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Depois de um 2025 marcado por fortes crises e pela adoção de medidas antidumping, o setor leiteiro brasileiro entra em 2026 com expectativa de crescimento moderado na produção, segundo projeções do Rabobank, mas ainda sob pressão nos preços ao produtor. No Hora H do Agro, conversamos com Maria Antonieta Guazelli, diretora de Marketing da Associação Brasileira dos Produtores de Leite, sobre as ações esperadas para melhorar a competitividade, o impacto do cenário internacional nos preços internos e as medidas estruturantes necessárias para garantir renda e sustentabilidade aos produtores no próximo ano.
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NotíciasTranscrição
00:00O setor leiteiro, a hora que a gente vai abordar, enfrentou fortes crises em 2025,
00:06que cobrou medidas provisórias, inclusive, urgentes, anti-dumping.
00:12Para 2026, para a gente ter noção de dados, o Rabobank projeta que a produção brasileira de leite
00:18deve apresentar um crescimento moderado, influenciado, inclusive, por preços ao produtor
00:24ligeiramente menores do que no início do ano, preços que geralmente já são apertados,
00:31margens que a gente já veio falando aqui, que fica realmente apertado para o pecuarista leiteiro.
00:35Para a gente saber como que o setor tem se organizado em busca de reverter o cenário complicado de 2025,
00:42nós vamos conversar com a Maria Antonieta Guazelli, que é diretora de marketing da Associação Brasileira dos Produtores de Leite.
00:51Bem-vindo ao Hora H do Agro, obrigada pela sua participação.
00:55Queria pedir, então, para você começar nos falando desse cenário.
01:00Como que vocês enxergam que encerrou 2025 e que o setor começa 2026?
01:06Qual é essa macrovisão? Porque aí a gente começa a descer principalmente nessas questões de saúde financeira do produtor
01:15versus essa realidade de importação, de anti-dumping que o setor tem falado tanto.
01:21E obrigada de novo por topar aqui a entrevista com a gente.
01:24Nós que agradecemos. Estou aqui representando a Abra Leite.
01:28Agradecemos bastante essa oportunidade.
01:30É sempre muito importante para nós termos esse espaço para conversar com a imprensa.
01:382025 foi um ano que começou razoavelmente bem em termos de preços ao produtor de leite,
01:47mas que experimentamos uma queda muito forte nesse preço no segundo semestre de 2025.
01:54A causa disso é uma alta produção interna, nós aqui do Brasil,
02:01mas principalmente o volume altíssimo de importações de produtos lácteos aqui do Mercosul.
02:08Teoricamente, a gente tem recebido essas importações de Argentina e Uruguai.
02:13Existem até alguns comentários não provados ainda que parte desse leite vem de outros países.
02:21Mas enfim, vamos nos ater aos fatos que nós temos.
02:24E isso tem trazido um impacto muito grande para o produtor de leite, para o nosso setor.
02:29E, infelizmente, coincidiu com o momento de safra.
02:35Esse momento agora, o verão, é o nosso momento de maior produção de leite.
02:41Porque a grande maioria dos nossos produtores ainda trabalha fora de confinamento.
02:47Então, tem toda aquela sazonalidade na produção.
02:51Então, coincidiu com o alto volume de importação com o alto volume de produção interna aqui no Brasil.
02:58Então, nós enxergamos como o ano de 26 vai ser um ano bastante difícil em termos de preço ao produtor de leite.
03:08Portanto, os produtores vão trabalhar com uma margem muito apertada.
03:13Um pouco mais do que foi no finalzinho de 2025.
03:18Essa é a nossa visão.
03:20Eu queria que você ajudasse a gente também, para quem não é do agro,
03:26porque a gente fala aqui com uma audiência que também não é do agro,
03:29a gente ter um termômetro ali do quanto a pecuária leiteira é importante para o Brasil, para a geração de renda.
03:35A gente está falando que, se não me engano, a Abra Leite, até para o levantamento da Abra Leite,
03:40é considerado que todo município brasileiro tem pecuária leiteira.
03:44A gente está falando de 5.500 municípios.
