- há 2 dias
- #jovempan
- #linhadefrente
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#JovemPan
#LinhaDeFrente
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#JovemPan
#LinhaDeFrente
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00Linha de Frente
00:30Linha de Frente
01:00Linha de Frente
01:29Linha de Frente
01:31Linha de Frente
01:33Linha de Frente
01:35Linha de Frente
01:37Linha de Frente
01:39Linha de Frente
01:41Linha de Frente
01:43Linha de Frente
01:45Linha de Frente
01:47Linha de Frente
01:49Linha de Frente
01:51Linha de Frente
01:53Linha de Frente
01:55Linha de Frente
01:57Linha de Frente
01:59Linha de Frente
02:01Linha de Frente
02:03Linha de Frente
02:05Linha de Frente
02:07Linha de Frente
02:09Linha de Frente
02:11Linha de Frente
02:13Linha de Frente
02:15Linha de Frente
02:17Linha de Frente
02:19Linha de Frente
02:21Linha de Frente
02:23Linha de Frente
02:25Linha de Frente
02:27Linha de Frente
02:29Linha de Frente
02:31Linha de Frente
02:33Linha de Frente
02:35Linha de Frente
02:37Linha de Frente
02:38Linha de Frente
02:39Linha de Frente
02:40Linha de Frente
02:41Linha de Frente
02:42Linha de Frente
02:43Linha de Frente
02:44Linha de Frente
02:45Linha de Frente
02:46Linha de Frente
02:47Linha de Frente
02:48Linha de Frente
02:49Linha de Frente
02:50Linha de Frente
02:51Linha de Frente
02:52Linha de Frente
02:53Linha de Frente
02:54Linha de Frente
02:55Linha de Frente
02:56Linha de Frente
02:57Linha de Frente
02:58Linha de Frente
02:59Linha de Frente
03:00Linha de Frente
03:01Linha de Frente
03:02Linha de Frente
03:03gente pensar lá na frente. Quando será que a gente vai ter uma definição em
03:08Carla? Eu não sei. Aliás, é até uma pergunta que eu ia fazer. Até abril, não é
03:12isso? Até abril, né? Até abril. Ou seja, até abril, Páscoa, né? A gente fala que
03:17o Brasil começa depois do Carnaval, então esse ano vai começar depois da
03:21Páscoa. Para a gente poder saber exatamente quais serão as cartas no
03:27baralho e quais as cartas que estarão escondidas no monte. O que será que está
03:32escondido nesse monte, Elisiane? Que ano diferente nós vamos enfrentar, né? Eu
03:39até brinquei com as minhas colegas dos bastidores que é o verdadeiro pão em
03:43circo, né? A gente vai ter eleições e Copa do Mundo e a gente não pode esquecer
03:49que a Copa do Mundo não pode virar uma espécie de cortina de fumaça aí para as
03:54eleições desse ano, né? Olha, eu não descartaria o Tarcísio, não. No meu ponto
04:01de vista, eu acho que ainda temos aí as surpresas no caminho. Não vejo ele como
04:07um desertor, digamos assim, que iria contra a pessoa que apadrinhou ele
04:13politicamente, que colocou ele em São Paulo, né? Ele entrou em São Paulo por
04:17conta muito do nome do Bolsonaro, mas eu acho que ele é um bom articulador.
04:24E esse ponto dele ser quieto também, eu acho que isso é muito característico de
04:30pessoas que sabem jogar, de pessoas que sabem se movimentar no tabuleiro, no meu
04:36ponto de vista. Laura, será que o brasileiro vai prestar mais atenção na Copa do
04:40Mundo ou na eleição nesse ano, hein? Nossa, na Copa do Mundo, né? Como bom
04:43brasileiro sempre presta atenção, né? O pessoal vai prestar muita atenção na Copa
04:48do Mundo, mas claro que com certeza as eleições presidenciais vão ganhar
04:51bastante espaço. Eu vejo que o Ratinho é uma figura que talvez vai incomodar ao longo
04:57do ano, talvez vá surpreender ali ao longo desse ano. Eu também não descartaria
05:02Tarcísio, não descartaria uma aliança entre Tarcísio e Flávio Bolsonaro para poder
05:06unir forças de poder representar a bancada da direita aqui no Brasil. E aí eu acho
05:12que no meio disso tudo, quem mais vai incomodar mesmo talvez seja o Ratinho, porque
05:18ele vai tirar esse foco do extrema-direita e extrema-esquerda. Um ponto que eu acho
05:22muito interessante é que no meio desse desdobramento todo do Lula ter, né, de fato
05:29conseguido negociar lá com o Donald Trump, ter ali se rezado, se demonstrado ali uma
05:34pessoa que se curva frente à bancada cristã, prender o Bolsonaro, né? Então assim, eu
05:40vejo que parece que no ambiente que se construiu, conseguiram ter um momento para
05:45poder prender o Bolsonaro e agora eu acho que o Flávio Bolsonaro não descartaria
05:49também uma aliança com Tarcísio para até tentar assim dar um up na direita aqui
05:53no Brasil. É, Len, então me lembrando aqui no meu ouvido que em 2002, no ano do Penta,
05:59o presidente Lula ganhou pela primeira vez. Será que o pessoal fica mais otimista em
06:03ano de Copa do Mundo, em ano que a gente vence, inclusive? Você vê como o mundo mudou.
06:07Naquele tempo a gente tinha uma seleção brasileira que a gente até gostava de
06:10acompanhar. Então assim, o mundo mudou tanto, tem algumas figuras políticas que não
06:14acompanharam essa mudança, né? Que continuaram lá em 2002 e isso nos coloca nesse
06:21cenário de 2026 bastante diferente do que foi 22, por exemplo, diferente do que foi
06:262018. A gente tem algumas mudanças no mundo aqui que trazem 2026 como um cenário
06:33muito incerto. A gente está em janeiro de 26 e a gente não sabe ainda quem vai
06:38concorrer contra Lula, né? A gente não tem a menor ideia de quem serão os adversários
06:42de Lula, esta é que é verdade. Dado que a oposição está fragmentada, dado que você
06:47tem ali candidatos que, de um lado, Ratinho e Caiado, conversam com o bolsonarismo, mas
06:53não precisam do aval do bolsonarismo para saírem candidatos, né? E conversam com um
06:59centro também. Por outro lado, você tem um Tarcísio que não tem como ser candidato
07:05sem uma benção da família Bolsonaro, que é o que trava Tarcísio até aqui, que sem sombra
07:11de dúvida é o candidato favorito de quem é investidor, né? De quando você está conversando
07:16com o sudeste do país. Então, a gente tem esse cenário incerto que também não descarta
07:22uma Michele Bolsonaro, que, embora muita gente diga, poxa, mas a Michele, né? Surpreende.
07:29Mas quem está acompanhando a Michele pelo país há mais de dois anos, viajando o Brasil
07:34inteiro, entende, por exemplo, que é nela que se concentra uma certa mágica que tem
07:41em figuras como o Jair Bolsonaro e como o Lula, que é a coisa do carisma. Carisma, né?
07:47A gente que faz comunicação tenta aprender isso na faculdade. Carisma a gente não ensina.
07:51Você pode ser muito bom tecnicamente, você pode ler o discurso bem, você pode melhorar,
07:56mas carisma você não ensina para uma pessoa. Se ela tem esse magnetismo, isso é muito forte,
08:01é intransponível e é muito difícil de você conseguir. E Michele tem, por exemplo, né?
08:07Tanto tem que acabou tomando um aquieta aí no final do ano de 2025, porque estava saindo
08:13mais forte do que se esperava em algumas brigas políticas. Então, nada ainda está desenhado
08:19no cenário da oposição. O que pode, em algum momento, favorecer essa oposição se ela lá
08:26para um segundo turno se junta, se une toda, né? Agora, o que favoreceria essa oposição
08:33para um segundo turno hoje, na leitura de hoje, janeiro de 2026?
08:38A pauta de segurança. O brasileiro chegar com medo à urna. Se o brasileiro chega com medo
08:43na urna, a oposição tende a se fortalecer, porque é aí que ela domina o discurso.
