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Durante a abertura do semestre do Judiciário nesta sexta (1º), o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, fez um discurso firme em defesa das instituições democráticas e da atuação do ministro Alexandre de Moraes, que foi alvo de sanções pelo governo dos Estados Unidos. A fala ocorre em meio às tensões diplomáticas e críticas à postura americana.
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NotíciasTranscrição
00:00A gente vai agora com imagens diretamente ali do plenário do Supremo Tribunal Federal
00:04na Praça dos Três Poderes em Brasília, retomando os trabalhos nessa sexta-feira.
00:08Dá pra notar um clima tenso, pra dizer o mínimo, talvez ali mantendo o ela, mantendo a postura,
00:16mas o presidente Luiz Roberto Barroso tem a palavra nesse momento pra reabrir os trabalhos.
00:21Vamos ouvir.
00:22Um breve pronunciamento para o tribunal que intitulei o Supremo Tribunal Federal
00:26e a defesa da institucionalidade.
00:33Um pouco de história política do Brasil.
00:37Em novembro de 1891, Deodoro da Fonseca, primeiro presidente da República,
00:46renunciou após uma tentativa fracassada de golpe de Estado.
00:52Foi substituído pelo vice-presidente Floriano Peixoto,
00:56que, violando a Constituição, deixou de convocar eleições
01:01e permaneceu ilegitimamente no poder até 1894.
01:09As tentativas de quebra de institucionalidade
01:12nos acompanham desde os primeiros passos da República Brasileira.
01:18Em mil oitocentos e noventa e dois, diante de um habeas corpus impetrado
01:25perante o Supremo Tribunal Federal, em favor de generais que haviam se rebelado
01:30contra decisões suas, o mesmo Floriano Peixoto teria pronunciado uma frase
01:36que ficou célebre.
01:37Se o Supremo Tribunal Federal conceder o habeas corpus,
01:43não sei quem amanhã dará habeas corpus aos ministros.
01:48Fecho aspas.
01:50O Supremo terminou por não conhecer do habeas corpus,
01:54considerando se tratar de questão essencialmente política.
01:57Esses episódios que eu acabo de descrever
02:01revelam três facetas da história constitucional e republicana brasileira.
02:07Presidentes autoritários,
02:10militares envolvidos em política
02:12e ameaças ao Supremo Tribunal Federal.
02:14Do início da República
02:18até o final do regime militar,
02:21a história do Brasil
02:23foi a história de golpes,
02:25contra-golpes,
02:27intervenções militares,
02:29rupturas ou tentativas de ruptura
02:32da legalidade constitucional.
02:35Não é difícil demonstrar o ponto.
02:38Fazendo um corte cronológico dos últimos cem anos,
02:42tivemos
02:43tentativas de golpe do movimento tenentista
02:47em mil novecentos e vinte e dois e mil novecentos e vinte e quatro.
02:52Contra Arthur Bernardes.
02:54A Revolução de Trinta,
02:56a Revolução Constitucionalista de São Paulo de Trinta e Dois,
03:00a Intentona Comunista de mil novecentos e trinta e cinco,
03:04o golpe do Estado Novo de mil novecentos e trinta e sete,
03:08a destituição de Getúlio Vargas em mil novecentos e quarenta e cinco,
03:12o contra-golpe preventivo do Marechal Lote em mil novecentos e cinquenta e cinco,
03:17para segurar a posse de Juscelino Kubitschek e duas rebeliões contra Juscelino Kubitschek,
03:23Jacareacanga em mil novecentos e cinquenta e seis e Aragarças em mil novecentos e cinquenta e nove.
03:29A lista continua e inclui o veto dos ministros militares à posse do vice-presidente João Goulart,
03:37quando da renúncia de Jânio Quadros em mil novecentos e sessenta e um,
03:41o golpe militar de sessenta e quatro,
03:44a prorrogação do mandato de Castelo Branco com o cancelamento das eleições de mil novecentos e sessenta e cinco,
03:51o ato institucional número cinco de mil novecentos e sessenta e oito,
03:57o impedimento à posse do vice-presidente Pedro Aleixo em mil novecentos e sessenta e nove,
04:03a outorga pelos ministros militares da emenda constitucional número um,
04:07que na verdade foi uma verdadeira constituição de mil novecentos e sessenta e nove,
04:12com o congresso fechado.
