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  • 22/06/2025
Em entrevista a José Maria Trindade no JP Ponto Final, o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) denunciou o descaso do governo com o agronegócio, criticando falta de subsídio e juros altos, ao destacar o desenvolvimento e a qualidade de vida no campo. O parlamentar analisou também a segurança jurídica e a articulação do Marco Temporal.

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Transcrição
00:00Salve, seja bem-vindo diretamente dos estúdios da Jovem Pan aqui no Planalto Central do País.
00:11O ponto final fala exatamente da política, política mexe com a sua vida, né?
00:16É a casa que você mora, a escola dos seus filhos e a projeção do seu futuro.
00:21Nós vamos falar com o deputado presidente da Comissão de Agricultura e Pecuária da Câmara dos Deputados.
00:29O Rodolfo Nogueira está no primeiro mandato, mas tem um trabalho muito bom por aqui.
00:34E vamos saber, né deputado, de como funciona essa casa legislativa que está numa vitrine bem grande, né?
00:42Todo mundo querendo saber.
00:44Olá Zé Maria, é uma grande honra estar aqui com você.
00:47Principalmente por falar um pouquinho de política, falar um pouquinho de agronegócio, né?
00:52Falar um pouquinho de Brasil aqui com seus...
00:55Muito bem.
00:56Deputado, por que você entrou na política?
00:58Eu sei que o senhor trabalhava na área, trabalha ainda na área agropecuária, né?
01:03O que que te levou a fazer esse movimento?
01:05O senhor é do PL do Mato Grosso do Sul, uma área bastante forte no agronegócio.
01:10Zé Maria, pra resumir um pouco, né?
01:13A gente sempre trabalhou lá no estado, nos bastidores da política, sempre na política nacional.
01:19Eu, como produtor rural, sempre trabalhei contra o PT lá no Mato Grosso do Sul e sim apoiando candidatos que seriam centro ou direita lá no estado.
01:33Mas chega de intermediários.
01:34Sim, eram os candidatos que naquela época tinha, né?
01:40Na verdade o PSDB tinha a hegemonia no Brasil de lançar candidatos presidenciáveis e a gente realmente apoiava os candidatos que eram contra o PT naquele momento, naquela situação.
01:53E foi então que eu conheci o presidente Bolsonaro em 2014, né?
01:57Numas férias lá na Barra da Tijuca.
02:01Já conhecia ele, né?
02:03Do parlamento, já conhecia o presidente Bolsonaro pela TV Câmara, né?
02:08Seguia ele já.
02:09Mas tive o prazer de conhecer pessoalmente.
02:12Trocamos telefones.
02:13Fizemos amizade.
02:14E nos anos seguintes a gente manteve essa amizade.
02:18Eu ia para o Rio de Janeiro, conversava muito na casa dele lá sobre política, acompanhava as agendas dele.
02:24E realmente vi que o presidente Bolsonaro não era mais um tipo político, né?
02:29Não era mais um produto de marketing.
02:32E sim, realmente, eu acreditei no projeto que o presidente Bolsonaro tinha.
02:36E logo em seguida ele se candidatou a presidente da República pelo PSL.
02:41E naquele momento, em 2018, o presidente me convidou para sair candidato.
02:47A gente não teve muito consenso na minha casa.
02:51Você arrependeu? O que o senhor achou?
02:53Não, eu acho que é importante esse momento, né?
02:56Que a gente está vivendo na política desde 2018.
02:58Mas não é aquela folga que a gente imagina de longe, não, né?
03:01De maneira nenhuma.
03:02Acabou o meu tempo.
03:04Acabou o meu tempo para a minha família.
03:05Família só.
03:06Isso, o preço é muito forte, né?
03:08A gente tem uma reclamação dos nossos filhos.
03:10Mas a gente sabe o propósito que a gente está aqui em Brasília, né?
03:14E realmente a gente tem feito a diferença aqui à frente da comissão, né?
03:21Junto com a FPA, junto com o presidente Pedro Lupion.
03:24Sou diretor lá de seguro rural na FPA, né?
03:28E, consequentemente, fui vice-presidente da Comissão da Agricultura.
03:32A FPA está muito bem formada, né?
03:34O vice-presidente Arnaldo Jardim, que é de São Paulo, uma grande figura.
03:38Deputado, eu queria que o senhor explicasse o que é o agronegócio.
