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A ANS aprovou novas regras que transformam as operadoras de autogestão. Pedro Batista, o Doutor Inovação, explicou no Fast Money como a medida pode reduzir custos, ampliar o acesso à saúde privada e aliviar a pressão sobre o SUS.

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Transcrição
00:00Tudo de volta ao vivo com Fast Money e agora é hora de Doutor Inovação.
00:11Já estou aqui com o Dr. Pedro Batista, tudo bem? Bem-vindo.
00:16A gente vai falar hoje, gente, sobre a Agência Nacional de Saúde Suplementar
00:19que aprovou mudanças na Resolução Normativa 137 referentes à autogestão de saúde.
00:26O Dr. Pedro já estava me adiantando aqui para ajudar a entender melhor essa história.
00:29Estamos falando de uma mudança que corrige um desequilíbrio regulatório
00:32que impactava operadoras de autogestão há quase 20 anos.
00:36A norma que estava em vigor impunha restrições que elevavam custos,
00:39limitavam a expansão dessas entidades que são consideradas essenciais
00:43para aliviar a pressão sobre o sistema público de saúde.
00:46E o Dr. Pedro, que é médico, sócio da Horus AI, nosso comentarista, já está aqui.
00:51Vamos tentar explicar para incluir todo mundo na mesma página.
00:54Então, qual era o cenário e o que muda com essa norma?
00:58Bom, olha que interessante.
01:00A normativa 137, ela deixava claro quais eram os limites que as autogestões podiam atuar.
01:06E isso impactava diretamente por quê?
01:08Se eu tenho uma grande empresa brasileira, por exemplo, uma Eletrobras, um Correios,
01:14que hoje tem suas autogestões, e ela é impactada diretamente para cuidar somente da carteira de funcionários,
01:21ela não tem maleabilidade, às vezes, para poder prestar e vender o plano para outros grupos
01:27que podem estar atuando na mesma região, e assim conseguir reduzir o custo operacional
01:32da carteira dos próprios funcionários.
01:34E isso impedia demais justamente essa capacidade de uma autogestão poder ter capilaridade,
01:42poder ter melhor produto com avaliação de mercado paralela, e travava demais.
01:47Então, a gente tem as autogestões hoje, então, como essas operadoras, altamente focada em funcionários
01:55de grandes empresas.
01:56Além disso, elas têm a representatividade de 10% de todo o setor.
02:02Olha a importância dessa situação relacionada às autogestões, mais de 100 operações, Nath.
02:08Então, são 100 empresas, como se fossem pequenas operadoras de saúde,
02:13que cuidam especificamente de carteiras de outras grandes empresas.
02:16Dito isso, agora vem uma nova fase.
02:20Desde o final de outubro, essa normativa, que entra em vigor agora em 2026,
02:25ela prepara e autoriza as autogestões a poderem ter um novo foco.
02:31Tem mais uma arte aqui para a gente ver o tanto que isso vai impactar diretamente
02:36todo o mercado de saúde.
02:37Aqui já traz, então, as mudanças.
02:39Exato. O que significa o multipatrocínio?
02:42Significa que, se eu tenho hoje, por exemplo, a Vale do Rio Doce.
02:45A Vale do Rio Doce, ela tem o PASA, que é a autogestão que cuida de todos os funcionários
02:49da Vale do Rio Doce.
02:51Mais de 250 mil pessoas que são cuidadas pelo PASA.
02:56A partir de agora, empresas que têm relação com a Vale do Rio Doce,
03:00também podem comprar o plano de saúde do PASA para justamente poder ter relacionamento direto
03:08também com a saúde, uma vez que é uma das autogestões mais reconhecidas do país, por exemplo.
03:14E aí, nisso, a gente pode trazer outras categorias profissionais,
03:18que antes era somente de funcionários específicos daquela instituição,
03:22para dentro da outra estrutura.
03:23Além disso, as autogestões hoje, elas podem fazer o compartilhamento de rede.
03:28Uma das redes mais famosas que tem no Brasil hoje, até pela capilaridade,
03:33é a da CACI, que é do Banco do Brasil.
03:35E eles têm hoje uma rede muito eficiente.
03:38Dito isso, outras autogestões passam a poder se relacionar com essa rede
03:44para poder ter capilaridade de atendimento.
