00:00Mas você sentiu falta desse dispositivo, que talvez tenha sido o mais debatido, né, Mota?
00:06Muitas pessoas defendendo, não, é fundamental equiparar as facções a grupos terroristas,
00:11como se isso fosse alterar o andamento do Brasil.
00:15Mas, enfim, entenderam nesse momento que não seria o mais adequado para garantir a estabilidade institucional.
00:23Como eu já disse aqui uma vez, né, Caniato?
00:25Me digam qual é a palavra que a gente deve usar para que as facções sejam encaradas de forma séria.
00:33Não é terrorista? Então, o que é mafioso, como sugere o Dávila,
00:38ou pessoas mais, indivíduos em situação de risco social,
00:44como eu escutei uma vez de um comandante da Brigada Militar do Rio Grande do Sul.
00:48Ele falou, Roberto, aqui a gente não usa mais o termo bandido.
00:52Aqui a gente diz indivíduo em situação de risco social.
00:57Qual é a palavrinha mágica, gente?
01:00Que discussão maluca é essa que a gente está tendo?
01:03Agora, dito isso, eu acho que talvez de uma forma inadivertida, Caniato,
01:10nós vimos aí um bom exemplo de guerra política,
01:14de utilização por parte da direita,
01:17de uma tática que a esquerda sempre usa.
01:22Cria uma situação que é um problema para o outro lado,
01:27mas que para você não representa nada.
01:29Que para você, você pode abrir mão daquilo ali sem problema nenhum.
01:34E aí isso cria uma confusão danada,
01:37depois você dá uma recuada naquele ponto,
01:40sem afetar em nada a essência do seu projeto.
01:45E dá para o outro lado a sensação de que eles conquistaram alguma coisa,
01:49quando na verdade eles não só não conquistaram nada,
01:54como mostraram a verdadeira natureza dos seus sentimentos.
01:59E aí
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