03:42Às vezes eu digo aqui, olha, o agronegócio não é único.
03:47Existem várias fases de tecnologia, de maquinário, exportação, né?
03:53O que é o agronegócio?
03:55Zé Maria, o agronegócio é a locomotiva que move o Brasil.
03:59O agronegócio é realmente essa mola propulsora que faz com que o interior do país tenha a sua valorização, né?
04:10Que o comércio do interior do país tenha o seu crescimento.
04:16A agroindústria hoje direta é ligada ao agronegócio também numa potência de crescimento aí.
04:24E a gente sabe que ele é líder nas exportações hoje do Brasil com 40%,
04:31mas também representa o sinal positivo do nosso PIB, né?
04:38A gente sabe que o agronegócio hoje é responsável pelo nosso PIB positivo.
04:45É, a ancra verde chamada, né?
04:47Mas também esse agronegócio é responsável por um terço da carteira registrada no Brasil.
04:54Ou seja, 30 milhões de carteiras registradas hoje é carimbada pelo agronegócio, Zé Maria.
05:00Eu fiquei surpreso, no Mato Grosso visitei algumas cidades, mas a Canarana me chamou a atenção.
05:07Eu fui numa semana de campo lá e fazer uma palestra e fiquei encantado com a cidade.
05:12Cidade de pouco mais de 20 mil habitantes.
05:15E sim, é uma cidade boa, digna, trabalho integral, né?
05:21A gente fica com uma cidade muito progressista.
05:24Essa é a realidade ali do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul?
05:27Sim, é o que eu acabei de falar que o interior, os municípios do interior do Brasil,
05:32eles vivem e respiram esse agronegócio diretamente.
05:35Eu achei interessante que eles não incham, não crescem, né?
05:39Melhoram a qualidade, mas não ficam inchados.
05:41Melhoram a qualidade, tem um desenvolvimento muito forte.
05:45Os municípios onde a agricultura e o pecuário são desenvolvidos,
05:48eles melhoram o nível de vida da população.
05:52Mas, com certeza, esse agronegócio que mexe com toda essa parte da economia,
05:58a gente tem que lembrar também que ele é o que sustenta o nosso alimento na mesa.
06:03Ele é o que produz o alimento na mesa do povo brasileiro
06:06e também um quinto de todo o alimento consumido no mundo inteiro.
06:11Eu tenho dito que se eu estivesse ali na faixa de 25 anos,
06:15eu iria para o Mato Grosso.
06:16O Mato Grosso do Sul, o senhor acha que eu tenho razão de pensar assim?
06:19O Mato Grosso do Sul é muito lindo também, né?
06:23O Mato Grosso do Sul tem as suas belezas naturais, pantanal.
06:26Olha que eu sou exigente, eu sou de Minas Gerais.
06:28Então, Mineiro Bom, está convidado a conhecer lá a minha cidade de Dourados.
06:36Dourados, sim.
06:36Nossa Campo Grande, nossa Bonito, né?
06:39Bonito é uma cidade que hoje é a capital do ecoturismo, né?
06:42É um paraíso lá no Mato Grosso do Sul e tem chamado turistas também do mundo inteiro lá
06:48para visitar aquela região tão maravilhosa, criada, esculpida pela mão de Deus.
06:56Mas voltando assim ao agronegócio, no Brasil a pauta de exportação é agronegócio e mineração.
07:05Mineração, gás, petróleo, enfim, essa é a pauta de exportação do Brasil.
07:12Eu tenho dito que há uma aposta errada do Brasil.
07:16Em vez de entrar com força no agronegócio, em apoio, com ações governamentais...
07:25Políticas públicas.
07:26Políticas públicas e tal.
07:28A gente vê subsídios, investimentos e tal em indústrias falidas, como, por exemplo, de automóveis.
07:35Por que não centrar no agronegócio, onde nós fomos fortes, industrializar o nosso produto e importar carros?
07:44Por que isso não está dando mais emprego?
07:46Olha, eles representam o quê?
07:484% da economia?
07:49Você está falando aí de 40% do PIB?
07:52Exatamente.
07:53É importante a indústria automobilística no Brasil, mas eu vejo que a nossa vocação é produzir alimento.
07:59O Brasil, um clima tropical, terras férteis.
