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O economista e estrategista-chefe da Avenue, Will Castro Alves, analisa o cenário de volatilidade no mercado de petróleo após a escalada de tensões entre Washington e Caracas.

Recentemente, a apreensão de petroleiros e o anúncio de novas sanções contra o regime de Nicolás Maduro impulsionaram os preços do barril (WTI e Brent). No entanto, Castro Alves pondera que o impacto real tem sido "relativamente brando", já que o mercado está mais focado nos indicadores de demanda global, como o PIB dos EUA e os dados de produção industrial.

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Transcrição
00:00Claro, por causa do Natal, mas o mercado de olho em indicadores dos Estados Unidos.
00:05E pra lá que a gente vai com o economista, estrategista, chefe da Avenue, o Will Castro Alves.
00:11Agora sim, Will, boa noite pra você. Obrigado mais uma vez.
00:17Agora sim, Tiago. Boa noite a todos.
00:19Bom, Will, primeiro eu queria começar perguntando pra você sobre essa crise envolvendo os Estados Unidos e a Venezuela.
00:24Por que o mercado está estressado com isso? Tem o efeito no mercado do petróleo, nas ações?
00:33Efetivamente, os investidores aí nos Estados Unidos estão olhando isso de lado? De que forma, hein?
00:42Olha, Tiago, eu diria que de forma relativamente branda, acompanhando.
00:46Eu acho que mais e mais o mercado se acostumou a ver capítulos dos Estados Unidos.
00:54atuando na esfera geopolítica. Essa foi a realidade de 2025.
01:00A gente viu, obviamente, com a assunção do Donald Trump ao poder, muita coisa mudando, né?
01:06E parte desse muita coisa é a forma, o agonismo americano na cena geopolítica.
01:14Pro mercado de petróleo, especificamente, né?
01:16A gente tem visto que fica cada vez mais difícil os Zelensky, a Ucrânia e o Putin chegarem a um acordo.
01:22Então, aparentemente, as demandas, elas não se conversam, elas não conseguem fazer uma coalizão para um acordo,
01:30ainda que o Trump, aparentemente, tenha tentado intermediar isso.
01:34E isso tem impactos no preço de petróleo.
01:38E agora, a questão da Venezuela.
01:40Seria uma forma, talvez, de acessar uma maior oferta de petróleo?
01:44Bom, pode ser, tem muitas teorias conspiratórias em relação a isso, mas a verdade também é que não dá para esquecer
01:50que a Venezuela, que o povo venezuelano já sofre há muito tempo com um regime que se diz democrático,
01:57mas, na verdade, é autoritário e que está lá no poder já há bastante tempo.
02:00E para os Estados Unidos, né?
02:03O Donald Trump, ele foi eleito com a plataforma de fechar as fronteiras, não só para imigrantes, mas para as drogas, né?
02:10E tem muita coisa que vem da Venezuela.
02:12E a Venezuela, até então, não se mostrou muito preocupada em, de fato, controlar ou agir sobre isso.
02:18E aí, essa foi o subterfúgio, muita gente fala, né?
02:21Mas foi a forma com que os Estados Unidos estão achando de intervir na Venezuela, dessa forma, digamos assim, né?
02:29E isso, obviamente, tem impacto muito mais no preço do petróleo.
02:34Para a Bolsa de Valores, para juros, até mesmo para o dólar, até então, tem sido relativamente grande o impacto.
02:41Will, eu te perguntei outro dia, quando foram divulgados os juros do Brasil e aí dos Estados Unidos,
02:48como é que era viver num país com juros mais baixos, né?
02:51E o nosso comentarista, Cristiano Vilela, está nessa semana do Natal nos Estados Unidos
02:57e também tendo um pouco, um gostinho de viver, entre aspas, não é, Vilela?
03:02Num país com juros menores, mais baixos do que 5%. Vilela.
03:10Pois é, Tiago. É bem diferente dos 15% do Brasil, né?
03:14Will, boa noite. Satisfação falar com você aqui na Jovem Pan.
03:19Will, com relação a 2026, com relação à pauta econômica americana do ano de 2026,
03:28quais são as expectativas? Como o mercado entende?
03:32O que o mercado olha com relação aos grandes temas de 2026 na economia,
03:37especialmente em relação aos Estados Unidos?
03:39Boa noite, Vilela. Prazer falar contigo também, cara. Muito bom.
03:45De fato, tem bastante coisa, tá? Pra ficar de olho.
03:48Uma, eu acho que o ponto mais importante tem sido um vetor muito forte,
03:52um catalisador, né, pra Bolsa Americana, é a questão da inteligência artificial.
03:56Muita expectativa e isso sempre é perigoso.
