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O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) citou São Paulo como um exemplo de combate ao crime organizado, após a megaoperação no Rio de Janeiro. Alckmin relembrou números positivos de sua gestão anterior como governador do estado de São Paulo. Reportagem: Misael Mainetti.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/0-bHJYFhm0Y

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Transcrição
00:00E o vice-presidente Geraldo Alckmin se manifestou sobre a atuação do crime organizado,
00:04disse que o Estado de São Paulo é um exemplo de combate às facções.
00:09Vamos conversar aqui com o Misael Mainetti, que vai trazer os detalhes para a gente agora,
00:13mencionando o Estado, que ele governou por muito tempo,
00:16próximo de uma eleição da qual ele deve participar também, né Misael?
00:22É, ele foi ali já certeiro em citar exemplos do Estado de São Paulo
00:27e ele comandou o Palácio dos Bandeirantes já.
00:30Muito boa tarde aí para você, Evandro, para todo mundo que acompanha o 3 em 1.
00:34Tema atual, tema do ano que vem, segurança pública.
00:38E aí temos esse gancho do que aconteceu no Rio de Janeiro.
00:41Em um evento que aconteceu hoje no interior de São Paulo,
00:44havia lá Geraldo Alckmin, também havia Guilherme Derrit,
00:48secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo.
00:51Questionado sobre temas de segurança, Geraldo Alckmin utilizou os números positivos
00:57então do Palácio dos Bandeirantes quando ele estava à frente do cargo.
01:01Também citou o presidente Lula falando da PEC da Segurança,
01:05que deve movimentar o Congresso Nacional no ano que vem.
01:08PEC essa muito criticada por governadores e secretários de segurança pública de vários estados.
01:16E ele disse que é importante, sim, combater organizações criminosas, facções criminosas.
01:21Questionado sobre facção terrorista, sobre o uso desse termo terrorista, desconversou e falou outras coisas.
01:31Vamos assistir agora, vamos acompanhar agora a fala do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.
01:36Primeiro, organização criminosa deve ser enfrentada por terra, mar e ar.
01:43Então, todo o empenho nesse trabalho.
01:45Queria destacar que o presidente Lula sancionou a lei estabelecendo penas mais duras para o crime organizado
01:54e encaminhou ao Poder Legislativo uma proposta de combate às facções.
02:01Então, todo o trabalho.
02:03E cooperação.
02:04Nós precisamos unir os três níveis de governo.
02:07Municipal, estaduais, nacional, no combate ao crime organizado.
02:14São Paulo é um bom exemplo.
02:15Nós tínhamos, em 2001, mais de 12 mil assassinatos por ano.
02:23Reduzimos para 11, 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3.
02:28Quando saí do governo era 2.900, hoje é 2.500.
02:33Então, é possível, sim, você ter um trabalho eficaz com inteligência, com tecnologia,
02:39com policiamento ostensivo, repressivo, preventivo, com investigação e com sistema penitenciário,
02:49com regime disciplinar diferenciado.
02:56Está aí a fala de Geraldo Alckmin, vice-presidente da República,
03:00citando números do governo de São Paulo de quando ele estava na época
03:04e falando da assinatura dessa lei anti-facção proposta pelo ministro Lewandowski,
03:10que endurece penas.
03:12Agora, Guilherme Derrit, que também participava e que já está assinando
03:16para voltar muito em breve e tentar o cargo como senador,
03:21voltar muito em breve para o Congresso,
03:23ele já concorda que qualquer coisa, qualquer justiça, qualquer lei
03:28que endureça ainda mais as penas, ela é bem-vinda.
03:32Ele, que tem aí a bandeira de acabar com as saídinhas temporárias,
03:36inclusive, se licencia nesta terça-feira,
03:39se afasta para voltar ao Congresso e tentar endurecer mais
03:43algumas situações que favorecem criminosos.
03:48E aí, ele vai justamente para Brasília nesta terça
03:51para fazer isso usando esse termo terrorismo.
03:55Coisa, termo esse que Geraldo Alckmin desconversou.