08:02A gente tem algumas condições do clima, como no Rio Grande do Sul, como no sul do Mato Grosso do Sul,
08:08em alguns estados que às vezes sofrem pelas estiagens.
08:11Mas a gente sabe que a gente é o grande celeiro do mundo.
08:15O mundo inteiro enxerga no Brasil hoje como o celeiro que vai produzir alimentos e que vai realmente trazer uma segurança alimentar, Zé Maria.
08:24E isso é importante a gente falar.
08:26Porque se o mundo inteiro enxerga o Brasil como esse celeiro e como um ponto muito importante para trazer essa segurança alimentar no mundo,
08:36por que não este governo não enxerga isso no produtor rural e realmente cria políticas públicas para que o agro se fortaleça cada vez mais?
08:46A gente tem um problema hoje com o governo federal.
08:49O presidente que hoje comanda o Brasil, o Lula, realmente tem uma rixa pessoal contra o produtor rural.
08:56Eu vejo investimentos de milhões num túnel lá em São Paulo que se melhorassem as estradas para Mato Grosso, Mato Grosso do Sul,
09:05para escoar a safra, seria muito melhor para o país em termos de infraestrutura.
09:09Exatamente. O governo não investe em logística e infraestrutura, principalmente no escoamento das safras.
09:16Eu estou sabendo que produtores estão fazendo estradas.
09:18Exatamente. E eu vejo também, Zé Maria, um grande problema.
09:21O Brasil não investe em malha ferroviária.
09:25A grande jogada seria o investimento em malha ferroviária que o presidente Bolsonaro tanto defendeu
09:32e agora a gente vê o governo Lula nessa inércia.
09:35E eu quero dizer mais um pouco.
09:37O alinhamento dos ministérios do governo Lula contra o agronegócio e contra o produtor rural
09:42está causando um enorme prejuízo hoje para o produtor rural
09:46e esse prejuízo está chegando na mesa do brasileiro, Zé Maria,
09:50porque os altos preços dos alimentos também é uma política errônea
09:55que o governo federal atua com o produtor rural.
09:59Nós estamos no mês de junho, até agora o nosso plano safra não foi anunciado,
10:05nós não sabemos o tamanho que será, o tamanho que será investido no seguro rural,
10:10que é um outro gargalo hoje do agronegócio que não funciona.
10:13O seguro rural hoje no Brasil é uma grande, vamos falar assim, uma grande enganação.
10:18O produtor rural contrata, não recebe depois o prêmio quando ele assona
10:23ou as próprias asseguradoras hoje estão se negando a fazer seguro
10:28quando é milho safrinha em alguns estados.
10:31Enfim, o seguro rural passa por uma transformação.
10:34A senadora Tereza Cristina hoje é autora de uma lei que moderniza o seguro rural,
10:39vai para a Câmara depois de vir do Senado e a gente vai trabalhar esse seguro rural
10:44para realmente trazer uma segurança financeira para o produtor rural na hora que tem um prejuízo.
10:51Então nós sabemos que as políticas públicas que o governo federal hoje traz para o agronegócio
10:57é perseguição.
10:58Domingo eu estava em casa, o coronel Ulisses, deputado federal pelo Acre,
11:02me ligando com os produtores rurais, que o ICMBio está lá perseguindo,
11:06trazendo novamente uma indústria da multa lá para os produtores rurais
11:10e trazendo confisco de gado no Brasil.
11:13Nunca jamais visto na história do Brasil.
11:15Hoje a gente vê o Ministério do Meio Ambiente confiscar gado do produtor rural.
11:20Então realmente é um alinhamento...
11:23São áreas contestadas, né?
11:25É um alinhamento dos ministérios.
11:27O Ministério do Trabalho hoje fiscalizando, trabalho análogo à escravidão, Zé Maria.
11:31E a gente sabe que hoje, por exemplo, tem um amigo meu no Pantanal
11:36que contrata o trabalhador, as empreitas, os empreiteiros para fazer cerca,
11:43para fazer limpeza de pasto.
11:44E esses empreiteiros querem ficar lá perto do serviço.
11:48Eles não querem ficar na sede da fazenda, em alojamentos.
11:52Eles preferem ficar acampados lá no serviço.
11:54Mas o produtor rural mata uma vaca, leva comida, dá água, enfim, dá um subsídio.
