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O salário mínimo mais alto ajudou a aumentar a renda média do trabalho em 4% até setembro de 2025, segundo dados da PNAD. Fernanda Sette explicou como setores como comércio, serviços e agricultura registraram os maiores ganhos e o impacto positivo no consumo e na economia. Acompanhe a análise de Mariana Almeida.

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Transcrição
00:00E o salário mínimo mais alto tem ajudado a impulsionar a renda dos trabalhadores brasileiros.
00:06De acordo com dados divulgados pelo IBGE, a renda média do trabalho cresceu 4% entre janeiro e setembro deste ano,
00:15puxada pelos reajustes acima da inflação e pela geração de novos empregos.
00:20E a Fernanda Sete acompanha esse tema ao vivo, direto de Brasília.
00:24Oi, Fernanda. Bem-vinda de volta.
00:27Fernanda, quais são os elementos que acompanham, então, esse aumento no valor, hein?
00:34Pois é, Paula. Esse aumento foi registrado pela pesquisa da PNAD, né?
00:39E olha só, os aumentos anuais do salário mínimo acima da inflação impulsionam aí, de fato, a renda do conjunto do mercado de trabalho,
00:48principalmente em alguns segmentos, como, por exemplo, de comércio e também de serviços.
00:54E o efeito do piso salarial nacional ajuda a explicar esse aumento médio de 4% na renda do trabalho, na renda do trabalhador brasileiro.
01:06E esse crescimento, né, foi ali estudado, foi direcionado ali por essa pesquisa da PNAD, né?
01:15Então, ou seja, entre janeiro e setembro deste ano, de acordo com essa pesquisa, a Pesquisa Nacional, por amostra de domicílios, a PNAD,
01:25houve, de fato, né, esse aumento médio de 4% na renda do trabalhador brasileiro, né?
01:32Do trabalhador nacional.
01:34E olha, nos nove primeiros meses deste ano, de 2025, esse aumento médio de 4%, né, no rendimento ali dos trabalhadores,
01:44foi recorde, de acordo com essa pesquisa divulgada pela PNAD.
01:50Então, nesse comparativo, houve um aumento, principalmente, Paula, em cinco categorias, né?
01:55Entre elas, a gente pode citar da agricultura e pecuária, que foi um aumento médio ali de 6,5%.
02:03Também houve destaque ali, um aumento também na renda dos trabalhadores, na questão da construção também,
02:10da construção civil, houve um aumento ali médio na renda desses trabalhadores.
02:15Também na administração pública, foi outra categoria de destaque, né,
02:20que apresentou aí esse aumento na média, né, dos trabalhadores.
02:24E também a questão dos serviços domésticos, foi um aumento de 6,2%.
02:31Então, no modo geral, nessas cinco categorias que falei agora,
02:35agricultura, administração pública, serviços domésticos e também construção civil,
02:41realmente foram categorias ali que apresentaram rendimento médio acima daquele comum,
02:47ou seja, maior do que foi registrado no ano passado.
02:51E esse aumento do salário mínimo tem um impacto direto, né,
02:56sobre o rendimento médio real desses trabalhadores,
02:59principalmente nesses setores que falei agora, de serviços e também de comércios, né,
03:04onde muitos trabalhadores, a maioria desses trabalhadores,
03:08recebem valores aí próximos do piso do salário mínimo.
03:12Então, Paula, só para a gente ter uma noção também, fazer um comparativo,
03:15desde 2023, os aumentos anuais do salário mínimo foram, de fato, retomados.
03:22Só para a gente ter uma ideia, de acordo com os cálculos do Departamento Intersindical de Estatísticas
03:27e Estudos Socioeconômicos, o DIESE, o valor fixado lá em 2023 do salário mínimo
03:32foi de R$ 1.302,00, o que significou um aumento real ali de 1,41%.
03:43Já em janeiro deste ano, ou seja, janeiro de 2025,
03:48o aumento aí, o salário mínimo foi de R$ 1.518,00,
03:52ou seja, um aumento real que equivale a 2,61%,
03:58ou seja, um aumento aí significativo comparado ali aos anos anteriores.
04:03São 2024 quanto 2023.
04:06E em 2026, as projeções, as expectativas do salário mínimo devem ser de R$ 1.630,00,
04:13com um aumento ali de cerca de 7,37%.
04:18Então, de acordo com essa pesquisa da PNAD,
04:21a gente consegue ver, de uma forma geral,
04:23que o rendimento médio do trabalhador brasileiro teve sim esse aumento aí de 4%,
04:30nessas principais categorias, né?
04:32Agricultura, tecuária, administração pública, serviços domésticos e construção civil.
04:38Volto com você, Paula.
04:40Muito obrigada mais uma vez, Fernanda Sete, pelas informações.
04:44Daqui a pouco a gente volta a conversar.
04:45Obrigada.
