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O barril de petróleo registrou queda superior a 1% nesta quarta-feira (7) após o presidente Donald Trump anunciar que os EUA pretendem controlar e escoar entre 30 e 50 milhões de barris estocados na Venezuela.

Will Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, explica por que o mercado americano reagiu com cautela e quais são as reais expectativas para o setor de energia.

Assista à íntegra:
https://youtube.com/live/4X6D3uDs15k

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Transcrição
00:00Quais são as apostas do mercado americano para a crise na Venezuela?
00:05Direto então para os Estados Unidos para conversar com o estrategista-chefe da Avenue,
00:10o economista Will Castro Alves.
00:12Tudo bem, Will? Feliz Ano Novo para você.
00:15Primeira vez que você participa aqui nesse ano de 2026.
00:18E hoje, inclusive, foram divulgados dados da criação de empregos do setor privado em dezembro.
00:24Esses números ficaram abaixo do esperado ou não.
00:26Bem-vindo mais uma vez, Will.
00:30Muito boa noite, Tiago. Boa noite a todos que estão nos assistindo.
00:35Um prazer estar falando contigo. Feliz Ano Novo para ti e também para todos que estão nos vendo.
00:40Pois é. A gente começou aqui nos Estados Unidos com um dado chamado de ADP.
00:46ADP é uma agência, uma empresa privada que faz a coleta de postos de trabalho no setor privado,
00:54mostrando que a atividade econômica nos Estados Unidos, no setor privado,
00:59ela até deu uma melhorada, na verdade.
01:01Foram criados 41 mil postos de trabalho versus uma expectativa de 48.
01:08Um pouco abaixo do esperado,
01:11mas mostrando uma evolução frente aos últimos meses,
01:14quando esse dado mostrou, inclusive, contração de postos de trabalho.
01:18Então, pelo menos, começamos aí o ano com uma boa notícia referente ainda ao mês de dezembro.
01:24Denise Campos de Toledo, Will Castro Alves com a gente.
01:28Olá, Will. Boa noite.
01:30Agora, mesmo sendo um dado ainda favorável de mercado de trabalho,
01:33mexeu com o morto mercado aqui no Brasil.
01:35O mercado que, surpreendentemente, vinha com um movimento favorável desde a situação lá da Venezuela,
01:41fazendo um entendimento de uma outra ordem,
01:45observando mais essa perspectiva de atração de capital aqui para o Brasil,
01:50eu queria saber como é que é visto pelo mercado nos Estados Unidos
01:55a ação de Trump na Venezuela,
01:58se isso afeta a questão do risco de investimentos,
02:01se isso pode levar a uma maior migração de recursos para outros mercados.
02:05O Brasil atraiu muitos recursos no ano passado,
02:08o que explica, em parte, a queda do dólar,
02:10que teve a ver também com incertezas em relação aos Estados Unidos,
02:13e a alta, forte alta da Bolsa de mais de 30%.
02:16Então, eu queria saber como é que está a análise aí do ponto de vista dos Estados Unidos
02:19em relação ao fator risco, atração de investimentos,
02:22se há preocupações maiores.
02:28Olha, eu diria que tem bastante expectativa, tá,
02:31em relação àquilo que pode acontecer ao longo de 2026.
02:36E eu digo isso porque aqui nos Estados Unidos tem se comentado muito
02:39da chamada doutrina Donroy, né,
02:44alguma semelhança à Monroe, né,
02:46a doutrina Monroe lá do passado nos Estados Unidos,
02:48que o Trump estaria executando de novo aquela ideia
02:51da América Latina ser a zona de influência dos Estados Unidos,
02:55de uma forma de fechar um pouco a porta para a China.
02:59Tem bastante expectativa,
03:00o primeiro passo disso foi dado agora na Venezuela.
03:03A Venezuela é um caso difícil, né,
03:06porque tem um governo agora relativamente interino,
03:11que é basicamente ainda parte daquele mesmo sistema
03:14que comandava, que tocava, tudo, né,
03:17ou seja, que tinha o Maduro como principal líder,
03:19não houve mudança no sistema,
03:20mas pode haver daqui para frente.
03:24E aí você precisa definir sistema político,
03:26você precisa definir as questões regulatórias
03:29para que haja margem e espaço para exploração de petróleo
03:33e investimentos lá.
