O ministro do STF Flávio Dino suspendeu trechos cruciais do projeto de lei que regulamenta as emendas parlamentares, agindo antes mesmo da sanção do presidente Lula.
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NotíciasTranscrição
00:00O ministro Flávio Dino suspendeu os efeitos de um trecho de projeto de lei que poderia reabrir um espaço para o chamado orçamento secreto.
00:07Ele é considerado inconstitucional, inclusive foi julgado lá pelo Supremo em 2022.
00:12Vamos trazer aqui o nosso André Anelli, que vai trazer mais informações para a gente sobre uma decisão monocrática.
00:17E essa decisão, Anelli, ela precisa passar pela aprovação do restante dos ministros?
00:22Como fica também o posicionamento do presidente da República diante de um projeto que seria sancionado?
00:27Conta tudo para a gente, meu amigo.
00:30Obrigado, Evandro. Muito boa tarde mais uma vez a você e a todos aqui no 3 em 1 da Jovem Pan.
00:36Lembrando que essa decisão do ministro Flávio Dino atende a um pedido dos partidos PSOL e Rede,
00:42que acabaram questionando então toda aquela solicitação de alguns parlamentares,
00:48que acabaram incluindo no projeto de lei que acabou regulamentando então os chamados cortes de benefícios fiscais,
00:57como queria o governo federal, para reduzir assim então o impacto no orçamento.
01:02Só que nesse texto foi incluído um chamado jabuti, ou seja, um trecho, um artigo que nada tem a ver com a proposta original.
01:11Então, o texto foi aprovado no Congresso Nacional, ainda não foi sancionado pelo presidente Lula,
01:17porque ainda está no prazo, só que justamente esse jabuti, esse trecho que previa o pagamento de emendas parlamentares,
01:25que não foram honradas pelo governo federal no período entre 2019 e 2023,
01:31esse trecho acabou sendo então alvo do questionamento dos partidos e, consequentemente,
01:37alvo então de um bloqueio, de uma suspensão por meio do ministro Flávio Dino,
01:42atendendo a um pedido desses partidos do espectro político de esquerda.
01:48A gente destaca ainda que na decisão de Flávio Dino, ele afirmou que o chamado orçamento secreto,
01:55em ações anteriores, em questionamentos anteriores,
01:58a corte não permitiu a possibilidade do que chamou de ressuscitação de restos a pagar.
02:04Essa foi a principal argumentação do ministro para acabar, então, impedindo,
02:10suspendendo os efeitos do trecho dessa medida agora,
02:14que não pode ser sancionada pelo presidente Lula e que, portanto,
02:18aguarda uma definição do Supremo Tribunal Federal por meio do colegiado,
02:23uma vez que a decisão do ministro Flávio Dino é uma decisão, como você disse, né, Evandro,
02:28monocrática e ainda precisa do parecer dos demais ministros da corte.
02:33Obrigado, viu, André Anelli.
02:34Bom trabalho para você em Brasília.
02:36Mano, me impressiona um pouco a insistência que os parlamentares têm de tentar retomar o orçamento secreto,
02:41mesmo sabendo que ele foi derrubado lá em 2022, e não só por isso.
02:45Por ser um dispositivo, claramente, que não traz transparência
02:48para a maneira como o nosso dinheiro público é encaminhado para os governos e municípios
02:54para os quais os deputados trabalham.
02:56Então, o próprio nome já disse, orçamento secreto.
02:59Se é secreto, já não deveria existir, porque a sociedade não pode lidar de maneira secreta
03:05com o dinheiro que ela transfere para que seja bem administrado pelos poderes.
03:09Como é que você avalia, então, a decisão do ministro Flávio Dino,
03:13mas a maneira como essa situação está sendo conduzida e, principalmente,
03:17as consequências que ela pode trazer nessa crise institucional que parece infinita?
03:21Pois é, Sine, parece que a gente fica num problema realmente infinito,
03:26porque existem vários prismas que a gente pode usar para olhar essa situação.
03:31Um deles é falar sobre o aspecto do conflito institucional entre poderes.
03:37Afinal de contas, estamos falando de um ministro sozinho, numa decisão monocrática,
03:43tirando de circulação uma decisão que foi fruto do colegiado das duas casas.
