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Um estudo revela que 26% da população brasileira vive sob o controle de facções criminosas. O número coloca o Brasil com o maior índice da América Latina. O dado alarmante aponta um grave cenário de falha de segurança pública e de enfraquecimento da autoridade do Estado em diversas regiões do país.

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Transcrição
00:00O comerciante Alexandre Roger Lopes, de 23 anos, foi morto a tiros no município de Itapajé, interior do Ceará,
00:10após pagar a uma facção criminosa um valor abaixo da taxa exigida por eles para manter os negócios funcionando.
00:18Alexandre tinha um espetinho na garagem de casa e estava trabalhando quando o criminoso chegou ao local
00:23por volta das 10 horas da noite e o executou.
00:27Segundo a investigação policial, o vendedor de churrasquinho era obrigado por integrantes do Comando Vermelho
00:34a realizar um pagamento mensal de mil reais a facção.
00:39No entanto, o comerciante não teria conseguido realizar o pagamento da quantia e enviou apenas 400 reais para os criminosos,
00:47portanto, 40% daquele valor combinado.
00:51Um homem de 19 anos, identificado como Lucas Matheus dos Santos, foi preso na última sexta-feira pelo crime.
00:59Segundo o estudo Governança Criminal na América Latina, o Brasil é, com folga, o país da região com o maior percentual da população
01:08vivendo sob o domínio de grupos criminosos.
01:11Os dados mostram que cerca de 26% da população precisa se submeter às regras impostas pelas facções criminosas.
01:22Vou chamar os nossos comentaristas.
01:24Começar essa com o Luiz Felipe Dávila.
01:26A gente traz aqui um caso emblemático, mas que certamente acontece em muitas localidades do país.
01:3426% da população vive sob regras das facções criminosas e muitos comerciantes são achacados por esses bandidos,
01:44têm que pagar uma mensalidade, têm que dividir o faturamento com esses criminosos.
01:49Essa é a realidade do Brasil, Dávila.
01:52É a realidade do Brasil, tem que pagar, tem que criar portão, tem que pagar para você entrar no portão onde está a sua casa.
01:59Quando entra um carro da polícia na rua errada, alguém lá do crime dá um oizinho para a polícia,
02:06só cai fora daqui, senão você vai morrer e o carro dá ré.
02:09Esse é o Brasil.
02:10Esse é o Brasil que nós vivemos.
02:12O Brasil onde o crime organizado avança cada vez mais,
02:18aterroriza 26% da população que está sob a sua lei, não a lei do Brasil.
02:24É uma organização que cada vez mais atua nas atividades lícitas da economia,
02:31como combustível, como a questão, nós sabemos muito bem, da exploração de jogos,
02:39bets, fintechs, setor imobiliário, transporte, coleta de lixo e tantas outras atividades.
02:48É o Brasil a caminho de se tornar um narco-estado.
02:53O narco-estado é o retrato de um Estado que se acovarda de enfrentar de cara o crime organizado
03:03para reduzir o seu poder e fazer valer a lei no país.
03:08Infelizmente, no Brasil, o crime organizado controla parte da população,
03:13parte do território brasileiro e parte cada vez mais de atividades lícitas.
03:21Isto mostra que o governo continua de braços cruzados,
03:25sem fazer absolutamente nada para desmantelar o crime organizado.
03:32É só espuma.
03:34A atuação de verdade inexiste.
03:37O Brasil está correndo um sério risco de se tornar um narco-estado,
03:45principalmente por um partido que hoje governa o país
03:49e acredita que crime não é a coisa mais séria.
03:54Na verdade, o criminoso é uma vítima da sociedade.
03:58Com este vitimismo, jamais combateremos o crime organizado,
04:04que a cada dia ganha mais território, população, influência
04:11para destinar recursos e pessoas e moldar, inclusive, políticas públicas que os beneficiam.
04:21É o retrato da vergonha da impotência do Estado contra o crime organizado.
04:28Pois é, um levantamento muito importante.
04:30Esse estudo aponta que pelo menos 50 milhões de pessoas, 50 milhões de brasileiros
04:35são reféns do crime organizado.
04:38Você, Cristiano Beraldo, é o poder paralelo que controla boa parte do território nacional, né?
04:46Não, e eu admiro esse otimismo do Dávila e dizer que o Brasil pode estar no caminho
04:52de se tornar um narco-estado, quando, na verdade, eu já sou mais pessimista.
04:58Eu vejo o crime organizado tomando conta não só dessas ruas, desses bairros,
05:05desses ambientes, do solo brasileiro, mas do próprio governo brasileiro,
05:10da estrutura governamental brasileira.
