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Governadores em fim de mandato articulam candidaturas ao Senado em 2026. Com 18 dos 27 chefes do Executivo estadual impedidos de disputar a reeleição, a Casa Alta deve renovar dois terços das cadeiras, em um cenário de intensas articulações políticas.

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Transcrição
00:00Os governadores em fim de mandato, eles miram o Senado na eleição deste ano.
00:05Com 18 dos 20 chefes do Executivo Estadual sem direito à reeleição,
00:10a maioria busca permanência na vida pública através da Casa Alta no Congresso,
00:14que vai renovar dois terços das cadeiras.
00:17A legislação eleitoral impõe que os governadores que queiram concorrer a outro cargo
00:22devem deixar o atual posto até abril de 2026, portanto seis meses antes da votação.
00:30Entre os nomes que já articulam essa mudança estão Ibanez Rocha, do Distrito Federal,
00:35Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, Antônio Denário, de Roraima,
00:39Hélder Barbalho, do Pará e Mauro Mendes, de Mato Grosso.
00:43Ainda governadores que miram a presidência, mas ainda podem promover um ajuste aí, né?
00:48Recalcular a rota.
00:49São os casos de Ronaldo Caiado, Estado de Goiás, Ratinho Júnior, do Paraná,
00:55Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul e também Romeu Zema, de Minas Gerais.
00:58Nas eleições serão disputadas 54 das 81 cadeiras do Senado Federal, duas por Estado.
01:07Dois terços do Senado serão renovados.
01:10Você, começar essa rodada com o Roberto Mota, uma indicação que a gente já tratava aqui, né?
01:15Muitos governadores devem tentar uma vaga no Senado Federal.
01:19Eles largam na frente dos demais, Mota?
01:23Você acha que aqueles que receberam boas avaliações na gestão de seus estados
01:28certamente conseguirão largar na frente dos outros candidatos?
01:32Ou esse tipo de projeção é um pouco precipitada?
01:35Não, eu acho que é isso que nós vamos ver.
01:42Porque políticos bons são raros.
01:45E a atual safra de governadores do Centro-Oeste, Sudeste e do Sul é excepcional.
01:53Seria ótimo se eles permanecessem na vida pública como senadores.
01:59Porque o Brasil vive um momento de descrença geral nas instituições.
02:06Hoje de manhã eu falava com um amigo, pessoa importante na nossa sociedade,
02:13e nós comentávamos justamente isso.
02:17A descrença das instituições.
02:20O brasileiro hoje não sabe mais onde ele coloca a sua esperança
02:25de segurança, de justiça, de verdade.
02:29Então esse é o momento ideal para que o Congresso Nacional,
02:34especialmente o Senado, mostre para a gente que ainda está vivo.
02:40Você, delegado Palum, como é que estão as movimentações em Brasília
02:45quando se comenta que muito provavelmente o governador daquele estado
02:49tentará o Senado Federal?
02:51Quais são as impressões?
02:52O que se fala ali nos corredores em Brasília, agora que ao recesso parlamentar
02:57isso deve acontecer por meio dos grupos de WhatsApp, né?
03:01Ah, eu creio que eles já largam na frente.
03:04Ainda mais se fizeram um bom mandato, se tem apoio de prefeitos,
03:08se os prefeitos gostam dele ou não.
03:10A popularidade não significa que prefeitos são favoráveis ao determinado governador.
03:15O prefeito gosta do determinado governador quando ele solta dinheiro,
03:19principalmente cidades pequenas, com 10 mil habitantes, 15 mil habitantes,
03:24que dependem muito de emendas parlamentares e dependem muito do poder executivo,
03:28do governador, de ajudar financeiramente essas cidades,
03:31porque senão, literalmente, eles não conseguem sequer pagar os funcionários públicos.
03:36Então, o governador que está fazendo um bom mandato tem o apoio de boa parte dos prefeitos,
03:44tem apoio de deputados.