12:00E ele é tratado como o trabalho análogo à escravidão,
12:04preso com a sua propriedade bloqueada, contas encerradas no banco.
12:08Enfim, uma política contra esse produtor rural.
12:11E o MST, ao mesmo tempo, assentado nas beiras das rodovias,
12:16morando debaixo de lona preta por dois, três, quatro anos seguidos,
12:21as crianças ali vivendo naquela condição subhumana,
12:24e são tratados como heróis ali na beira das rodovias.
12:27Então, a justiça não é igual, o Ministério do Trabalho realmente faz uma política errônea
12:32contra o produtor rural, assim como o Ministério da Economia,
12:36que não tem realmente uma linha de crédito com juro subsidiário.
12:40Hoje, o produtor brasileiro, Zé Maria, paga o maior juro do mundo.
12:44Tirando hoje, saiu uma pesquisa agora, que o lucro, o juro real hoje do Brasil
12:49é o terceiro maior do mundo, perdendo para a Rússia e para outro país,
12:54que eu não lembro, mas é o terceiro maior do mundo.
12:57E esse produtor paga a conta desse juro alto.
13:00A agricultura não é subsidiado? Tem um subsídio ali, né?
13:04Olha, o produtor brasileiro não é subsidiado.
13:08Ao contrário do que o produtor europeu, americano, tem um subsídio dos seus governos,
13:13tem ajuda, tem crédito muito forte, além de ter juro mais barato para trabalhar,
13:18hoje o produtor brasileiro não conta com essa política pública de subsídio.
13:22E a gente realmente nem espera isso do governo federal.
13:26A gente espera realmente que o governo federal não intervenha
13:29e dê somente crédito para o produtor rural.
13:32Não atrapalhar, né?
13:33Não atrapalhar.
13:34Deputado, eu conversei com integrantes do governo e me dizem o seguinte,
13:38há uma certa resistência, que o governo faz tudo, tenta se aproximar,
13:42mas que a resistência já é ideológica, é uma resistência ao governo.
13:46Existe isso.
13:47Eu soube que o senhor esteve com o ministro Fávaro e tal, conversando.
13:51Ele foi lá na sua comissão, né?
13:53Exatamente.
13:54A gente está tratando de pontos específicos, Zé Maria.
13:58Um deles é a securitização hoje do produtor do Rio Grande do Sul,
14:01do Mato Grosso do Sul, do oeste do Paraná, né?
14:03Que é um produtor hoje que atravessou quatro anos de estiagem,
14:09quatro secas, teve em sua safra...
14:11Ele me disse que se criar a cultura da securitização,
14:14reduz o preço do seguro, né?
14:17Quanto mais gente...
14:19Na verdade, a securitização hoje e agora só tem essa previsão
14:25e esse pedido do produtor porque o seguro rural não funcionou.
14:28Porque se tivesse o seguro rural funcionando,
14:31o produtor hoje não estaria endividado.
14:33Ele pagaria os custos de produção com seguro.
14:37Mas o que acontece?
14:38A política do seguro rural, volto a dizer,
14:40é uma política errônea, é uma ação...
14:44Vamos falar assim, hoje a contratação dos seguros
14:46prejudica muito o produtor rural e tem que ser vista em uma nova lei.
14:51E essa história de que a agricultura brasileira é larga escala
14:54para exportação?
14:56É soja, milho, é corte em larga escala?
15:01É verdade?
15:02Zé Maria, a gente vê a agricultura familiar hoje muito forte no Brasil inteiro.
15:06A gente, desde Getúlio Vargas que...
15:09O ministro me disse que fica 80% da produção que vai para a mesa do brasileiro
15:14é a agricultura familiar.
15:16Em alguns casos que não é tão familiar assim.
15:19Exatamente.
15:19Os médios já podem ser considerados como grandes produtores.
15:22Exatamente.
15:24Mas o Brasil é um grande produtor de alguns produtos, soja, café, milho, carne.
15:31Então, essa sobra tem que ser exportada.
15:34Mas hoje nós temos a carne mais barata, uma das mais baratas do mundo hoje.
15:38Da América do Sul é a mais barata a carne brasileira.
15:40E de boa qualidade.
15:41E de belíssima qualidade.
15:43Nós temos hoje, a produção hoje foi afetada um pouquinho do arroz
15:48que devido àquela raposa Serra do Sol que foi transformada em reserva indígena
15:55baixou muito a produção do arroz aqui no Brasil.
