Pular para o playerIr para o conteúdo principal
Em entrevista à CNBC Internacional, o presidente do Fed de Nova York (EUA), John Williams, falou sobre emprego, inflação e o impacto da inteligência artificial na economia americana. Rodrigo Loureiro comentou as projeções de crescimento, taxa neutra de juros e os próximos passos do Fed.

🚨Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber todo o nosso conteúdo!

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC nas redes sociais: @otimesbrasil

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:

🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: https://timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

#CNBCNoBrasil
#JornalismoDeNegócios
#TimesBrasilCNBC

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00O presidente do FED de Nova Iorque, John Williams, está falando agora, Rodrigo, sobre o panorama
00:08de emprego nos Estados Unidos, e como a gente sabe, é um fator-chave para definir o que
00:13vai acontecer com os juros no país.
00:15Vamos ver um pouquinho do que ele tem a dizer.
00:23Ele disse que esses relatórios de emprego são muito consistentes com o que eles têm
00:27percebido, tem uma deterioração aguda, na opinião dele.
00:33O John Williams tem defendido que os juros estão mais próximos de um patamar neutro, apesar
00:39da gente estar vendo os juros bem acima dos 2%.
00:42Ele está dizendo que agora os dados finalmente começaram a chegar, vão ter muitos mais dados
00:48até a próxima reunião do FONC para decidir os juros.
00:51E ele disse que os dados são muito consistentes com os dados que eles têm percebido já nos
01:00últimos meses e que balizaram a decisão de corte na última reunião.
01:10E ele está dizendo que ele gostaria de ver dados com inflação menor nesses próximos
01:15relatórios, Rodrigo.
01:16Interessante que ele falou da distorção dos dados do CPI também, o dado do CPI que
01:22veio de 2,7% contra uma expectativa de 3,1%.
01:26Surpreendeu muita gente, mas esse dado pode estar distorcido por conta do shutdown.
01:32Ele falou o seguinte, que ele usa muito a expressão bem posicionado e os mercados estão
01:38lendo isso como algo para dizer que pode ter uma pausa no corte agora em janeiro.
01:44E ele está dizendo que ele está procurando todos os sinais, está esperando mais dados
01:50sobre emprego, sobre preços.
01:52Ele disse que não é uma pausa.
01:54Os dados estão dizendo para a gente que o que a gente está vendo é um movimento gradual
02:00para a inflação ir de volta para 2%.
02:03Eu não tenho pessoalmente um senso de urgência para agir mais sobre a política monetária,
02:12porque os cortes que a gente fez já nos deixaram em uma boa posição.
02:15Acho que um objetivo aqui é estabilizar o mercado de trabalho.
02:20Eu não quero ver o mercado de trabalho esfriar muito.
02:24Eu quero ver a inflação indo de volta para 2% sem ameaçar tanto o mercado de trabalho.
02:30É um equilíbrio que tem que ser feito e acho que a gente está em um bom lugar.
02:40Ele está dizendo que o Williams é um especialista internacional nessa coisa de determinar qual é a taxa neutra.
02:48A taxa neutra, não é, Rodrigo? A gente sabe que é aquela taxa que não prejudica nenhum dos dois lados,
02:54nem a inflação, nem o emprego.
02:59Ele falou que espera que a inflação volte aos 2%, lembrando que estamos com uma inflação ali próxima dos 3%.
03:08Ele diz que tem um debate sobre o que seria essa taxa neutra, Rodrigo,
03:18e o Willian acha que eles estão se movendo agora devagar para essa taxa neutra.
03:23A taxa neutra que é um grande desafio dos bancos centrais do mundo determinarem.
03:27Exatamente, mexe diretamente com a taxa de juros.
03:30Se o governo americano, a Casa Branca, deseja ver uma taxa de juros menor,
03:35há essa preocupação em relação à inflação.
03:37Fica um pouco mais difícil atingir essa taxa neutra se os juros americanos diminuírem.
03:44Ele acha que a gente está ainda um pouquinho acima do que seria a taxa neutra,
03:47ou seja, em outras palavras, tem espaço para cair os juros.
03:52O John Williams, nas últimas entrevistas que ele deu, ele tem se mantido bem em cima do muro, viu?
03:56Ele tem falado que tem espaço para uma queda de juros, mas não sabe se ela vem em janeiro,
04:01se vem em março, na próxima ou depois da reunião do Fed de janeiro.
04:06Ele acha que essa taxa atual não é restritiva demais, Rodrigo, ele está falando isso agora.
04:17Porque essa é uma tecla que o Trump sempre bate, que essa taxa aí impede o crescimento da economia.
04:23Ele acha que não é tão restritiva assim.