03:45É claro que ele vai sair na frente, já tem larga vantagem sobre os demais aí
03:49que se aventure num cargo como esse, que é um cargo dificílimo, não é fácil.
03:53Para você concorrer a um cargo de senador, primeiro você precisa da legenda.
03:56Não é qualquer um que consegue a legenda porque partido tem dono.
04:00Então, o partido dificilmente vai dar uma legenda assim aleatoriamente.
04:04Ele vai negociar, vai ver o que se pode ter de vantagem lá na frente.
04:08É assim que funciona.
04:10Não é tão simples assim, ah, eu quero sair senador, eu vou lá e me inscrevo.
04:13Não é assim que funciona.
04:15Precisa de um partido, o partido precisa te dar a legenda, você tem que ser viável.
04:19Eles fazem pesquisa, se você estiver bem, talvez, talvez eles te dão essa legenda para você concorrer.
04:25Mas é claro que o governador, bem pontuado, com o apoio da população,
04:29ele não vai ter dificuldade nenhuma de ter a legenda e já larga na frente,
04:33o que se não significa que vai ganhar.
04:35Tivemos um exemplo aqui em São Paulo, na última eleição,
04:38que, embora o Rodrigo Garcia tivesse o apoio da imensa maioria dos prefeitos,
04:43e eu posso dizer que os prefeitos gostavam bastante dele,
04:46porque ele era mão aberta, ele despejava dinheiro nas cidades,
04:51mas mesmo assim não conseguiu a sua reeleição para o cargo do poder executivo do governo do estado de São Paulo.
05:00Agora, é evidentemente que o governador que resolva sair vai sair já na frente dos demais candidatos.
05:07Pois é, você, Gani, eu acho que não vai ser uma eleição simples para o Senado Federal.
05:13É um pleito que ganha uma cor especial, primeiro, por conta das muitas cobranças que a gente tem escutado.
05:20Ah, é preciso transformar esse Senado em um Senado mais conservador, com mais senadores liberais.
05:27É preciso promover muitas mudanças.
05:30E, além disso, dois terços serão renovados.
05:33Então, muitos nomes, possivelmente nomes conhecidos, irão para essa disputa.
05:38E os governadores, claro, acabam ganhando, porque, imagina a visibilidade de ter comandado um estado,
05:44no caso de vários, por oito anos ou sete anos e meio.
05:48Enfim, quais são as perspectivas?
05:49Renato, eu arrisco dizer que esta eleição para o Senado Federal vai ter os olhos da população mais voltados para ela
06:00do que a eleição para governador.
06:03Isso porque não é de hoje que as lideranças de direito, o próprio Valdemar Costa Neto, entre outros,
06:11têm dito que é uma eleição crucial, superimportante, fazer o maior número de senadores.
06:19Por quê?
06:20Porque, com mais senadores, você conseguiria ali pautar algumas medidas,
06:26alguns projetos para fazer aquele bom enfrentamento ao poder judiciário,
06:31rebalanceando aí essa democracia brasileira.
06:34Então, esse discurso, ele não é de hoje.
06:38Ele vem sendo construído há muito tempo.
06:40Não à toa, a gente percebe muita gente no campo da direita
06:44e que nem tem muita chance, para falar a verdade,
06:47mas tentando se arriscar numa candidatura ao Senado.
06:52Agora, é claro que governadores saem na frente.
06:57Ficaram muito tempo aí, oito anos, na vitrine, com toda a exposição,
07:02o que também vai dar um ar mais sexy, vamos colocar assim, para essa eleição do Senado.
07:11Por quê?
07:11Porque você vai ter muitos ex-governadores disputando cargos ao Senado,
07:18o que torna uma eleição mais popular.
07:21Geralmente, a gente acha a eleição do Senado mais distante, menos popular,
07:25com figuras menos popular, nesse caso é diferente.
