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Em entrevista ao JP Ponto Final, o deputado Adilson Barroso (PL-SP) falou sobre diversos temas, como sua trajetória política, defesa ambiental, relação com Bolsonaro, segurança pública e economia. O parlamentar relembrou o início na política, destacou a defesa da fauna e da flora e comentou sobre a criação do Partido Ecológico Nacional (PEN) e sua parceria com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Adilson também reafirmou sua lealdade ao ex-presidente, ressaltando valores de fé e superação que marcaram sua trajetória. Na área da segurança pública, o deputado defendeu investimentos e criticou a falta de prioridade na proteção ao cidadão. Sobre a economia e o agronegócio, alertou para a crise no campo e o endividamento do país, além de criticar a alta carga tributária e reforçar sua defesa do livre mercado.

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00:00Salve, seja bem-vindo. Nós vamos falar aqui de política. Você sabe que a política muda a sua
00:10vida, né? Defina a escola do seu filho, a casa que você mora e projeção de futuro. Nós estamos
00:16falando diretamente dos estúdios da Jovem Pan aqui no Planalto Central do país. Brasília é a capital
00:24de todos nós. E você vai tomar ali pé e conhecimento de como andam aqui as estratégias
00:31políticas e as minúcias do andamento do dia a dia aqui de Brasília. Nós estamos aqui nos estúdios
00:38da Jovem Pan com o deputado Adilson Barroso. Ele é do PL de São Paulo. Deputado, muito obrigado por
00:45estar aqui nos estúdios da Jovem Pan. Eu que agradeço, Zé Maria. Uma honra e um prazer poder estar aqui
00:50com você e com esse público maravilhoso. Pode contar com a gente que estamos prontos
00:55para a hora do dia. Muito bem. Deputado, o senhor foi vereador, deputado estadual, deputado
01:01federal e, no fim, de uma linhagem política conhecida, importante, assim, de sempre, né?
01:08Que existem aqui no Congresso Nacional, linhas familiares que já estão aqui na quarta geração,
01:15né? Qual é a sua história? Por que o senhor decidiu entrar na política?
01:18É isso, Zé Maria. Eu já fui vereador três vezes, fui também na grande cidade chamada
01:29Barrinha, ao lado de Ribeirão Preto.
01:32Isso, interior de São Paulo.
01:33É. Fui duas vezes vice-prefeito, fui deputado estadual por São Paulo e agora estou como deputado
01:41federal. Fui fundador e presidente nacional do Partido Ecológico Nacional.
01:46O PEN, famoso. O PEN, em 2012, né? Que passou a chamar Patriota.
01:51É engraçado, depois falamos do Patriota, o PEN dava uma ideia de ecológico e tal, de
01:57animais, mas não era de esquerda, né?
02:01Não, não era de esquerda. Eu acho que esse tema tem que ser de todos, né? A gente tem
02:06que defender Deus, Pátria, Família, Liberdade e a natureza. Então, eu sempre fui de defender
02:12os animais, defender a fauna, a flora, né? Tanto que...
02:17Isso é um tema meio apropriado pela esquerda mesmo, né?
02:20É, então eles falam que é tudo pra eles, mas de fato não é. Eu acredito que é um
02:25tema de todos. O problema é que a gente... Existe o tal do radicalismo, né? Alguns entendem
02:35desta forma, mas eu sempre defendi a fauna e a flora, tanto que saí do zero e tive a
02:43minha página no Facebook, a Dilso Barroso Ambientalista, minha formação é na área,
02:48tem 8 milhões e 200 mil seguidores. Antes de mexer com política com ela, era 300 mil
02:53curtidas por dia. Eu tenho um vídeo com 110 milhões de visualizações.
02:57Aí o senhor criou o PEN, olha, criar um partido político não é fácil não, viu?
03:02Não.
03:02São necessárias, acho que é 500 mil assinaturas reconhecidas, né?
03:07Naquele tempo era 500 mil assinaturas certificadas em cartório, reconhecidas, certificadas em cartório.
03:13Hoje é a certificação digital, né?