04:24Ele está falando sobre o que deve acontecer no ano que vem, né?
04:32Ele diz que prevê crescimento do PIB a partir de 1,5% nesse ano.
04:41Ele está falando que tem muito investimento em inteligência artificial, tem condições fortes,
04:47especialmente no mercado de capitais, e a política fiscal vai ajudar a ter um crescimento melhor em 2026.
04:58Um olhado bastante otimista até do John Williams, falando inclusive sobre inteligência artificial, né?
05:04Acredita que esse boom da inteligência artificial realmente vai carregar parte dos ganhos da economia americana em 2026.
05:17E isso deve ser para algo, e isso deve ser para produtividade,
05:21então, isso permitiu o FED...
05:22Está falando agora de produtividade, Rodrigo, como é que ele está vendo
05:25a política monetária em relação à produtividade?
05:37Ele tem a impressão de que a produtividade pode aumentar a ponto de manter a inflação crescendo mais,
05:42sem gerar inflação.
05:43Ele está lembrando aí dos anos 90, né?
05:51Em que houve um salto aí.
05:57E ele falou que, por exemplo, quando você diminui custo para empresas, isso é um fator deflacionário.
06:04Ele está falando também que é sempre bom perceber como que é o nível de produtividade,
06:12afeta a oferta de produtos, né?
06:15Porque a gente sabe que a oferta e demanda é sempre aquela batalha eterna aí para determinar
06:19se algo é inflacionário ou deflacionário.
06:22E ele está dizendo o seguinte, que uma das formas como eu espero que a inflação caia
06:27no ano que vem e no ano seguinte, além do fato de que o efeito das tarifas vai diminuir,
06:35eu acho que é a produtividade.
06:36O crescimento da produtividade com certeza vai ajudar nisso.
06:39Tem uma grande expectativa, né, Rodrigo, de que a IA vai aumentar a produtividade
06:43e permitir crescimento sem inflação, né?
06:46Ele disse que, inclusive, espera que isso aconteça no longo prazo, que não vai ser um
06:51único impulso, né?
06:53E quando você tem esse efeito de longo prazo, de aumento de produtividade, a inflação
06:58se manteria no controle.
07:00Claro que são apenas previsões do John Williams, tudo depende de como que as empresas vão
07:06investir em inteligência artificial.
07:13Ele disse que a gente pode esperar um crescimento de produtividade, mas isso não é um dado
07:19que a gente pode tomar, dar de barato, assim, né?
07:22Tem que ter trabalho para isso.
07:24A gente espera que tenha crescimento da economia, mas com a inflação voltando para 2%,
07:31está perguntando se ele não está sendo otimista apenas porque a gente está perto do Natal.
07:37Ele disse que não, que 2025 foi um ano de muitas incertezas, a economia está atravessando
07:44esse período, mas que a gente está esperando aí um período melhor.
07:53Está perguntando aí se tem uma preocupação dele com perda de empregos, né?
08:00Ele falou que sim, tudo tem a ver com oferta e demanda, né?
08:06Ele falou que vai haver uma consequência aí para oferta de emprego.
08:16A gente está vendo nas áreas, por exemplo, aí de inteligência artificial, uma demanda
08:20muito forte por empregos, mas pode ter um efeito negativo para aqueles cujos empregos
08:26podem ser substituídos pela inteligência artificial.
08:30Algo que a gente vem ouvindo de vários economistas aí, né, Rodrigo?
08:34É a visão de que a tecnologia, ela força mudanças no mercado de trabalho, né?
08:40Então, as pessoas precisam se adaptar a novas funções, a novos empregos.
08:47É uma defesa do John Williams, né?
08:49Falando que a tecnologia funcionou dessa forma, a gente já viu isso no passado e vai acontecer
08:54novamente.
08:55Ele disse que não vê risco sistêmico da IA para o sistema financeiro.
09:07Ele falou que a gente estuda muito como os investimentos em IA estão sendo feitos, né?
09:12Como está sendo feito esse financiamento aí.
09:16A gente vai ter alguns investimentos que se pagam, outros investimentos que não se pagam.
09:20E isso faz parte de ter uma economia com liberdade para empreender, né?
09:33Mas ele está dizendo que, apesar disso, né, do fato de que vai ter empresa que vai se dar bem e não,
09:38a gente está num momento geracional aí com a inteligência artificial,
09:41que é um momento importante para a economia.
09:43A economia americana está se apoiando bastante em inteligência artificial,
09:50várias big techs americanas investindo bilhões e bilhões de dólares.
09:54E é uma aposta, uma aposta forte de que esse crescimento vai ser um crescimento de longo prazo,
10:00ainda que tenha investidores mais conservadores.
10:04Está perguntando sobre bolha agora, Rodrigo.
