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Pesquisa recente aponta que 35% dos indivíduos envolvidos com o tráfico de drogas no Brasil não completaram o ensino fundamental. O levantamento revela a forte correlação entre a crise na educação pública e a criminalidade.

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Transcrição
00:00A gente segue agora falando de uma pesquisa, Raio X da Vida Real, feita pelo Instituto Data Favela,
00:07que revelou, gente, apenas duas em cada dez pessoas envolvidas com o tráfico de drogas concluíram o ensino fundamental.
00:15Isso revela pra gente, por exemplo, realmente uma falta de estrutura da educação pública.
00:21Essas pessoas acabam deixando a escola por conta do crime.
00:26A Júlia Firmino vai trazer mais detalhes desse levantamento. Oi, Júlia, boa tarde e bem-vinda.
00:34Boa tarde, Márcia. Pra quem nos acompanha aqui em tempo real, pra mais da metade das pessoas que responderam a pesquisa
00:42estão aí envolvidas no tráfico de drogas, na criminalidade.
00:46A frequência nos estudos terminou antes mesmo do ensino médio.
00:50A gente tem até uma arte que ilustra um pouco melhor esse cenário. Vamos dar uma olhada?
00:54O estudo revelou, então, que sete por cento das pessoas envolvidas com o tráfico de drogas não tem instrução.
01:01Trinta e cinco por cento não chegaram a concluir o ensino fundamental.
01:05Treze por cento tem já o ensino fundamental completo.
01:09Dezesseis declaram não ter finalizado o ensino médio.
01:13Agora, vinte e dois por cento conseguiram concluir essa etapa aí do ensino, o ensino médio regular.
01:20E só um por cento chegaram a concluir o ensino superior.
01:25Essa pesquisa feita pelo Instituto Data Folha, aliás, Data Favela, como você bem disse, Márcia,
01:31mostra que aqui em São Paulo, cinquenta e três por cento dos entrevistados disseram que se tivessem a possibilidade de sair da criminalidade,
01:40optariam, então, por essa outra via.
01:43Vinte e cinco por cento largariam a atividade ilícita pra abrir o próprio negócio.
01:48Mas só quatorze por cento disseram que largariam a criminalidade pra uma vaga CLT.
01:55Aquela vaga com carteira assinada, né, empresas que contratam aí com uma certa regularidade, né, já com a carteira assinada.
02:02Um emprego fixo.
02:03Nós também temos uma outra arte que mostra que junto das atividades ilícitas, essas pessoas fazem outras atividades.
02:10Vamos dar uma olhada também nessa arte?
02:12A arte mostra, então, que trinta e seis por cento fazem trabalhos ilícitos.
02:17Quarenta e dois por cento fazem bicos.
02:19Então, outras atividades, né, aqueles freelancers, atividades que não têm essa carteira assinada, como eu tava comentando antes.
02:25E vinte e quatro por cento tem o seu próprio negócio.
02:29Data Favela também mostra que aqui em São Paulo, cinquenta e quatro por cento dos entrevistados
02:35dissem que entraram pro crime por conta da falta de dinheiro.
02:39Não conseguiam se manter, né?
02:41Os números também revelam que a maioria das pessoas que responderam estão envolvidas nessa criminalidade de tráfico de drogas
02:49são homens, jovens e que se autodeclaram negros.
02:55Nessa pesquisa participaram mais de três mil entrevistados que estavam envolvidos no tráfico de drogas
03:01de vinte e três favelas, aliás, vinte e três estados, né, nas favelas desses vinte e três estados do país.
03:09Márcia.
03:11Muito obrigada, Júlia Firmino, pelas informações.
03:15Por isso fica claro também que nosso país precisa investir em políticas ali de educação
03:19nessas regiões mais vulneráveis, né?
03:22Políticas de cultura, educação, sentiram também as pessoas do mundo do crime.

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