03:49Então, o ministro sozinho é mais poderoso nesse contexto do que dois órgãos de outro poder,
03:59do que a Câmara e o Senado.
04:02Isso, por si, é problemático.
04:04Mas, se fosse simplesmente essa decisão isoladamente, seria menos problemático,
04:09porque, nesse caso, é batona cueca.
04:12A gente está falando de algo flagrantemente inconstitucional,
04:17porque, afinal de contas, a Constituição é muito clara
04:19e ela está acima de todos os poderes ao dizer que não se pode ter orçamento secreto,
04:26não se pode ter gasto público,
04:29que, no final das contas, é o nosso dinheiro,
04:32que foi retirado à força da sociedade,
04:35sendo utilizado de forma obscura, sem transparência,
04:39sem qualquer tipo de avaliação da qualidade do gasto também.
04:44Então, é realmente um escândalo.
04:47E, se nós tivéssemos numa república minimamente funcional,
04:52poderíamos tratar desse caso como um funcionamento do peso e contrapeso entre os poderes,
04:59de um contexto em que o judiciário está bloqueando uma ação
05:03que é claramente abusiva por parte do Legislativo.
05:07E por que o Legislativo insiste nessa farra das emendas secretas, do orçamento secreto,
05:16mesmo sabendo que é inconstitucional e com essas idas e vindas?
05:19Porque, na prática, acaba dando muito poder.
05:23O que a gente viu nas últimas eleições foi o eleitor premiando aqueles parlamentares
05:28que utilizaram verbas do orçamento secreto.
05:32Há diversos levantamentos que mostram,
05:34a gente até preparou um estudo livre lá na organização que eu dirijo, Evandro,
05:39que mostra a correlação entre o uso de emendas secretas,
05:44emendas parlamentares e o grau de reeleição dos parlamentares.
05:48Então, é uma farra que, no fim das contas, acabou sendo chancelada pelo eleitor.
05:53Agora, Zé Maria Trindade,
05:54a gente fica meio impressionado toda vez que isso acontece.
05:58Por outro lado, também normalizamos,
06:00porque o termo jabuti já passou a ser amplamente utilizado
06:04exatamente pela quantidade de vezes que,
06:07no meio de um projeto que não tem nada a ver com aquele tema,
06:11a gente vê um jabuti em cima da árvore.
06:13E, como a gente diz, jabuti não sobe em árvore.
06:17Ou é enchente ou é mão de gente.
06:20Se você vê um jabuti em uma árvore, seguramente.
06:23Olha, Cine, como diria o nosso tourinho,
06:31ah, essas emendas parlamentares.
06:36Essas são problemas, Zé.
06:38Esse é o problema contratado.
06:41A frase do Flávio Dino é fantástica, né?
06:43Deve ter emenda parlamentar no céu.
06:46Senão, o céu não pode ser céu, né?
06:48É uma coisa boa demais.
06:50Isso foi cair nas mãos do ministro Flávio Dino,
06:53porque lá atrás existia o tal orçamento secreto.
06:57O que era o tal orçamento secreto?
06:59Era uma bolada grande de recursos que ficavam ali disponíveis
07:03para a comissão mista de orçamento.
07:07E quem determinava esta transferência
07:10era o presidente da Câmara em acordo com os líderes.
07:12E ia de maneira, vamos dizer assim, direta.
07:17Chamava fundo a fundo.
07:18Do orçamento para o fundo indicado, né?
07:22Prefeito, ou ONG, ou sei lá o que mais que engole emenda parlamentar.
07:27Esses bichos papões que engolem as emendas parlamentares.
07:30E ninguém ficava sabendo quem mandou e quem recebeu.
07:32Aí que está a origem do orçamento secreto.
07:37E aí foram ao Supremo dizer,
07:40olha, está acontecendo irregularidade com as emendas.
07:44E é inconstitucional porque a Constituição determina
07:47transparência total sobre o dinheiro público.
07:50Aí a ministra Rosa Weber proibiu.
07:53Eles trocaram de nome.
07:54Então a RP9 passou a ser emendas de comissão.
07:58E tocaram o pau.
07:59Aí o Dino chegou, depois da Rosa Weber,
08:02e herdou, e é esse o nome que se diz mesmo, né?
08:05Herdou o gabinete da Rosa Weber e veio esse processo.