04:47E eu volto a falar então com a Mari Almeida
04:49Sobre essa informação que a Fernanda Sete trouxe, né, Mari,
04:53sobre o aumento, então, na faixa de renda da população com base no salário mínimo,
04:57a gente tem um dado que eu acho que vale ressaltar, Mari,
05:01que é a questão do emprego, né?
05:02Como está tendo mais emprego,
05:04isso também reflete na melhora da faixa do salário mínimo, né?
05:09As pessoas acabam podendo consumir melhor.
05:12Exato, Paula.
05:14Isso é um desenho aqui da economia brasileira que vem sendo impulsionado.
05:19A gente conseguiu manter o desemprego baixo
05:21e essa renda do trabalho, portanto, mais alta do que a média
05:25do que tem crescido aí a economia como um todo do país.
05:29Isso é um modelo que, para um país que é bastante desigual como o Brasil,
05:32ele pode ser positivo no sentido de que você sustenta o crescimento
05:35exatamente nas camadas que têm menor acesso a consumo.
05:39Agora, esse crescimento, portanto, da renda é um incentivo ao consumo,
05:44exatamente porque esse é o desenho que se espera.
05:46E aí, o que fica sempre de tom, de alerta é qual é a nossa capacidade
05:51de conseguir entregar essa produção que vai ao encontro desse consumo desejado
05:56e necessário e justo dentro do país sem pressionar a inflação.
06:01É isso que tem sido observado e, aparentemente, até agora,
06:04a gente tem um resultado bastante positivo, pelo menos ao longo desse ano.
06:08Então, a economia tem conseguido transitar para um ambiente
06:12onde eu tenho tido uma convergência maior da perspectiva inflacionária
06:18para, pelo menos, o teto da meta, para fechar em 2025,
06:22isso sem provocar aumento da taxa de desemprego.
06:25Ao contrário, a gente continua com o desemprego baixo
06:27e com essa renda ainda do trabalho crescente.
06:32Precisa reagir?
06:34Existe algo positivo aí também disso.
06:36Se você consegue que esse modelo tenha sustentabilidade no tempo,
06:40talvez a gente consiga reagir do lado da produção
06:42também com ganhos internos numa produção que aumenta em produtividade,
06:46talvez um dos maiores gargalos da economia brasileira.
06:49Quer dizer, ou seja, se eu consigo fazer com que a camada
06:52que está com menor acesso possa ascender aí, o que eu ganho?
06:56Ah, eu ganho estímulo a alguns tipos de produção.
06:59Quem pode produzir isso?
07:00Muitas vezes, no Brasil, a gente não consegue pegar essa própria força de trabalho
07:04e reagir a essa produção a partir de ganhos de produtividade
07:07e ganhando mesmo em eficiência.
07:09Fazendo isso, seria um destravamento importante aqui,
07:13porque quando a gente não consegue fazer isso, vem a inflação
07:15e, de novo, a gente acaba tendo que pressionar para uma queda
07:18nesse consumo de baixa renda, que é a pior situação.
07:21A economia cresce um pouquinho, pequena a sensação de melhora e depois cai.
07:25Essa é aquela ideia de você sempre ter um voo de galinha.
07:27Para poder superar o voo de galinha, esse ganho de renda tem que também
07:31vir com ganhos de produtividade, o que significa a qualificação do trabalho,
07:35significa a qualificação da eficiência e é ótimo.
07:39Mas, então, a nossa capacidade de poder aproveitar, de inclusive visualizar
07:45como estratégico pode ser esse momento, é que vai fazer a diferença daqui em diante.
07:50Então, não é um dado menor, é um dado muito importante.
07:53Olha só, estamos fazendo com que haja crescimento da capacidade de consumo e bem-estar
07:58das camadas mais baixas da população, das camadas da renda do trabalho.
08:02Isso é bom.
08:03Seremos capazes de sustentar isso?
08:05É fundamental que sim, para que não seja um voo de galinha
08:08que acabe pressionando de novo essa faixa, que é uma faixa tão importante
08:12e um grande potencial.
08:14Os países de renda média, falando em China, falando na Ásia,
08:17conseguem também superar o seu salto e sua dependência internacional
08:21exatamente quando olham para dentro e entendem o potencial de crescimento
08:24a partir do próprio trabalho e da massa de consumo interno.
08:28Então, se o Brasil está conseguindo fazer essa sustentação,
08:31é importante que ele entenda o quão estratégico isso pode ser
08:34e siga investindo, o setor privado olhando para essa renda
08:39como um potencial, indicando também os seus investimentos,
08:43a sua capacidade de crescimento com o aproveitamento desse potencial.
08:47Vamos tentar observar.
08:48É difícil porque a gente tem uma taxa de juros altas,
08:50mas se a gente consegue aproveitar de alguma maneira,
08:53como tem saído aí no milagre,
08:55a gente ainda está crescendo, apesar dessa taxa de juros,
08:58quem sabe isso sustente por um pouco mais de tempo.
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