03:59Então, tem uma pesquisa recentemente do Deutsche Bank,
04:02teve outra do Bank of America, Merrill Lynch, mostrando que, olha,
04:04esse é o principal risco para 2026.
04:08Qualquer problema na AI é uma coisa que gere uma desconfiança em relação ao potencial
04:13ou aos valuations, ou quanto essas empresas valem, ou quanto elas estão investindo,
04:18isso representa um risco para o mercado americano.
04:21Por outro lado, continua sendo um vetor de crescimento importante,
04:25afinal de contas, os investimentos em AI são muito grandes.
04:28Um outro tema extremamente importante e relevante é a questão aqui nos Estados Unidos
04:35que a gente chama muito do affordability.
04:38Para o brasileiro que vem para os Estados Unidos, ele sente na pele muito mais por conta da moeda, né?
04:43Ele sente, nossa, se você multiplicar por cinco, cinco e pouco, fica tudo relativamente caro, né?
04:48Fica pesado para o bolso brasileiro.
04:51Mas para o bolso americano também, muita coisa tem ficado mais cara, mais pesada.
04:54E essa questão de você conseguir pagar e comprar coisas é algo extremamente importante,
05:02fundamental, inclusive, para as aspirações de campanha do Donald Trump
05:06na mid-term election de outubro e novembro de 2026,
05:11onde vai ter uma renovação de congresso, onde tem decisões estaduais, municipais.
05:15Vai ser importante para o Donald Trump também endereçar essa questão da affordability.
05:21E aí muita gente fala em alguns programas sociais ou gasto fiscal do governo americano.
05:28Por último, mas não menos importante, a gente tem também algumas coisas impactando.
05:32A Big Beautiful Bill, né?
05:34Aquela lei fiscal que foi aprovada aqui nos Estados Unidos, ela já entrou em vigor,
05:38mas ela passa a valer para um ano inteiro, né?
05:40Você vai percebendo os impactos dela de um ano inteiro, assim como as tarifas, né?
05:45Ou seja, tudo aquilo que foi relativamente plantado em 25, agora você vai colher,
05:50e essa colheita pode ser boa, não necessariamente vai ser boa,
05:54mas pode ser boa em termos de crescimento econômico para os Estados Unidos.
05:59Seja coletar valores das tarifas, seja redução de impostos que foi aplicada agora em 25,
06:05você vai pegar isso no ano cheio agora em 26.
06:07E esses indicadores que saem nessa semana ainda, semana, claro, com menos movimentação por causa do Natal,
06:15mas uma indicação importante em relação ao PIB dos Estados Unidos e também a produção industrial, né?
06:22São indicadores importantes, aqui no Brasil são termômetros importantes para a economia.
06:27E aí nos Estados Unidos, o que se espera? O que isso vai balizar a economia?
06:31Sem dúvida, apesar de ter uma semana um pouco mais tranquila, né?
06:37Afinal de contas é Natal, né? Dia 25 a Bolsa fecha, enfim, dia 24 funciona meio período.
06:42Mas amanhã é um dia super importante, porque a gente tem o dado do PIB do terceiro trimestre,
06:47que é para validar isso que eu falei, ou seja, o impacto da AI no crescimento econômico americano.
06:52Muita gente fala, ah, o consumo desacelerou, mas os investimentos em AI aceleraram e aceleraram com força,
06:57isso deve manter o PIB americano rodando um patamar de crescimento bastante saudável, razoável, perto dos 3%.
07:04E junto a isso a gente tem um indicador chamado PCI, que é o de inflação, aquele que o FED,
07:10que o Banco Central americano mais olha.
07:12Então é super importante para parametrizar e para dizer, olha, os juros nos Estados Unidos
07:17têm mais espaço ou não para caírem.
07:20Então esses dados que vão ser divulgados amanhã, você falou também da produção industrial,
07:25esses dados ajudam nessa fotografia.
07:29Alguns desses dados são atrasados, são defasados, porque a gente teve aquele shutdown do governo americano,
07:35mas eles não saíram até então.
07:37Já era para ter saído, não saiu.
07:39Vai sair amanhã e ajuda a fazer essa fotografia da paisagem da economia americana já pensando em 26.
07:47Vilela, mais uma pergunta?
07:48Sim, Will, estamos aí, completamos no último final de semana 11 meses de governo Donald Trump,
07:58já estamos aí no 12º mês, que vai completar um ano agora no dia 20 de janeiro,
08:04e gostaria de ouvir uma avaliação sua com os olhos do mercado de uma forma geral
08:09com relação a esse primeiro ano de governo do presidente americano,
08:14do ponto de vista da economia, do ponto de vista do mercado.
08:17Foi positivo? Foi negativo?