16:00Esses produtores brasileiros hoje estão lá na Guiana trabalhando lá e produzindo lá
16:05e foram convidados para lá estarem.
16:07Enfim, são políticas errôneas contra o produtor rural.
16:10Mas hoje o agronegócio realmente é que sustenta a mesa do...
16:13Não há certa incoerência.
16:15Não é chorar de barriga cheia.
16:17Não.
16:17A gente vê o agronegócio crescendo grande, bem internacionalmente aqui no Brasil.
16:23O senhor traça um quadro assim.
16:24Ah, estão atrapalhando a gente.
16:25A gente não está tão bem assim.
16:27Mas afinal, está ou não está bem?
16:30Olha, Zé Maria, eu vou te explicar hoje.
16:32Os custos de produção hoje estão caríssimos.
16:35O soja chegou a bater R$190,00, hoje está R$118,00, R$115,00 de média no Brasil.
16:43A saca de soja.
16:44A gente sabe que o preço para produzir uma hectare é altíssimo.
16:48Se o produtor empatar ali...
16:50Adubo, defensivo, tudo do alamento.
16:52Exatamente.
16:53A renda, que muitas propriedades hoje são arrendadas, a renda é altíssima hoje.
16:58Então, ou seja, o produtor realmente hoje vive um momento muito difícil com os preços
17:04das commodities despencando, na verdade, com as interpéries da natureza, o clima, as
17:13estiagens que foram muito severas em alguns anos em vários estados do Brasil, mas principalmente
17:20essa condição de você tomar crédito hoje com os juros mais altos do mundo.
17:26Hoje o produtor brasileiro paga de 19% a 22% de juros ao ano para produzir.
17:33Isso é muito difícil num país que realmente...
17:36Então não está mais tão grande assim a lucratividade.
17:40Exatamente.
17:41Eu acho que o período melhor que o agronegócio se desenvolveu foi há alguns anos atrás
17:46no governo do presidente Jair Bolsonaro, que teve realmente um poder aquisitivo muito
17:54forte do produtor rural, as commodities todas em alta.
18:00Milho chegou a bater R$ 130,00, se não me engano, a saca.
18:04Hoje o milho é vendido a R$ 50,00 preço médio.
18:07Deputado, durante o processo constituinte houve um forte debate ali sobre o direito de propriedade
18:13rural.
18:14O texto inicial elaborado ali, o texto base da constituinte, que seria a Constituição,
18:19colocava a propriedade rural quase como um, digamos assim, como uma concessão.
18:26Não seria um direito à propriedade.
18:28Você discutiu muito o valor social da terra e tal.
18:32E aí a Constituição garantiu o direito à propriedade e garante o direito à propriedade
18:37também rural.
18:38Por que esse questionamento?
18:40A gente vê que o questionamento é muito na área rural de propriedade, o direito de
18:45propriedade e não na área urbana.
18:47Qual é a diferença?
18:48É porque realmente a gente vive um, eu acho que na minha visão, Tazia Maria, nós
18:54temos hoje um grande problema com os produtores de outros países.
18:58Então, governos de outros países fazendo uma interferência muito forte pelo Brasil,
19:05ONGs estrangeiras.
19:06E muito brasileiro ajudando isso.
19:08E muito brasileiro ajudando ONGs que vieram para realmente atrapalhar hoje o produtor rural
19:14e o Brasil no desenvolvimento agrário.
19:16Mas o questionamento da propriedade.
19:17O direito de propriedade é sagrado na Constituição, no artigo 5º, e na verdade, Zé Maria, nós
19:23estamos resgatando o marco temporal, que é uma medida que foi uma delimitação da
19:30própria Constituição na data de 1988.
19:33Ou seja, as propriedades que tinham estudo, que tinham demarcações, que tinham conflitos,
19:38até 1988, essas seriam demarcadas.
19:41Após 1988, essas propriedades não poderiam ser demarcadas.
19:46Aquelas que já tinham estudo antropológico, que tinham conflito ou que tinham já demarcação,
19:53essas sim seriam demarcadas.
19:54O território hoje indígena no Brasil é maior, é quase o dobro do que o território que a agricultura
20:03ocupa no Brasil.
20:0415% de todo o território brasileiro é indígena, território indígena.