08:50Se o brasileiro chega em outubro mais satisfeito com o seu dia a dia, tendo uma certa percepção
08:58de que está ruim, mas não está pior do que já foi antes, né? Aí nós temos um Lula
09:03com a máquina na mão sendo favorecido para este ano.
09:06A Elen estava falando da Michele Bolsonaro e trouxe um gancho importante, que é a presença
09:12de mulheres. A gente fala que Caiado, Flávio Bolsonaro, Eduardo, Tarcísio, Zema, a gente fala
09:18pouco de mulheres, né? Será que a gente vai ter alguma mulher no páreo? Marina Silva
09:22e Simone Tebet, por exemplo, já foram decisivas em algumas eleições passadas.
09:27Como será que vai ficar a representatividade feminina nesse ano?
09:31Essas duas inexpressivas, né? A Tebet a gente nem vê mais direito, né? Assim, não escuta
09:36falar, não vê entrevista, né? Eu acredito esses dois nomes inexpressivos.
09:42Da Michele Bolsonaro, eu acho interessante porque talvez o brasileiro, né? O brasileiro
09:50que vota na direita, ele enxergue que a Michele estará ali, mas que o Bolsonaro estará dando
09:57as coordenadas atrás. Eu acho que daí que vem aqueles 22% dela, né? Na ala da direita,
10:03ela tem 22% de aceitação, se eu não me engano. Então, acredito que eles tenham essa ilusão,
10:09né? De que talvez o Bolsonaro estivesse ali. Eu não enxergo essa abertura para a mulher
10:15na presidência, né? É a minha visão, né? Não consigo ver ainda candidatas mulheres
10:22fortes. Elas são importantes para dar pontuação até para um ou para outro, como a gente viu
10:28com a Tebet, né? A hora que se aliu com a Tebet, a gente viu que aumentou a pontuação
10:33ali do Lula na época. Agora, assim como a Michele, né? Então, a Michele, por exemplo,
10:38apoiando o Tarcísio, apoiando o Flávio, se for o caso, aí sim, ela eleva, mas eu não
10:46vejo como protagonista. Isso que é interessante. A gente tem hoje cota, né? Para mulher dentro
10:51dos partidos políticos, né? E elas não são preenchidas por total. Nunca conseguem
10:57ser preenchidas por total. Mas é que falta inexpressividade também. Falta ter uma política,
11:03política, né? Uma mulher política que ela vá lá, se coloque, que ela vá para frente,
11:08né? Eu não, neste momento, eu não vejo nenhuma.
11:11E por que será que as mulheres não se colocam? Será que elas não se colocam? A gente não
11:17compra, né? Será que é um, por exemplo, a gente teve a primeira presidenta mulher lá
11:22atrás com Dilma. Impeachment, todas aquelas dificuldades. Será que ficou um ranço, digamos
11:28assim, na cultura brasileira? Será que sempre existiu esse ranço? O que vocês acham?
11:33Somos uma sociedade machista, né? Somos. Conservadora, né?
11:36Somos uma sociedade machista, conservadora. E, inclusive, nós, mulheres, não somos criadas
11:41fora desta bolha. O que eu quero dizer com isso? E que muitas de nós também somos
11:45machistas, né? Também temos isso no nosso know-how. Então, e ter uma mulher como
11:51representante não significa que você vença o machismo. Pelo contrário, algumas que
11:54inclusive vêm com discursos, né? Tão machistas quanto. Então, mas eu, quando eu acompanho
12:02pesquisa qualitativa, por exemplo, o machismo, ele não é uma coisa que ele vem dito, né?
12:07Ele não vem, vou dar um exemplo, a Tabata Amaral, quando concorria à Prefeitura de São
12:11Paulo, ela era irritantemente incompetente. Ela era irritantemente inteligente. E ela
12:18era jovem, né? Então, ninguém tava dizendo que era, ah, porque ela é mulher. Não.
12:24É porque irritava a forma como ela se colocava técnica. Aspectos no feminino que fazem com
12:32que o nosso eleitor tenha uma certa rejeição. A Simone Tebet, que você bem pontuou, ela
12:38não veio agregar voto pra Lula como mulher. Ela veio agregar como alguém de centro. Alguém
12:43que tava representando ali um capital financeiro, um centro, né? Que tinha ali essa confiança.
12:48Não, mas não é porque não era mulher. Não era essa a pauta. Nenhuma mulher que se
12:52coloca como mulher e que essa seja a pauta, eu não vejo isso levando votos. Eu não vejo
12:58a mulher se colocando no feminino como alguém que vangaria votos. Até porque a mulher que
13:04vota não vota por si. Ela vota pela família. Ela vota pela política pública. Ela é pragmática
13:11no voto. Então, se eu for lá com o meu discurso de, olha, você é mulher, eu vou tirar...
13:15Também não chama. E não é comum a mulher falar de política, né? Uma mulher que fala
13:22de política não é uma coisa tão... Oi, a gente tem várias, né? Inclusive nós aqui
13:25hoje. Mas assim, não é uma coisa tão comum. Ou às vezes a mulher falando de economia
13:29acho que é mais dramático ainda, porque assim, mulher falando de números, falando de
13:33investimento, de dinheiro, é um negócio que fala assim, será que dá pra acreditar?
13:37Não tem isso. E mulher também não sabe falar de negócios. Você vai ver ali um grupo
13:41de networking feminino pra falar de negócio? Difícil. Assim, fala de muitos assuntos.
13:47Mas de negócio mesmo, de governança, de planejamento estratégico, de KPIs.
13:51Não fala assim, às vezes, de alguns pormenores ali que nas rodas dos homens é falado.
13:58Mas a questão também, tem um aspecto cultural muito antigo, claro. É quase um fenômeno
14:02antropológico de que os homens se entendem entre eles, sabe? Os cavalheiros, eles convivem
14:06muito bem, tomam as decisões entre eles. Ali naquele tom quinta série B, como a minha
14:11colega já trouxe. Isso é um modo superante tanto no ambiente político como também no
14:16ambiente corporativo. Eu vejo que existe também essa preferência por manter ali as lideranças
14:23e as decisões e as confraternizações, os acordinhos e o tapinha nas costas entre os
14:29homens. Então eu vejo que dentro do Brasil tem que ter muita coragem, eu vejo que tem
14:35que ter muita coragem de uma mulher pra poder assumir de realmente eu quero me candidatar,
14:40eu quero ali estar na linha de frente, eu quero ali fazer a diferença. E eu vejo que
14:46teria que ser quase que um arquétipo de mulher, dama de ferro.
14:51Olha, nós temos boas lideranças, nós temos, eu acho que isso que é importante a gente
14:55pontuar. E que é importante reconhecer também, né?
14:57Nós temos uma Raquel Lira, nós temos uma, e de diferentes matizes, nós temos uma
15:01Tereza Cristina, a gente tem uma Raquel Lira, a gente tem uma Tabata Amaral, eu tô
15:04lembrando aqui de, né, esquerda, direita, centro, que são lideranças
15:08importantes. O quanto essas lideranças têm tempo pra galgar, né, saltos mais
15:14altos, eu acho que aí vai de um amadurecimento da nossa sociedade, porque a gente tem boas
15:19lideranças. Não é falta de liderança e de vontade da mulher de estar na política.
15:22E o quanto esses homens dão ou não espaço pra essas mulheres aparecerem ou, eu tenho
15:27uns dados interessantes aqui da ONU Mulheres, Mulheres na Política 2025, do começo do ano
15:33passado. Portanto, o Brasil tá na posição 133 no ranking global de representação
15:39parlamentar das mulheres. Então, a gente tá muito abaixo. Olha só, apenas 18% da
15:45Câmara dos Deputados é composta por mulheres, 93 parlamentares. No Senado são
15:4919,8%, só 16 mulheres. São alguns dos piores números do desempenho global nesse
15:58sentido. Então, muito abaixo de outros países estamos ainda.
16:01E até no STF, né, gente?
16:04Exatamente.
16:04E assim, tem uma ministra do STF que eu sou fã, né, sou fã de ministro, né, que é a
16:09Ellen Grace, né, que é a ministra aposentada. Ela foi uma presidente do Brasil, né, ela
16:14na sucessão ela pegou uma época aí que ela ficou uns dias na presidência do Brasil.