03:46É mais ou menos isso?
03:47Fala um pouco para a gente desse mapeamento, de onde que estão esses produtores também,
03:52para a gente entender a dimensão demográfica disso.
03:57O setor de produção de leite é altamente distribuído, capilarizado por todo o Brasil
04:04e altamente heterogêneo.
04:08A cadeia de leite, nós temos desde pequenos produtores até grandes produtores,
04:14tecnificados, organizados, que trabalham com um grau muito alto de tecnologia.
04:20E o que nós temos é que todos os municípios, o IBGE tem um número,
04:25que 98% dos municípios do Brasil têm produção de leite.
04:29E a produção de leite desenvolve e é responsável por um trabalho,
04:34não só o de produzir leite, mas geração de emprego e renda em 98% desses municípios.
04:41Então, o impacto, quando você impacta a produção de leite,
04:46o maior impactado sempre serão os menores produtores, é muito grande.
04:51Existe um impacto social violentíssimo,
04:54quando você permite a chegada desse volume tão alto de leite importado,
04:59a um custo muito mais baixo que o nosso,
05:02porque esse leite importado chega aqui com um subsídio.
05:05E nós aqui, produtores de leite, nós não temos esse subsídio.
05:08Então, você imagina a geração de renda, os empregos,
05:12todas as cidades, esses pequenos produtores,
05:14o impacto é muito grande.
05:16A gente vem assistindo o grande impacto.
05:20E é tão distribuído o setor leiteiro,
05:22porque se você pegar hoje os 100 maiores produtores de leite do Brasil,
05:27somar todo o leite produzido deles,
05:30não chega a 10% do total do leite produzido no Brasil.
05:36Então, para você ver o quanto é distribuída essa produção
05:39e o quanto nós, enquanto associação,
05:42o governo tem que olhar desta forma para o nosso setor.
05:46E aí, Maria, a gente está falando, então,
05:49de medidas que mexem na estrutura do comércio interno e externo.
05:56Mas, pelo que eu estou entendendo,
05:58existe muito, então, essa posição da Abra Leite
06:04de, então, reduzir as importações
06:09ou minimamente tirar, pelo menos,
06:13esses benefícios que o produtor brasileiro não tem?
06:18Vocês querem enxergar o que exatamente a Abra Leite
06:21pede para o governo federal?
06:23O que é esperado, inclusive, para articulações em 2026?
06:27É a não importação, ou uma importação,
06:30mas que tem ali na ponta do lápis
06:33algo que seja benéfico para o produtor brasileiro?
06:36Sim, existem várias ações.
06:40Então, nós temos um processo anti-dumping,
06:42que é um processo que foi estartado já há algum tempo,
06:45capitaneado pela CNA.
06:48Esse processo, ele ficou parado
06:49e agora ele foi retomado e está em andamento.
06:52Então, essa seria a solução ideal,
06:55só que é uma solução de longo prazo.
06:58Nós, o setor, não sobreviveria
07:01aguardando a conclusão desse processo,
07:04que é um processo que roda em nível internacional,
07:08envolve instituições internacionais
07:10e, portanto, tem um tempo muito longo,
07:13mas é o principal.
07:15Então, como uma solução realmente definitiva,
07:17seria ter esse processo
07:19aonde será aprovado
07:21essa concorrência desleal no setor.
07:25E aí, portanto, tem as medidas necessárias.
07:27Só que, enquanto isso,
07:30como nós, produtores de leite, fazemos?
07:33Então, tem algumas medidas, entre aspas, paliativas,
07:37que a Abralete tem atuado,
07:39juntamente com o CNA,
07:41e líderes políticos.
07:42Essa semana mesmo, nós tivemos várias reuniões,
07:45várias interações com esses líderes,
07:48buscando um paliativo.
07:49Existem algumas brechas na lei
07:51que, principalmente as indústrias aqui brasileiras,
07:55consegue suspender, entre aspas,
07:57por um período de 45 dias
07:59e depois consegue renovar mais 45 dias
08:02essas importações.
08:04Então, isso traz um certo alívio ao setor.