04:13Os anos de chumbo do governo mede-se, com tortura, censura e exílio,
04:21e o fechamento do congresso pelo presidente Geisel em mil novecentos e setenta e sete,
04:27para a outorga do pacote de abril mudando as regras eleitorais.
04:33Do início da república até a constituição de mil novecentos e oitenta e oito,
04:38o sistema de justiça não conseguiu se opor de forma eficaz às ameaças autoritárias
04:47e às quebras da legalidade constitucional.
04:51Um pouco da história do Supremo Tribunal Federal.
04:55Não foram poucas as ameaças, o desrespeito e as violências contra o Supremo Tribunal Federal.
05:02da proclamação da república à constituição de mil novecentos e oitenta e oito.
05:11Ainda com Floriano Peixoto, por longo período, deixou ele de nomear ministros para o tribunal,
05:18levando à falta de quórum para julgamentos.
05:22E também, em desconsideração, o próprio Floriano Peixoto nomeou, em outro momento,
05:28para o tribunal um médico e um general, sem nenhuma formação jurídica.
05:37Em mil novecentos e trinta e um, Getúlio Vargas reduziu o número de ministros
05:42e aposentou compulsoriamente, por decreto, seis deles,
05:47em retaliação aos que haviam condenado os insurrectos dos movimentos de mil novecentos e vinte e dois e vinte e quatro.
05:54No momento que partimos, vamos falar um rápido break para todo mundo nos ouvindo pela rede Jovem Põe de Rádio Morning Show.
05:59Volta já já.
06:01A Constituição do Estado Novo previu que decisões do Supremo que declarassem a inconstitucionalidade de lei
06:09podiam ser submetidas ao Congresso e derrubadas.
06:13Em janeiro de mil novecentos e sessenta e nove, o regime militar aposentou compulsoriamente,
06:20com base no ato institucional número cinco de sessenta e oito,
06:24os ministros Evandro Lins e Silva, Victor Nunes Leal e Hermes Lima.
06:30E ainda em mil novecentos e sessenta e nove,
06:33a junta militar, com o Congresso fechado mais uma vez,
06:36aumentou o número de ministros do Supremo de onze para dezesseis
06:41para nomear juízes alinhados com o regime.
06:48Como se passam as coisas numa ditadura?
06:52Eu e muitos de nós aqui vivemos uma ditadura.
06:58Conhecemos pessoas que foram torturadas,
07:00conhecemos jornalistas que foram censurados
07:04e compositores que tiveram suas músicas proibidas.
07:08Conhecemos pessoas que foram para o exílio,
07:11professores que foram arbitrariamente afastados dos seus cargos.
07:17Muitos de nós ficamos sabendo
07:19de fontes seguras,
07:21de pessoas que desapareceram,
07:24ou melhor, foram desaparecidas.
07:26Um desses episódios foi recentemente retratado
07:31com um refinado toque de humanidade
07:34no filme Ainda Estou Aqui,
07:37de Walter Salles,
07:38com Fernanda Torres, Fernanda Montenegro e Celton Mello.
07:43Ficamos sabendo também
07:44de pessoas que foram assassinadas em quartéis
07:47e as autoridades simularam suicídio,
07:51como nos casos de Vladimir Herzog e de Manuel Fiel Filho.
07:54Muitos de nós conhecemos
07:57a jornalista que foi presa aos 18 anos,
08:01grávida,
08:02e mantida por horas em um quarto escuro
08:05com uma cobra jiboia.
08:08É também de conhecimento público
08:09que alguns adversários políticos do regime militar
08:13tiveram seus corpos arremessados
08:15de helicópteros em alto mar.
08:17Todos nós acompanhamos
08:20e acompanhamos ou estudamos
08:21o atentado do Rio Centro,
08:24em 1981,
08:26quando integrantes dos purões da ditadura
08:29pretendiam explodir bombas
08:30durante um show de música popular brasileira,
08:34com a presença de milhares de jovens.
08:38E quando,
08:39por trapaça da sorte,
08:41a bomba que atingiria o público
08:43atingiu os próprios terroristas,
08:45a investigação levada a efeito
08:48foi uma constrangedora falsificação da verdade.