16:18Uma mulher competentíssima, né, que trabalhou com a questão da administração do poder
16:22judiciário, reforma do poder judiciário, né, trouxe vários elementos de administração
16:28pro judiciário ficar mais leve, funcionar melhor. Então, a gente tem mulheres expressivas,
16:32né, na história. Você mencionou a Margaret Thatcher, a própria Elisabeth II, né, a gente
16:38tem mulheres. O Brasil tem a formação dele, né, a gente não pode esquecer. A gente tá
16:42falando, é conservadora, é um país mais conservador. Eu sinto que falta credibilidade
16:50porque uma mulher fala. Essa é a minha sensação. Eu falei anteriormente também, será
16:55que eu posso confiar, posso acreditar? E a gente não pode esquecer que se vier uma
16:59candidata à presidência, uma mulher, o que vai ser falado é a vida dela. Os
17:06casamentos que ela teve, os relacionamentos que ela teve, os filhos que ela tem, o que
17:09que o filho dela fez, o que que ela fez. É isso que vai vir, vai virar, né. É cultural
17:14nosso.
17:14Eu acho que, assim, mesmo sendo um país conservador e tudo, eu acho que a gente
17:18tem que deixar a chama da esperança acesa, porque o México também é um país
17:24extremamente conservador. E você tem uma Claudia Sheinbaum lá, que é uma coisa, ela abre
17:30a boca pra falar, ela transpira aquela calma, aquela, a forma que ela se movimenta, a forma
17:38que ela fala, a credibilidade, passando só sobre o povo. Quando você fala de uma mulher,
17:43pra mim, me veio a Claudia Sheinbaum.
17:44Na Itália, a gente tem uma de direita, né, também.
17:46A Melônia.
17:46Também tem a Melônia. Então, assim, eu acho que é um movimento que a gente precisa
17:51trabalhar. E acho que a raiz de tudo é que quando a Laura falou dos cabalheiros, que
17:57eles conversam entre si e eles se resolvem, dentro dessa estrutura é a mulher que serve
18:03o cafezinho. Então, essa é a construção nossa, servir e agradar.
18:07Então, servir e agradar, ela faz com que você, ao ter uma posição, o homem, ele, quando
18:15tem uma posição e a mulher eles têm a mesma posição, o homem, ele é pragmático, a
18:21mulher é o que é fria, calculista. Então, os adjetivos, eles vão mudando de acordo com
18:26aquela mulher que foi também educada para agradar, né? Então, pra servir. Então, todos
18:34os homens estão lá e, como a Ellen disse muito bem, as mulheres criam esses homens
18:39machistas, né? Então, se eu tenho um machismo muito forte, também vem de dentro de casa.
18:45O menino pode sair para jogar bola e a irmã vai ter que cuidar da roupa que ele jogou
18:49no chão e vai ter que ajudar a mãe a lavar. Então, eu acho que essa é uma construção
18:54que a gente tem que sempre deixar na mesa, mas com uma esperança de que um dia a gente
18:58chegue com outra mulher na presidência.
19:01Até porque a gente mesmo tem que mudar isso, até as perguntas que a gente faz. Quando
19:05tem uma mulher no poder, Lisiane citou, ah, fala de casamento, mas a gente pergunta
19:10isso. As pessoas vão atrás disso, ela não está falando disso, né? Normalmente, a gente
19:14põe uma entrevista da Tabata Amaral, por exemplo, e vão perguntar do namorado dela, mas ela
19:20não está muito interessada em falar nisso, normalmente pede para não falar. E eu estou
19:23no exemplo dela, mas são várias mulheres de todos os espectros políticos que eu já
19:27vi passando por coisas muito similares. E é, a Tabata vai ser colocada como primeira
19:32dama. Ela não vai ser protagonista, gente. A Tabata, eu não vejo ela como protagonista,
19:38porque ela ficou noiva recentemente do João Campos, não é isso?
19:41Mas eu acho que a tentativa dela é justamente se colocar como protagonista e não como noiva
19:47do João Campos, até porque está galgando aí.
19:50Diversos cargos e diversos projetos, inclusive o pé de meia, que a gente falava aqui bastante,
19:55que é dela.
19:56Mas eu vejo que ela acaba sendo muito sufocada nesse ambiente em que ela vive. Eu vejo que
20:00ela exerce muito esforço para ter essa voz de protagonista.
20:04E é por isso que nós temos aqui, então, bancadas femininas no Linha de Frente, para dar
20:08voz às mulheres, para poder falar de diversos assuntos. Temos aqui economistas, advogadas,
20:14jornalistas e diversas especialistas em várias áreas, justamente para não ficar num debate
20:22raso e que se espera, para a gente ir além, porque as mulheres conseguem falar muito além
20:27desses temas. E essa polarização que vem marcando o país, inclusive, nesses últimos
20:32anos, teve um efeito deletério, maldoso e prejudicial ao país. Uma onda sem precedentes
20:39de fake news, de notícias falsas, desinformação, principalmente nas redes sociais e em aplicativos
20:44de mensagens. Os mecanismos de combate às fake news foram aprimorados recentemente.
20:49Mas será que isso é suficiente? O que será que a gente pode esperar dessa eleição agora?
20:54E qual deve ser o papel da imprensa, inclusive profissional, nesse cenário em que qualquer
20:58um pode divulgar notícias ou espalhar mentiras e, até como a gente dizia, escolher o que é
21:03mais importante, o que a gente chama de lead. A legislação brasileira e a justiça estão
21:07prontas, será, para entrar nesse cenário? Já vou começar com a Ellen, minha colega jornalista,
21:13para a gente pensar sobre isso, né, Ellen?
21:14Difícil, né, Bia? Porque quando a gente está produzindo uma reportagem para um veículo
21:19de imprensa, existe um arcabouço de regras que precisam ser observadas, precisam ser
21:23cumpridas e, quando elas não o são, há um efeito punitivo, né? Há um efeito punitivo.
21:31No entanto, quando a gente conversa sobre big techs, é uma terra de ninguém e é uma terra
21:36de ninguém que vem sob falso argumento da liberdade de expressão, né? Que eu defendo, que eu realmente
21:43tenho que defender como jornalista, mas que você precisa de algum nível de
21:48regulamentação. Todavia, eu enxergo que hoje, quanto mais, assim, qualquer regulamentação
21:52que venha já está atrasada, né? A gente está sempre correndo atrás, porque não tem
21:58muito mais como, assim, a gente entrou numa era de AI, quer dizer, como é que você vai
22:04lidar com vídeos esse ano que vão estar circulando e que são ultra reais que você
22:09não sabe dizer o que é ou não a verdade. É muito difícil lidar com tudo isso, né?
22:15Então, o que acontece é, eu quero pontuar aqui no Brasil, quando a gente conversa e
22:21a gente parece que está todo mundo doido e gritando nas redes sociais, quem está doido
22:25e gritando na rede social são pequenos polos de extremos, tá? Quem está conversando no
22:33dia a dia, preocupado em pagar as contas, é uma maioria silenciosa que não é a extrema
22:38esquerda e que não é a extrema direita e que está muito incomodada com tudo isso.
22:42Mas é uma maioria que é pêndulo, que pode ir para um lado ou para o outro conforme
22:48a economia pesa no bolso, conforme se sente atingido com uma informação ideológica de
22:55alguém, né? Então, quando a gente vai olhar para essa eleição, agora de 2026, é neste
23:01bolo que a gente precisa olhar e é por este bolo que você precisa zelar, porque a gente
23:05perdeu a curadoria. A curadoria era uma prerrogativa do jornalismo. Isso não existe mais, né?
23:11Quando você sai do jornalista, passa por influencer, você perde a curadoria. E ao perder a curadoria,
23:18você perde o valor, notícia, a credibilidade, que é tudo que a gente passou anos construindo
23:23e que não sei se um dia volta para a nossa sociedade. Eu acho muito difícil, não enxergo
23:27ainda uma saída para isso. E aí passa a ser muito difícil disputar essa maioria que
23:32está no centro, gente. Não é real, parece que é, mas não é real o extremo e a gritaria,
23:36né? A maioria está no centro e está tentando buscar uma saída.