20:08E hoje a gente está vendo novamente esse marco temporal, que trabalhamos no Congresso Nacional,
20:15foi trabalhado mais de 20 anos para ser votado.
20:18votamos em 2023 o marco temporal na Câmara e no Senado.
20:24O presidente Lula vetou, nós derrubamos o veto do presidente Bolsonaro com mais de 420 votos
20:32no Congresso Nacional, derrubamos o veto do presidente, ou seja, a grande maioria do Congresso Nacional
20:38apoiou o marco temporal, votou a favor e derrubou o veto do presidente Lula.
20:43E agora a gente vê judicializado no Supremo Tribunal Federal e a Suprema Corte interferindo
20:50nas prerrogativas do Congresso Nacional.
20:53Isso realmente traz uma insegurança jurídica.
20:56E hoje, para quem tem problema de dívidas hoje no agronegócio, Zé Maria, ele não consegue
21:02liquidar sua fazenda.
21:03Por exemplo, o cara que tem mil hectares e deve no banco e que fala, vou vender 100 hectares
21:08para mim pagar minha dívida, ele não consegue.
21:11Acabou-se as negociações.
21:13Nesse governo Lula, ninguém mais compra terra, ninguém mais tem segurança.
21:17As invasões voltaram muito fortes.
21:20O Supremo Tribunal Federal, no ano passado, também deu uma canetada dizendo que a propriedade
21:27produtiva que não cumpre a função social, ela pode ser alvo da reforma agrária.
21:32Colocou essa propriedade produtiva que é sagrada na Constituição Federal.
21:36Se você ler o artigo da Constituição, você fala que a Constituição Federal é clara,
21:42que a propriedade produtiva não será alvo de reforma agrária.
21:46Eu costumo dizer que não tem nada mais covarde no mundo do que o capital.
21:50Ao menor sinal de risco, ele corre.
21:52Então, a segurança jurídica é muito importante em todas as áreas.
21:57Na Comissão de Agricultura que o senhor preside, deputado, qual é o grande gargalo que o senhor
22:02pretende desenvolver ainda neste ano?
22:05Exatamente.
22:05Os dois grandes gargalos.
22:08Na verdade, agora a gente está somando mais um, né?
22:10Mas os dois grandes gargalos, realmente, é a defesa da segurança jurídica, do direito
22:16da propriedade, né?
22:18O endividuamento do produtor rural, né?
22:20A gente está vendo o Rio Grande do Sul, hoje, parar com os caminhoneiros, com os agricultores,
22:27os tratores, tratoraço, enfim.
22:28Estão todos acampados à margem das rodovias e a gente sabe, hoje, que o endividamento
22:34são em vários estados.
22:35Começou, agora, essa manifestação...
22:37É possível uma renegociação ou um perdão ali?
22:39Nós estamos trabalhando nessa securitização.
22:42Vamos falar assim, o governo não quer falar em securitização.
22:45Nós estamos falando numa prorrogação com juros subsidiários aí, dentro de um fundo
22:52social, fundo do pré-sal, que poderá, realmente, trazer um alívio para esses produtores
22:57que provarem, tá, Zé Maria?
22:58Na verdade, o produtor vai ter que provar que a dívida dele vem desse prejuízo climático.
23:05O senhor é diretor da FBA?
23:07A FBA é a toda poderosa frente parlamentar da agropecuária, no Congresso Nacional.
23:13Reúne ali a maior bancada, né, na Câmara dos Deputados.
23:17Eu devo dizer que as frentes parlamentares são fortes por natureza.
23:21O que elas têm assessoria é o novo lobby, são grupos de lobby.
23:25Mas o lobby tem que ser desfeito daquela história de mala de dinheiro, não é.
23:30É assessoria, é técnicos, né, contratados pelas frentes que fazem uma assessoria aos
23:36parlamentares, que no gabinete não tem uma assessoria tão elaborada assim, né.
23:41E as frentes parlamentares estão assustadas com o nível de impostos no Brasil, com a cobrança
23:48tributária e a possibilidade de aumentar impostos.
23:52Zé Maria, exatamente.
23:55A nossa maior dificuldade hoje é entender o governo que não quer cortar os gastos públicos,
24:01não quer cortar na própria carne e coloca na população brasileira uma carga elevadíssima
24:08de impostos, criando novos, aumentando os impostos já existentes.