03:16Hoje é 600 mil. Era físico e eu tinha que rodar o Brasil inteiro, ficava 3, 4 meses sem voltar
03:22pra casa. Tinha uma determinação de ajudar essa Pátria com essa ferramenta tão maravilhosa
03:27chamada Partido Político. É de todos, né? Porque fala partido, não é de um só.
03:32Mas houve coisas aí que aconteceram e eu acabei perdendo ele.
03:38E aí o senhor transferiu o nome, né? Aí passou de PEN para Patriota, eu me lembro disso.
03:44A pedido do, no momento, pré-candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro.
03:51Troca o nome de PEN para Patriota que eu vou pra teu partido, porque já puxamos tudo da
03:55sua vida e a gente confia em você e pronto. E eu troquei. Mas na primeira, em 2017,
04:01tive um problema com o Bebiano.
04:04O Bebiano era um assessor próximo do então candidato Jair Bolsonaro e virou ministro
04:10importante do Palácio. Depois houve ali uma divergência, brigou com o ex-presidente
04:15Jair Bolsonaro, com o então presidente, saiu e infelizmente morreu, né?
04:20O Bebiano. Tá, aí o senhor teve uma disputa, o então candidato Bolsonaro não foi para o
04:27Patriota. É, eu tenho, a gente fechou 100%, mas o Bebiano acabou enganando ele por um motivo
04:34que é interno nosso e foi pra, levou ele pro social liberal. Só que depois que o Bolsonaro
04:41brigou com ele, logo no começo do mandato, me chamou lá numa reunião e eu fui lá e
04:47ele falou, Adilson, olha, você foi leal, eu fui enganado e, portanto, eu confio em você,
04:53você é parceiro e eu quero ir pro teu partido, não quero tomar seu partido, não quero nada,
04:57eu confio em você. Falei, está fechado, presidente. E onde a gente veio trabalhando em 2019,
05:032020, deu em 2021. Em 2021 eu tive a feliz sorte dos oito deputados que tomaram posse e um senador,
05:11dois, fez uma ata que eu não concordo até hoje. Bateram a sua carteira, tomaram o partido.
05:20Eu na mão do Fachin e o Fachin negou duas vezes. Na terceira vez, sentaram com o Fachin, explicou a
05:26coisa, o Fachin me tomou o partido e eu perdi o Patriota. Você está falando ministro Fachin,
05:31né? É, ministro Fachin. E aí eu perdi o Patriota, passou uns dois meses, eu meio triste,
05:36sabendo que Deus tem seus desígnios. Bolsonaro me ligou, presidente da república, e falou,
05:43Adilson, você foi leal, foi parceiro, perdeu o partido por causa de mim, vem pra Brasília,
05:48eu quero conversar com você. Eu vim e ele falou, vou te eleger deputado federal. Só que, com esse
05:54nome, Adilson Barroso, nem eu consigo te eleger. Você sabe porquê, né?
06:01Aí eu falei, presidente, na hora, eu lembrei, presidente, minha filha, advogada, não tinha
06:0930 anos de idade ainda, falei, presidente, deixa eu colocar, o seu nome daqui pra frente
06:15vai ser Adilson Bolsonaro. Eu falei, presidente, deixa eu colocar esse nome seu na minha filha,
06:22porque ela parece mais com vocês que comigo. Fabiana Bolsonaro, vice-prefeita de Barrinha,
06:27era Fabiana Barroso, passou a chamar a Fabiana Bolsonaro. Ele deu um cascudo na mesa e falou,
06:33você vai ver, ela vai ter mais voto do que você e vai se eleger deputada estadual.
06:39E eu falei, é tudo que eu quero. Ela teve mais voto do que eu e se elegeu deputada federal.
06:46Só que, deputada estadual, São Paulo. Só que porta que Deus abre, ninguém fecha.
06:52Os que me tomaram partido, disse que nunca mais ia ser nem vereador de Barrinha.
06:56Acabei estando aqui como deputado federal. E até aqui, tem me trazido o senhor.
