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As estatais federais registraram um déficit recorde de R$ 6,3 bilhões entre janeiro e novembro, segundo dados do Banco Central. O resultado é o pior para o período desde 2009 e reacende o debate sobre gestão, gastos públicos e a crise financeira de empresas como os Correios, que podem precisar de novos aportes bilionários.

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00:00Para começar, as estatais federais registraram um déficit recorde de 6,3 bilhões de reais
00:07no acumulado de janeiro ao mês de novembro deste ano, segundo dados que foram divulgados
00:12pelo Banco Central.
00:14Esse resultado é o pior para o período desde 2009, quando essa metodologia passou a excluir
00:20empresas como Petrobras e Eletrobras, que operam com regras semelhantes às de companhias
00:26privadas.
00:26No mesmo intervalo de 2024, o déficit havia sido de 6 bilhões de reais, enquanto em
00:332023 o saldo negativo foi de 343 milhões de reais.
00:39Já em 2022 e 2021, as estatais apresentaram um superávit de 4,5 bilhões de reais e 3,2
00:48bilhões respectivamente.
00:49O governo federal atribuiu parte do aumento do rombo ao crescimento dos investimentos
00:55que foram realizadas pelas empresas, mas admite que a situação financeira de algumas estatais
01:01contribuiu para a piora dos números.
01:04Entre os casos mais críticos está o dos Correios, que enfrentam uma crise financeira e, segundo
01:09o seu presidente Emanuel Rondon, deve necessitar mais de 8 bilhões em 2026 para a reestruturação.
01:16A gente tratou, inclusive, desse programa de reestruturação dos Correios.
01:21Vamos chamar os nossos comentaristas?
01:23Vamos ao Rio de Janeiro.
01:24Roberto Mota ao vivo com a gente para trazer as impressões sobre esse balanço parcial.
01:29Não dá para falar que é o balanço definitivo de 2025, porque trata-se de um recorte que
01:34aponta a performance das estatais de janeiro a novembro.
01:40As coisas não vão bem, viu, Mota?
01:42O rombo está aumentando.
01:44Bem-vindo.
01:46Será que as coisas não vão bem, Caniato?
01:49Depende para quem.
01:51Boa noite para você.
01:52Boa noite aos meus colegas de bancada.
01:55Boa noite à nossa audiência.
01:57Quando se trata de empresas estatais, déficit não é problema.
02:03Vale a pena lembrar aqui algumas palavras do grande Roberto Campos,
02:09escritas em 1999 sobre as estatais.
02:14Diz ele, criou-se uma cultura de reserva de mercado hostil ao capitalismo competitivo.
02:23Surgiu uma poderosa burguesia estatal que, protegida da crítica e imune à concorrência,
02:32acumulou privilégios abusivos em termos de salários e aposentadorias.
02:37Criou-se uma falsa identificação entre interesse da empresa e interesse nacional,
02:46de forma que a crítica da gestão e a busca por alternativas passaram a ser vistas como traição ou falta de patriotismo.
02:56Pois é, a performance das estatais federais em destaque na abertura de Espingos nos Isis.
03:02Renato Dorgan aqui na tela.
03:03O João Beluti também com a gente pela primeira vez.
03:06Os quatro em tela aqui em Espingos nos Isis.
03:08Vou passar para o Renato Dorgan para fazer essa análise da performance das estatais federais.
03:13E de tempos em tempos a gente precisa trazer os números e faz a comparação com, sei lá,
03:19o último ano de superávit.
03:20Por que naquele ano muitas empresas operaram no azul e neste ano operam no vermelho?
03:25Dorgan, qual é o paralelo que a gente deve fazer nesse momento?
03:29Bem-vindo.
03:30Boa noite a todos.
03:31Criato, amigo de bancada, Beluti, Mota.
03:35É preocupante esse...
03:37É um aumento considerável dos últimos dois anos.
03:40É muito fora ali do que vinha.
03:44Teve superávit ali no governo Bolsonaro.
03:47O primeiro ano de Lula não foi tão grave assim o déficit.
03:51Agora um déficit disparou ali.
03:53Muito puxado pelos Correios também.
03:56Tem a questão muito do Correio ali.
03:57Agora a questão da Petrobras e da Eletrobras fora desse cálculo nos preocupa.
04:02Porque além dos Correios, quais são as outras estatais que estão dando tanto prejuízo?
04:07Será que Furnas e Itaipu estão dando tanto prejuízo assim?
04:12Isso é preocupante, porque se for esse tipo de estatal, isso quer dizer que é má gestão, possivelmente.
04:21Além do inchaço, mas o inchaço nessa gestão Lula é menor do que o inchaço que já foi ali no Lula 1, Lula 2, Dilma 1, Dilma 2.
04:32Parece que é menor.
04:33Mas no Correio a gente já viu que existem bilhões de problemas de gestão.
