00:00É um ponto muito polêmico, né? Os comandantes militares não gostam de GLO, que é expor soldados não treinados para aquele tipo de operação
00:09e armam uma confusão grande nas forças armadas. E há ideias de usar uma força nacional, em vez da força nacional, que se crie um conjunto de polícias nacionais.
00:22Imagina, imagina. Olha só, quem tem que combater o narcotráfico no Rio de Janeiro, quem tem que combater o narcotráfico são as polícias do Rio de Janeiro,
00:34apoiadas pelo governo federal no que for necessário. Existem N ações militares que podem não ser necessárias, que são necessárias e que não podem ser as de entrar.
00:43São as ações de apoio, ações logísticas, ou de cerco, ou de cerco, ou de inteligência, ou de tudo que for necessário.
00:53O que não pode é achar que não tem que fazer. A guerra urbana é uma especialidade do Exército. Se nós estamos numa guerra urbana, como que o Exército não está preparado para uma guerra urbana?
01:03Você acha que é esse ponto mesmo? Uma guerra urbana?
01:06Não é a tua dúvida. Nós estamos numa guerra urbana, pelo amor de Deus.
01:09Estilo de guerrilha, né?
01:10É, é uma guerra assimétrica, né? É uma guerra híbrida e assimétrica. Para quem não sabe o que quer dizer isso, é que você tem grupos pequenos contra grandes estruturas.
01:24Só que grupos pequenos bem organizados, fazendo estrago na base da grande estrutura. Isso é uma guerra assimétrica, de tamanhos diferentes de estrutura de combate.
01:33E a guerra híbrida é aquela que não é apenas batida de frente. É a narrativa da comunicação, é uma guerra híbrida. Por exemplo, o uso da comunicação com narrativas, para desacreditar uma operação, é uma guerra híbrida.
01:47Então, é preciso compreender...
01:49Pois é, está tendo a operação nessa guerra híbrida.
01:52É, é muito sério, Zé.
01:54É muito sério.
01:56O governador do Rio tem agora uma operação, eu acho que um desafio, é de tirar todos os entrados, né?
02:03As barricadas.
02:03As barricadas, e são mais de 400 barricadas.
02:07E abrir o... é impressionante isso, mas...
02:11Zé, eu vou te fazer uma pergunta.
02:13Vamos falar de golpe de Estado?
02:15Vamos, então vamos lá.
02:18O que que tu achas de um deputado votado pelo tráfico, que ocupe a alérgia no Rio de Janeiro, um cargo da alérgia?
02:26Há pouco, TH Joias, vem do tráfico.
02:30O que que tu achas do tráfico eleger um deputado estadual, colocar na Assembleia Legislativa,
02:36dentro da democracia, dentro do Estado Democrático, vindo do Estado Paralelo...
02:45Que é o Estado Paralelo.
02:47O Estado Paralelo vem para dentro do Estado Democrático, recebe poder e recursos que ele vai investir no Estado Paralelo
02:55para tomar mais espaço do Estado Democrático.
02:59Eu fui claro.
03:00Olha só.
03:01O Estado Paralelo elege democraticamente no nosso sistema um deputado estadual,
03:06que vai para a alérgia...
03:08Porque ele é protegido pela...
03:10Olha só.
03:10Mas foi eleito.
03:11Os outros deputados não entram, né?
03:13Foi eleito.
03:14Foi eleito, brother.
03:15Eleito.
03:16O nosso sistema eleitoral, ele foi eleito.
03:18E aí ele vai pegar os meios do Estado Democrático para investir no poder do Estado Paralelo.
03:24E proteger o governo.
03:25O que que vai acontecer?
03:27Estado Paralelo vai crescendo.
03:28Isso não é um golpe de Estado?
03:30Sim.
03:31Isso é um golpe de Estado, cara.
03:32Está acontecendo todos os dias no nosso país.
03:34É uma ocupação.
03:35Estão ocupando o Estado Democrático.
03:38Aí tem outros chegando aí.
03:39Estão outros chegando.
03:40Quantos foram eleitos por votos que foram basicamente de dentro de facções e comunidades?
03:48A informação que eu tenho é de 12.
03:50Pois é.
03:50Dos 513 deputados, 12.
03:52Imagina, é federal, né?
03:54Federal.