07:02Ô, deputado, eu sempre considerei o partido político, né? Não todos, mas a grande maioria,
07:07como uma lojinha, né? É um cartório em que famílias tomam canto e ganham dinheiro.
07:12Por que esse fetiche de algumas pessoas em dominar o partido, foi o caso, né?
07:17Tomaram o seu partido pra faturar.
07:19Tomaram o partido e, claro, se senta comigo, eu não queria...
07:23Eu sempre falava, preciso passar a presidência pra alguém confiável,
07:26porque também não posso deixar o partido virar um partido de negócio, como você falou.
07:30Tem que ser de confiança. Pode ver que eu tô...
07:33Eu tenho sete mandatos políticos e eu não tenho uma acusação.
07:37Me tomaram o partido? Digita lá no Google se tem alguma acusação sobre mim.
07:41Nada. Então, perdi o partido, mas eu tinha a intenção de passar para outros presidentes.
07:51Hoje é obrigatório. Criaram aí uma resolução do TSE, dizendo, olha, partido só pode ficar um mandato.
07:57Agora não pode ficar dois mandatos. Deputado tem reeleição por reeleição.
08:00Mas o partido político agora é só... E eu acho até bom, porque reveza.
08:04Eu não acho ruim.
08:05Mas me tomaram o partido e acabaram com o partido.
08:08Não passaram a cláusula de barreira por setecentos mil votos.
08:13Hoje era para ser o maior partido da pátria.
08:15Imagina o poder que eu ia ter.
08:17Seria o PL. Seria o tamanho do PL, né?
08:18Seria o PL. Muita gente fala que poderia ter mais votos ainda, porque era cem por cento de direita.
08:24Sem radicalismo.
08:26Não existe esse negócio de radicalismo.
08:29É direita defendendo Deus, pátria, família, sem radicalismo.
08:33Mas não pode ser um livramento, não?
08:34Olha, eu acredito nisso. Deus tem seus desígnios.
08:39Eu sempre fui um linha de frente.
08:40Tanto que fui eleito deputado estadual com o Enéas.
08:44Quem era o Enéas?
08:45O que defendia Deus, pátria, família e liberdade.
08:48O que defendia tudo aquilo que nós defendemos hoje.
08:53Então o senhor acha que estaria...
08:54Poderia estar hoje...
08:55Estou esperando a hora de pegar vinte e poucos anos de cadeia.
09:01Então hoje continuo sem uma acusação.
09:04Claro que jamais deixaria de ser leal ao presidente Bolsonaro.
09:11Porque eu conheço ele desde 2016.
09:14Viajamos para os Estados Unidos.
09:16Fomos para Minas Gerais fazer trabalhos políticos em 2017 juntos.
09:20Rodamos o Brasil para todo lado.
09:23E muitas vezes eu chorava de emoção de ver aquela glória, aquela bênção.
09:27Foi uma onda, né?
09:28Foi uma onda muito...
09:31Foi e é.
09:32Hoje, se ele sair na rua hoje, é multidão.
09:36E eu admirei e admiro isso.
09:39E o Bolsonaro, eu acompanhei ele esses anos todos e nunca vi uma ilegalidade dele.
09:44O senhor tem um...
09:45Aqui em Brasília, nós treinamos os ouvidos aqui para reconhecer sotaques, né?
09:51Porque aqui é uma terra de sotaques.
09:52Tem gente do Brasil inteiro.
09:54O senhor é deputado por São Paulo, mas eu noto um sotaque mineiro muito forte no senhor.
09:58Uai.
09:58Isso.
09:59Olha, uai.
10:01Isso é o seguinte.
10:03Nós, brasileiros, o que é bom nesse Brasil é que você pode ser de todos os lugares, né?
10:10Eu sou mineiro da região de Ribeirão Preto.
10:14Entendi.
10:15Eu sou mineiro de Minas Nova.
10:16Ah, mas no Vale de Quintiônia.
10:18É, do Vale de Quintiônia.
10:19Meu vizinho, eu sou de Medina.
10:20Olha isso, é meu conterrâneo.
10:22Isso.