04:37Então eu acho que a gente precisa ficar de olho ali, porque às vezes além da má gestão está tendo algum problema maior ali.
04:44Está saindo dinheiro pelo ladrão e é preocupante isso.
04:47João Beluti, salvo engano pela primeira vez aqui em Os Pingos nos diz.
04:51Beluti, seja bem-vindo.
04:52Ótima noite a você.
04:53Beluti participa de vários programas e telejornais aqui da Jovem Pan.
04:57E Beluti, a justificativa do governo é que esse rombo recorde seria consequência de uma iniciativa que tem por objetivo aumentar o investimento nessas empresas.
05:12O que você tem a dizer a respeito?
05:14Bem-vindo mais uma vez.
05:16Oi, boa noite Caniato, Mota, Durgão.
05:18Privilégio enorme estar aqui com vocês nos Pingos nos Is.
05:20É realmente, essa é a alegação efetiva do governo Lula, nesse sentido de que seriam investimentos.
05:27Há de se lembrar que desde o Michel Temer já houve essa mudança de entendimento com relação à condução das estatais.
05:35Elas já pararam, foi uma espécie de estancar a sangria por parte do Michel Temer.
05:41E depois ela seguiu no Bolsonaro, que entregou as estatais no azul.
05:45E como o Durgão mencionou, o caso mais gritante para todos nós é o dos Correios, que foi entregue no azul.
05:51Foi assim, olha, a chave aqui, está tudo redondo, é só tocar.
05:55E logo nos primeiros anos já demonstra prejuízo.
05:58Nessa questão dos Correios, o que chama mais atenção é que agora que foram apresentados os números destrinchados pela nova presidência,
06:05você observa que é mais ou menos estimado em 15% das agências dos Correios somente,
06:11que são superavitárias, ou seja, que pagam as próprias contas.
06:14E mais de 80% do tal rombo dos Correios é com folha de pessoal.
06:20E os Correios, é importante dizer, que fez aumentos do seu corpo de trabalho, acima das métricas de inflação.
06:28Então é bem preocupante.
06:29Sem contar, Caniato, que foram feitos patrocínios, patrocínios chamados de ordem cultural.
06:34Especialmente ali, o que chamou mais atenção foi o do Gilberto Gil, já com as notícias do Correio Superdeficitário.
06:41Então ainda teve esse patrocínio para artistas consagrados, o que é bem lamentável.
06:47Mas o que a gente, para finalizar, o que é bem lamentável mesmo é a atuação do Congresso.
06:52Caberia ao Congresso fazer essas interlocuções, essa cobrança, esse chamamento dessas diretorias estatais para explicar,
07:00que é uma coisa bem gritante e que é o patrimônio da União.
07:04Então caberia ao Congresso fazer essa fiscalização, mas aparentemente a coisa não está sendo feita, Caniato.
07:10Bem lembrado pelo João Belut, os Correios em crise gastaram algo em torno de 40 milhões de reais
07:17no patrocínio para a turnê Tempo Rei de Gilberto Gil, mas também do Lollapalooza.
07:24Lollapalooza, que é um festival conhecido mundialmente, que bastaria colocar os ingressos para serem vendidos na internet
07:33e que venderiam, como sem patrocínio.
07:36Mas, Mota, queria que você avaliasse essa dinâmica da administração das estatais em algumas gestões.
07:43Assim, não é a primeira vez que a gente traz notícias parecidas com essa, inclusive em outras gestões, em outras administrações.
07:51Talvez essa notícia pudesse ser divulgada nos anos 2000, nos anos de 2010,
07:59porque de tempos em tempos a gente praticamente só atualiza os números, mas a mensagem, a notícia é a mesma.
08:06O que é uma questão de incentivos, Caniato?
08:10Todo mundo age baseado em incentivos, todo mundo toma as suas decisões baseado nos riscos e benefícios que vê nas situações à frente.
08:22E para quem está no comando de uma estatal, os riscos de uma má gestão,
08:28a punição que você pode vir a sofrer por causa de uma má gestão,
08:32não se compara com aquela da iniciativa privada.
08:35Se você criar um déficit, se você criar uma dívida impagável, se você tiver um resultado ruim numa empresa privada,
08:43você estraga a sua carreira.
08:45Você talvez fique desempregado para o resto da sua vida.
08:48Numa empresa estatal, não.
08:50Você provavelmente vai sair dali para um outro cargo.
08:54Eu queria chamar a atenção para uma coisa que muitas vezes foge aos olhos,
09:00porque não é tão evidente assim.
09:02O déficit das estatais, o rombo chama atenção, as dívidas chamam a atenção.
09:09Muitas vezes a gente não presta atenção nos investimentos que as estatais fazem,
09:15que são direcionados para locais, para áreas que são completamente equivocados.
09:22Eu sempre dou aqui o exemplo da Petrobras, que já investiu agora, até agora,
09:29100 bilhões com B de reais em uma única refinaria, Abreu e Lima.