08:22Olha, se você olhar a precificação dos ativos, a gente viu que em abril,
08:25deu uma chacoalhada boa, a bolsa aqui caiu, o dólar cedeu,
08:29e muita gente tinha receio de que os Estados Unidos poderiam entrar numa recessão,
08:32iam perder o posto de hegemonia, brigando com o mundo inteiro,
08:35isso não vai acabar bem.
08:37A inflação vai saltar por conta dessas tarifas, juros vão ter que subir.
08:41Então tinha muita expectativa, realmente o Donald Trump deu uma chacoalhada boa
08:46no tabuleiro global.
08:48A verdade é que a economia americana continuou crescendo,
08:51que a inflação não foi tão ruim quanto se imaginava,
08:55e viram as tarifas, ainda que não para o patamar que eles estavam,
09:01mas reduziram as tarifas, que hoje ajudam com alguns bilhões de dólares de arrecadação
09:06para ajudar a questão fiscal americana, que é um problema,
09:10e essa sim não foi endereçada, e essa talvez é a principal crítica do governo Trump
09:15nesse primeiro mandato.
09:17Até então não foi feito nada para melhorar a situação fiscal,
09:20a não ser essa questão das tarifas, que muitos duvidavam,
09:23pelo impacto que poderia ter negativo no crescimento econômico,
09:26que acabou não tendo ainda.
09:28Mas em geral eu diria que foi positivo, porque primeiro o mercado imaginava
09:33que poderia ser muito pior de ver a bolsa americana perto das máximas históricas novamente.
09:39A gente vê o crescimento econômico que continuou acontecendo nos Estados Unidos.
09:43A inflação não veio com toda aquela força que se imaginava,
09:46e por isso os juros continuaram inclusive a ceder.
09:49Óbvio, sempre tem erros, óbvio, sempre dá para criticar,
09:53especialmente a forma de comunicação, a forma de atuação,
09:58que gera essa incerteza e essa volatilidade no mercado.
10:02Agora, isso a gente já teve essa experiência no primeiro mandato do Donald Trump,
10:06então ninguém imaginava que também seria tão diferente assim.
10:09Acho que tem sido um pouco daquilo que a gente já viu naquele primeiro mandato,
10:13agora com um pouco de esteroides, digamos assim.
10:17Então eu diria que pelo menos a emoção, de falta de emoção, a gente não mora.
10:22É, e por falar em emoção, para a gente fechar aqui a nossa conversa,
10:262026 tem a sucessão no Fed,
10:30porque o presidente dos Estados Unidos vem criticando muito o Jerome Powell,
10:34inclusive discutindo possibilidades dele deixar o cargo antes,
10:38mas 2026 é um ano limite, ele tem que sair, é isso, Will?
10:44Bem lembrado, Tiago.
10:45Esse é um tema importante dentro daqueles temas que eu já comentei ali,
10:48para 2026 na economia americana, isso sempre é motivo ali de volatilidade,
10:54de incerteza, afinal de contas, o presidente do Banco Central americano
10:58é o cara que detém, digamos assim, a chave do cofre,
11:02e a chave do cofre, do cofre mais rico e mais poderoso do mundo.
11:07O Banco Central americano tem uma relevância muito grande,
11:10a partir do momento que ele define juros, ele impacta o dólar,
11:13e se ele impacta o dólar, ele impacta a vida de todos nós,
11:16pelo mundo inteiro, que usamos dólar para transacionar nas exportações,
11:20nas importações, nas viagens, nos contratos e por aí vai.
11:24Então sim, vai ser super relevante, já tem alguns candidatos,
11:28o mercado vai olhar com muito detalhe, com muito afinco,
11:32para dizer o seguinte, olha, está tendo ou não intervenção do governo
11:36no Banco Central americano, o assunto é muito sério.
11:38Então esse novo presidente que tem que entrar em atuação,
11:43porque encerra-se o mandato do Jerome Powell,
11:46ele vai ter que mostrar, comprar a credibilidade no mercado,
11:51mostrando que está tomando decisões técnicas e não políticas.
11:55Esse vai ser assunto aqui para a gente ir conversando ao longo do ano.
11:58Will Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue Economista,
12:03com sede em Miami.
12:04Muito obrigado por esse ano, pelas suas inúmeras participações aqui,
12:09análise, principalmente nas superquartas,
12:13no mercado financeiro, com juros.
12:15E você é sempre muito bem-vindo em 2026,
12:18um excelente Natal para você, para a sua família.
12:21E volto sempre, Will.
12:22Grande abraço para você.
12:24Forte abraço para ti, Tiago, e para todos que estão nos assistindo.
12:27Muito obrigado.
12:28Até o próximo bloco.
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