03:58A gente também tem a fala de Guilherme Derrit em relação a esse projeto anti-facção
04:04que foi entregue pelo ministro Lewandowski.
04:07Acompanhe.
04:08Qualquer iniciativa que venha a encarecer o custo do crime vai ter o nosso apoio.
04:12Vai ter o meu apoio, especificamente.
04:13Mas eu não li o texto do projeto, não sei se já foi enviado.
04:16Eu vi um vídeo que o presidente da República fez,
04:18mas o texto do projeto acho que não chegou para a Câmara ainda.
04:21Amanhã eu estou retornando para a Câmara,
04:22para, de fato, retornar os trabalhos na quarta-feira.
04:24Aí eu vou poder me debruçar sobre o projeto, vou ler sobre ele.
04:28Mas qualquer iniciativa que venha a endurecer o custo do crime,
04:33mas temos que avançar nessas leis infraconstitucionais
04:36com progressão do regime de comédia de pena, desculpa,
04:39como auxílio-recusão, visita íntima.
04:43Esses benefícios que o criminoso possui no Brasil,
04:45sinceramente, para mim, tem que acabar.
04:46Está aí a fala de Guilherme Derritte,
04:51ele que é deputado federal licenciado agora pelo Progressistas
04:55e já tenta o Senado muito provavelmente no limite do ano que vem
05:00até o final de março.
05:01Então a gente vê dois políticos fazem acenos,
05:06políticos para a próxima eleição,
05:08que está aí, eleições do ano que vem, 2026.
05:10O que eles têm em comum são querer penas mais rígidas para criminosos.
05:16Agora, em questão da lei de organizações criminosas,
05:19que mudou ali justamente nesse projeto entregue pelo ministro Lewandowski,
05:25Geraldo Alckmin desconversa quando fala em facção criminosa
05:28e Guilherme Derritte, acompanhando algumas coletivas de imprensa dele,
05:33quando fala em facção terrorista, perdão, Alckmin desconversa.
05:36Derritte, ele diz que tanto faz,
05:38mas ele está usando esse argumento amanhã, terça-feira,
05:41justamente para tentar fazer um aceno aí
05:44em relação a deixar as penas mais rígidas.
05:47A gente vai continuar acompanhando este tema número um,
05:51segurança pública, agora e já para as eleições do ano que vem.
05:54Evandro?
05:54Muito obrigado, Misael Mainete.
05:56Ô, Fábio Piperno, temos então Guilherme Derritte,
05:59secretário de Segurança Pública aqui do Estado de São Paulo,
06:01claro que tem como principal bandeira o tema,
06:04buscando nesse momento a sua hora de brilhar.
06:07além, claro, de outras situações nas quais ele já se envolveu,
06:11relacionadas à segurança pública.
06:13Num Estado que foi já governado por Geraldo Alckmin
06:16e que diz que serve como exemplo.
06:19E aí eu quero saber de você se servir como exemplo,
06:23tem só uma camada única ou não?
06:26Porque ao falar sobre a redução de homicídios, etc.,
06:29você tem um número que foi descendo, assim,
06:32a partir de ações feitas aqui no Estado
06:34e que continua caindo também na gestão de Tarcísio de Freitas.
06:38Mas em relação à facção criminosa PCC,
06:41dá para dizer que foi um sucesso?
06:44Porque a facção não deixou de existir,
06:46pelo contrário, ela cresceu.
06:47Então, com todo o respeito aos dois,
06:50especialmente ao vice-presidente Geraldo Alckmin,
06:53que é uma figura que eu respeito demais
06:55e que se alongou mais sobre esse tema,
06:58eu diria o seguinte,
07:00aquilo que eu falei há pouco,
07:02do ponto de vista estatístico,
07:04dá a impressão que caminhamos para nos tornarmos
07:06uma suíça em matéria de segurança pública.
07:09E, obviamente, a percepção da população é muito diferente
07:12e a percepção da população é a real.
07:15Veja, não é que tenha melhorado tanto assim.
07:18É que, aqui no Estado de São Paulo,
07:21a natureza do crime,
07:24ela enveredou por um outro caminho.