05:13Se nós verificarmos o que acontece no Brasil absolutamente todos os dias,
05:19a gente vai ter que fazer uma avaliação e se perguntar como é que pode mais de 50% do cigarro vendido no país
05:30ser contrabandeado.
05:33E ele é contrabandeado do Paraguai.
05:37O Brasil está aí todo nervosinho com o Donald Trump,
05:42mas ele não fica nervosinho com o Paraguai,
05:46que tem essas fábricas conhecidas de cigarros que são contrabandeados para o Brasil,
05:53levando a um prejuízo anual, do ponto de vista de arrecadação,
05:57de tributos em cima de cigarro,
06:00de mais de 20 bilhões de reais.
06:03Para isso, o governo brasileiro não fica nervosinho, não.
06:06Como é que esse cigarro entra no Brasil?
06:10Como é que esse cigarro, depois de entrar pelas fronteiras brasileiras,
06:15é distribuído pelo Brasil inteiro?
06:19Cocaína.
06:20O Brasil não produz cocaína,
06:23mas a cocaína entra da Colômbia e da Bolívia,
06:26sobretudo, atravessa o território brasileiro
06:30para chegar aos nossos portos e aeroportos para ser exportado.
06:34Somos um grande exportador de cocaína.
06:38Como é que isso é possível?
06:41Cadê a autoridade brasileira?
06:44Cadê as forças de segurança,
06:47não apenas valorizadas,
06:50mas bem equipadas, bem treinadas e estimuladas
06:54a pôr por terra
06:56essa operação gigantesca
07:01do crime organizado?
07:03A polícia só está
07:05na situação que está
07:06porque tem interesse
07:08desses peixes graúdos
07:10da política brasileira
07:11em ficar com esse papo de vitimismo.
07:14Ai, olha só
07:15quantos marginais a polícia matou.
07:18Ai, esta polícia assassina.
07:21Ah, não podemos ter polícia.
07:23Queremos policiais sem armas.
07:25Ficou aí filosofando
07:26sobre o papel da polícia
07:29quando esses bandidos
07:31de arma na mão
07:33dando tiro a torto e a direito
07:36fazendo de revém toda uma sociedade
07:39mais de 200 milhões de brasileiros
07:42que se sentem acuados.
07:45mas a gente vê
07:47tantas autoridades,
07:49tantas figuras poderosas
07:51da política brasileira
07:53se manifestando
07:54com peninha
07:56de bandido,
07:58com peninha de assassino,
07:59com peninha de traficante,
08:01com peninha de ladrão.
08:03Autoridades que libertam
08:06esses criminosos
08:08dezenas de vezes.
08:11O juiz marido
08:13da Márcia Tiburi,
08:14aquela que diz
08:15que existe uma lógica
08:16no assalto,
08:17pois narrou um sujeito
08:18que foi preso
08:1986 vezes.
08:22Me expliquem
08:23se isso é ou não é
08:24um narco-estado.
08:25Me expliquem
08:26se isso é ou não é
08:26um Estado completamente
08:28dominado pelo crime organizado.
08:30O crime manda no Brasil.
08:32E nós tentamos sobreviver.
08:35No Brasil,
08:35se sobrevive,
08:36todos têm esta percepção
08:39de forma muito clara.
08:41A pessoa que não sai
08:43com o relógio
08:44que ela trabalhou
08:45para comprar na rua
08:46é porque ela tem
08:48o senso de sobrevivência.
08:50A pessoa que não fala
08:51de celular,
08:52o celular que ela pagou,
08:54ela comprou,
08:55ela paga pelo serviço,
08:56mas ela não usa na rua
08:58porque ela tem
08:59este senso de sobrevivência.
09:02Não usa o tênis bonito
09:04que comprou,
09:04foi lá, juntou dinheiro,
09:05comprou.
09:06Não pode usar.
09:07Porque até o tênis roubam.
09:10Então, Caniato,
09:11faça-me o favor.
09:12O Brasil é um narco-estado.
09:14O Brasil é um país
09:15dos criminosos.
09:17O Brasil não é mais
09:18um país da gente bem.
09:20As pessoas de bem
09:21vivem completamente
09:22acuadas,
09:23amedrontadas.
09:24portanto,
09:25nós vamos ter que ter
09:26um ponto de inflexão.
09:29Porque não é mais possível
09:31para onde quer que se olhe
09:34e vê tanto absurdo
09:35como a gente está vendo
09:35hoje no Brasil.
09:37Pois é,
09:37deixa eu passar
09:38para o Roberto Mota
09:40que vai trazer
09:41sua análise,
09:42sua reflexão
09:43sobre esse estudo.
09:45O estudo se chama
09:47Governança Criminal
09:48na América Latina
09:49e aponta
09:50que o Brasil
09:51é com folga
09:52o país da região
09:53com maior percentual
09:54da população
09:55vivendo
09:56sob domínio
09:57dos grupos criminosos.