10:23Eu sou mineiro do Vale de Quintiônia, mas cresci na região de Ribeirão Preto, dentro
10:29daqueles canaviais de cana e até aqui tem me trazido o senhor.
10:34O senhor trabalhou lá naquela região, né?
10:36Ali eu comecei a cortar cana com 10 anos de idade.
10:40Com 12, eu tinha carteira de trabalho registrada.
10:45Tem até hoje ela lá, tá lá, o carimbo, né?
10:47Hoje não poderia.
10:48Hoje não.
10:48Hoje não poderia.
10:50Hoje até 17 anos pode matar, fazer filho, fazer o que for, mas trabalhar não.
10:55De jeito nenhum.
10:56Como um jovem aprendiz pode, mas como...
10:59É, mas aí eu não queria, se tivesse isso pra mim naquele tempo, é claro que a gente
11:03obedece a lei, mas eu não queria por quê?
11:06Jovem aprendiz ganha, aprendiz ganha 600 reais.
11:09Eu era um dos campeões do corte de cana, cortar agudão.
11:13Um homem com saúde boa, novo, a média dele cortar de agudão é 6, 7 arrobas.
11:20Eu era 11, 12, 13 arrobas de agudão pra poder ajudar a tratar dos meus irmãos.
11:25Mataram meu pai, eu tinha 3 anos de idade lá no Vale de Quintionha.
11:28Era eu e um irmão chamado Ailson.
11:31E depois disso, minha mãe acabou tendo mais...
11:36Tudo nós somos 9 filhos.
11:38E eu sou o mais velho, mais velho, então...
11:41Pegou a responsabilidade.
11:42Responsabilidade.
11:42Aí o senhor começou, virou empresário, criou a empresa.
11:46Abriu a empresa com 21 anos de idade, que deu certo.
11:49E aí foi para a política ser vereador.
11:5324 anos de idade, me chamaram.
11:56Eu fui lá conversar com o meu pastor, sou evangélico, aceitei Jesus com 22 anos de idade.
12:03Ele falou, Adilson, não mexe com isso não, porque política é do diabo.
12:07Ele não estava errado não.
12:09Eu falei, é do diabo, é?
12:10Então não quero não.
12:12Peguei o avião e fui fazer uma obra lá no Espírito Santo, em Vila Velha, no lugar chamado Laranjeira.
12:17A indústria chamava, naquele tempo, carbo-industrial.
12:20Hoje acho que não é mais esse nome.
12:23Mas aí, no caminho, fui ler a Bíblia, no voo.
12:28Mas quando eu abri a Bíblia, é a razão de eu estar aqui.
12:31Abri em Deuteronômio, capítulo 17, versículo 14 e 15.
12:35Quando entrares na terra que te dá o Senhor teu Deus, e nela habitares, e disseres, quero
12:41sobre mim pôr um deputado, um vereador, lá fala um rei, porás sobre ti como rei, como
12:48vereador, como deputado, aquele que escolher o Senhor teu Deus.
12:51De dentro dos teus irmãos, porás deputado, vereador, rei, prefeito, sobre ti.
12:56Eu cheguei lá, só falei, meu irmão, cuida da turma aí que eu estou voltando, preciso
13:00conversar com o meu pastor.
13:02Cheguei lá no culto de Votan, sentei, estou lá no culto, acabou o culto, eu falei, meu
13:08pastor, inclusive ele morreu naquele ano, 32 anos, infarto, mas ela era bem negro mesmo,
13:14entendeu?
13:15Morreu naquele ano, mas ele, acabou o culto, eu falei, meu pastor, todo mundo saiu, vem
13:19cá, eu preciso falar com o Senhor.
13:21Eu achei na Bíblia aqui, não tem nada, o diabo é tudo que a gente dá, ele até o corpo
13:25da gente, se der pra ele a alma, o espírito, ele leva, mas tudo que você não dá não
13:29é dele.
13:29Olha, lê isso aqui pra mim, ele leu, ô meu filho, esse ano é 88, nós teve ditadura
13:35até pouco tempo atrás, não era bom falar de política dentro das igrejas, por isso
13:39a gente pegou esse ritmo, tira isso, mas se você quiser ser, eu vou te ungir.