23:40Sabe que esse ponto que tu trouxe, eu vejo que o problema em si de ter perdido esse papel
23:47de curadoria é a solução. Seria que voltasse, retornasse a tomar como fonte de informação
23:54as fontes que já fossem conhecidas, confiáveis, que se sabe que existe um protocolo e uma curadoria
23:59para que aquela informação fosse levada a público. Então, às vezes, aquilo que a gente
24:02acha, ah, será que vai voltar? Eu acho que talvez o caminho seja voltar, seja o pessoal
24:07começar a olhar um pouco para trás mesmo.
24:09A gente precisa de regulamentação legislativa, que não tem.
24:12Eu quero saber a tua opinião em relação a isso, que o pessoal fala que é censura,
24:16mas tem isso.
24:16Eu tenho um projeto de extensão na universidade que a gente vai para o público, os alunos
24:21vão para o público para ver se o povo sabe o que é fake news. Gente, as pessoas não
24:26têm dimensão do que é propagar uma fake news. Muitos acham que não tem nenhum tipo
24:31de aspecto jurídico em propagar. Ah, vou lá e falo mesmo. Ouviu um incêndio, falo
24:35que tem um incêndio, não tem um incêndio, né? Então, assim, a gente tem um projeto
24:39de lei da fake news que é de 2020. Inclusive, ele foi, acho que foi no passado, que ele passou
24:45no Senado e agora ele está na Câmara, 2020. É um projeto de lei que eu enxergo algumas
24:54inconstitucionalidades, mas que ele ainda pode ser ajeitado, ele está ainda na Câmara,
24:58né? Mas a gente não tem uma regulamentação específica para fake news. Então, enquanto
25:04a gente não tiver uma regulamentação específica, fica complicado, né? Então, assim, é um
25:08projeto de lei que, por exemplo, ele limita para quantas mensagens você vai poder enviar
25:13durante o... Gente, aí, no meu ponto de vista, é censura, né? Você imagina, você tem
25:18um grupo, no grupo de WhatsApp, tem lá no projeto de lei que você pode enviar três mensagens
25:23por dia. Não faz sentido num Estado democrático de direito essa limitação. Então, é assim,
25:28seria um projeto que deveria ter algumas, alguns ajustes ali, né? Alguns ajustes para
25:33não ficar inconstitucional e ferir a liberdade de expressão. Agora, a inteligência artificial,
25:39então, piorou, gente. Até eu, às vezes, fico lá, nossa, será? Aí eu falo, nossa, será
25:43que isso é verdade ou não? Eu falo, até duvido da minha idade. Eu falo, nossa, tô caindo
25:47no conto da inteligência artificial, né? Então, a gente precisa de regulamentação
25:53legislativa, jurídica, né? Precisa saber, durante a eleição, como que isso vai? Cadê
25:59o tribunal eleitoral falar para a gente? Como é que vai poder usar na campanha eleitoral?
26:04De que forma vai ser utilizado, né? Vai ter punição se você espalhar uma fake news
26:09durante a eleição? Que a gente está usando o código penal, por enquanto, e o código
26:13civil também, né? Para os casos de indenização.
26:14Eu só puxaria um pouco para a questão econômica, que é o seguinte, saiu recentemente
26:20um cálculo que a meta teria falturado mais ou menos 16 bilhões de dólares com o envio
26:28de notícias falsas, com fake news, né? Então, esse daqui é o ponto. Aquilo que chama
26:35atenção, que é o horror e a barbárie e a mentira, ela viraliza. Então, esse é o grande
26:41ponto, né? Quando aquilo é lucro para meta, como que você bloqueia esse lucro? Eu acho
26:47que esse é um movimento a se conferir como que a gente pensaria isso. Outro ponto importante
26:53é a regulamentação, como a Europa tem feito. A Europa tem feito uma regulamentação muito
26:58interessante, até proibindo rede social para menores de idade, uma série de coisas, medidas
27:04interessantíssimas. E outra é uma questão que precisaria ter começado já antes de
27:09ontem, que é a educação nas escolas. Dinamarca começou um processo de as escolas, crianças
27:1610 anos de idade, elas vão aprender na escola a identificar fake news. Então, essa é matéria
27:23de disciplina. Porque esse movimento, ele é muito importante, que ele vai estar atrelado
27:28com a mídia. Inclusive, ele vai pegar o teu ponto e passar a dar a credibilidade para
27:33a mídia. Então, a criança que identifica fake news, ela ajuda a mãe e a avó, digamos
27:39assim. Sim. Esse é um movimento. Então, ele vem pela educação, passa pela regulamentação
27:46e ele se fecha dando retorno para a credibilidade. E o último ponto que eu colocaria para a gente
27:53não esquecer, são as agências de checagem nos debates. Isso foi feito no governo Trump,
28:00apesar de não ter funcionado, né? Porque ele falou que os imigrantes comiam o cachorro
28:04e... Mas, isso é muito importante. Falou, tem que ter fast checking na hora. Falou, tem
28:11que ter. Isso é muito importante. As agências de checagem, que nós temos várias no Brasil,
28:17elas vão ter que aumentar a sua intensidade de trabalho, digamos assim.
28:22Inclusive, sobre esse tema, a Agência Brasileira de Inteligência relacionou uma série de riscos
28:27para esse ano, né? Para ano de eleição. O documento tem alguns itens, como desinformação,
28:31que a gente falava agora, interferência externa e vulnerabilidade digital, como pontos
28:36de atenção e de preocupação. Segundo a ABIN, esse relatório tem como objetivo antecipar
28:41ameaças e dar subsídios ao governo federal para criar políticas públicas e proteger dados
28:47sensíveis. Mas um ponto chamou a atenção, o risco de um novo 8 de janeiro.
28:52com a eleição deste ano, sujeita a tentativas de deslegitimação das instituições democráticas,
28:58com a manipulação das massas e a disseminação de fake news. Será que a gente pode caminhar
29:04para isso, gente, de novo?
29:06Eu acho que já houve mais risco. A gente já teve um risco maior de uma nova instabilidade,
29:13nos moldes do 8 de janeiro, inclusive porque a gente tinha ali uma questão de tensão externa.
29:22Vale lembrar que no final de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
29:27divulgou ali um documento falando sobre como seria a política externa dos Estados Unidos,
29:33que é uma adaptação, um corolário de Trump para a doutrina Moreau, ou seja,
29:38Estados Unidos voltando a exercer a sua influência sobre as Américas.
29:43Mas me parece que não é uma influência, essa influência que a gente fala,
29:49tão efetiva na institucionalidade nacional.
29:53Isso está sendo sanado, isso passou a ser sanado a partir de uma série de iniciativas
29:57corretas, que eu avalio da nossa diplomacia.
30:00Mas eu acho que a gente já teve um momento em que essa instabilidade estava mais,
30:06a nossa estabilidade estava mais ameaçada.
30:09O que me parece é que a sucessão de fatos do final de 2025,
30:13seja uma reaproximação Lula e Trump,
30:16seja o fato de você ter tido Bolsonaro preso e não ter visto grandes manifestações,
30:22não ter arrastado multidões nas ruas, essa comoção,
30:26parece que a gente está, neste momento, um pouco mais afastado
30:31desta comoção popular que traria uma instabilidade em 2026.
30:37Será que a polarização está perdendo espaço?
30:40Eu acho muito difícil perder espaço, porque o que dá audiência é o que dá voto.
30:45Então, por mais que existam críticas dos dois lados,
30:48a polarização foi o que elegeu boa parte dos candidatos.
30:52E um ponto interessante, eu também, eu concordo muito com a fala da minha colega
30:57em relação ao 8 de janeiro, mas tem um ponto que me chama muita atenção,
31:01que é de que, qual que é o momento em que o povo, em geral, sai para a rua,
31:06fica revoltado, que é revolução.
31:09Quando ele está enfraquecido, principalmente economicamente,
31:12quando o povo está muito pobre, às vezes até passando fome,
31:15é quando o povo começa a se revoltar.
31:17A gente está com uma taxa de inadimplência de 49% da população,
31:20ou seja, quase metade da população não está conseguindo pagar aquilo que deve,
31:25em patamares de juros astronômicos.