09:59Você, Mota,
10:00eu sei que você
10:00sempre é muito reticente
10:02em relação aos estudos,
10:03aos levantamentos,
10:04mas o que é preciso
10:05considerar em relação
10:06ao recorte adotado
10:08por esse levantamento?
10:11O levantamento
10:13diz o óbvio.
10:15Aquilo que todo
10:17cidadão brasileiro
10:18que sai de casa
10:20experimenta
10:21na própria pele.
10:24O Brasil já está
10:25muito adiantado
10:26nesse processo
10:27de se tornar
10:28um narco-estado.
10:30Quem duvida de mim,
10:32experimente entrar
10:33em um dos
10:34mil e quinhentos
10:36territórios
10:37controlados
10:38pelos narco-terroristas
10:40aqui no Rio de Janeiro.
10:41Faça esse teste,
10:42é simples,
10:43é fácil achar
10:44o nome das comunidades
10:45na internet.
10:47Pegue o seu carro,
10:49tenta passar por lá
10:50e veja o resultado.
10:53Na semana passada
10:54aqui no Rio de Janeiro,
10:55um criminoso
10:56foi preso
10:57pela
10:58octogésima
10:59sétima vez.
11:02Ou seja,
11:02ele já tinha sido preso
11:0486 vezes antes.
11:07O criminoso
11:08tem apenas
11:0921 anos.
11:11Desde que completou
11:12os 18 anos,
11:13ele já foi preso
11:1413 vezes por roubo,
11:163 por porte
11:17de arma branca
11:18e 2
11:19por assalto.
11:20O juiz
11:22que mandou
11:22soltar o criminoso
11:24pela
11:25última vez,
11:26pela vez mais recente,
11:28escreveu na sentença,
11:29não se pode
11:30presumir
11:31que os acusados
11:33retornarão
11:35a delinquir,
11:37posto que
11:37no Estado
11:39democrático
11:40de direito
11:40não há espaço
11:41para futurologia.
11:43mas nesse caso,
11:46não se tratava
11:47de futurologia,
11:49se tratava
11:50de
11:50passadologia.
11:53Não sei se vocês
11:54entendem,
11:56porque foram
11:5686 crimes,
11:5886.
12:00Aí é lógico,
12:01nosso espectador
12:02está perguntando,
12:03quantos crimes
12:04um criminoso
12:05brasileiro
12:06precisa
12:06cometer
12:08para que ele
12:09seja retirado
12:11de circulação
12:12definitivamente?
12:14E a resposta é,
12:15não existe limite,
12:17pode
12:17cometer
12:18quantos crimes
12:19você quiser,
12:21porque o sistema
12:22de justiça
12:23criminal
12:24do Brasil
12:24é dominado
12:26por uma corrente
12:27de pensamento
12:28que enxerga
12:29o criminoso
12:31como uma vítima.
12:32Quando eu explico isso,
12:33tem muita gente
12:34que diz,
12:34não, não,
12:35Mota,
12:35isso não é verdade,
12:36não é possível
12:37que isso seja
12:38verdade,
12:39é possível sim,
12:40companheiro.
12:41Essa é uma
12:42doutrina
12:43jurídica
12:44conhecida como
12:46criminologia
12:48crítica
12:48e também
12:49como
12:50garantismo
12:51penal.
12:53Essa doutrina
12:54é uma
12:55aplicação
12:56direta
12:57do marxismo
12:58na justiça
12:59criminal.
13:00É isso
13:01que impera
13:02hoje
13:03no Brasil.
13:04O único
13:05crime
13:05que essa
13:06corrente
13:07de pensamento
13:08reconhece
13:08o único
13:09crime
13:09para o qual
13:10eles dizem
13:11tem que haver
13:12punição
13:13duríssima
13:13é um crime
13:15de opinião.
13:17Quero agradecer
13:18ao Hugo Oliveira
13:19disse o seguinte
13:20na mensagem
13:21Pingo sendo
13:21debatido
13:22em grupos
13:23de WhatsApp
13:23na cidade
13:24de Nova Esperança
13:25Paraná.
13:26Vocês são gigantes,
13:27escuto vocês
13:27todos os dias
13:28no ônibus
13:29voltando pra casa.
13:30Obrigado,
13:30viu, Hugo?
13:30Grande abraço
13:31a você.
13:32Faremos um
13:32break comercial
13:33a jato.
13:34Um minuto e vinte
13:35estaremos de volta
13:36com mais informação,
13:37mais debate.
13:37Eu conto contigo.
13:38Fica por aí.
13:39Tchau.
13:40Tchau.
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