13:44Ele falou, então fica aí, ajoelha aí, foi lá buscar um olhinho pra ungir, eu pra sair.
13:50O que que aconteceu?
13:50Meu Deus do céu, ele esqueceu, foi dormir, eu tô lá ajoelhado, falei, amanhece o dia
13:56aqui, mas não levanta, ele vai ver, fico aqui orando.
14:00O que que aconteceu?
14:00Quando deu onze horas da noite, ele levantou correndo, ponhou uma roupa correndo, ai meu
14:05Deus do céu, esqueci você aí, e tal, deixa eu te ungir, aí eu ungiu com todo o poder,
14:09porque lá, aquele arrependimento, chegou com toda unção de Deus, e aí eu ganhei, ganhei
14:15não fui eleito, uma vez, duas vezes, três vezes, quatro vezes, cinco vezes, só perdi
14:20o EXA.
14:22O EXA eu perdi, também não compreendeu, mas Deus tem que ser os designos.
14:26Se eu não perco o EXA, eu não tinha formado o Partido Patriota, entrado na história do
14:31Brasil como partido, e por causa disso tudo, hoje eu sou deputado federal, estou como deputado
14:37federal, podendo ajudar nosso povo, fazendo lei, criando os leis, ajudando com inverba,
14:42com emenda, são mais de duzentos municípios que eu estou dando emenda, um pouquinho para
14:46cada um, para ajudar, né, cada um, e minha filha é deputada estadual por São Paulo, e
14:52usa o nome, o sobrenome de Bolsonaro, Fabiana Bolsonaro, entendeu?
14:56É minha filha, então Deus tem seus designos, temos que aceitar todas as batalhas que nós
15:00achamos, Deus pode ter me livrado de alguma coisa, mas me trouxe até aqui para falar
15:05contigo, o teu público.
15:07Estamos aqui, está vendo?
15:09É a história da política, cada um deputado aqui tem a sua história.
15:13Quando a gente vai no gabinete de um deputado, você entende que ali, cada parlamentar é uma
15:19instituição.
15:20Ninguém acorda de manhã, coloca um terno e diz, ah, eu vou ali na Câmara ser deputado,
15:26não, tem toda uma história, filhação partidária, fazer campanha, partido político, né,
15:31tem um princípio que é o purgatório para você chegar lá, ou no inferno ou no céu,
15:36que isso aqui, o Congresso Nacional, é uma casa de céu e de inferno.
15:41Nós estamos, deputado, num momento muito forte de debate sobre a segurança pública, né,
15:48como é que o senhor está vendo esse debate, alguns dizendo, olha, tem que pegar fortemente
15:54contra bandidos, outro, olha, tem ação social, como é que o senhor se divide nesse debate
15:59nessa casa de céu e inferno?
16:01Olha, é, uma das coisas que o brasileiro mais, é, tem medo e precisa é da segurança
16:10pública, né, a gente, aliás, tem partidos e políticos que defendem o povo não fazer
16:18a sua, ajudar na sua segurança.
16:20Então, se nós temos aí essa dificuldade de nós mesmos nos proteger, e mesmo se nós
16:30pudéssemos nos proteger, ainda que teria que ter a segurança pública.
16:35Portanto, nós defendemos de unha e dente o cidadão de bem.
16:40Nós defendemos reforço na segurança pública, investimento, tanto que eu sou um dos deputados,
16:4670 deputados federais do Estado de São Paulo, que mais pôs dinheiro, mais de 20 milhões
16:52para a Secretaria de Segurança Pública, para comprar veículos, equipamentos, e mais de
16:5920 milhões para a Secretaria de Segurança Pública.
17:02Então, a segurança pública tem que estar entre as primeiras necessidade política para
17:11atender o povo.
17:12O que eu escuto é que a segurança pública, ela é o artigo primeiro, só tem desenvolvimento
17:19se tiver segurança pública, só tem desenvolvimento, só tem investimentos novos se tiver segurança
17:26pública, só tem educação se tiver segurança pública.