31:28Além disso, a gente vive uma estrutura da renda brasileira extremamente desigual.
31:33Claro que essa questão da reforma do imposto de renda pode ter dado ali uma apaziguada?
31:37Pode, mas existem muitos que já estavam na faixa do imposto.
31:41Quer dizer, se bem que muita gente vai ser beneficiada porque ganha ali, em média, 3 mil reais,
31:46mas isso talvez tenha dado uma apaziguada nos ânimos.
31:49Mas o que eu vejo é que a gente está falando, a gente está no começo do ano,
31:52a gente tem o ano inteiro para ver o que vai se desdobrar ao longo disso.
31:56Eu acho que talvez uma população com muito desalento
32:02pode talvez fazer criar ali uma chama de revolta.
32:06Não que ela já não exista,
32:08mas talvez sim a gente possa ver ali uma revolta
32:11porque a população brasileira está financeiramente enrascada.
32:16Carla, a gente não aprendeu nada então com o 8 de janeiro?
32:19Não, eu acho que o processo foi pedagógico.
32:24Eu acho que um grande termômetro foi a prisão do Bolsonaro.
32:29Não aconteceu absolutamente nada.
32:31Houve uma tentativa, uma fagulha de uma certa greve de caminhoneiros que não se realizou.
32:37Então, assim, não há comoção nacional, não há esse movimento.
32:40E aí eu acho que se fosse especificamente para a eleição, Laura,
32:44eu acho que aí você teria que ter de novo aquele movimento de fake news,
32:49dizendo que a eleição foi roubada, aquela história de novo.
32:52Só que também tem um processo.
32:53Quando você olha para trás, tem muita gente presa, né?
32:57Tem muita gente de tornozeleira.
32:59Então, tem muita gente com seus direitos limitados.
33:02Então, assim, eu acho que esse processo pedagógico...
33:04E outra coisa também, sob a ótica da segurança nacional,
33:10depois das eleições, a própria segurança na Praça dos Três Poderes
33:15vai ser completamente diferente, vai ser outra.
33:18Você vai...
33:19Na verdade, o gato escaldado, né?
33:21Você já monta a estrutura.
33:23Então, eu acho que esse movimento pedagógico,
33:26eu acho que a gente não corre esse risco sob essa ótica,
33:29admitindo que Lula ganhe e outro candidato percam.
33:33para até poder parar com essa mania de que todo mundo que perde
33:37dizer que a eleição foi roubada, né?
33:41Então, só que na hora que você elege o Congresso,
33:44a urna funcionou super bem.
33:46Então, eu acho que pedagogicamente, eu espero que a gente tenha resolvido já.
33:51E por falar em eleição para o Congresso Nacional,
33:53essa também promete ser uma das mais duras dos últimos tempos.
33:57A disputa principal deve ficar com o Senado,
34:00que vai renovar dois terços das cadeiras.
34:03Ou seja, cada unidade da federação vai eleger dois senadores.
34:08A direita vem ressaltando recentemente
34:10que pretende ampliar a participação na Casa Alta,
34:13de olho em sabatinas e até em possíveis impeachments de ministros do STF.
34:18Por outro lado, os arranjos do Centrão
34:20podem definir o jogo de poderes,
34:22tanto na Câmara quanto no Senado,
34:24com a escolha dos presidentes das casas
34:27e das principais comissões.
34:30Esse é um jogo que ainda está se desenhando, né?
34:32Ele vem aos poucos.
34:34Normalmente, é um dos últimos que a gente sabe, assim,
34:37todos os nomes já que vão disputar.
34:39Mas será que a direita consegue ampliar,
34:42Ellen, bastante?
34:43É o que vem por aí.
34:44O plano do PL, principalmente, é esse, né?
34:46Focado no Senado, até num direto ao ponto aqui da Jovem Pão,
34:49o presidente do PL, Valdemar Costa Neto,
34:52disse essa frase.
34:53Foco, você estava, né, Ellen, inclusive?
34:54Foco total.
34:55Foco total no Senado.
34:57É, eu não sei se esse plano do PL vai ser bem sucedido,
35:00porque esse foco total no Senado,
35:02ele prevê você colocar, por exemplo,
35:06candidatos ao Senado que não são ligados,
35:10de forma alguma, a determinados estados.
35:12Acho que Santa Catarina é o caso mais prático, né?
35:15Em que a família Bolsonaro quer ter lá um representante
35:18com um Estado que já tem ali seus senadores bastante consolidados.
35:21Então, eu não sei se esse plano, exatamente, vai ser consolidado.
35:25Mas eu não tenho a menor dúvida
35:27de que a gente vai, sim, caminhar para um Congresso,
35:31Câmara e Senado mais conservador e mais à direita.
35:36Isso é uma coisa que vem se desenhando.
35:38A gente tem ali uma exceção,
35:40quando você pega Norte, Nordeste do Brasil, né?
35:43A gente tem ali parlamentares que acabam
35:46ficando mais mesclados ideologicamente,
35:48mas isso vem se desenhando muito.
35:50Esse conservadorismo das duas casas
35:52é uma coisa que está sendo fortalecida no país
35:55e que para 2026 acho muito difícil ser diferente.
36:00Então, é isso.
36:00Não sei se Valdemar consolida o seu plano
36:03de um Senado com muitos senadores do PL,
36:06mas muitos senadores e deputados federais conservadores,
36:10uma base mais conservadora,
36:12isso é praticamente inevitável.
36:14Vocês lembram, meninas, em quem vocês votaram
36:17para deputados e senadores?
36:19Sim.
36:20Todas?
36:21Sim, sim.
36:22E é uma coisa que o pessoal não sabe.
36:24Tem suplentes também.
36:26Tem que olhar.
36:27O Senado, o mandato do senador é de oito anos, gente.
36:30Então, assim, essa técnica que ele está querendo,
36:35essa jogada de colocar mais senadores ali para a direita,
36:41ele se fortalece tanto em relação ao Executivo
36:44como ao Judiciário também.
36:46Porque ele está colocando representantes
36:48que não vão ficar quatro, vão ficar oito.
36:50Apesar que também na Câmara pode se reeleger
36:53sem, não existe prazo, né?
36:56Quatro anos, não.
36:56Pode ficar o tempo que for.
36:58Mas o Senado, com oito anos,
37:01você coloca dois por região.
37:04Por oito anos, você ganha um protagonismo importante
37:07para a direita, né?
37:09Ou a esquerda também fazia a mesma coisa,
37:10mas a direita que está se colocando nesse sentido.
37:13Então, ele, de certa forma,
37:14ele está se fortalecendo dentro de um poder
37:16importantíssimo em relação aos outros dois poderes também.
37:21Então, ele conseguiria articular muito melhor
37:24ali as pautas e as questões.
37:26Depois, aí, a gente tem as escolhas das presidências, né?
37:29Das casas.
37:30Sim.
37:31Outro problema, porque já está tenso nesse ano
37:34e é uma definição de um ano eleitoral importante.
37:36Só fazer um disclaimer importante,
37:37porque você pontuou sobre olhar os vice.
37:39Quando a gente vota para o Senado,
37:40a gente vota em chapa, né?
37:41Que nem presidência da República.
37:43E 20 anos atrás, quando eu começava no jornalismo,
37:46eu resolvi fazer um levantamento
37:47para ver como é que estava a nossa representatividade.
37:50E mais da metade dos senadores
37:52que estavam exercendo o mandato eram o vice, né?
37:55Então, preste atenção quem está indo junto na sua chapa.
37:58Preste atenção para governador.
37:59Preste atenção quem está indo junto para a sua chapa.
38:02E suplentes, exatamente.
38:04E aí, depois, a gente vai para um, né?
38:05A gente elege...
38:06A Constituição definiu dessa forma em 88, né?
38:08A gente tem uma eleição com dois,
38:10daqui a quatro anos a gente vai ter para um.
38:13É uma continha aí que deixa o pessoal meio confuso,
38:17mas essa é mais importante,
38:19porque a gente está colocando dois.
38:21A última a gente colocou um,
38:22que fica por oito anos.
38:24Isso é importante destacar.