03:47Família ampliada.
03:49A gente está falando de até a quarta geração.
03:52Então, filhos, cônjuges, pais e avós dos funcionários
03:56agora vão ter a possibilidade de ter acesso à saúde privada,
04:02uma vez que a ANS permite já essa expansão de novos beneficiários.
04:08E a mobilidade.
04:10Uma vez que, antigamente, era possível o atendimento somente dentro de padrões
04:15que eram relacionados à regionalidade do plano.
04:18Então, se você tinha ali a sua agência ou o seu trabalho em determinada localidade,
04:24você só podia ser atendido naquela localidade.
04:25Agora, a expansão é nacional.
04:29Você tem hoje uma capacidade de ter atendimento em qualquer lugar
04:33e, dessa maneira, para quem tem a necessidade de se deslocar mais,
04:37fica muito mais tranquilo dentro do seu próprio trabalho e dentro da sua própria rotina.
04:41Bom, para o usuário final ali, para o paciente, para a pessoa que está usando,
04:45os benefícios aqui são claros.
04:46Agora, eu queria entender o impacto disso no mercado, doutor.
04:49Maravilha. Então, vamos para o impacto de mercado.
04:51Pode chamar uma próxima imagem, porque é muito mais competição.
04:58A gente falou que hoje as autogestões, apesar de serem altamente impactantes
05:02pelo nome das empresas que estão vinculadas às autogestões,
05:06empresas gigantescas no Brasil, elas passam agora a brigar também por serviço
05:11com as operadoras tradicionais e com as cooperativas.
05:16E a gente está vendo que o mercado está muito aquecido.
05:19As grandes operadoras de saúde, as mais conhecidas,
05:22Sul América, Bradesco, Amil, Apivida Intermédica,
05:26todas elas têm investido muito em crescimento.
05:29E na hora que a gente vem com as autogestões, que são empresas provenientes de gigantes
05:36do setor econômico brasileiro, elas entram agora para a briga
05:39e com uma situação muito peculiar.
05:42Porque elas podem levar o acesso a coligados, a empresas que têm contratos com elas
05:50e que vão ter um interesse muito maior de poder fazer mais negócios juntos.
05:55Então, passa a ter o interesse mútuo, não só de utilizar ali das estruturas econômicas
06:01em parceria, mas também agora a saúde também.
06:04E aí, a gente vai ter mais crescimento, mais sustentabilidade, redução de custo,
06:09porque aí você pode ter mais barganha para fazer negociações e, óbvio, a inovação em cuidado.
06:15E aqui eu queria só dar um ponto importante, quando a gente fala de crescimento e sustentabilidade,
06:19hoje, em média, as autogestões têm um volume de mercado em torno de 30 bilhões de reais por ano.
06:29A gente está falando que em pouquíssimo tempo isso pode dobrar de tamanho
06:32e elas passarem a significar 20, 25% de todo o mercado de saúde suplementar.
06:38Que coisa!
06:38Então, de fato, é uma norma que vai mexer muito com esse mercado.
06:42Agora, para se adequar a isso, o que tem de questões e de desafios?
06:49É aí que vem o incentivo maior que pode ser o acesso à tecnologia.
06:55Pode passar para a próxima tela.
06:58A gente vai ver que existe aí um desafio de governança e compliance.
07:03Antes você estava cuidando de poucas vidas e agora você passa a cuidar de vidas também de outras empresas.
07:08Além disso, há adequação tecnológica.
07:11A gente adora falar de inovação aqui, principalmente tecnológica.
07:14Hoje a gente está falando de uma inovação na regulamentação.
07:17Mas sem a inovação tecnológica, sem o investimento adequado em tecnologia
07:21para a gente poder fazer uma antecipação do que a Rede Nacional de Dados em Saúde
07:26já está promulgando lá para 2028,
07:29a gente não vai conseguir fazer o equilíbrio financeiro
07:32e o acesso de qualidade adequado para essas operações.
07:36E aí, óbvio, nas oportunidades, como já foi dito agora há pouco,
07:40Exato. A gente tem fusões e alianças que podem mudar a economia de certos locais,
07:46de certas localidades.
07:47Expansões regionais que vão mudar a conformação de hospitais,
07:51de rede de laboratório, de rede de atendimento
07:53e, óbvio, da capacidade de atendimento dos próprios médicos que vão estar no local.
