em meio a obras
55:38pelo Estado,
55:38ele também precisa
55:39tomar aquela dura decisão.
55:41Qual cargo
55:42vai disputar
55:42esse ano afinal?
55:43Se é a reeleição,
55:44como vem pintando
55:45até o momento,
55:46que ele seria
55:47franco favorito,
55:48ou se ele ainda
55:49vai lutar
55:50pela possibilidade
55:51de disputar
55:52a presidência
55:53da República.
55:54Mas esse é um cenário
55:55muito mais complexo,
55:56muito mais difícil,
55:57principalmente porque
55:58a gente tem a figura
55:59de Flávio Bolsonaro
56:00como pré-candidato
56:02para ser aí,
56:02então,
56:03o nome que vai concorrer
56:04contra o presidente Lula.
56:07Mônica,
56:08essa decisão
56:09de Tarcísio
56:10deve ficar
56:11sendo empurrada
56:12até os últimos,
56:13os 45 do segundo tempo?
56:15Deve,
56:15e ele está sendo
56:16extremamente habilidoso
56:18em fazer política,
56:19em se posicionar
56:20no antipetismo
56:22sem falar
56:23nem da pauta federal,
56:24nem da pauta estadual.
56:26Ele está numa posição
56:27em que,
56:28se a candidatura
56:28de Flávio
56:29naufragar
56:30e ele se tornar
56:31o candidato
56:32à presidência,
56:33é um nome muito forte
56:34na direita,
56:35tem menos rejeição
56:35do que Flávio Bolsonaro,
56:37tem menos histórias
56:38ligadas à corrupção,
56:39menos dúvidas
56:39sobre imóveis
56:41comprados com dinheiro vivo
56:42e é um nome
56:43que seria muito forte
56:44para enfrentar
56:45a esquerda
56:46neste ano agora
56:47na presidência
56:48da República.
56:49Porém,
56:50como você falou,
56:51fortíssimo no Estado,
56:52uma reeleição
56:52que eu não vou dizer certa
56:53para não dar azar,
56:55mas onde ele tem
56:56grandes chances
56:57para ele ser
56:57até mais confortável
56:58e depois poderia
56:59avisar uma presidência
57:00na próxima eleição.
57:01Então,
57:02basta não fazer
57:03nada errado
57:04que ele não perde
57:05esse jogo.
57:06Bom,
57:07para a gente encerrar
57:07com um clima mais leve
57:08e cultural,
57:09eu queria saber
57:09se vocês assistiram
57:10Agente Secreto.
57:12Não assisti.
57:13Ainda não?
57:14sim.
57:14Eu vi a premiação
57:16lá no Critics Awards.
57:18Então,
57:19olha,
57:19então precisa ver
57:22porque tem dica
57:23para o fim de semana.
57:24Hoje o programa
57:25passa sábado,
57:25mas amanhã,
57:26dia 11,
57:27vai ser a entrega
57:28da cerimônia
57:28do Globo de Ouro
57:302026.
57:31Mais uma vez
57:32com o Brasil na disputa,
57:33igual no ano passado,
57:34em que Fernanda Torres
57:35levou a estatueta
57:36de melhor atriz.
57:38Por ainda estou aqui.
57:39Agora,
57:40o Wagner Moura
57:41é favorito ao prêmio
57:42de melhor ator de drama
57:43pelo filme,
57:44então,
57:45o Agente Secreto.
57:46O longa,
57:47de Kleber Mendonça Filho,
57:48concorre em outras duas categorias também.
57:50Melhor filme internacional
57:52e melhor filme de drama.
57:54Mônica já assistiu,
57:55está livre no fim de semana.
57:56Meninas,
57:57e eu também,
57:57vamos assistir
57:58para a gente torcer,
57:59então,
58:00no domingo.
58:01Já agradeço a companhia de vocês.
58:03Muito obrigada
58:03por participarem
58:04do Linha de Frente,
58:05Bancada Feminina,
58:06todos os sábados,
58:07às seis horas da tarde.
58:08Espero você no fim de semana que vem.
58:10Tchau, tchau.
58:15Linha de Frente
58:16A opinião dos nossos comentaristas
58:20não reflete necessariamente
58:22a opinião do Grupo Jovem Pan
58:24de Comunicação.
58:29Realização Jovem Pan
58:31A miniã de Frente
58:44A вспosição
58:45A nice
58:46Aumento
58:47A
58:48A
58:49A
58:50A
58:50A
58:51A
58:51A
58:51A
58:52A
58:53A
58:53A
58:54A
58:54A
58:55A
58:55A
58:55A
58:56A
58:56A
58:57A
58:58A
59:00A
59:00A
59:00A
Comentários