08:09E ele falou, uai, mas a decisão da Rosa Weber
08:12não está sendo seguida.
08:14E aí juntou a experiência de Flávio Dino.
08:16De parlamentar, ele foi deputado, foi senador.
08:19Por poucos dias senador, mas foi senador.
08:21Foi governador do Maranhão, eleito e reeleito.
08:26Foi do Ministério da Justiça, então ele entende do babado.
08:29Ele sabe por onde rola o dinheiro público, muito bem.
08:31E aí ele pediu.
08:33Investigação da Polícia Federal, do Tribunal de Contas da União
08:35e Controladoria Geral da União.
08:37Pediu não, determinou.
08:39E é esse o grande papagaio que assombra
08:42e tira o sono de muitos parlamentares.
08:45O orçamento secreto foi proibido, mas deixou raços.
08:48E é isso que está perseguindo aí a Polícia Federal até hoje.
08:53Essas emendas, através da Tuca, né?
08:56Que era a Elisângela, uma funcionária de carreira e tal.
09:00Ela que fazia a distribuição, mas amante de quem?
09:02Dos líderes e do então presidente da Câmara,
09:05que era o Arthur Lira.
09:08E ela continuou no governo Gumota fazendo essa distribuição.
09:13É claro que a Tuca não tinha poder,
09:15ela não é eleita, não tem voto.
09:16Por aqui, meu amigo, pra roubar precisa ter voto.
09:18A Tuca não tinha, mas enfim.
09:20Ela é que distribuía.
09:21E é a figura-chave que sabe para onde o orçamento secreto foi
09:26e a mando de quem.
09:27Essa é a figura-chave que está nas mãos da Polícia Federal.
09:31Se ela fizer uma delação premiada,
09:34a situação muda no Congresso Nacional.
09:37Vai lá, Sr. Bruno Mousa.
09:40Pois é, complexa esse tema.
09:41Quando eu vi, eu tentei fazer uma análise aqui
09:44um pouco fria da coisa.
09:46E só para complementar um pouco do que foi dito aqui pelo,
09:49tanto pelo Mano como pelo Zé Maria,
09:51até depois, se tivermos tempo, seria legal entender.
09:54Veja, Flávio Dino tem uma relação muito próxima com o presidente Lula
09:57e, obviamente, é um indicado do Lula para ministro do STF.
10:01E aqui me gerou uma pergunta, assim, nesse sentido.
10:05Se Lula sancionaria essas emendas
10:10por tudo que a gente vem falando de interesses políticos
10:15para conseguir fechar temas e aprovar temas importantes
10:19para o governo conseguir gastar ainda mais no ano eleitoral
10:23para tentar diminuir a sua rejeição
10:26e chegar competitivo ali, o máximo competitivo possível,
10:30nas eleições?
10:31E Flávio Dino é próximo a Lula barrando essas emendas?
10:35Como fica a relação entre esses dois?
10:38Será que teria alguma coisa dentro da política,
10:41nos bastidores, alinhadas entre eles,
10:44para que pudesse, de alguma forma,
10:46sair ainda positivo para o Lula esse tipo de anúncios?
10:49Uma vez que, vale lembrar,
10:51lá atrás na campanha ele foi muito contra
10:54e bateu no ex-presidente Jair Bolsonaro
10:56por conta da existência de um orçamento secreto
10:59e ele disse que acabaria com isso.
11:01Não apenas acabou,
11:02não acabou como transformou em secreto
11:04vários outros processos,
11:06vários outros acessos às contas públicas,
11:09ao dinheiro do pagador de imposto
11:11que agora está sob sigilo.
11:13Então me parece que,
11:15com a minha desconfiança nas instituições
11:17e essa proximidade dos dois,
11:20alguma coisa poderia estar acontecendo ainda por trás
11:22para que esse anúncio pudesse,
11:24de alguma forma,
11:25ainda sair vantajoso para o presidente Lula.
11:27O que ainda não consegui ligar esses pontos.
11:30Mas me causa estranheza.
11:31Com essa proximidade,
11:32Flávio Dino,
11:33barrar o que é algo que seria sancionado por Lula.
11:36Isso te causa também, mano?
11:37Não, porque, na verdade,
11:39quando a gente pensa na lógica
11:41das emendas parlamentares
11:42e do orçamento secreto,
11:44elas constituem um aumento de poder
11:47do legislativo
11:48em detrimento do poder
11:50que sempre tinha sido do executivo.