07:29Com mais governadores, essa eleição do Senado tende a ficar mais popular
07:35e também porque a pauta acaba sendo também mais popular, principalmente para o lado da direita.
07:42Se aquilo que muitos pregam, torcem e esperam acontecer, Mota,
07:47portanto, a renovação indicar uma presença muito maior
07:51de políticos de centro-direita, de direita, liberais e conservadores,
07:57você acredita que aquelas pautas que tantos falavam,
08:00ah, é preciso, sei lá, em algum momento discutir ou avançar com algum projeto
08:05que indique o impedimento de um magistrado, sei lá, coisas nessa linha.
08:10Ou alterar as regras do funcionamento da Suprema Corte.
08:15Você acha que isso poderia acontecer?
08:18Muito se fala, mas quando chega na hora,
08:20as pessoas acabam esquecendo aquilo que prometeram.
08:27Caiu o Mota.
08:28Não, voltou agora.
08:29Mota, teve uma interrupção no seu sinal, você já voltou.
08:32Entendeu a pergunta, né?
08:34Entendi, fiquei até assustado com a interrupção.
08:37Então, eu vou responder, vou responder com cuidado.
08:41Não, eu vou responder o que eu ia responder de qualquer jeito.
08:44Eu não acredito nessa possibilidade, Caniato.
08:47Eu lamento que a minha posição seja essa,
08:51mas eu tenho que refletir sobre o que aconteceu no Brasil nos últimos anos.
08:58E o que a gente vê é a restrição cada vez maior da liberdade,
09:04é a vitória do populismo,
09:07de uma forma que eu nunca vi na minha vida,
09:10é uma decepção atrás da outra com pessoas que se elegeram,
09:16prometendo ser as mais conservadoras ou liberais do planeta,
09:21só para assumir depois das eleições.
09:24Ou aparecer só nas redes sociais, fazendo um videozinho de lacração.
09:29O que a gente viu foi, no Congresso Nacional,
09:32a vitória de alguns dos piores projetos que já passaram por aquela casa.
09:39Eu vou citar só a tragédia da reforma tributária,
09:44essa palhaçada da isenção do imposto de renda,
09:47que não é isenção, é apenas um cumprimento parcial de uma obrigação do Estado
09:52e que vai aumentar brutalmente a carga tributária
09:56para muita gente que ainda não percebeu isso.
09:58As pessoas só vão perceber
10:00quando chegar na hora da declaração do imposto de renda do ano que vem.
10:05Aí já vai ser tarde demais.
10:07Então eu me pergunto, se um Congresso como esse,
10:10e eu sempre faço as devidas exceções
10:14àqueles parlamentares, que são em pequeno número,
10:17mas que existem, que são conscientes,
10:19como o nosso delegado Palumbo aqui,
10:21que estão remando contra a maré,
10:23que tentam o que é possível.
10:25Mas infelizmente a grande maioria não pensa assim.
10:27A grande maioria está pensando nos resultados imediatos.
10:30Então se a gente não consegue
10:32tratar dessas coisas mais básicas,
10:36se a gente não consegue impedir que o governo toda hora
10:39invente uma regra nova,
10:41que depois ele mesmo burla,
10:43não, isso aqui não se enquadra na regra,
10:45isso aqui não se enquadra na regra,
10:47se a gente não consegue impedir que um partido,
10:49um deputado de um partido micro,
10:52atravesse a rua e consiga,
10:54através de uma decisão judicial,
10:56o que não conseguiu através da política,
10:57se a gente não consegue impedir nada disso,
11:00que esperança que a gente pode ter
11:03de que o Senado vai representar
11:07algum tipo de mudança?
11:09Eu não acredito em milagres.
11:11Então eu acho que essa mudança virá algum dia,
11:15eu sempre digo isso para as pessoas que não têm esperança,
11:18não é uma questão de esperança,
11:20eu tenho certeza, olhando para a história do Brasil,
11:22que nós um dia vamos ver uma mudança,
11:25vamos ver muita coisa que está sendo feita agora,
11:27ser desfeita,
11:29vamos ver mais uma vez pessoas sendo indenizadas
11:32pelos abusos do Estado,
11:34porque isso é rotina no Brasil.