07:26Então, ao crime organizado aqui de São Paulo,
07:29não importa, não interessa mais
07:31ficar apertando o gatilho toda hora,
07:33como no Rio de Janeiro,
07:34onde, no ano passado,
07:36um bando chegou lá na praia e matou.
07:38Quatro médicos estavam lá,
07:40num quiosque,
07:41porque confundiram os quatro médicos
07:43com uma outra pessoa.
07:45Então, acabaram banalizando o ato de matar.
07:49Aqui em São Paulo,
07:50não que eles sejam madres teresas,
07:53longe disso.
07:54É que o crime descobriu
07:56outras formas de ganhar dinheiro.
07:57Então, ele vai ganhar dinheiro na Faria Lima,
07:59ele vai ganhar dinheiro com postos de combustíveis,
08:02ele vai ganhar dinheiro, por exemplo,
08:03com contrabando, com mistura de bebidas.
08:06Então, é um crime de uma outra natureza,
08:09com um crime cibernético.
08:10Então, não precisa mais ficar apertando o gatilho
08:13o tempo todo.
08:13Agora, em relação ao derrite,
08:16também falei sobre isso aqui outro dia.
08:17Veja, eu acho que no Congresso
08:19deve estar em falta
08:21o parlamentar especialista em segurança pública,
08:26a despeito do Congresso ter
08:28coronel, delegado, capitão,
08:31tem até general,
08:33tem toda essa turma de fardatos.
08:35mas o secretário de São Paulo,
08:39que coincidentemente vai ser candidato a senador,
08:41o ano que vem,
08:42ele precisa se licenciar do cargo para ir lá.
08:45Porque se não for ele dar um empurrãozinho,
08:47essa turma toda de fardatos
08:49não é capaz de fazer nada.
08:50Eita, José Maria Trindade,
08:51você concorda com essa crítica do Piperno?
08:53Eu acho que a segurança pública
08:57ultrapassa bandeiras,
08:59ultrapassa, inclusive,
09:03fronteiras.
09:05O governador de São Paulo,
09:07ele está enfrentando dificuldades
09:10na percepção de segurança pública.
09:12Isso é visível.
09:13E por incrível que pareça,
09:15os números de São Paulo são positivos.
09:17São números positivos,
09:18levando-se em consideração,
09:20por mil habitantes,
09:21que é uma medida internacional,
09:23a medida que é aceita internacionalmente.
09:28E foi exatamente com base nesta medida
09:30que Donald Trump disse que
09:32a capital norte-americana,
09:34Washington,
09:35tem números de violência
09:37superiores aqui à nossa capital, Brasília.
09:40E é verdade,
09:40levando em consideração mil habitantes.
09:43Essa fala do ex-governador Geraldo Alckmin
09:46mostra uma tendência de certos crimes.
09:49A criminologia,
09:52ela demanda um aumento histórico.
09:55Por exemplo, agora,
09:57é evidente que vai cair
09:58o roubo à mão armada,
10:01porque o bandido não encontra mais dinheiro
10:03na caixa registradora de ninguém.
10:05Todos os comércios estão usando
10:08PIX, cartão de crédito,
10:10débito e assim por diante.
10:12Transferências e assim por diante.
10:14Então, assim, muda o sentido do crime.
10:17Então, é muito difícil de falar,
10:20por exemplo, como o Geraldo Alckmin,
10:21falando em uma queda constante,
10:23chegando atualmente em São Paulo,
10:26e sobre uma tendência,
10:27porque é preciso criar novos métodos
10:30de se avaliar o crime.
10:32Que tipo de crime se pratica?
10:34Hoje, o crime que está rendendo muito
10:36e que tem praticamente zero de punição
10:39é o golpe através do telefone.
10:41Ninguém sabe quem é que deu o golpe de milhões
10:44captando o dinheiro de cada um,
10:46vendas que não chegam.
10:48Tudo é crime cibernético,
10:49é o crime atual.
10:50Acho que tem que recomeçar a avaliar isso.
10:54Essa defesa da criminologia,
10:58a defesa da não violência,
11:02isso agora entrou na pauta
11:04do debate político em todos os setores.