24:12E agora a gente viu recentemente o IOF, o governo federal querendo aumentar o IOF, né,
24:19trazendo uma insegurança fiscal e jurídica aí, principalmente para quem investe aqui
24:25no Brasil.
24:26E a gente sabe que a criação de impostos hoje é a pauta de excelência desse governo federal.
24:35O ministro Haddad, que já foi apelidado...
24:37É a fruta da estação.
24:38Exatamente, que já foi apelidado de taxade pela população aí.
24:42Ele realmente não tem a preocupação de saber aonde que o governo está gastando,
24:47aonde que está a torneira aberta do governo federal, mas sim a preocupação dele é de
24:51criar mais impostos para o coitado hoje do brasileiro carregar mais esse peso.
24:56E o próprio governo fala.
24:58O orçamento estará colapsado em 2027.
25:02Hoje se arrecada 5 trilhões e 200 bilhões de reais, 2 trilhões para o serviço da dívida,
25:09mais 1 trilhão e meio para previdência e folha de pagamento e despesas obrigatórias,
25:16e sobra ali 100 bilhões.
25:19O Congresso fica com as emendas parlamentares, 50 bilhões, sobra nada para o investimento.
25:25Investimento é o gasto bom, que é o gasto em infraestrutura, que faz o país crescer.
25:30Porque nós estamos ficando encurralados, né?
25:33Mas a mudança tem que ser estrutural, né, deputado?
25:36Zé Maria, tem que ser estrutural, mas tem que ser também nas pequenas coisas.
25:40A gente viu agora essa gastança da primeira-dama nas suas viagens,
25:46quase 40 países em dois anos e meio, mais de 2 bilhões de reais em despesas só de viagem.
25:54A gente está vendo realmente um governo que os ministros não param de andar de jatinho da FAB,
26:00de lá para cá, de cá para lá, exatamente sem um pudor do dinheiro público, sem um pudor do...
26:08E a gente sabe também que o brasileiro gasta 5 meses trabalhando para pagar impostos.
26:14De 12 meses, Zé Maria, o brasileiro trabalha 5 meses só para pagar impostos.
26:21Então é muita carga tributária, é um governo federal que realmente prometeu muita coisa, né?
26:28O presidente Lula na sua campanha prometeu picanha, prometeu cervejinha e hoje é o preço dos alimentos.
26:35O governo se perdeu na economia, não tem condição hoje de realmente refazer a economia.
26:40Juros elevadíssimos, a taxa Selic batendo 15%, ou seja, você vai tomar dinheiro emprestado, é baseado na Selic,
26:48então juro altíssimo, os preços dos alimentos disparados no mercado.
26:5380% da população ganha de um a dois salários mínimos, é Maria.
26:57Eu me lembro do Delfim Neto, que era um grande frazista, né?
26:59Delfim Neto, juros a 10% ele dizia, olha, com esse juro aí para ter lucro é só se for vendendo maconha.
27:09Grande Delfim Neto.
27:11É muito difícil, é uma atividade produtiva que renda para pagar impostos e juros desse tamanho ainda tem lucro, né?
27:19Zé Maria, 80% da população ganha até dois salários mínimos.
27:24Imagina essa população que tem que pagar um aluguel, água, luz e ir no mercado no final do mês
27:29para poder fazer a sua compra e sua alimentação.
27:33Não tem dinheiro, Zé Maria.
27:34O povo hoje realmente está passando uma situação de miseráveis.
27:40A gente sabe que o Lula se intitulou pai dos pobres e realmente parece que é isso que ele quer,
27:46acabar com a classe média, aumentar a classe baixa, aumentar a população de pobres no Brasil
27:53e não tirar essa população da linha da pobreza e realmente trazer.
28:00Deputado, eu sei que o senhor faz uma defesa do direito de se defender, né?
28:05Direito de andar armado.
28:07Isso está na Constituição, o direito à defesa.
28:10E a defesa se faz com armas, ninguém faz como cachorro com dentes e gatos com unha, né?
28:15Se faz com armas.
28:16Por que esse assunto empacou e não anda e o debate não vai no Congresso Nacional?
28:21Zé Maria, na verdade, é um...
28:24Eu sou com um pregador de gravata ali.
28:28Exatamente, uma A12.
28:30Uma A12.
28:31Na verdade, eu tenho arma desde os meus 18 anos, né?