03:34Então tem bastante coisa ainda para definir,
03:36tem bastante expectativa em relação à Venezuela,
03:39mas não é um caso simples, não,
03:41que vai dragar recursos e tirar recursos de investimento
03:44para o Brasil nesse curto prazo,
03:46porque, que nem eu falei,
03:47resolver a situação ali não é simples.
03:51Passa por uma definição política,
03:53depois organizar a marca o regulatório
03:56e definir como que vão ser esses modelos de concessão
03:59e exploração de petróleo.
04:02E também não dá para esquecer que a Venezuela,
04:04ela deu calote na dívida, né,
04:07então se ela quiser voltar, de fato,
04:09ao mercado de capitais global,
04:11tem mais de 100 bilhões de dólares de dívida lá
04:14que vão ter credores que vão querer receber alguma coisa, né.
04:17É, inclusive teve supervalorização dos títulos da Venezuela
04:20logo no início da semana,
04:22contando exatamente com a possibilidade
04:23de uma reestruturação da dívida, não é.
04:26Agora, falando de incertezas,
04:27eu queria saber qual a expectativa
04:29em relação à indicação de Trump
04:30para a presidência do Federal Reserve.
04:32Ele falou que faria essa indicação no começo do ano,
04:35embora Jeremy Powell continue no Federal Reserve
04:37até o mês de maio,
04:39mas tem uma certa desconfiança ou preocupação
04:42com relação à possibilidade de uma interferência dele.
04:45A gente tem visto que Trump não tem muitos limites, não é.
04:48Como é que você sente o mercado aí nos Estados Unidos?
04:55É, tem bastante expectativa, tá.
04:57Desde os últimos meses foram várias entrevistas,
04:59foram vários candidatos.
05:00O próprio Scott Besson, né,
05:01que é o secretário de Tesouro,
05:03que é o principal nome ali
05:04da interlocutor de economia do Trump,
05:06já falou que conversou com vários potenciais candidatos.
05:10A lista diminuiu para alguns nomes
05:13que, a meu ver,
05:14são bem recebidos pelo mercado.
05:16Você tem o Hassan, que é um conselheiro lá da Casa Branca
05:19já de longo prazo,
05:19obviamente que é um aliado
05:20e sim com uma visão bem alinhada com o Trump.
05:24Você tem o Waller,
05:25que é um diretor do Banco Central já
05:27e seria meio que um nome que faz parte da equipe, tá,
05:30considerado até mais técnico.
05:32Então tem alguns nomes ali rondando,
05:34digamos assim, como uma possibilidade.
05:36Acho que dentro desses nomes
05:37que já foram colocados,
05:39ou que vêm sendo colocados,
05:41você teria uma boa recepção pelo mercado.
05:43Agora, obviamente que a gente entende sim
05:46que você vai ter um nome
05:49que, de alguma forma, tenha um alinhamento
05:52ou que, de alguma forma,
05:54tenha alguma concordância com a ideia
05:56de juros mais baixos,
05:58uma visão mais aberta.
06:00Uma coisa que foi criticada
06:01pelo próprio Scott Bassett,
06:03que é o secretário de Tesouro,
06:04é, olha, como é que você define juros
06:07olhando sempre para os dados passados?
06:10Você talvez tem que olhar um pouco mais para frente
06:12e tentar projetar.
06:13Enfim, tem algumas discussões
06:14do ponto de vista técnico.
06:16Eu acho que para quem está nos assistindo,
06:17para o brasileiro,
06:18o importante é que, assim,
06:19o cenário de juros aqui nos Estados Unidos
06:22para 2026 não é um cenário
06:24de aumento de juros.
06:26Pelo contrário, é de manutenção
06:27ou até de queda para 2026.
06:31E isso ajuda a manter o dólar ali comportado.
06:34Agora, obviamente, falando em dólar,
06:36é sempre complexo,
06:37porque tem tanta coisa que influencia.
06:39E as eleições aí no Brasil
06:40também vão ser um vetor muito importante.
06:43Will Castro Alves,
06:44que é estrategista-chefe da Avenue,
06:45mais uma vez,
06:46muito obrigado pela sua gentileza.
06:48Voltaremos sempre a nos falar,
06:49quem sabe ainda nessa semana,
06:51porque estamos aguardando mais indicadores
06:53dos Estados Unidos.
06:55Então, na sexta-feira,
06:55a gente volta a se falar.
06:56Bom descanso para você.
06:58Obrigado mais uma vez.
06:59Obrigado.
07:00Obrigado.
07:01Obrigado.
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