08:07E existe uma cobrança muito forte
08:09para o governo tomar alguma medida
08:12de conter,
08:13que ele não consiga zerar essas importações,
08:16mas de contenção dessas importações.
08:19Então, esse é o grande trabalho iniciado
08:23desde 2025,
08:25fortemente, prioritariamente,
08:28dentro da Abralete,
08:29e deve continuar durante todo esse ano de 2026,
08:33buscando essas ações que sejam imediatas,
08:36podem ser paliativas,
08:38mas o setor precisa.
08:40Qualquer fôlego que nós conseguirmos
08:42para o setor é muito válido nesse momento.
08:46Mas hoje, de uma maneira bem pragmática,
08:49que a gente está falando no comecinho de janeiro,
08:53existe o que de concreto
08:56que a Abralete está pedindo
08:59no sentido de prazos, de datas?
09:02Minha pergunta até no sentido de,
09:04se a gente estivesse se falando com ministérios aqui,
09:07porque você está falando de governo federal,
09:09eu entendo que é,
09:11se eu não me engano,
09:11era o Ministério da Indústria e Comércio,
09:14avaliando isso,
09:15ali pelo pedido da CNA,
09:16mas o mapa precisa estar incluído nisso,
09:19o Ministério de Desenvolvimento Agrário,
09:22inclusive,
09:22quando a gente está falando de agricultura familiar,
09:24porque uma parte da pecuária leiteira
09:26está na agricultura familiar,
09:28o que de robustez vocês estão apresentando
09:33e que seria,
09:35se a gente estivesse falando com esses ministérios,
09:37que eles pudessem dar a canetada?
09:39O que de fato a gente está pleiteando
09:42que chegue no produtor rural,
09:45na ponta,
09:45que isso é o ideal,
09:47é uma cadeia inteira,
09:48precisa chegar lá no campo, né?
09:51A reivindicação principal
09:53é a redução das importações,
09:56essa é a reivindicação principal,
09:58levada ao mapa,
10:00a todos esses ministérios que você citou,
10:02que são envolvidos nesse setor tão heterogêneo,
10:06isso é o que nós buscamos,
10:09estamos com a ajuda da liderança política,
10:12que nós temos muito forte no agro,
10:15buscando,
10:16esse é o nosso pedido,
10:18essa é a nossa reivindicação.
10:21Você tinha falado de Argentina,
10:23existe algum país que vocês olham
10:25com mais especificidade,
10:28que está mostrando ser mais concorrente
10:32e um concorrente desleal?
10:34Então, a Argentina,
10:36ela tem um subsídio importante
10:38na produção de leite
10:40com relação à dieta,
10:42que a dieta hoje é 50, 60% do custo do leite
10:45é a dieta,
10:46então ela tem um subsídio
10:47que impacta diretamente a dieta,
10:50então aí ela tem um custo menor de produção,
10:52esse é o problema,
10:54então quando você olha,
10:55é mais barato você comprar esse leite importado
10:58do que o leite nosso produzido aqui,
11:00só que aí tem toda essa questão de subsídio
11:03e o mapa pode agir,
11:05ele pode ajudar a melhorar isso.
11:07Na questão do Uruguai,
11:09o Uruguai é um grande produtor exportador
11:11de leite em pó,
11:12então é uma escala enorme, gigantesca,
11:15e aí de novo,
11:17essa escala facilita muito a questão de custo,
11:21então com essas duas frentes
11:23a gente busca que esses ministérios
11:26tomem uma providência urgente
11:28no sentido de conter,
11:31principalmente para a gente passar
11:33esse momento da safra
11:34que eu comentei com você,
11:36porque quando a gente chegar lá,
11:37abril, maio,
11:39a produção interna nossa de leite,
11:41ela cai,
11:43a gente entra no período de seca,
11:45um período de inverno,
11:46que as produções tradicionais,
11:48elas caem bastante,
11:50o que se mantém
11:51são as produções de confinamento,
11:53que não é uma realidade
11:54para todo o nosso setor,
11:55então a gente precisaria
11:56de uma mudança urgente agora
11:58para que a gente sobreviva,
12:00esses produtores consigam sobreviver
12:02até maio,
12:04onde aí sim a produção como um todo cai
12:07e aí a gente tem um ajuste
12:09de oferta e demanda.