10:06Se a gente está perto de uma bolha, citou o Alan Greenspan aí,
10:09ex-presidente do FED, que disse que é sempre difícil detectar uma bolha antes dela explodir.
10:17A gente nunca sabe como que o mercado está precificando as coisas,
10:24se está muito baixo ou muito alto.
10:26A gente não sabe o que o futuro guarda.
10:29Apesar de todas as pesquisas e análises que a gente faz,
10:32a gente não consegue prever isso.
10:34E apesar dos nossos esforços para melhorar a inflação e o emprego tiver algo no futuro,
10:49imprevisto que o mercado traga,
10:52a gente nem sempre consegue prever.
10:54A gente não consegue antecipar esses movimentos muitas vezes.
10:57Mas falando, a gente tem que sempre olhar na economia que está acontecendo nesse momento
11:03diante dos nossos olhos e fazer o melhor que a gente pode para impulsionar essa economia.
11:08Claro que o Federal Reserve tem que trabalhar com projeções futuras,
11:12tem que olhar o mercado futuro,
11:13mas ele também tem que olhar os dados atuais.
11:16Não dá para ficar só com uma bola de cristal pensando no que vai acontecer.
11:20A gente está falando agora sobre o QE,
11:35que é um movimento sobre o balanço de pagamentos.
11:40É uma expressão inglesa que aparentemente não é algo que indica algo muito bom, Rodrigo.
11:45Ele está negando que isso esteja acontecendo.
11:50Ele está dando detalhes mais técnicos sobre a atuação do Banco Central
11:54para ajudar a fortalecer o sistema bancário americano.
11:57Um aspecto um pouco mais técnico, Rodrigo.
12:01Em geral, uma entrevista bastante otimista do John Williams,
12:06que é diretor do FED de Nova York,
12:09falou muito sobre inteligência artificial,
12:11acredita que vai ter um impacto importante no crescimento da economia americana,
12:15mas que vai aguardar esse crescimento,
12:19vai aguardar esses dados para tomar decisões mais drásticas
12:23em relação à taxa de juros, em relação ao controle de inflação.
12:27Diz que a inflação está próxima ali de um nível neutro,
12:30acredita que vai chegar nesse nível neutro,
12:33acredita que o crescimento da economia americana
12:35vai ficar pelo menos em 1,5%.
12:37Então, bastante otimista o John Williams.
12:41Então, vamos ver como vai ficar para 2026, de fato,
12:44se essas projeções do FED Boy e John Williams
12:47vão se concretizar,
12:49lembrando que teremos mudanças importantes no FED,
12:52já que Jaron Powell, o chairman do FED,
12:55e quem responde por todas as decisões do FED,
12:59vai deixar o cargo em maio,
13:01e aí tem uma disputa ocorrendo para ver quem vai substituí-lo.
13:05Se vai ser Kevin Hassett, Kevin Walsh,
13:08Christopher Waller ou outro nome.
13:10Bom, acho que a gente pode voltar aqui agora para São Paulo, Rodrigo.
13:15Mais uma entrevista bem interessante aí,
13:16de alguém que preside um braço do FED.
13:19Sempre a gente percebe que tem uma consistência aí nessas entrevistas,
13:23dizendo o seguinte, a gente quer ver mais dados,
13:25porque até agora eles ficaram aí com uma escassez de dados terrível
13:28por causa do shutdown.
13:29Nesse momento, eles começam a ter esses dados de volta
13:32e esses dados mostram que tem preocupação
13:35com o mercado de trabalho nos Estados Unidos
13:36e que a inflação está demorando um pouquinho
13:38para voltar para aquela casa dos 2%,
13:40que é a meta de lá, né, Rodrigo?
13:42Exatamente.
13:43E sobre esse shutdown,
13:45ele veio à tona de novo por conta dos dados do CPI,
13:49os dados que medem a inflação nos Estados Unidos.
13:52O último dado do CPI, o dado de novembro,
13:54ele veio em 2,7%
13:56e a expectativa é de que ele viesse muito mais alto,
14:00de que viesse na casa de 3,1%.
14:02Quando veio o 2,7%, todo mundo estranhou,
14:06porque, olha, quer dizer que a inflação americana está controlada,
14:09a gente está próximo dos 2%,
14:11está se aproximando dos 2%,
14:13não está mais tão acima dos 3%.
14:16Que história é essa?
14:18Muitos bancos, muitos investidores começaram a questionar esses dados.
14:21Será que esses dados não foram afetados pelo shutdown?
14:24Agora a gente tem o John Williams,
14:26o diretor do Fed de Nova York,
14:29falando que os dados podem ter sido um pouco distorcidos pelo shutdown,
14:33pela paralisação do governo americano.
14:35Os dados de dezembro podem dar uma pista maior
14:38de como que está o controle de inflação nos Estados Unidos.
14:42Acredito que a gente vai ver um número muito mais próximo dos 3%
14:45do que a gente viu em novembro,
14:47quando ele ficou em 2,7% no CPI.
14:50Então, vamos lá.
Seja a primeira pessoa a comentar
Adicionar seu comentário

Recomendado