17:30E, de tempos para cá, deputado, é que isso está chamando a atenção.
17:34Jogaram para o segundo plano uma coisa essencial, que é a garantia de ir e vir e de existir.
17:40Eu acho que tudo isso ajuda você defender a segurança pública, defender, ajudar a ter mais investimento.
17:54A gente vê certos governos que não querem saber investir na segurança pública.
17:58É uma farsa só viva, narrativa.
18:00Não tem, de fato, uma defesa.
18:03Aliás, é contra certas atitudes de governo, de governos estaduais, para defender o povo.
18:11Então, é uma briga do mal contra o bem o tempo todo.
18:15E ninguém, às vezes, as pessoas não percebem.
18:17Aliás, as pessoas nunca percebem.
18:18Goiás, que perto do governador Caiado, investiu fortemente e valorizou a polícia.
18:25E é um exemplo.
18:26É um exemplo.
18:27Porque ele resolveu o problema.
18:28Como São Paulo.
18:29Goiás é um exemplo.
18:32E São Paulo, hoje, a cada 100 mil habitantes, mata menos do que os Estados Unidos.
18:41Menos.
18:44Bem menos do que Goiás ainda.
18:46Então, o secretário de Segurança Pública de Goiás, que muitos falavam que não ia dar certo no começo.
18:54É o capitão De Ritch.
18:54Capitão De Ritch.
18:56Foi um mestre na sua administração, no seu trabalho.
19:01É ele que, juntamente com as suas equipes, seu trabalho, com o governador Tarcísio.
19:07O senhor sentiu diferença, né?
19:08Nossa, a diferença é gigantesca.
19:11Agora, o estado de São Paulo, se não fosse o entorno, principalmente, né?
19:16O Rio estava entrando numa rota melhor agora.
19:19É necessário.
19:21Aqueles caras estão com aquele fuzil lá.
19:23É pra qualquer momento que você dá uma errada no seu Waze, no seu GPS, e cair dentro da favela dele, você morreu com a sua família.
19:33Não é pra brincar que eles estão com aquilo ali, não.
19:35É pra matar, é pra roubar, é pra fazer tudo que não presta.
19:38Portanto, só tem uma maneira quando cai daquele jeito.
19:42Aquilo que o governador do Rio fez, que inclusive é do PL, como eu.
19:46Mas o estado de São Paulo já vem trabalhando nisso desde o começo do mandato.
19:51E São Paulo se transformou.
19:53Vai lá hoje, dá uma volta.
19:55É, mas o sentimento de insegurança é muito grande, né?
19:58Ninguém anda com o celular na mão, tem medo de ficar dentro do carro.
20:01Quer dizer, há um sentimento de insegurança muito forte em São Paulo.
20:05O São Paulo também depende das leis nacionais.
20:07Dos decretos, de todos os meios.
20:12Portanto, tem pessoas lá, ladrões, que já foi preso 20 vezes, ou mais de 20 vezes, e tá lá na rua, solto pra roubar de novo.
20:21Isso atrapalha.
20:22Você viu que quando Bolsonaro era presidente, ele já tava mexendo nisso, não se achava que Lula ia sair da cadeia, não se achava que Bolsonaro podia perder uma eleição, e perdeu.
20:34Então, o primeiro mandato, colocou o pé no chão.
20:36Veio Covid, veio guerras, veio tudo.
20:38Mesmo assim, na Covid, 2021, cresceu 5%.
20:42Então, isso, agora nós ia até colocando esse Brasil nos trilhos.
20:47Mas, infelizmente, deu essa zebra, voltamos pra trás.
20:50Em vez de investir na segurança, estamos investindo em banqueiros.
20:53Esses 4 anos, vai ser mais aí uns 3, 4 trilhões de reais pagando de juros.
21:01Na época de Bolsonaro, você lembra que teve ano, a Selic foi 2%, e não 15%, que é hoje.
21:08Aí você pode falar, ah, mas no último ano, no ano que soltaram o Lula, aí a Selic foi pra tanto.
21:14Mas, claro, porque soltaram o Lula, porque viram que via a possibilidade dele ganhar, e isso causou esse descontrole no Brasil.