11:07Fala, Langani.
11:08Olha só, eu vejo que o Geraldo Alckmin,
11:10ele também está fazendo
11:11toda uma defesa da história dele.
11:14Como ele foi governador de São Paulo
11:16por muitos anos,
11:18se ele falasse, diferente disso,
11:20que São Paulo estaria um caos,
11:23a violência aqui tomada, enfim, etc.,
11:26ele estaria também passando um recibo,
11:29um atestado de culpa,
11:30porque a população sabe que
11:32a violência não veio da noite para o dia,
11:34a criminalidade não cresceu da noite para o dia.
11:37Então, eu vejo que também tem
11:38um pouco da defesa da sua história aqui.
11:42Tem um outro ponto que é curioso, São Paulo,
11:45a percepção da população.
11:47De fato, os índices estatísticos são positivos.
11:51A população, ao mesmo tempo,
11:53também tem uma boa avaliação do governo
11:57em relação à segurança pública.
11:59Então, índice positivo e boa avaliação.
12:00Mas, ao mesmo tempo, Evandro,
12:02há uma sensação de insegurança muito grande,
12:05principalmente na capital, aqui em São Paulo.
12:08Virou comum assaltos à mão armada,
12:12roubando celular e, muitas vezes,
12:14resultando em mortes, mortes bárbaras.
12:16Então, é curioso esse comportamento da população,
12:20que muitas vezes parece ser até contraditório.
12:23Índice cai, entende que o governo estadual
12:26faz um bom governo na segurança pública,
12:28mas também há um medo generalizado por parte da população
12:33e um medo real, diga-se de passagem.
12:34Arremate, Bruno Musa.
12:35É porque eu acho que faz muito sentido o que o Piperno falou.
12:38A natureza do crime realmente mudou.
12:40Eles, entre aspas aqui,
12:42eles evoluíram para eles, obviamente,
12:45em que eles entenderam que sair dando tiro
12:48há um risco maior,
12:50há uma imagem muito mais difícil de segurar até na mídia,
12:54e, portanto, eles aprenderam a fazer outro tipo de crime.
12:58Há o passo que, da mesma forma,
13:01o crime no Brasil para aqueles que são imorais ou antiéticos,
13:05como você muito bem falou,
13:06o roubo de celular,
13:07que fomos vítimas todos aqui recentemente,
13:10ele compensa no Brasil para aquele que é criminoso.
13:14Porque ele percebe que o risco dele ficar preso
13:17por aquele ato é irrisório.
13:20A probabilidade tende a zero.
13:21Então, ele vai lá e faz meia hora.
13:23Depois, ele está no mesmo local roubando outra pessoa.
13:26É um cálculo de risco-retorno que a gente faz na nossa cabeça.
13:29É muito simples.
13:30Então, talvez o número de morte tenha caído,
13:32ou caiu, como de fato a gente está falando,
13:34mas a percepção do dia a dia do risco aumentou.
13:37Porque você não tira mais o celular do bolso,
13:39porque você olha por quais ruas você anda.
13:41Então, aquele dia a dia,
13:43ele fica mais complicado aqui em capitais.
13:46E vale lembrar também que muitas dessas mortes
13:48são difíceis de serem contabilizadas,
13:49uma vez que quando é morto lá no morro,
13:52no tribunal do crime, como eles chamam,
13:54muitas vezes também não é contabilizado dentro da estatística.
13:56E só para mencionar um pouco aqui
13:58da fala do Geraldo Alckmin,
14:00que ele puxa ali para o governo do começo dos anos 2000,
14:06eu estava vendo esses dias uma entrevista dele,
14:10salvo engano, foi para a Roda Viva,
14:12em que perguntaram para ele o seguinte,
14:14você atribui o crime organizado ligado ao PT?
14:18E ele fala textualmente que sim.
14:20Então, imagina o malabarismo que ele tem que fazer agora
14:23para defender números,
14:24uma vez que ele também diz que não voltaria a cena do crime
14:27se referindo ao PT,
14:28ele falando, e lá ele está, né?
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