08:53Nós vivemos uma ditadura.
08:56Ninguém me contou.
08:58Eu estava lá.
08:59E por isso,
09:00para mim,
09:01para muitos de nós,
09:03para a nossa geração,
09:05o constitucionalismo e a democracia
09:07são tão importantes.
09:10Eles são o antídoto
09:11contra tudo isso
09:13que eu descrevi.
09:14Todas as pessoas têm em si
09:17o bem e o mal.
09:19O processo civilizatório existe
09:21para reprimir o mal
09:23e potencializar o bem.
09:25As ditaduras,
09:26frequentemente,
09:28fazem o contrário.
09:30A Constituição de 1988.
09:33A Constituição de 1988,
09:35no entanto,
09:37tem proporcionado ao país
09:38o mais longo período
09:40de estabilidade institucional
09:43da nossa história republicana.
09:45E não foram tempos banais.
09:48Tivemos dois impeachments
09:50de presidente da República,
09:52um deles bastante controvertido.
09:54Tivemos hiperinflação,
09:56planos econômicos fracassados
09:58e escândalos de corrupção.
10:00tivemos hiperinflação.
10:02Tivemos hiperinflação.
10:05Mas ninguém,
10:07diante de todas essas vicissitudes,
10:10cogitou, em qualquer momento,
10:12de uma solução
10:13que não fosse o respeito
10:14à legalidade constitucional.
10:16Nós superamos
10:18os ciclos do atraso
10:21e o nosso papel,
10:22aqui no Supremo Tribunal Federal,
10:25é o de impedir
10:26a volta ao passado.
10:27O que aconteceu entre nós?
10:32Nos últimos anos,
10:33a partir de 2019,
10:36o ministro Luiz Roberto Barroso,
10:38presidente do Supremo,
10:39com a palavra.
10:39Vamos ouvir.
10:40Vivemos episódios
10:41que incluíram
10:42tentativa de atentado
10:44terrorista bomba
10:45no aeroporto de Brasília,
10:47tentativa de invasão
10:48da sede da Polícia Federal,
10:51tentativa de explosão
10:52de bomba
10:53no Supremo Tribunal Federal,
10:55acusações reiteradamente
10:57falsas de fraude eleitoral
10:59na eleição presidencial.
11:02Também houve mudança
11:03de relatório das Forças Armadas,
11:06que havia concluído
11:07pela ausência
11:07de qualquer tipo de fraude
11:09nas urnas eletrônicas.
11:11Houve ameaças à vida
11:12e à integridade física
11:15de ministros
11:15do Supremo Tribunal Federal,
11:17que se repetem até hoje,
11:19inclusive com o pedido
11:21de impeachment.
11:23Acampamentos de milhares
11:24de pessoas
11:25em portas de quartéis
11:26pedindo a deposição
11:28do presidente eleito.
11:31Tudo culminando
11:31em 8 de janeiro
11:32de 2023
11:33com a invasão
11:35e depredação
11:36da sede
11:36dos três poderes
11:37da República.
11:39E de acordo
11:40com a denúncia
11:40do Procurador-Geral
11:41da República,
11:42ainda por ser julgada,
11:44uma tentativa de golpe
11:46que incluía plano
11:47para assassinar
11:48o presidente da República,
11:50o vice-presidente
11:51e um ministro
11:52do Supremo Tribunal Federal.
11:54Foi necessário
11:56um tribunal independente
11:58e atuante
11:59para evitar
12:01o colapso
12:02das instituições,
12:04como ocorreu
12:05em vários países
12:07do mundo,
12:08do leste europeu
12:09à América Latina.
12:11Estão em curso
12:12perante este tribunal,
12:14perante a primeira turma
12:15deste tribunal,
12:17ações penais
12:18que buscam
12:18apurar as responsabilidades
12:20por crimes diversos
12:22contra o Estado
12:23Democrático
12:24de Direito.
12:26Previstos em lei,
12:28aprovada
12:28em setembro
12:29de 2021.
12:33A denúncia
12:33da Procuradoria-Geral
12:34da República
12:35foi aceita
12:36com base
12:36em indícios
12:37de crime.
12:39As ações penais
12:40têm sido
12:41conduzidas
12:42com observância
12:43do devido processo
12:44legal
12:44com transparência
12:46em todas
12:47as fases
12:48do julgamento.