11:54Então, quando a gente vê
11:56a insistência do Congresso
11:58pelo instrumento das emendas parlamentares
12:01e do orçamento secreto,
12:03o que a gente vê é que
12:04os deputados e senadores,
12:06eles estão lutando
12:07para serem eles com a caneta na mão
12:10sem que dependam do executivo.
12:12E aí é um jogo
12:13que acontece entre legislativo e executivo
12:17independentemente de quem são
12:19os presidentes, né?
12:20Esse jogo já tinha começado lá atrás.
12:23Começou ainda quando a Dilma
12:25estava frágil,
12:26que começaram a ter as emendas impositivas.
12:29Esse jogo foi sendo jogado
12:31no governo Temer,
12:32no governo Bolsonaro,
12:34no governo Lula.
12:35E o Congresso deseja
12:36declarar a sua total independência
12:39em relação aos desejos do Planalto.
12:42Só que, na prática,
12:43isso enfraquece
12:44o presidente da República,
12:46porque os parlamentares
12:47conseguem destinar recursos
12:49sem precisarem da bênção
12:51do presidente.
12:52Só que, ao mesmo tempo,
12:54se o presidente compra essa briga,
12:56ele perde apoio no Congresso.
12:58Então, o melhor dos mundos aí
13:00é que essa briga
13:01seja feita pelo Judiciário,
13:04porque, afinal de contas,
13:05se mantém o poder da presidência
13:08sem ter o desgaste político
13:10de ser o presidente
13:11vetando aquilo que o Congresso deseja.
13:15José Maria Trindade,
13:15você entende que isso traz
13:16um certo conforto
13:17para o presidente Lula,
13:18CT,
13:19ou o ministro Flávio Dino
13:20e o Supremo Tribunal Federal
13:21com lupa sobre esse tema?
13:23Porque as emendas passaram
13:24a ser um problema grande
13:25para o Planalto, né?
13:27Sim,
13:28o presidente usou o termo correto.
13:30Sim,
13:30o Congresso sequestrou o orçamento.
13:33Eu já falei várias vezes aqui,
13:35o orçamento de 6 trilhões
13:36e 400 bilhões
13:37sobram ali 200 bi,
13:40falando trilhões do orçamento,
13:42sobra 200 bi,
13:43a chamada verba discricionária,
13:46que é a verba onde você pode
13:47mexer com ela,
13:48jogar para lá e jogar para cá.
13:50E aí o Congresso passou a mão
13:52em 66 bilhões,
13:54fora as verbas extra-orçamentárias.
13:5666 bilhões,
13:58estou falando do orçamento
13:58do ano que vem, né?
14:00E mais,
14:00a LDO trouxe uma grande novidade,
14:02que além de serem impositivas,
14:05ou seja,
14:05obrigatórias de liberação,
14:07tem prazo.
14:08é a primeira vez
14:09que se fala isso.
14:10Colocou prazo,
14:11no primeiro semestre,
14:1265% das semestres
14:13têm que ser liberadas.
14:16Isso para a campanha.
14:17Olha,
14:17é tanta vantagem
14:19que os candidatos
14:20que não detêm mandato
14:21estão reclamando.
14:23Me ligam,
14:24dizendo,
14:24olha que situação,
14:26como é que eu vou concorrer
14:27com um deputado
14:29que tem essa dinheirama
14:30toda em mãos?
14:31Um deputado
14:31movimenta hoje
14:3250 bilhões de reais
14:34por ano.
14:36Desculpa,
14:3650 milhões de reais
14:38por ano,
14:39um parlamentar.
14:40Uns mais,
14:41outros menos,
14:41porque depende do Estado,
14:43se for senador é mais, né?
14:44Mas em média,
14:45ali,
14:4550 milhões por ano.
14:48Me disse o deputado
14:49Hildon Rocha,
14:49do MDB do Maranhão,
14:51adversário do Flávio Dino
14:52lá no Maranhão,
14:53e que ele disse
14:54que o Flávio Dino
14:55tem razão.
14:56E ele fala
14:57que já existem deputados
14:58ali,
14:58uma bancada da emenda,
15:00que não estão nem ali
15:01pra discurso,
15:03pra projeto,
15:04pra partido político,
15:05eles são administradores
15:07de emendas parlamentares.