12:11E aí Maria,
12:12queria então entender,
12:14porque minha cabeça vai pensando
12:15na cadeia como um todo,
12:17como que está hoje,
12:20o que é conversado a respeito
12:21então de armazenamento deste leite,
12:24porque assim como várias outras coisas do agro,
12:27se não todas,
12:28imagino que todas,
12:29na verdade,
12:29é perecível,
12:30estraga,
12:31se não guardar direito,
12:32foi trabalho jogado no lixo,
12:34né,
12:35então,
12:35e aí eu entendo que para maio,
12:37junho,
12:38quando está com uma produção baixa,
12:40o leite precisa estar estocado
12:42para que haja essa,
12:43essa,
12:43esse balanço entre oferta e demanda,
12:48né,
12:48hoje,
12:49o que que a Abra Leite diz
12:50a respeito da infraestrutura
12:52de armazenagem,
12:53como que está isso,
12:55é uma armazenagem que está
12:57basicamente incumbida da indústria,
13:00da agroindústria,
13:01ou é o produtor rural
13:03que também precisa armazenar
13:05para saber vender,
13:06queria que você desse para a gente
13:07essa leitura,
13:08por favor.
13:10Não,
13:10essa responsabilidade,
13:11tanto de armazenamento de leite em pó,
13:13como o leite UHT,
13:15que é o famoso leite de caixinha,
13:17fica a cargo das indústrias
13:19e ou varejistas,
13:21eventualmente existe alguma parceria
13:23com alguma indústria,
13:24um varejista,
13:25etc.
13:26Mas hoje,
13:26tem uma limitação de armazenagem
13:28e de produção,
13:30então,
13:30as plantas hoje de secagem de leite,
13:32elas estão super usadas,
13:35elas estão,
13:36elas não,
13:37você não consegue secar mais leite
13:39do que vem sendo secado,
13:40está na capacidade máxima dessas plantas.
13:43Assim como o UHT tem uma limitação
13:46de planta também,
13:47para fazer a ultrapasteurização.
13:51E aí,
13:51é importante,
13:52já vou puxar aqui a questão do consumo,
13:54né?
13:55Porque essa estocagem,
13:57ela não está girando
13:58como ela precisaria ser girada.
14:02Então,
14:02o UHT,
14:03você tem um prazo de seis meses,
14:05o leite em pó varia um pouquinho mais.
14:07Mas, enfim,
14:07o consumo vem caindo muito,
14:10porque o consumo de produto lácteo
14:12aqui no Brasil,
14:12ele é muito sensível à renda,
14:15extremamente sensível.
14:17Então,
14:17você ora claramente nos gráficos,
14:19quando aumenta um pouquinho a renda,
14:21aumenta o consumo,
14:22porque toda a família
14:24quer o consumo de lácteo.
14:26É essencial para a família,
14:28para os jovens,
14:29para as crianças.
14:30Mas só que as famílias
14:31não estão tendo renda suficiente
14:34para a aquisição de produto lácteo.
14:36E aqui a gente fala
14:37de produto lácteo básico,
14:39que é um leite fluído.
14:41O que dirá
14:42quando a gente pensa em
14:44iogurte,
14:45queijos e etc.
14:46Aí,
14:47o custo é maior,
14:48nem se fala.
14:49Mas hoje,
14:50as indústrias
14:51têm uma dificuldade
14:52muito grande
14:53de comercializar
14:53o UHT,
14:55o leite de caixinha,
14:57que é o produto básico,
14:59mais barato
14:59que tem dentro dos lácteos.
15:01Então,
15:01elas estão com dificuldade
15:02muito grande
15:03de colocação
15:05no varejo,
15:05porque,
15:06por sua vez,
15:07as redes varejistas
15:08também estão
15:09com muita dificuldade
15:10de venda
15:11desses produtos,
15:12do básico.
15:13Então,
15:13está tudo interligado,
15:15entendeu?