38:27Agora, para São Paulo,
38:30a gente já tem alguns nomes bem desenhados,
38:33mas também muito em definição.
38:35Tudo isso vai depender muito também da escolha
38:38de quem vai ser candidato a governador, né?
38:40A gente tem vários nomes figurando.
38:42Fernando Haddad, por exemplo,
38:44que tem uma indefinição
38:45de se vai ser candidato a governadora ou ao Senado.
38:47Mesmo o nome de Geraldo Alckmin já apareceu nas duas partes.
38:51Até Guilherme Derritte.
38:53É uma definição que vai ficar para frente,
38:55não só aqui em São Paulo, mas em muitos estados, né?
38:58Você sabe que eu estava conversando com um membro importante do PL,
39:04e aí essa pessoa fez um desabafo,
39:05disse assim, gente, né?
39:07Precisam definir para onde é que vão,
39:09porque enquanto a família não define o que vai acontecer,
39:11ninguém fica...
39:13Tem uma expressão popular para isso,
39:15mas não vou zela aqui.
39:16É um pouco chula.
39:17Mas é assim, fica muito difícil.
39:19Ninguém vai e não define quadro de nenhum lugar.
39:23Por exemplo, o estado de São Paulo que você mencionou.
39:26Tarcísio vai sair para a presidência ou para o estado?
39:29Porque se ele sai para a presidência,
39:30nós temos aqui Ricardo Nunes, Guilherme Derritte, Ramute,
39:34tudo ali esperando para quem vai...
39:36O próprio Kassab, né?
39:38Para quem Tarcísio vai passar o bastão.
39:40Mas se Tarcísio não vai, Derritte sai para o Senado, né?
39:45Que é o quadro melhor desenhado aí.
39:48Mas não é só aqui.
39:49Tem uma série de sucessões estaduais
39:52que estão dependendo de uma definição da família Bolsonaro.
39:56Então fica bastante difícil,
39:58até para quem está fechando campanha,
40:00porque agora tudo é pré-campanha,
40:01é um, dois anos antes.
40:02Está muito difícil esse quadro
40:04por conta desta indefinição.
40:07Então a gente está olhando muito para o cenário nacional,
40:09que a gente não sabe quem vai ir aí pela oposição,
40:12mas nos cenários estaduais está uma bagunça,
40:14porque você não sabe quem vai para o Senado,
40:16você não sabe quem vai para a Federal,
40:17não sabe quem vai para o governo,
40:19justamente por conta dessa indefinição nacional.
40:21E aqui em São Paulo, exatamente falando disso,
40:24o Tarcísio de Freitas já estava até montando uma equipe
40:27de urna eleição presidencial,
40:28até que o ex-presidente Jair Bolsonaro
40:31decidiu indicar o filho Flávio
40:32para ser o candidato dele à presidência da República.
40:35E como é que fica Tarcísio agora?
40:37Bom, ou ele tenta a reeleição ao governo de São Paulo,
40:40que parece algo já relativamente fácil,
40:42ou enfrenta o padrinho político.
40:45Ou será que ainda tem uma terceira via?
40:47Será que é possível existir um acerto
40:49para uma chapa Tarcísio e Flávio?
40:52Se Tarcísio não concorrer à reeleição,
40:53o vice dele, Felício Ramut,
40:55deve ser candidato ao governo do Estado,
40:57já que Ricardo Nunes é praticamente
40:59carta fora do baralho por conta do vice dele,
41:01o coronel Melo Araújo.
41:03Mas seja quem for o candidato da situação,
41:05deve enfrentar nomes fortes.
41:07Haddad pode ser convencido a entrar na corrida eleitoral,
41:10assim como o ex-governador Márcio França.
41:13Até mesmo Geraldo Alckmin, o vice-presidente,
41:16que é o político que por mais tempo
41:17ocupou o Palácio dos Bandeirantes,
41:19desde a redemocratização brasileira,
41:22está nessa disputa e está aparecendo no jogo.
41:25E digo mais, tem outra alternativa ainda.
41:27Flávio Bolsonaro ensaiou aí uma possível desistência
41:31de candidatura e aí, quem sabe,
41:32então o Centrão volta a articular com o Tarcísio,
41:35que era a preferência deles.
41:37Carla, palpites?
41:39Olha, nenhum palpite.
41:41Eu acho que ano que vem,
41:43esse ano específico de 2026,
41:46agora, porque ano que vem 2027,
41:48já está tudo resolvido.
41:49Mas esse ano é o ano de tirar
41:52os fantasmas debaixo do tapete,
41:55a sujeira, então vai aparecer
41:57tudo que a gente não tem nem ideia.
42:00Então, é aí que a coisa vai começando
42:03a se movimentar e essas peças.
42:06E a gente também nunca pode esquecer
42:07que sempre pode aparecer um outsider, né?
42:11O outsider, a gente está aqui
42:12trabalhando muito com as peças existentes,
42:15mas a gente não pode subestimar
42:17a capacidade da política brasileira.
42:20Posso fazer um exclima?
42:21Claro.
42:22Eu gosto muito de uma frase
42:24de um colega nosso jornalista,
42:25sabia?
42:25O Zambelli, né?
42:27Ele é excelente, enfim.
42:29E ele sempre diz o seguinte,
42:31o ano pré-eleitoral, que foi 2025,
42:33é o ano do candidato Flanelinha,
42:35aquele que fica segurando a vaga
42:37para quem realmente vem no ano eleitoral.
42:39Então, a gente viu muita gente
42:40se ensaiando em 2025,
42:43que talvez não se confirme
42:45no jogo esse ano.
42:46E, assim, quando a gente estava em 21,
42:49ninguém falava em Simone Tebet,
42:51Soraya Tronique,
42:52ninguém falava desses candidatos.
42:54O Padre.
42:55O Padre.
42:56É aquele voto.
42:57Pablo Marçal,
42:58na eleição municipal de 2024.
43:00Pablo Marçal,
43:01na eleição municipal de 2024.
43:03Então, assim,
43:03acho que a gente tem que ter esse cuidado,
43:05porque tem gente que está lá inflando, né?
43:08E tentando se testar,
43:09porque é isso,
43:09também você joga nomes para testar,
43:11para ver qual vai ser a receptividade,
43:13é do jogo.
43:14mas vamos ver quem foi flanelinha,
43:17quem agora segura a vaga de verdade.
43:19Mas São Paulo sempre sofre, né?
43:21Porque São Paulo,
43:22é sempre um candidato
43:24que sai daqui de São Paulo.
43:26Aí a gente sempre tem um Estado,
43:28o Estado e a cidade, né?
43:29Governada por vice.
43:31O São Paulo tem tanta expressividade política
43:34que acaba que a gente sempre tem um vice.
43:36Ficar de olho no vice.
43:37E a eleição presidencial,
43:40ela ofusca muito as outras, né?
43:42É da nossa Constituição, né?
43:44Que seja dessa forma,
43:45mas assim, por exemplo,
43:46eu estava perguntando,
43:47você lembra de quem você votou?
43:49Para deputado?
43:51Por causa disso,
43:51o pessoal fica focado no...
43:53Quem vai ser o presidente?
43:54A governador também.
43:56Governador, acho que tem um pouco de preocupação.
43:59Agora, senador,
44:01o pessoal vota na legenda muitas vezes, né?
44:04Eu escuto de familiares falando assim,
44:05eu votei na legenda.
44:06Eu falo, mas como assim na legenda, né?
44:08E a gente fica um pouco mais inexpressivo, né?
44:11E São Paulo acaba sofrendo um pouco com isso também.
44:14Agora, do Alckmin.
44:16Eu não vejo o Alckmin voltando aqui para São Paulo,
44:18até porque o Alckmin mudou de postura política,
44:21de posicionamento político.
44:23Quando o Alckmin era eleito em São Paulo,
44:25ele vinha como um candidato de centro-direita,
44:28não é isso?
44:29Um candidato de centro-direita,
44:31um conservador, de certa forma,
44:33ele é muito conhecido dentro da igreja católica, né?
44:36Ele tem muita influência,
44:39mas ele mudou, né?
44:41Ele, quando resolve o serviço do Lula,
44:44ele muda de posicionamento político.