15:09E é muito dinheiro.
15:11Num mandato,
15:11o deputado
15:12movimenta muito dinheiro,
15:13só através das emendas,
15:15pra se ter uma ideia.
15:16Então,
15:16o parlamento brasileiro
15:18está viciado,
15:19está dependente
15:20de emenda parlamentar.
15:23E como é que pode
15:24o parlamento
15:24que é feito
15:25para fiscalizar,
15:26ele pode autorizar,
15:28executar
15:28e fiscalizar
15:29ao mesmo tempo?
15:30Está errado.
15:31Essas emendas
15:32vão dar problemas,
15:33já estão dando,
15:34vão dar cadeia,
15:35vão dar cassação,
15:36mas é o vício,
15:37é o vício
15:38porque é muito dinheiro fácil.
15:39Isso é muito dinheiro
15:40nas mãos
15:41dos parlamentares
15:42que são políticos,
15:43não são executivos,
15:45eles são
15:45do legislativo
15:47exatamente por isso.
15:48Não tem que ter
15:49responsabilidades.
15:50E o que eles querem
15:50é chegar a esse ponto.
15:52Assim como
15:53o viciado
15:54em droga
15:55ou dependente
15:56quer ficar
15:57num lugar quieto
15:58e consumir droga,
15:59eles querem isso.
16:00Não quero responsabilizar
16:02se você conversar
16:03com o parlamentar
16:04ele vai dizer isso.
16:04Olha,
16:05a minha função
16:05é mandar a emenda.
16:06O que ele faz
16:07lá com o dinheiro
16:07ele que se responsabiliza.
16:09Não é assim.
16:10O parlamentar
16:11só manda
16:11se ele souber
16:12onde e quem vai usar
16:14o dinheiro.
16:14O parlamentar
16:15não é bobo, não.
16:16O mais bobo aqui
16:16é o primeiro suplente
16:17que não conseguiu entrar
16:19ou entra de vez em quando.
16:20Então assim,
16:21é muito dinheiro.
16:22As emendas parlamentares
16:23viciaram
16:24e entortaram
16:25o Congresso Nacional.
16:26Agora quando parar
16:27ninguém sabe
16:28porque para parar
16:29precisa do voto
16:30dos deputados e senadores.
16:32Vou te dizer aqui
16:33Musa
16:34sinto decepcionar
16:37mas não é assim não.
16:39O PT também está
16:40nesse processo
16:41dependendo de emendas.
16:43O Congresso Nacional
16:44é todo
16:45de PT
16:45e a PSOL
16:47todo mundo
16:48quer emenda parlamentar.
16:49Isso é muito bom
16:50e cada um faz uso ali
16:52bom assim
16:53entre aspas, né?
16:54Cada um faz uso
16:55que quer.
16:55Existem três tipos
16:57de parlamentares.
16:58Um que é altruísta
17:00que manda as emendas
17:01para o clube de dança
17:02o Zaratini
17:03manda para capoeira
17:05para break
17:06para uma
17:07social e saúde break
17:08manda porque gosta
17:09daquilo.
17:11Outro manda
17:11porque só manda dinheiro
17:13para quem manda voto, né?
17:14E o terceiro
17:15quer dinheiro
17:16não quer nem saber
17:17de nada
17:18quer troco
17:19eu te mando tanto
17:20você me dá tanto
17:21e tem uma conta desigual
17:23que ele pode mandar
17:24menos dinheiro
17:25e receber mais
17:26porque aí
17:27com aquela emenda
17:28uma empreiteira consegue
17:29abrir uma janela
17:30e fazer uma obra
17:31que fica muito maior
17:32porque é o que chama
17:34emenda janela
17:35você manda tanto
17:36aí começa a obra
17:38e a empreiteira
17:38toma conta
17:39e vai aumentando
17:40esse valor, né?