03:54E os estaduais, cara.
03:55E os vereadores.
03:56Então, o Estado Democrático de Direito, ele está dilacerado por dentro.
04:04Mas não por causa de posições políticas de direita ou de esquerda.
04:08Ele está sendo consumido pelo narco Estado, que é paralelo.
04:14Isso é um golpe de Estado.
04:16Que as pessoas não querem ouvir.
04:17Preferem discutir se o Bolsonaro falou besteira ou não.
04:23A realidade é, nós precisamos reorganizar as leis.
04:28Ajustar e adequar as leis para a civilização de 2025.
04:32Leis de 40 a 60 anos.
04:35Que não funcionam mais.
04:36Essas leis estão cheias de brechas que o inimigo, aspas, que o Estado paralelo, usa para manter os criminosos soltos.
04:47Deputado, me diga uma coisa.
04:48O senhor acha que o governo tinha possibilidade de combater?
04:54Quer dizer, o governador do Rio errou em deixar chegar a esse ponto?
04:57Só errou de não ter feito antes.
05:00Pois é, mas...
05:01Olha só, o único erro é não ter feito antes, mas o espaço político e preparatório demorou para acontecer.
05:09Nós vimos numa DPF 635.
05:10E recebeu o apoio da população.
05:11Olha só, nós vimos numa DPF 635, o que foi anos.
05:16As facções se fortaleceram.
05:21Ocuparam posições.
05:23Fizeram mais barricadas.
05:25Ocuparam posições preparadas para se defender das incursões da polícia e de outras facções.
05:31Nós estamos falando de território ocupado.
05:35Sem soberania.
05:36Sem nenhuma soberania.
05:38Zero.
05:39Então, a decisão de ir já foi tarde.
05:42Mas talvez não havia era o espaço político e o apoio necessário para agir.
05:49É muito legal você andar no Rio e ver um carro da polícia passar e as pessoas aplaudirem.
05:55Tá bom?
05:56Você vê um policial...
05:58Sempre eu pergunto nas minhas palestras.
06:00Eu pergunto quantas vezes você desceu ou foi até um policial para agradecer o serviço dele.
06:06Quantas vezes você foi lá e diz muito obrigado pelo seu serviço, guerreiro.
06:10Por estar aí expondo o seu próprio corpo para nos defender.
06:14Numa cidade dominada pelo narcotráfico.
06:17É isso mesmo.
06:18Então, como você vai esperar que essas pessoas se sintam parte da sociedade?
06:28Eles se sentem à parte da sociedade.
06:32E não se sentem apoiados.
06:35É nossa missão apoiar as polícias militares, polícia civil, polícia federal.
06:40É nossa missão apoiar o sistema policial brasileiro.
06:44É nossa missão apoiar o governador Cláudio Castro, que tomou decisões duríssimas, com risco pessoal.
06:51Cláudio Castro nunca mais anda no Rio de Janeiro, nem ele, nem ninguém, sozinho.
06:54Quem tomaria essa decisão?
07:00Olha só.
07:01Volto a colocar para você.
07:03Ou nós retomamos os territórios, como nação, com os três governos trabalhando juntos.
07:09Nós nunca mais podemos ter prefeituras dizendo que não tem nada a ver com segurança pública.
07:16A cidade é da prefeitura.
07:19Ou seja, todos estão sob o comando do governo municipal.
07:24O Estado, o governo estadual, ele é quase etéreo nesse jogo.
07:29Ele não tem cidade.
07:30Ele tem um Estado que engloba as cidades.
07:33Como o governo municipal, os governos municipais no Rio, de 92 municípios,
07:39podem dizer que não tem nada a ver com segurança pública?
07:42Se a Constituição diz que é dever de todos...
07:48O direito, né?
07:49É, o dever de todos.
07:51O direito do cidadão e do cidadão.
07:53E a responsabilidade é do Estado.
07:55Mas não é Estado da federação.
07:57É o Estado brasileiro.
07:59É o Estado brasileiro.
08:00De forma lato.
08:02Então, é preciso entender que a decisão foi fundamental, necessária e atrasada.
08:08Mas, com certeza, dentro de um tempo necessário para ter o respaldo político para tomar aquela decisão.
08:14Então, é preciso entender que a decisão foi fundamental, necessária e atrasada.
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