15:16Tem uma alta produção,
15:17as plantas industriais
15:19estão na sua capacidade máxima,
15:21o estoque também
15:23tem uma capacidade máxima
15:24e não tem a vazão necessária,
15:26que seria o consumo
15:28que nós precisaríamos
15:29de ter
15:31para fazer toda essa cadeia
15:33girar de forma harmônica.
15:35Agora,
15:36Maria,
15:37só para a gente
15:37encerrar,
15:39você,
15:39eu gosto de pensar,
15:41como eu falei,
15:41na cadeia inteira
15:42até o consumidor.
15:43A gente está falando
15:44que os preços
15:45para o produtor
15:46não estão favoráveis,
15:47não é de hoje,
15:48inclusive expectativas
15:49para 2026,
15:50a margem continuar apertada.
15:52Ao mesmo tempo,
15:53a gente está falando
15:54de um produto
15:54que está caro
15:55para o consumidor
15:56e como você traz,
15:58então,
15:58o consumidor não está comprando.
16:00Malemar o leite
16:01para colocar com o café,
16:02que dirá isso,
16:03iogurte,
16:04outros tipos de queijos
16:06mais elaborados,
16:08enfim.
16:11Onde que vocês entendem,
16:13enquanto abra leite,
16:14enquanto o lado
16:15que olha mais
16:16para o produtor rural,
16:17que o varejo
16:18está pesando a mão
16:19na cobrança
16:20desses produtos também?
16:21Eu acho que é importante
16:22a gente lembrar
16:23que a formação de preços
16:25é feita
16:25exatamente por conta
16:27de toda essa cadeia longa.
16:29Mas se o produtor
16:30está ganhando pouco
16:30e o consumidor
16:31não está ganhando,
16:33não está tendo compra
16:34o suficiente,
16:36o que está desajustado?
16:39Porque o que se compra,
16:39pelo menos,
16:40deveria estar pagando bem
16:41o produtor,
16:42já que ele está caro
16:43no mercado.
16:43Então, assim,
16:44qual que é esse desarranjo?
16:46Eu queria entender um pouco
16:46quanto que vocês
16:47conversam, dialogam
16:49ou não dialogam
16:50com o varejo.
16:52Essa ponta que está
16:53no...
16:54que é a última ponta
16:55antes de chegar
16:56na casa do consumidor, né?
16:57Existe, obviamente,
17:00toda uma negociação,
17:02mas aí muito mais
17:03da indústria
17:04com o varejista.
17:06O que a gente
17:07sempre conversa
17:08com as indústrias
17:08e o que a gente
17:09sempre ouve, assim,
17:10é bem complicado,
17:12os varejistas
17:13são extremamente
17:15organizados
17:16e muito estratégicos, né?
17:21De localização
17:22do produto,
17:23de preço de produto.
17:25Então, óbvio,
17:26cada um defende
17:27o seu elo
17:28na cadeia, né?
17:29E o varejista
17:30tem feito isso
17:32entre aspas
17:33muito bem
17:34com uma visão
17:35bastante individualista
17:38daquele elo.
17:39Isso é o que a gente
17:40acompanha
17:40e o que a indústria
17:41sempre passa
17:42para nós.
17:44Esse é um ponto, né?
17:46Agora,
17:47eu acho que
17:47a questão aqui
17:49maior
17:50está relacionada
17:52ao consumo.
17:54As famílias
17:56precisam ter condição
17:57de ter o consumo,
17:59que aí não é só
18:00sobre a questão
18:01comercial,
18:02mas tem uma questão
18:03de saúde também.
18:05Saúde nacional.
18:06O uso do leite
18:07vai prevenir
18:08uma série de doenças,
18:09a importância dele
18:11na alimentação,
18:12principalmente
18:12para a criança.
18:14Então,
18:15tem toda uma questão
18:16também
18:17que deveria ser
18:18abordada
18:18pelo governo.
18:20Eu acho que até
18:21no Ministério da Saúde
18:22mesmo
18:22de garantir
18:24que a população
18:26tem acesso ao leite,
18:28que é um alimento
18:28primordial.
18:29e aí
18:30o
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