17:41Então assim
17:42é um dinheiro
17:43que
17:44três
17:45três tipos
17:46usam
17:47e todo mundo ali
17:48sabe qual é
17:49o parlamentar
17:49que usa assim
17:50qual o parlamentar
17:51que usa assim
17:52qual o parlamentar
17:53que usa assado
17:54então assim
17:54é muito dinheiro
17:56na mão
17:56de quem
17:57não tem responsabilidade
17:58isso é esquisito
17:59o deputado
18:00não pode ser
18:01ordenador de despesas
18:03exatamente
18:03Zé, fala mano
18:04eu tava ouvindo
18:05o Zé falar
18:0650 milhões
18:07por ano
18:08por parlamentar
18:09fim de ano
18:10brasileiro faz a fezinha
18:11na mega cena
18:12é uma mega cena
18:13parlamentar
18:14por ano
18:14pois é
18:16é bom demais
18:18o Flávio Dino
18:19tem razão
18:19deve ter emenda
18:20parlamentar
18:20no céu
18:21eu espero
18:21fala Bruno
18:23veja
18:25Zé
18:26não é uma decepção
18:27não, tá?
18:28só me causa
18:28estranheza
18:29veja
18:29eu não me decepciono
18:30com a política
18:30ela não cansa
18:31de nos decepcionar
18:33como um todo
18:33quando a gente
18:34espera algo
18:34mas me causa
18:35apenas estranheza
18:36o ponto do que
18:37o Mano falou
18:38que eu concordo
18:39totalmente
18:39ou seja
18:40o sequestro
18:41do orçamento
18:42dito por vocês
18:43que retira o poder
18:44do executivo
18:45que era muito maior
18:46há duas décadas atrás
18:47que é um dos grandes problemas
18:48que o Lula enfrenta hoje
18:49com o legislativo
18:50mas o meu grande ponto
18:52é justamente aí a coisa
18:53se o Lula bate nessa teca
18:55e ele vem cada vez mais
18:57vendo o orçamento
18:58sequestrado pelo legislativo
19:00e tira o poder dele
19:02como ele vai sancionar
19:03esse tipo de
19:05esse tipo de ação
19:06será que é uma grande troca
19:08que a gente não tá vendo
19:09ou em meio
19:10a todos esses escândalos
19:11haveria grandes negociações
19:13por parte de tudo isso
19:15então de novo
19:15a minha dúvida
19:16é mais no campo filosófico
19:17do que no campo
19:18de ação em si
19:19ou no campo de
19:21se o Lula realmente
19:23perde valor
19:23como ele sancionaria isso
19:25percebeu
19:26percebe a minha
19:27aonde reside aqui
19:28a minha
19:28a minha grande dúvida
19:29da coisa
19:30sim
19:31eu vou te explicar
19:32é pressão política
19:34é pressão
19:35e quando eu citei
19:36o PT
19:36é natural
19:37que eles também
19:38tenham as defesas
19:39né
19:40do PT
19:41que são diferentes
19:41de outras pressões
19:42mas é a reeleição
19:44do deputado
19:46e o deputado
19:46trata a reeleição
19:47de uma maneira
19:48muito
19:48muito cuidadosa
19:50porque se ele não
19:51reeleger
19:52a escada caiu
19:54entendeu
19:54agora
19:55veja aqui
19:56um exemplo
19:57o Amapá
19:58tem 700 mil
20:00habitantes
20:01700 mil habitantes
20:03o Amapá
20:03é assim
20:05uma cidade média
20:06do interior
20:06de São Paulo
20:07né
20:07Campinas
20:08deve ter lá
20:09um milhão e duzentos
20:10um milhão e trezentos
20:11pra se ter uma ideia
20:12o Amapá
20:13o estado inteiro
20:14tem 700 mil habitantes
20:15tem oito deputados
20:17federais
20:18tem três senadores
20:20a presidência
20:21do congresso
20:23e a liderança
20:23do governo
20:24é muito emenda
20:26e muito dinheiro
20:27pro estado
20:28né
20:28de 700 mil habitantes
20:3030 mil habitantes
20:30do país
20:31no Brasil
20:31é muito emenda
20:31do país
20:32mas
20:33durante o país
20:34emenda
20:34tem o país
20:35não
20:36um milhão e trezentos
20:38de 19
20:38até o país
20:39até o país
20:40o país
20:41de 20
20:42não
20:43o país
20:44não
20:45é muito
20:45o país
20:46de 20
20:48não
20:49é muito
20:51real
20:51e
20:52o país
20:53é muito
20:54mateta
20:54e
20:56muito
20:57é muito
20:57dinheiro
20:58é muito
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