07:59E, principalmente, os reposicionamentos de marca.
08:02Olha que fantástico quando você tem uma empresa que antes ela só precisava olhar para dentro de casa,
08:08ela não tinha a necessidade de se apresentar para o mercado
08:11e agora ela pega todo aquele know-how e aquela satisfação,
08:15aquele Net Promoter Score, aquele índice de satisfação que ele já tinha dentro de casa
08:19e ele apresenta para o mercado, mostrando-se, às vezes, muito mais eficiente
08:24de quem já estava ali nas operações tradicionais.
08:27Doutor Pedro, eu disse aqui na abertura que essa movimentação, esse novo marco,
08:32ele poderia trazer um alívio para o sistema público de saúde, né?
08:37Sei que para quem é da área pode parecer muito óbvia essa conexão,
08:40mas para quem não é, explica qual que é o caminho até a gente ter esse alívio.
08:44Olha que legal.
08:45A gente falou que a gente pode ter outras gerações sendo incluídas nos planos.
08:51E se a gente hoje analisa as pesquisas de mercado sobre qual que é os maiores desejos
08:56da população brasileira, saúde, o plano de saúde depois da pandemia
09:01se tornou um dos primeiros pontos de maior importância para a necessidade do brasileiro.
09:06E dito isso, quando a gente tem essa capacidade de maior expansão dos familiares
09:11que podem entrar agora dentro do plano da própria empresa,
09:15de quem está recebendo já como funcionário,
09:17a gente tem uma capacidade de tirar mais gente ali do Sistema Único de Saúde,
09:22desafogar, porque aí mais familiares podem entrar a preços acessíveis
09:27e dessa maneira a gente tem, quem quer o plano de saúde pode já entrar
09:31atendimento adequado e o Sistema Único sendo desafogado
09:35porque agora a gente tem mais capacidade de capilaridade.
09:38Até porque não é fácil hoje em dia você contratar como pessoa física um plano de saúde, né?
09:43Não é fácil pagar, mas mesmo conseguindo pagar você não consegue.
09:46As operadoras, elas abriram mão dos planos individuais,
09:48são pouquíssimas operadoras hoje que têm planos individuais.
09:52E geralmente o grande problema é na hora que a gente tem,
09:56ou famílias que tem às vezes um assalariado, um selitista,
10:00e aí ele não consegue colocar mais familiares porque tem o limite.
10:04Isso.
10:05E aí não consegue também fazer um plano empresarial porque ele não tem o CNPJ.
10:08Então a gente tem que entender que essa normativa,
10:11ela vai fazer uma mudança muito favorável à população,
10:16a quem hoje trabalha com carteira assinada em algumas das empresas brasileiras,
10:21podendo aí ter agora um acesso que sim, garante mais saúde para todo mundo.
10:26Legal.
10:26Até um incentivo para uma nova geração que não faz questão do CCLT, né, doutor Pedro?
10:30Exatamente.
10:31De enxergar esse benefício que tem muito valor, né?
10:33E assim, a gente precisa colocar essa consciência na cabeça do brasileiro.
10:38A gente hoje tem um índice de CLTs muito abaixo do crescimento adequado
10:43do que teria nos últimos anos.
10:46Então o trabalho assalariado, ele precisa ser olhado sim
10:50com um ponto de vista de benefício e claro de qualificação técnica.
10:53É interessante.
10:54Muitas nuances.
10:55Eu estou vendo, doutor Pedro, vir aqui com notícias, né?
10:57Com certeza.
10:58De fusões, aquisições, parcerias.
10:59De fusões, aquisições, muito investimento em tecnologia.
11:01Não tem como a gente fazer cuidado de carteiras tão complexas assim
11:05se a tecnologia, ela não vier como grande aliada de todas essas nuances.
11:10E a gente torce aí para que todo mundo invista e invista para valer.
11:14Porque de saúde a gente quer e quer muito bem de todo mundo.
11:19Muito bom.
11:20Obrigada, doutor Pedro.
11:21Obrigado, Nath.
11:21Sempre conto aqui com vocês.
11:22Obrigada a nossa audiência com essa novidade.
11:23Tchau, tchau.
11:24Tchau, tchau.
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