11:35Eu só não sei quando isso vai acontecer.
11:38E eu acho pouquíssimo provável
11:40que isso vá acontecer
11:42simplesmente como resultado das eleições,
11:45porque isso não tem a ver
11:48com o movimento eleitoral.
11:50Se trata de uma questão
11:52institucional,
11:54cultural e ideológica.
11:56Pois é, várias mensagens aqui,
11:59inclusive o Sérgio Luiz.
12:00Mota, sempre sensato,
12:02concordo plenamente com você,
12:03Sérgio Luiz.
12:05E aí a gente,
12:05na nossa enquete do dia,
12:07a pergunta que a gente faz
12:08à nossa audiência,
12:09a gente trata das eleições.
12:12Você que nos acompanha,
12:13acredita na união da direita
12:15para o pleito deste ano?
12:17Você acha que sim?
12:18Depende,
12:19depende do nome.
12:20Ah, só haverá uma união,
12:22sei lá,
12:22Tarcísio por o candidato.
12:23Ou você acha que não?
12:25A união da direita vai prevalecer,
12:27todos vão se unir
12:28em torno de um único nome,
12:29independentemente de quem
12:31for escolhido.
12:32Ou você acha que não?
12:33No final das contas,
12:34cada um vai lançar o seu candidato
12:35e vamos ver quem é
12:37que vai pontuar melhor
12:38para, aí sim,
12:40acontecer uma união
12:41no segundo turno.
12:42Conto com vocês,
12:42jovempan.com.br.
12:46Você, delegado Palumbo,
12:47acredita que aqueles
12:48que se candidatarem ao Senado
12:50e utilizarem esse discurso,
12:52ah, vamos promover
12:53muitas mudanças,
12:54é preciso fazer
12:55um ajuste aqui,
12:56ali no Poder Judiciário,
12:58tem que avançar
13:00com aqueles projetos
13:01de impedimento
13:02de algumas figuras.
13:03Você acha que quem adotar
13:04esse discurso
13:05será eleito
13:07e o Senado renovado
13:08poderá avançar
13:09com essas pautas?
13:12Olha, eu concordo
13:13com o Mota, né?
13:14Gostaria de não concordar
13:15com ele,
13:16mas ele está 100% certo.
13:18É exatamente isso.
13:19Agora, nas eleições,
13:20eles vão falar,
13:21falar, falar,
13:22só que não se pesquisa
13:23absolutamente nada.
13:25As pessoas cobram muito, né,
13:27do Senado,
13:28cobram muito dos senadores,
13:29aliás, a maioria das pessoas
13:30cobram dos deputados também,
13:32e o deputado nada pode fazer,
13:34por exemplo,
13:34para impeachment
13:35ao ministro do Poder Judiciário.
13:38Não pode ser feito
13:39absolutamente nada
13:40por parte de um deputado,
13:42porque isso é uma atribuição
13:43constitucional
13:44do senador da República.
13:47Só que qual eleitor
13:48ou quais eleitores
13:49pesquisam esses candidatos
13:51para saber
13:51se ele tem um processo
13:53lá no STF,
13:54se ele tem um processo
13:55no Supremo Tribunal Federal,
13:57no Poder Judiciário,
13:58não pesquisam.
13:59Então, a gente vai acontecer
14:00o que aconteceu
14:01em 2022,
14:04aonde falaram,
14:05nossa, agora a gente tem
14:06o maior congresso conservador
14:07da história.
14:08Mentira!
14:09Mentira!
14:10Eu vi policiais,
14:12deputados,
14:14votando o tempo todo
14:15com o governo,
14:17porque tinha interesses,
14:18tinha interesses próprios,
14:19que não condizem
14:20com os interesses
14:20da população.