44:46Mas ele está dentro do Emidic.
44:47Ele está junto com o empresariado.
44:50Então, só...
44:51Mas o Tarcísio também, né?
44:53Não, mas estou falando,
44:54se ele vier, assim,
44:55a gente nunca pode...
44:56Não podemos descartar.
44:57É, não podemos descartar.
44:58Mas tem essa...
44:59Popularmente,
45:00as pessoas não o enxergam mais
45:02como o enxergavam
45:03quando ele governou aqui em São Paulo, né?
45:07Tem um desafio aqui para vocês,
45:09que o editor-chefe está mandando,
45:10se vocês lembram os nomes
45:11dos três senadores por São Paulo atualmente.
45:15E aí?
45:16A gente tem a Mara Gabrilli,
45:18que está no Senado agora.
45:19O astronautas.
45:19São Paulo, o nosso Marcos Ponte.
45:21E o Giordano.
45:22E o Giordano foi substituído.
45:24E o Giordano foi substituído.
45:25Eu não posso participar,
45:27porque eu dou aula disso.
45:28Quando o Major Olímpio acabou falecendo.
45:32Ai, nossa, eu não sei.
45:33Quando o Major Olímpio faleceu.
45:35A brincadeira era justamente essa,
45:37o Major Olímpio foi substituído.
45:39Então, muita gente acaba nem sabendo...
45:41O Giordano, né?
45:42O Giordano.
45:42O Giordano, que entrou no lugar.
45:45E é justamente um pouco do papo
45:47que a gente está tendo,
45:47como é importante ver o vice.
45:49A gente tem casos desse...
45:51Olha o vice.
45:52Olha o vice.
45:53Olha o vice.
45:53Para governador, a gente até olha para prefeito,
45:56mas depois, em outras esferas,
45:59nem sempre.
45:59A gente não presta atenção.
46:00Mas vocês acham que Geraldo Alckmin
46:03abandonaria uma vice-presidente,
46:06uma chapa de vice-presidência?
46:07Não mais.
46:08Para voltar para São Paulo?
46:08Não mais.
46:09Geraldo Alckmin gosta da posição de governador.
46:13É onde ele se sente em casa.
46:14Ele gosta dessa posição e foi muito bem sucedido nisso.
46:19Mas ele hoje, hoje, janeiro de 2026,
46:22não tem outro nome para ser vice de Lula
46:24que não seja Geraldo Alckmin.
46:25E isso é a própria postura de Lula que coloca.
46:28Em muitos momentos, sem ser solicitado,
46:32sem ser perguntado, Lula faz questão
46:34de ressaltar o protagonismo de Geraldo Alckmin.
46:37Colocou Geraldo Alckmin no MD,
46:39ou seja, colocou ele conversando com o empresariado
46:42e mais do que isso,
46:43colocou ele à frente das negociações com os Estados Unidos,
46:45que foram uma questão decisiva para o país.
46:48Então, assim, e faz a todo momento
46:51a questão de ressaltar a lealdade de Geraldo Alckmin.
46:54Então, se tem alguém hoje feliz no governo, é Alckmin.
46:57Eu acho que se tem alguém feliz no Executivo Federal hoje,
46:59é Geraldo Alckmin.
47:00E hoje, se tem um cargo,
47:03um vice já previamente escalado, é esse.
47:05Ele faz o papel, assim,
47:07o presidente da República,
47:08ele é chefe de Estado, chefe de governo,
47:10porque a gente não é parlamentarismo.
47:12Ele seria o chefe de Estado, né?
47:13Ele é o diplomático ali, né?
47:16Que faz esse meio caminho.
47:17Se a gente fosse dividir as funções,
47:18não são divididas, mas seria mais isso, né?
47:21Ele faz esse meio de campo, né?
47:23Para o Lula ali, né?
47:24Ele seria o neutro, né?
47:27Aparentemente ali, que faria esse meio de campo.
47:30Agora, tem uma dificuldade aí para a esquerda
47:32que eles não têm outro nome,
47:34senão o Fernando Haddad,
47:35ou teria que abrir mão para colocar o Márcio França.
47:37O que será que é melhor?
47:38Ter essa dificuldade que a esquerda tem...
47:40Teria abrir mão?
47:41Então, exatamente.
47:42Desculpa, foi essa a pergunta.
47:44É, exatamente.
47:45O que é pior?
47:46Essa dificuldade,
47:47então eles têm o nome só de Haddad,
47:49porque abrir mão, como disse ela,
47:51em um estado grande como São Paulo,
47:52é complicado,
47:54apesar que rolou isso na capital no ano passado,
47:57mas, enfim.
47:58Ou vários nomes, como a gente tem da direita,
48:00agora citar-se de não sair.
48:01Qual que é a situação mais complicada?
48:05A da esquerda é mais complicada, né, gente?
48:08Qual é o candidato deles?
48:09Expressivo, ainda em São Paulo?
48:11É.
48:12Só tem Fernando Haddad.
48:14Não tem outro nome.
48:15Só tem Fernando Haddad.
48:15Você acha que é expressivo?
48:17É concorrente, assim?
48:18É expressivo.
48:20Depende de quem vai estar do outro lado, né?
48:21É, depende de quem vai estar do outro lado.
48:23A gente fala, é, a gente tem que ver quem vai estar concorrendo com ele,
48:28porque é isso.
48:30Quem estaria concorrendo com o Fernando Haddad no estado de São Paulo.
48:34Porque o cenário muda muito entre um Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad,
48:40ou um Felício Ramut e um Fernando Haddad.
48:43Então, são cenários que mudam muito.
48:46Mas a questão é, não tem outra opção.
48:49Para a gente relembrar, no segundo turno em 2022,
48:53que foi entre Tarcísio e Fernando Haddad,
48:56a diferença, salvo aí algumas vírgulas que eu não me lembro,
49:00foi 55% para Tarcísio e 44% para Haddad,
49:03o que para a esquerda é um bom resultado.
49:05Sim, é bem assim.
49:06É considerado um bom resultado e que pode ser trabalhado em cima disso.
49:11Bom, quase reta final do nosso programa especial de Ano Novo, início do ano.
49:17E vamos falar do tema central do país no fim do ano e que deve dominar os debates públicos agora em 2026,
49:24que é a segurança pública.
49:25Falamos no programa 1, nessa edição especial.
49:29Já falamos hoje um pouco, mas vamos entrar um pouco mais nesse assunto.
49:33O combate ao crime organizado veio à tona depois da mega-operação no Rio de Janeiro.
49:37Mas essa deveria ser uma preocupação do poder público desde muito tempo atrás.
49:42Não é de hoje que facções e milícias ganham território pelo Brasil.
49:46Tem marco da segurança, PL antifacção, PEC da segurança.
49:50As legislações não param de aparecer com penas mais duras e promessas difíceis de serem cumpridas.
49:56O país terá recursos para implementar essa guerra ao narcotráfico e ao crime organizado?
50:01As novas leis bastam para iniciar esse combate?
50:04Quem começa?
50:07Segurança pública. Vamos lá, então.
50:09Vamos começar para dar essa.
50:11Eu já apontuei aqui, quando a gente fez o programa especial logo depois do Natal,
50:17que o brasileiro chegar à urna com medo favorece a oposição.
50:22Então, esse discurso de estamos inseguros,
50:27olha como estão roubando,
50:29olha como a gente não pode proteger a nossa propriedade,
50:32ele é um discurso que favorece muito a oposição,
50:37que domina também uma melhor retórica sobre esse tema segurança pública.
50:42A despeito do PL antifacção, a direita consegue dominar melhor esse discurso.
50:52Então, é isso, eu acho assim, que quem conseguir esse ano fazer o seu discurso,
50:57o medo predominar, vai levar vantagem.
51:00Agora, se esse discurso da segurança pública, de alguma maneira,
51:05for contornado pelo Executivo,
51:09se o Executivo, de alguma maneira, consegue sobrepor alguns gols aí nessa área da segurança,
51:15dá para dar uma mainada nessa pauta do medo que está muito forte na população brasileira,
51:21que é uma população que, obviamente, todo mundo,
51:24você não pode sair com o seu celular na rua.