21:23Mesmo assim, cresceu quase 3%, ou 3% até o dia que o Lula ganhou.
21:28Depois que ele ganhou, despencou.
21:30Isso que o deputado Adilson Barroso está falando era sério.
21:34O orçamento de 5 trilhões e 300 bilhões, 2 trilhões e 400 bilhões para o pagamento da dívida.
21:41E tem mais 2 bilhões para o pagamento da folha de pagamento em previdência,
21:46quer dizer, não sobra absolutamente nada para investimento, ou seja, investimento para o progresso do país.
21:52O senhor é da bancada da agropecuária, que trabalhou na área, uma região lá do senhor,
21:58que é muito agricultável e produtora, né?
22:02O agro, eu fiquei com a impressão que desenvolveu, desenvolveu,
22:05e agora está, assim, chegando num ponto que tem que ter novos investimentos.
22:10Realmente, o agro é o que sustentou o Brasil, de fato, até hoje.
22:16Hoje, isso não é o agro nosso, tão bem qualificado, um brasileiro com coragem de trabalhar.
22:22Ainda bem que existe essa tecnologia, muitas máquinas,
22:26porque existem políticos que impedem o povo de trabalhar.
22:31Preferem manter o povo em casa, com um vale-voto, e não deixam o povo trabalhar.
22:39Então, a agricultura do Brasil, ela está passando um aperto muito grande nesse momento,
22:46uma crise muito grande, e que...
22:48Mas hoje tem uma automatização muito grande, né?
22:51Muito grande, mas o trabalho é para quebrar todo o sistema que foi adquirido pelo Brasil da agricultura.
22:59Então, o trabalho desse governo é para destruir o que foi feito.
23:05E, de certa forma, está conseguindo.
23:07Por que que ele não...
23:08Desde o começo, o Trump falando com ele,
23:10vem aqui sentar conosco, ou eu vou aí, ou faço qualquer lugar, estou pronto.
23:15E até hoje, é mal naquela reunião, teve aquele bate-papo.
23:19Porque, para ele, o interessante é, quanto mais pobres, mais voto eu tenho.
23:26Ele se baseia no Nordeste e se baseia nele próprio, dizer em discurso,
23:32olha, o brasileiro, quando chega a quatro, cinco salários, ele não vota em nós mais.
23:38Então, para que ele quer que o brasileiro se desenvolva?
23:40É isso que funciona.
23:41Mas, olha, todo império cai.
23:45O do faraó caiu, romano caiu, otomano caiu.
23:50E isso vai cair, não vai demorar mais que um ano.
23:53O americano vai cair?
23:55O americano, do jeito que o Trump está fazendo,
23:59o Trump, você vai ver no final do mandato dele, vai ser...
24:01Vai ser...
24:04Em reais.
24:06Duzentos, trezentos, trilhões de reais em investimento.
24:11Para gerar emprego e riqueza.
24:14Várias empresas do exterior, que fabricam para fora, já falaram.
24:18Umas, vou investir 500 bilhões de dólares, não é de reais, não.
24:23Está trazendo tudo.
24:24Imagina, claro, agora tem um remédio amargo.
24:27Quando você aplica um remédio amargo, como o Bolsonaro passou quatro anos tentando...
24:31Mas não, com a trascença, o senhor não é um liberal.
24:34Disse aqui o tempo inteiro que era liberal.
24:36E como uma política liberal não seria de abrir mercado,
24:39abrir, deixar a transação e competir pela qualidade, pela produtividade?
24:46Eu creio que sim.
24:47O mundo virou de cabeça para baixo.
24:49Os comunistas lá, a China está dizendo,
24:51tem que abrir mercado, é a livre iniciativa,
24:53e uma economia tradicionalmente liberal e aberta,
24:56dizer, não, nós vamos fechar as fronteiras de proteção.
24:59Eu creio que só existe esse remédio para industrializar o país.
25:04O mercado está aberto.
25:05O Brasil está recebendo 40% a mais de imposto.
