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O mercado financeiro global registrou forte volatilidade nesta segunda-feira (05) após a captura de Nicolás Maduro. As ações de gigantes do setor, como a Chevron, chegaram a subir mais de 7%, impulsionadas pela declaração de Donald Trump de que os EUA buscarão "acesso total" às maiores reservas de petróleo do mundo na Venezuela.

A comentarista Denise Campos de Toledo analisa como a expectativa de uma abertura do setor petrolífero venezuelano ao capital estrangeiro pode redesenhar o tabuleiro energético global, embora ressalte que a recuperação da infraestrutura sucateada do país será um desafio de longo prazo.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/xS8SnK6XOrk

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Transcrição
00:00Agora o mercado, quais os impactos dessa operação nos Estados Unidos na Venezuela,
00:05no preço do petróleo, Denise Campos de Toledo.
00:07Hoje o mercado ficou meio de lado, começou com queda, mas depois inverteu tendência.
00:12O mercado vai ficar acompanhando, claro, porque os desdobramentos a partir disso
00:16serão muito grandes para o mercado internacional. Denise?
00:19É, e todo mundo tentando adivinhar quais serão esses desdobramentos efetivos,
00:23especialmente em relação ao petróleo, mas curiosamente nós tivemos um movimento
00:27favorável do mercado aqui no Brasil, o dólar caiu e a Bolsa subiu.
00:32A Bolsa subiu 0,83%, aos 161.877 pontos, o dólar caiu 0,34%,
00:39cotação de venda do comercial em R$ 5,40, como você colocou, Tiago.
00:43Houve uma inversão durante a tarde, exatamente quando foi confirmada a posse da vice-presidente
00:49e um possível entendimento entre a L. Trump e ela, que é vista como uma pessoa muito pragmática,
00:56talvez busque esse entendimento, mesmo tentando a defesa de Maduro, tentando a liberdade dele,
01:04falando dessa forma, mas ela também tenta um entendimento com os Estados Unidos,
01:08porque sabe das consequências negativas para o país.
01:10Agora, em relação ao petróleo, o mercado teve reações diferentes aqui no Brasil e no exterior.
01:15No exterior, as empresas petrolíferas, especialmente dos Estados Unidos, tiveram uma forte valorização das ações,
01:22que se imagina que Trump, comandando toda essa situação da Venezuela, possa agilizar os investimentos,
01:28possa ampliar a oferta de petróleo.
01:30A Venezuela tem a maior reserva de petróleo do mundo, tem reserva de gás também,
01:34e petróleo e gás mais baratos eram defesa de Trump desde a época da campanha dele.
01:40Então, ele vai estimular, ele não tem qualquer compromisso climático,
01:42sabemos que ele não tem compromisso também com regras internacionais,
01:46então, o que se espera é que haja esse estímulo.
01:48Isso favoreceu as ações das empresas petrolíferas, tanto nos Estados Unidos como na Europa.
01:54Também houve valorização dos papéis de ações ligadas ao setor de defesa, de armamento,
02:00que não sabe quais podem ser as novas investidas de Trump.
02:04Ele não nega a possibilidade de alguma ação na Colômbia,
02:08falou também da Groenlândia neste final de semana, então há essa preocupação.
02:11Não se sabe se há limites para a atuação de Trump nessa ofensiva internacional,
02:15com essa desculpa do narcotráfico, então fica essa preocupação também com defesa.
02:20É a preocupação que já existia na Europa, até pelo conflito entre a Rússia e a Ucrânia,
02:26a guerra que já estava completando quatro anos.
02:29Então, há essa preocupação com defesa também na Europa, então as ações também valorizaram.
02:34E a Bolsa Brasileira acabou entrando nesse embalo,
02:36apesar das ações da Petrobras aqui e de outras petrolíferas brasileiras terem caído.
02:42Porque aí tem uma questão, o petróleo pode ter uma redução da oferta num primeiro momento,
02:47porque há restrição nas exportações, por exemplo, da Venezuela para a China e para a Rússia,
02:51que inclusive trabalhavam também na exploração do produto lá na Venezuela.
02:55Então, houve essa restrição no primeiro momento,
02:57se sabe até de navios que desapareceram, que saíram do radar,
03:01porque eles seriam também confiscados ou proibidos de comercializar a mercadoria.
03:06Isso num primeiro momento, mas depois se imagina uma ampliação da oferta de petróleo no mundo.
03:11E aí daí o Brasil sairia perdendo em termos de resultados financeiros para a Petrobras.
03:16Então, por isso que nós tivemos essas oscilações todas,
03:19mas o petróleo hoje teve um dia de alta no exterior,
03:22houve alta de 1,76% no tipo blente,
03:25foi cotado a US$ 61,82,
03:29e o WTI, que é referência para os Estados Unidos, subiu 1,83%.
03:34Para fechar, Denise, no nosso dia a dia aqui,
03:37o que é possível que o Brasil sofra com essa interferência,
03:41você citou a guerra na Ucrânia, né?
03:43Quando começou a guerra na Ucrânia há quatro anos, os preços do petróleo explodiram, né?
03:48Aí tivemos muitas consequências, mas e agora?
03:50Em princípio, não há desdobramentos econômicos maiores,
03:53se imaginava até que poderia haver uma instabilidade maior do mercado brasileiro,
03:57pressão maior, especialmente no câmbio, pelas incertezas geopolíticas,
04:01mas o mercado deixou isso de lado, por esses fatores que eu citei,
04:05a questão do petróleo, a alta das bolsas no exterior,
04:08o mercado aqui acabou acompanhando também a movimentação do dólar frente a outras moedas,
04:14e não há essa preocupação direta em relação ao comércio,
04:16porque não é muito relevante a relação entre os dois países.
04:19Agora se fica no aguardo de possíveis desdobramentos
04:23nas relações entre Brasil e Estados Unidos.
04:25Essa é uma grande preocupação, que por hora, aparentemente, não há nenhuma mudança,
04:29o Brasil teve uma proximidade maior com o Trump,
04:32inclusive com a redução de tarifas da maior parte dos produtos exportados para lá,
04:37depois daquele mega tarifácio,
04:38então, em princípio, a economia brasileira não deve sofrer consequências,
04:42a não ser que haja uma piora do cenário, com pressões no câmbio,
04:46e o dólar acaba atrapalhando o controle de inflação,
04:48tem repercussão nas expectativas sobre juros,
04:51toda aquela história que a gente conhece.
04:52Obrigado.
04:53Obrigado.
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