28:36Sou armamentista e a gente acredita muito nesse direito de propriedade, direito de defesa.
28:41A gente acredita muito que isso tem que ser um direito normal, assim como direito à vida, né?
28:48Assim como a criança tem direito à escola, eu acho que o homem, o cidadão brasileiro tem direito à sua defesa.
28:56Faz parte da segurança pública esse direito ou é um direito individual?
29:01Eu acho que é um direito individual, mas colabora muito com a segurança pública.
29:06A gente viu os índices do presidente Bolsonaro, onde ele teve uma política armamentista e os crimes despencaram no Brasil.
29:14Eu vou fazer uma pergunta para você.
29:16O ladrão, se souber que você tem uma arma na sua casa, vai invadir a sua casa? Vai roubar a sua casa?
29:21Eu respondo com uma conclusão do Enéas.
29:25O bandido rouba para comprar drogas.
29:28Por que ele não vai lá e rouba o traficante?
29:30O traficante está armado.
29:33O grande Enéas é uma figura que faz falta na política nacional.
29:37E por que, deputado, esses assuntos, na verdade, mais polêmicos, não entram no debate do Congresso Nacional?
29:45Porque o governo é contra.
29:46Nós estamos aí há meses, mas o governo não tem força lá.
29:49Nossa, o governo não tem força, está provando tudo.
29:52A oposição, hoje, trabalha fincada com as nossas pautas, defendendo, trazendo a opinião.
29:58Quando a gente consegue trazer a opinião pública para um tema, a gente tem uma vitória dentro do Congresso Nacional.
30:03Mas a grande maioria não dá tempo da opinião pública realmente conhecer a verdade e ficar do nosso lado
30:09e trazer essa pressão para dentro do Congresso Nacional.
30:12E a lei do armamento é uma.
30:15Que ficou esquecida.
30:16O governo é desarmamentista.
30:18Começou com o ministro Flávio Dino, que fez um decreto absurdo, revogando todos os decretos do presidente Bolsonaro.
30:25E a gente sabe hoje que até para a gente poder fazer uma defesa aí das nossas propriedades, está difícil.
30:33A gente tem uma praga hoje que se chama javali.
30:37É uma praga que vem importada.
30:39O Brasil nunca teve javali.
30:42Veio importado para cá.
30:43É uma praga que acaba com a produção hoje das propriedades rurais.
30:48Acaba com as nascentes de águas, porque eles entram nas cabeceiras e as nascentes, eles destroem as nascentes.
30:57Eles matam animais, bezerros que nascem, javali come.
31:02É um animal muito perigoso.
31:04E a gente sabe hoje também de um outro problema, que o Brasil acabou de sair de um país barrado pela aftosa.
31:14É um país livre da febre aftosa.
31:17E o javali pode ser um transmissor novamente dessa febre aftosa.
31:22Hoje, o Ibama está negando o credenciamento de propriedades rurais para a caça de javali.
31:28O exército não tem liberado as licenças para esse manejo, que na verdade a caça de javali é um manejo de uma praga.
31:37O javali tomou conta, ele pega os harens dos porcos nossos nativos, queixada, cateto.
31:46Ele mata os cachaços, toma as porcas.
31:49O javali entra nos porcos domésticos hoje.
31:53A gente lá do lado da nossa fazenda, o javali entrou num vizinho nosso.
31:57Entrou no chiqueiro, surrou o cachaço que é sorocaba, levou a porcada, as fêmeas todas embora com ele.
32:05Então a gente sabe que o javali tem procriado muito forte.
32:08Virou a praga na fazenda e realmente tem que ser combatido.
32:12E hoje nós falamos com o ministro Fávaro e com certeza ele nos ouviu e vai propor para o governo agora,
32:20para o Palácio Planalto, um projeto para que seja combatido essa praga que é o javali hoje pelo Brasil inteiro.
32:29Então é também um direito, o caçador também faz parte do CAC, é um direito do cidadão também se defender, caçar e fazer o tiro esportivo.
32:40Perfeito.
32:42Conversa boa com o deputado Rodolfo Nogueira, presidente da Comissão de Agricultura,
32:46Comissão Permanente de Agricultura e da Câmara.
32:48Eu vou a conversa, muito bom papo e é assim que a gente mostra aqui a política nacional.
32:54Muito obrigado, hein?
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