25:09Aliás, Lula, a esquerda, gosta muito de impostos.
25:12Então, vem aí para clarear a mente deles.
25:15Está recebendo, prejudicando nós todos?
25:18Porque, infelizmente, o Brasil nosso perdeu o freio.
25:22Juridicamente, nós estamos num padrão de nada.
25:26Eu acompanho Bolsonaro de perto.
25:29Amigo, não tem nada de crime.
25:31Quantas vezes comigo mesmo ele falava,
25:33olha, eu não vou passar faixa,
25:37e vou cuidar da minha saúde.
25:38Eu dei uma enfermidade na perna dele,
25:40ficou pretinho, foi para os Estados Unidos.
25:42Foi até a sorte dele.
25:43Não estava aqui.
25:45Como é que ele é condenado por o 8 de janeiro?
25:48Se ele tem um vídeo dizendo, vai para as suas casas,
25:50a missão está cumprida.
25:52Ele tem um vídeo.
25:53Pô, então, juntando tudo isso.
25:55Então, o Trump aplicou essa multa
25:57por causa da injustiça do Brasil.
25:58Não é por causa do Bolsonaro, não.
25:59Você acredita em possibilidade de reviravolta ainda?
26:01Eu acredito.
26:02Eu acredito.
26:03Eu só não acredito que vira da maneira que está aqui hoje.
26:07Mas se quiser um país rico e coisa,
26:10que entra na ordem da decência jurídica,
26:13na ordem da decência política,
26:15e não ficar...
26:17O senhor já embarca na candidatura do Tarcísio à presidência?
26:20Eu embarco em qualquer candidatura
26:24apoiada por Bolsonaro.
26:27Qualquer candidatura.
26:28Apoiou o Bolsonaro, eu estou embarcado dentro.
26:31Entendeu?
26:31Não acredito que é o Tarcísio.
26:35Eu acredito que será o Bolsonaro,
26:39igual Lula foi preso e foi candidato.
26:42O Bolsonaro foi candidato na outra, dentro do Einstein.
26:46Agora, talvez, será candidato preso.
26:50Não tem diferença.
26:51Não vai estar na rua.
26:53Mas ele vai ser candidato
26:54e depois ele vai pôr quem o povo quiser.
26:58A pesquisa vai mandar e ele vai colocar.
27:00Não deverá ser Tarcísio.
27:02Tarcísio está no primeiro mandato de São Paulo,
27:05fazendo um ótimo governo.
27:06Tanto tem a média de aprovação quase 70%,
27:0965%, 70%.
27:11Então, ele tem tudo para fazer um governo melhor,
27:15porque ele consertou o Estado de São Paulo,
27:16colocou no eixo.
27:18Não deve ser ele o candidato.
27:19Deve ser o Bolsonaro.
27:23E eu torço que seja a esposa dele.
27:24Porque ele perdeu a eleição passada
27:26porque enganaram ele com as mulheres.
27:28Dizendo que ele xingou mulheres e tal, não sei o quê.
27:30É, porque a diferença foi muito pequena
27:32e qualquer detalhe significou a mudança, né?
27:34É, tudo, né? Tudo.
27:35Deputado, foi muito boa a conversa aqui com o senhor.
27:39Muito obrigado.
27:40E volte sempre aqui, a Jovem Pan,
27:41está de portas abertas.
27:42Você falou que era meia hora.
27:44Já passou.
27:45Cinco minutos.
27:45Conversa boa.
27:46Opa, já passou isso tudo.
27:47Mas que mineiro que nós somos, hein?
27:49Mineiro, quando começa a bater um papo,
27:51passa a noite toda.
27:52É uma história boa.
27:53Foi bom ouvir sua história.
27:54Muito obrigado.
27:55Eu te agradeço.
27:56Estou sempre às ordens.
27:57E sempre para falar a verdade.
27:59Muito bem.
28:01É isso.
28:02Muito obrigado a você que acompanhou aqui o Ponto Final,
28:04diretamente dos estúdios da Jovem Pan,
28:07aqui no Planalto Central do país.
28:08Muito obrigado.
28:13Obrigado.
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