51:25Não pode, não pode fazer nada.
51:26Então, assim, você começa a, de fato,
51:31e aí a gente viu massivamente o apoio da população no Rio de Janeiro,
51:34aquela operação que aconteceu lá.
51:36Por quê?
51:36Porque é uma resposta natural de quem tem medo constante no seu dia a dia,
51:42embora não seja uma resposta racional.
51:45Porque se for racional, por exemplo,
51:48como é que um Tarcísio de Freitas vai liderar o discurso da segurança,
51:51se em São Paulo as pessoas não conseguem sair com o celular na rua.
51:54Aí você vai pegar o governador do Espírito Santo,
51:57governador do Rio Grande do Sul, governador do Piauí,
52:01onde são estados muito melhores geridos na questão de segurança pública.
52:06Então, esse não é um discurso racional, é um discurso emocional.
52:10É emocional.
52:12Ele não está na ponta do lápis.
52:14Ele não está falando de números técnicos.
52:17Se você pega esses estados que realmente estão bem na segurança pública,
52:20a população não se dessegura.
52:22Não se sente segura.
52:23Isso é muito interessante a gente levar em consideração quando a gente fala sobre segurança.
52:27A direita trabalha muito com a questão da escola de Chicago.
52:30A gente tem aquela questão da tolerância zero, da maior vigilância.
52:36É uma fonte da oposição da direita para trabalhar a questão da segurança.
52:43Uma coisa interessante também, que a gente não pode esquecer,
52:45que no final de 2025 voltou a questão do feminicídio,
52:50que também toca na questão de segurança.
52:52Nós tivemos manifestações a respeito disso, maior endurecimento da lei.
52:58A questão legislativa, trazendo também para a minha área,
53:01também tem que ser revista, quando a gente fala de segurança pública.
53:05Então, eu acredito que a gente pode ter, os candidatos podem ter um bom programa de política pública,
53:11de segurança.
53:12A gente não pode deixar de esquecer as políticas públicas.
53:14Plano de governo bom tem que ter política pública, principalmente da segurança,
53:18e principalmente aqui em São Paulo.
53:20A gente vive num lugar que a gente não pode fazer nada.
53:22Dentro do carro leva o nosso celular.
53:25Estoura o vidro, machuca, entra na casa.
53:28A gente está vendo também essa questão do feminicídio,
53:30que não só em São Paulo, mas no Brasil inteiro.
53:33Então, eu não sei se é uma pauta só.
53:36Ela é técnica também, mas talvez para a população ela soe como mais emocional mesmo,
53:40o discurso, mas ela tem que ser técnica.
53:43A gente tem que ter uma política pública de combate.
53:46Eu citei aqui o exemplo do Tolerância Zero,
53:48que foi utilizado em Nova Iorque há muitos anos atrás,
53:51que vem da Escola de Chicago.
53:53Então, a gente vê em alguns pontos de São Paulo também a questão da Smart...
53:57Como chama?
53:58Smart Sampa, que é a câmera.
53:59A câmera é um retrato dessa escola que eu estou mencionando aqui,
54:04escola acadêmica, porque eles acreditam que lugares bem cuidados,
54:08lugares vigiados, a gente tem um menor índice de criminalidade.
54:13É a teoria das janelas quebradas.
54:15Então, quanto mais bem cuidado é o local,
54:18a gente pode ver também no Natal de 25, né?
54:22A cidade toda iluminada.
54:23Isso também é uma técnica para tentar ou diminuir a criminalidade,
54:27ou mostrar assim, olha, a cidade está segura para você turistar.
54:30Então, a gente vai investir em iluminação,
54:34investir na questão de que vem alguém de fora e se sinta mais acolhido.
54:39É uma pauta política.
54:40E, Laura e Carla, tem dinheiro para sustentar essas políticas de segurança pública todas?
54:46Bom, a questão é que mesmo que haja dinheiro, é o porquê que o crime acontece.
54:51Se a gente for fazer aí uma conta, for olhar mesmo ali os números,
54:55o crime acontece também porque ele compensa, ele compensa financeiramente,
54:59compensa para pessoas que não aparecem ali no esquema de crime.
55:04Então, eu vejo que quando a gente fica aqui falando da segurança pública,
55:09a gente traz muito, de fato, essa parte mais do emocional,
55:12de não quero que ninguém invada a minha casa,
55:13não quero que ninguém me aborde na frente do...
55:16em qualquer lugar, não quero que ninguém me aborde e tente furtar aquilo que é meu.
55:20Eu quero me sentir segura, às vezes dentro de um carro também já não me sinto segura.
55:23mas existe algo maior por trás disso.
55:27Será que esse ladrão ali do celular, ele é um ladrão que passou e que está apenas roubando
55:31ou será que ele não é parte ali de quase que uma empresa,
55:36de vários outros ladrões de celular que se encontram junto ali um container de celular
55:40e mandam, sei lá, para onde, para poder vender as peças, para, sei lá, fazer o que vão fazer?
55:45Então, eu vejo que a grande questão é que quando a gente traz a segurança pública
55:49como política pública, vem muito o que está na ponta.
55:52Mas se for puxar o que é o crime organizado, ele é algo muito mais sofisticado
55:59e que movimenta muito dinheiro e que tem envolvidos que não estão ali na ponta
56:04e que talvez nunca serão pegos porque eles fazem uso de estruturas muito sofisticadas para se proteger.
56:10O que eu vejo também é que na pauta de segurança pública não é apenas investimento,
56:15claro, até infraestrutura.
56:16Eu achei muito legal a tua fala de ter trazido a infraestrutura na cidade como um ambiente menos propenso
56:21a acontecer a prática do crime, mas também a real vontade de investigar ali as causas
56:29e o que está por trás de grandes esquemas de crime, de crime organizado.
56:35Não apenas esse moleque que está em cima de uma moto que passa para roubar um celular,
56:40mas também quem que está faturando, às vezes, milhões com o crime.
56:45Então, isso eu vejo que é o mais importante, mas certamente a parte de investir para favorecer a segurança pública,
56:53ela não é apenas você colocando segurança pública em si de monitoramento ou melhorando a infraestrutura.
56:59É também fazendo com que o ambiente econômico favoreça com que você tenha ali a possibilidade de prosperar,
57:07de poder ter acesso a ter uma qualidade de vida que cometer um crime não faça nem sentido,
57:14que é o que acontece em países que têm grandes economias, economias desenvolvidas,
57:19que o crime não é tão expressivo como aqui no Brasil,
57:21até porque é quase como não fazer sentido haver o crime naquele lugar.
57:25Mas, claro, a gente também está numa grande cidade, as grandes cidades tendem a atrair a questão ali da insegurança pública,
57:32mas eu vejo que a grande questão é, e os grandes crimes?
57:35E os grandes crimes que são extremamente organizados, como que vão ficar?
57:40Olha, vou encerrar o Linha de Frente de um jeito mais animado.
57:43Eu quero palpites para o vencedor da Copa do Mundo.
57:47Carla, 30 segundos.
57:49O Brasil. Vou fazer uma positiva aqui.
57:51É, Lê.
57:52Uruguai.
57:53Ah, Brasil, não, Brasil.
57:55Ah, a vontade de ser para o Brasil, né, gente?
57:56Pelo amor de Deus.
57:58Quem que uruguai?
58:00Bom, a lana de Copa do Mundo tem muito tema sério,
58:03mas esse tema movimenta bastante o país,
58:05então vamos encerrar com um clima mais leve,
58:08porque tem muita coisa pesada para 2026.
58:11Eu agradeço desde já a companhia de vocês,
58:13de vocês, meninas, aqui nessas duas edições especiais deste programa,
58:17de fim de ano e agora de começo de ano,
58:19e desejo para vocês um ótimo ano novo.
58:22Vocês continuem acompanhando Linha de Frente todos os sábados,
58:25às seis horas da tarde, com a nossa bancada feminina.
58:29Muito obrigada, bom primeiro final de semana do ano e até mais.
58:32A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente
58:38a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.
58:45Realização Jovem Pan
58:46Abertura
58:47Abertura
58:47A CIDADE NO BRASIL
Seja a primeira pessoa a comentar