00:00O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu mais igualdade racial na instituição.
00:06Os detalhes com Matheus Dias.
00:08O presidente do Banco Central defendeu que, mesmo com políticas públicas,
00:12ainda falta um longo percurso a ser trilhado para alcançar, de fato,
00:17a igualdade de oportunidades entre brancos e negros.
00:21A declaração de Galípolo aconteceu no Fórum Internacional de Equidade Racial Empresarial,
00:26na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp.
00:31No discurso, Galípolo trouxe o cenário para o Banco Central,
00:34quando disse que o BC só teve o primeiro diretor negro em 2023.
00:39Hoje, diretor de fiscalização, Ailton Aquino dos Santos.
00:44Galípolo relembrou como grande parcela do povo escravizado na África veio para o Brasil
00:48e era visto apenas como fator de produção e não como parte da sociedade.
00:53Ele defendeu também que o país tem que explorar e usufruir da diversidade que possui,
00:59que no âmbito empresarial isso pode ser usado como uma espécie de trunfo para o Brasil.
01:04Nas palavras do presidente do Banco Central,
01:06o ponto de partida de cada pessoa não determina necessariamente seu destino,
01:11mas condiciona sua trajetória.
01:13O racismo estrutural e a desigualdade social são grandes obstáculos
01:17ao desenvolvimento econômico do país.
01:20E esse é um caminho que estamos tentando superar.
01:23Mesmo assim, citou ainda iniciativas internas do Banco Central
01:26como critérios direcionados a minorias nos concursos públicos,
01:30o que permitiu que no último concurso do BC, em 2024,
01:3420% das vagas fossem reservadas para pessoas pretas ou pardas.
01:40A Autoridade Monetária também criou o primeiro grupo interdepartamental,
01:45dedicado a discutir políticas de diversidade
01:47e possibilitar a inclusão de minorias no ramo empresarial.
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