12:50Sessões públicas
12:52acompanhadas
12:53por advogados,
12:55pela imprensa
12:57e pela sociedade.
12:59Advogados
13:00experientes
13:01e qualificados
13:02ofereceram
13:02contraditório
13:03a nos autos
13:05confissões,
13:07áudios,
13:08vídeos,
13:09textos
13:10e outras provas
13:11que visam
13:12documentar
13:13os fatos.
13:14A marca
13:15do Judiciário
13:15brasileiro
13:16do primeiro grau
13:18ao Supremo Tribunal
13:19Federal
13:19é a independência
13:21e a imparcialidade.
13:23Todos os réus
13:23serão julgados
13:24com base
13:25nas provas
13:26produzidas,
13:27sem qualquer tipo
13:28de interferência,
13:30venha
13:30de onde vier.
13:32Venha de onde vier.
13:34Faz-se aqui
13:35o reconhecimento
13:36ao relator
13:37das diversas
13:38ações penais,
13:39ministro Alexandre
13:40de Moraes,
13:41com inexcedível
13:42empenho,
13:44bravura
13:44e custos
13:45pessoais
13:46elevados,
13:47conduziu ele
13:48às apurações
13:49e os processos
13:50relacionados
13:51aos fatos
13:52acima descritos.
13:54Nem todos
13:54compreendem
13:55os riscos
13:56que o país
13:57correu
13:57e a importância
13:59de uma atuação
13:59firme e rigorosa,
14:01mas sempre dentro
14:02do devido
14:03processo legal.
14:04em contraste
14:06com um passado
14:07que nem vai
14:08tão longe,
14:09cabe registrar
14:10aqui.
14:11Não houve
14:12nenhum desaparecido,
14:14ninguém
14:14torturado,
14:16nenhuma
14:16acusação
14:16sem prova.
14:18A imprensa
14:19inteiramente
14:20livre.
14:21As plataformas
14:22digitais
14:23com regulação
14:24equilibrada
14:25que exclui
14:26apenas a prática
14:27de crimes
14:28e de atos
14:29ilícitos.
14:31Conclusão.
14:32nós somos
14:34um dos poucos
14:36casos
14:36no mundo
14:37em que um
14:38tribunal
14:39ao lado
14:40da sociedade
14:41civil,
14:42da imprensa
14:43e de parte
14:43da classe
14:44política,
14:44da maior
14:45parte da
14:45classe
14:46política,
14:47conseguiu
14:47evitar
14:48uma grave
14:49erosão
14:50democrática
14:50sem nenhum
14:52abalo
14:52às instituições.
14:55Em meio
14:55a muita
14:56incompreensão
14:56contribuímos
14:58decisivamente
14:59para preservar
15:00a democracia
15:01e como
15:02gosto
15:02sempre
15:03de lembrar
15:03a democracia
15:05tem lugar
15:05para todos
15:06conservadores,
15:09liberais
15:09e progressistas.
15:12Ninguém
15:12tem o
15:13monopólio
15:14da virtude
15:15e ninguém
15:16tem o
15:16monopólio
15:17do amor
15:17ao Brasil.
15:19Quem ganha
15:20as eleições
15:21leva.
15:23Quem perde
15:24pode tentar
15:25ganhar
15:26nas eleições
15:26seguintes.
15:28E quem
15:28quer que ganhe
15:29precisa respeitar
15:31as regras
15:32do jogo
15:32e os direitos
15:33fundamentais
15:34de todos.
15:35Isso é que
15:36é uma
15:36democracia
15:37constitucional.
15:39Essa
15:39é a nossa
15:40causa,
15:41essa
15:42é a nossa
15:42fé racional
15:43e como
15:45toda fé
15:45sinceramente
15:47cultivada
15:48não pode
15:49ser negociada.
15:51Obrigado
15:51pela atenção.
15:52E assim
15:55conclui-se
15:56o pronunciamento
15:57aí,
15:57o discurso
15:58de abertura
15:59da nova
15:59sessão
16:00nesse segundo
16:01semestre
16:01do presidente
16:02do Supremo Tribunal
16:03Federal,
16:03Luiz Roberto Barroso,
16:05com a palavra
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