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A COP30 chegou ao fim com promessa de financiamento climático de US$ 1,3 trilhão por ano até 2035. O professor de economia Ronaldo Serôa analisou avanços, impasses geopolíticos e a ausência de um roadmap para reduzir o uso de combustíveis fósseis.

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Transcrição
00:00A COP30 chegou ao fim, mas seus reflexos ainda serão sentidos até o próximo encontro.
00:07O que ficou de legado foi o acordo que prioriza a cooperação internacional e financiamento climático
00:12com meta de 1 trilhão e 300 milhões de dólares por ano até 2035.
00:19O professor de economia Ronaldo Semoa nos trouxe uma retrospectiva do que aconteceu
00:24no maior evento sobre mudanças climáticas no mundo
00:28e nós vamos acompanhar juntos um trecho da entrevista.
00:32Esse resultado que a COP não alcançou, que é o roadmap, que é um mapa do caminho,
00:38que daria um cronograma de como os países cooperativamente sairiam
00:46do uso muito intensivo de combustíveis fósseis, porque a queima de combustíveis
00:52são essa primeira e mais importante fonte de emissão por causa dos efeitos estúvios
00:56que gera um enriquecimento global.
01:00Montar um cronograma disso não é muito fácil.
01:02Isso vem sendo tentado nas últimas quatro, cinco COPES.
01:06E, nesse momento, acho que talvez de fragilidade geopolítica, do multilateralismo
01:11ou dessas outras questões que estão muito mais em pauta nas agendas políticas domésticas,
01:16como a questão do comércio internacional,
01:20ao lado dessas mudanças que aconteceram recentemente, fora as tensões militares
01:25em quase todos os pontos do planeta.
01:28Então, isso, nesse ambiente, não avançou como deveria ter sido.
01:32Mas o que mais importante é que ficou muito claro,
01:36toda conferência dessa global tem alianças.
01:40E agora está surgindo, muito claramente, aquelas alianças que estão, de um lado,
01:46muito mais preocupados com o uso dos recursos fósseis,
01:49quanto aqueles outros que querem prolongar um pouco mais o uso dos recursos fósseis,
01:53quanto até uma questão econômica, política interna,
01:55de muita, vamos dizer assim, dependência do combustível fósseis,
02:01não só na produção, como no consumo.
02:02Então, o que nós vamos ter que observar, no próximo ano, em 2026 agora,
02:09é que essa visualização de partes antagônicas
02:12permita criar pontos de interesse que possam trazer alguma coisa na próxima COP,
02:18porque, realmente, a situação é urgente e demanda decisões
02:23que já estão, até de certo ponto, atrasadas.
02:25Não tem tempo ainda para uma mudança muito radical no sistema de financiamento,
02:31mas o que está, e desse ponto, está muito claro,
02:34é que parte desse um trilhão, de toda essa promessa
02:38de investimento dos países ricos nos países pobres,
02:41dados que os países ricos são os principais responsáveis
02:44pelas emissões de gases feitos de estufa,
02:47isso fosse ajudar esses países pobres a se adaptarem
02:51a uma mudança do clima que já está contratada.
02:54Eu acho que, quase ou menos, todo mundo tem uma noção
02:57que algo está diferente, o normal é diferente.
03:01Quanto que isso vai ser, o ritmo de frequência e a temporalidade disso,
03:07é muito claro que pode até ser pior e demorar muito tempo,
03:12mas o que as pessoas percebem hoje é que há uma necessidade
03:15de se adaptar às mudanças do clima,
03:17e isso requer muitos recursos que vão competir com os recursos domésticos.
03:23Um outro ponto é que, se a gente gostaria realmente de fazer esse governo
03:28com um cronograma que fosse mais eficiente, mais custo-efetivo
03:31para toda a comunidade mundial,
03:33devemos aproveitar as emissões de baixo custo,
03:36os controles, as imiticações de emissões de baixo custo
03:39dos países menos envolvidos,
03:41que podem fazer uma transição energética muito mais rápida,
03:44porque ainda estão consolidando a sua oferta de energia,
03:48e estão acompanhando, fazendo a energia muito crescente,
03:51eles têm que sempre estar reinvestindo.
03:54Então, se você gostaria dessa cooperação,
03:56de você tentar ter mais emissões
04:00do que aquelas historicamente são responsáveis pelos países pobres,
04:03não tem essa responsabilidade,
04:05mas se quiser financiar iniciativas dele,
04:08nesse sentido de aumentar a emissão global,
04:10a redução de emissões de gás e efeito de estufa,
04:15você tem que ter um financiamento.
04:17O financiamento, de certa forma, já existe,
04:19mas ele é muito pluralizado, não é coordenado,
04:24não é que a coordenação seja sempre boa,
04:26mas é que o esforço é tão grande
04:27que tem que ter algo que dê um certo rumo,
04:30que é esse roadmap,
04:32como foi o plano Marshall, por exemplo,
04:33depois da Segunda Guerra Mundial,
04:35só estou por exemplo,
04:35quanto os outros planos econômicos,
04:37estruturação global,
04:39ou nacionais, principalmente,
04:40foram adotados e não são iniciativas isoladas,
04:44e vontades isoladas,
04:45mas tem que trabalhar cooperativamente.
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