14:22Eu repito isso,
14:23o calcanhar de aquilo
14:24de qualquer governo
14:25é a segurança pública
14:26e saúde.
14:28Passaram-se três anos,
14:29o governo federal
14:31quando manda um projeto
14:33para casa
14:34para o Congresso Nacional,
14:35ainda manda
14:36com uma figura
14:36do faccionado privilegiado,
14:39ou então ele quer
14:40lá a supremacia
14:42das investigações,
14:44das polícias,
14:45controlar todas as polícias,
14:46como se a polícia federal,
14:48e eu respeito muito
14:49a polícia federal,
14:50fosse muito melhor
14:51do que a polícia civil
14:53e militar e penal,
14:54e não é.
14:55São formadas por homens
14:56e mulheres capacitados
14:57que trabalham
14:58de acordo com os recursos
14:59que lhes são ofertados.
15:00A grande verdade
15:01é que a polícia federal
15:02sequer tem condição
15:03de tomar conta das fronteiras.
15:05Não tem condição
15:06nem para eles pedir passaporte,
15:07tiver uma greve lá e parar,
15:08vira um caos isso aqui
15:09na época de férias escolares.
15:12Essa que é a verdade.
15:13É culpa deles?
15:14Não, a culpa não é deles.
15:15A culpa é do governo.
15:17E como a da polícia civil
15:18e a da polícia militar
15:19são dos governadores.
15:21Agora o moto está certo.
15:23Vai se falar muito.
15:24Chegar lá não vai fazer
15:25absolutamente nada.
15:26vão ficar com medo.
15:29Vão se omitir.
15:30Ainda mais
15:30para o Senado Federal.
15:32É de oito em oito anos.
15:35Na cabeça do senador
15:36que se elege,
15:37ele fala assim,
15:37ah, o povo daqui a pouco
15:39ele esquece.
15:41É só a população pegar agora
15:43e entrar nas principais figuras
15:45do Senado Federal,
15:46dar uma olhada aí
15:47quais deles limitam
15:49os comentários
15:50nas redes sociais.
15:52Eu não acho normal
15:53um político ficar limitando
15:54o comentário
15:55na rede social.
15:56Por que ele está limitando?
15:58Porque é aquele mesmo político
15:59que não pode
16:00ir num aeroporto,
16:02que não pode
16:02ir numa feira livre,
16:04que não pode
16:05andar tranquilamente
16:06numa estação
16:07de trem,
16:08numa rodoviária.
16:09Não pode.
16:09Aliás, eles nem vão
16:10nesses lugares.
16:11Vão em época de Copa do Mundo
16:13que vai de quatro em quatro anos
16:14lá para pedir voto
16:15ou então
16:16gasta três milhões
16:17de fundo partidário
16:18para fazer sua campanha
16:19e manda um monte de gente
16:20fazer esse trabalho
16:21no seu lugar.
16:21pouquíssimos fazem isso.
16:23Então o moto está certo.
16:25Vai ser muito blá, blá, blá
16:26e pouquíssimos terão atitude.
16:29E quando a gente sabe
16:30que um senador
16:30tem atitude
16:31no voto,
16:33nos pronunciamentos
16:34que tem que condizer
16:35com aquele voto,
16:37quando ele vai
16:38aprovar ou não,
16:40votar ou não
16:41a favor de um projeto
16:42e nos requerimentos,
16:43pedidos de impeachment,
16:45outros tipos de pedido
16:46para abrir
16:46para abertura de CPI,
16:49não vão fazer isso.
16:50os que fazem isso
16:51merecem palmas,
16:52os que não fazem
16:52na verdade
16:53são uns grandes
16:55enganadores
16:56aí da população
16:56e vão fazer isso
16:57novamente
16:57nas próximas eleições.
17:00Uma rápida parada
17:01para você
17:01que nos acompanha
17:02pela rede Jovem Pan
17:03e eu te espero
17:04na volta do break.