09:36E eu sempre lembro, com este valor, o Brasil conseguiria reconstruir todo o seu sistema prisional do zero,
09:48colocando todos os criminosos presos no Brasil em celas padrão ONU.
09:55Agora, quais podem ser as consequências desses números para a administração atual em Dorgan?
10:02A gente entrará no ano de 2026, um ano eleitoral.
10:07Naturalmente, as narrativas serão turbinadas pelo aquilo que foi feito e não foi feito por essa administração,
10:16que tem telhado de vidro.
10:17De que maneira isso acaba sendo um ativo, inclusive, para a oposição?
10:21Não, sem dúvida nenhuma.
10:23Você tem tanto o problema eleitoral em si,
10:25que tudo aquilo que se falava do governo PT, Lula, aconteceu.
10:31No final, a gente está sentindo ali um problema de rombo nas estatais.
10:36O custo de vida ali que se prometia no começo do governo que ia se resolver, não se resolveu.
10:42Você tem uma leve melhora no preço dos alimentos nesse segundo semestre,
10:45mas o custo de vida para o Brasil ainda é muito alto ali, né?
10:48Fora o problema da segurança pública.
10:50Então, assim, vai entrar na eleição com os velhos problemas recorrentes
10:54que normalmente o PT apanha ali nas campanhas.
11:00Problema de segurança pública, problema de rombo, né?
11:03E também a gente fecha o ano com um problema ali de corrupção em alguns pontos, né?
11:07A questão do INSS pegou, e mesmo vindo ali de outros governos,
11:11ela está muito marcada ali para o governo atual do governo Lula.
11:16Então, eleitoralmente, eles vão sofrer com isso.
11:19Agora, do ponto de vista econômico real ali, é preocupante.
11:22Além, a gente sabe que a gente está com problemas fiscais, vai ser um ano difícil,
11:28um ano que normalmente o governo federal gasta muito por causa da questão eleitoral,
11:33abre o cofre ali para políticas sociais mais emergentes ali,
11:37até para você criar ali um...
11:40Solidificar aquele voto tradicional do PT que sempre é na classe C2D,
11:45e ainda mais ali com dívida nas estatais que possivelmente vão continuar o ano que vem, né?
11:50Isso é preocupante.
11:51Deixa eu só passar para o Belut, para a gente passar a régua,
11:54fechar a discussão sobre esse balanço parcial da performance das estatais,
12:00o aumento no rombo dessas empresas.
12:04Estamos falando de um déficit na ordem de 6,3 bilhões de reais.
12:11Belut, de que maneira isso acaba interferindo, potencializa as discussões para o processo eleitoral?
12:19O governo fala em reestruturação, por exemplo, dos Correios.
12:22Você deu o exemplo dos Correios, né?
12:24Anunciar um programa de reestruturação no finalzinho de 2025,
12:28claro, mirando o processo eleitoral de 2026, isso cola?
12:32Olha, eu não sei se cola, viu, Caniato?
12:35É importante lembrar que alguns ditos representantes dos funcionários dos Correios, né?
12:40Não me parece que representavam a totalidade deles, fizeram um grande apoio ao Lula também na campanha,
12:47e o PT já tem todo esse histórico, né?
12:49Como o Mota bem mencionou, os tomadores de decisão no meio público rarissimamente arcam com as consequências, né?
12:56Então, o presidente anterior, ligado a um famoso grupo jurídico, né?
13:00Que tem cargos, inclusive, representantes desse grupo jurídico tem cargos no governo Lula,
13:05tinha a presidência dos Correios, né?
13:08Não tinha expertise na área, ao que consta, e levou os Correios a esse buraco.
13:13E pouco se fala, né, da gestão desse ex-presidente, que agora, certamente,
13:19a depender da narrativa, ainda terá vida longa na máquina pública.
13:23Então, na máquina pública, importa mais ou menos onde você consegue alocar a culpa, né?
13:27Eu dei prejuízo, mas a culpa é do outro.
13:31A depender de como for, ela cola.
13:34E é importante lembrar que o orçamento recém-aprovado para o próximo ano,
13:37de 6,5 trilhões, é o que vai custar a máquina pública, 6,5 trilhões,
13:41eles fizeram algumas manobras, né?
13:43E tiraram alguns valores do chamado arcabouço fiscal, do teto, enfim.
13:48E um deles foi esses aportes em estatais.
13:50Ou seja, esses valores, eles não entram na conta geral.
13:53Na verdade, entram, mas eles fizeram alguma mágica que não vai entrar.
13:57Então, o buraco, ele tende a ser maior, não só das estatais, como do governo.
14:02Porque esse negócio de eu tiro uma despesa aqui, uma ali,
14:05tiro do... entendo na minha... o governo entende.
14:08Ah, isso aqui é investimento, não é gasto.
14:09Não, na verdade, é gasto.
14:11Então, a tendência é que o buraco seja ainda maior lá para frente, caniato.
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