17:06Nós seguimos aqui
17:07com os nossos comentaristas
17:08só para fechar
17:09essa rodada de análises.
17:10Você, Alan Gani,
17:12o que é preciso considerar
17:13sobre aqueles
17:14que defendem
17:16mudanças
17:17substanciais
17:18no Senado Federal
17:19e provavelmente
17:21vão se apegar
17:22a esse tipo
17:23de discurso.
17:24Isso vai fazer
17:25a diferença
17:26e a partir do momento
17:27em que essas pessoas
17:28forem eleitas,
17:29você acha que
17:30é possível avançar
17:32com questões
17:32tão sensíveis
17:33porque há uma relação
17:35entre congressistas
17:36e possibilidade
17:37de avaliação
17:39dos próprios ministros
17:40na Suprema Corte.
17:41Então,
17:42há quem diga
17:42esses projetos
17:44de impedimento
17:44não avançam
17:45porque muitos senadores
17:47têm rabo preso.
17:49Muitos falam isso.
17:51É verdade.
17:52Eu sigo o voto
17:53aliás,
17:54o voto é excepcional
17:55do relator Mota.
17:57Estou com ele aqui
17:58no nosso parlamento.
18:01Porque, veja,
18:02isso é uma máxima
18:05aqui do Brasil,
18:06o patrimonialismo.
18:07Então,
18:08a pessoa entra
18:09para a política
18:10para se apoderar
18:12do Estado,
18:14dos interesses
18:14do Estado
18:15para fins particulares.
18:16Então,
18:17ela se apodera
18:17lá do Estado
18:19e ela quer resolver
18:20um objetivo pessoal
18:21dela,
18:21que é enriquecimento,
18:23quer poder.
18:24Então,
18:24aquilo que ela prometia
18:26durante a campanha
18:27é esquecido.
18:29Lógico,
18:29tem exceções,
18:30Palumbo é uma exceção,
18:32Van Hatten é outra exceção,
18:34entre outros.
18:35Mas a maioria
18:36não pensa dessa maneira,
18:38a maioria
18:38pensa nos interesses
18:41fisiológicos.
18:42e aí como o Mota
18:43trouxe,
18:44com um agravante
18:45hoje,
18:46que é a selfie
18:47lá para a rede social,
18:48já pensando
18:50na próxima eleição.
18:51Porque,
18:52infelizmente,
18:52a gente também
18:53tem uma ideia
18:55de que
18:56lacrar na rede social
18:58vai resolver
18:59problemas
19:00no mundo real.
19:01Ainda
19:01para resolver
19:02problemas
19:03no mundo real,
19:04Caniato,
19:05você precisa
19:05de medidas
19:06no mundo real
19:07e não é
19:07no mundo virtual.
19:08Então,
19:09comissões de trabalho,
19:11grupos organizados
19:12de parlamentares,
19:13criação
19:14de CPIs,
19:16enfim,
19:18fomento
19:18a think tanks,
19:20entre outras medidas.
19:21Agora,
19:22ficar só lá
19:23falando em rede social
19:24não adianta.
19:26Não estou falando
19:27que aqui
19:27eu sou contra
19:28a rede social,
19:29a rede social
19:29tem também
19:30o seu valor,
19:31valor da opinião pública,
19:32de pressão popular
19:33e tudo mais.
19:34Mas você também
19:35precisa de medidas
19:37propositivas
19:38no mundo real
19:39e muitos
19:39desses parlamentares
19:41ficam aí
19:41só lacrando
19:43e lutando
19:43pelos seus
19:44interesses pessoais.
19:46Vide
19:46as emendas,
19:48como cresceram
19:49as emendas.
19:50Aí sim,
19:50aí eles lutam
19:51para valer.
19:52Agora,
19:52em relação a outros
19:53temas mais sensíveis,
19:55aí todo mundo
19:56fica,
19:57ó,
19:57quietinho.
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