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Qual a orientação para a pessoa que perdeu a carteirinha de vacinação? Como funciona o protocolo de segurança para imunizantes desenvolvidos em tempo curto, como a de Covid-19, por exemplo? Para responder estas perguntas, e também explicar a importância de se manter informado sobre o assunto, o doutor Claudio Lottenberg recebe o pediatra Cláudio Len.
Apresentador: Cláudio Lottenberg
Entrevistado: Cláudio Len

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Transcrição
00:00Quando você fala de protocolos de segurança, durante o período da pandemia,
00:04nós tivemos vacinas que foram desenvolvidas em um período de tempo curto.
00:08Quais são os riscos de você descobrir isso em um período de tempo tão curto?
00:13Falta de testes, o que poderia ser feito a mais?
00:16Olha, a pandemia foi uma situação única, foi diferente, o aprendizado foi muito grande.
00:22O medo foi tão grande que as vacinas foram dadas mesmo sem saber a real eficácia,
00:29mas isso não tem a ver com segurança.
00:32Acho que todo remédio novo, todo produto novo, você só vai saber realmente eficácia ao longo do tempo,
00:38como qualquer medicamento que a gente usa.
00:40Mas os estudos de segurança são fundamentais.
00:43Eu tenho certeza que todas as vacinas foram lançadas mesmo em curto período, em meses, a segurança foi testada.
00:50Depois nós vimos que algumas davam mais efeitos adversos, algumas menos,
00:55algumas tinham mais efetividade que as outras, foi um aprendizado.
00:58Mas a segurança, acho que foi muito grande.
01:01Acho que qualquer produto desse, de laboratórios muito bem reconhecidos,
01:06só foi lançado depois de testes das fases iniciais dos ensaios clínicos que demonstraram segurança.
01:12O paciente que perdeu a carteirinha de vacinação, é um risco?
01:16Se você repetir uma vacina para a qual ele já está vacinado, alguma doença, isso é um risco?
01:22Não, de um modo geral não.
01:23De um modo geral não, as vacinas podem ser dadas a mais, é melhor tomar mais do que de menos.
01:29Mas o que eu recomendo muito, às vezes vem no consultório, chega uma família que não está achando,
01:33fez uma mudança de país e não está achando a carteirinha.
01:36Então você tem que ir nas fontes, tanto no SUS quanto em clínicas de vacina, consultórios médicos, tem esses registros.
01:44É obrigado.
01:45E hoje você também tem muitas dessas vacinas salvas na nuvem da Anvisa.
01:51Então dá para você recuperar e, desnecessário, tomar a mais.
01:56Mas como você falou, se você não achou aquilo, que tome a mais do que de menos.
02:00Isso a gente vê com frequência na prática clínica.
02:05A gente vê pacientes que têm gripe num ano e no outro ano repete a vacinação.
02:11É porque mudou a cepa?
02:13Em relação ao Covid, teve o Covid, você faz de novo a vacinação.
02:18Como é que você explica para que as pessoas possam entender essa necessidade?
02:22São mutações dos vírus, eles mudam.
02:25São mutações estruturais, os vírus são estruturas que se modificam.
02:30Vão se adaptando por questão de sobrevivência.
02:32Eles sabem disso, que os hospedeiros, nós, vamos mudando as defesas.
02:37Então eles vão se modificando.
02:39Então, para esse tipo de vírus, não adianta você tomar.
02:43Às vezes uma pessoa, na época da pandemia, fala, eu tomei três vacinas de Covid, não vou tomar mais.
02:49Mas se o vírus modificou, se ele teve uma mudança, uma mutação, aquelas três vacinas não funcionam para nada.
02:55Então, esses vírus que mudam, os mutantes aqui, principalmente hoje, da influenza, não adianta você ter tomado uma vacina dois anos atrás ou ter tomado dez anos seguidos de vacina.
03:06No décimo primeiro ano, se você não tomar vacina, você não está protegido.
03:10Elas não formam uma... ela não vai se perder.
03:13A imunidade contra o vírus anterior, ela continua, mas o vírus é outro.
03:17Ele tem o mesmo nome, mas com outras armas.
03:20Gestantes, imunodeprimidos, alérgicos, algum comentário a respeito da administração de vacina nesses grupos?
03:29Sim, o que orienta os pacientes são duas coisas.
03:31Primeira coisa, constar o seu médico.
03:34Eu, como você falou, eu faço pediatria e reumatologia e eu sei quais as vacinas que uma criança que faz um tratamento reumatológico tem que tomar ou que não tem que tomar.
03:44O mesmo vale para outros grupos de médicos que lidam com pacientes especiais.
03:49Então, eu recomendo que você fale com o seu médico.
03:52E também hoje, você tem sites muito seguros das sociedades.
03:55Sociedade de pediatria, sociedade de reumatologia e outras, oncologia, onde esse assunto de vacina é muito discutido.
04:06E você tem diretrizes muito atualizadas qual paciente, com qual tratamento tem que tomar tal vacina.
04:11Isso é uma coisa muito estabelecida hoje para que o paciente tenha uma segurança.
04:15Por exemplo, um paciente fez um transplante de medula.
04:18Ele zero sebe imune, ele tem que tomar tudo de novo.
04:21Mas tem uma ordem certa para tomar, não vai tomar igual um bebezinho.
04:25Muda um pouco.
04:26Isso também é desenvolvido através de estudos clínicos muito bem controlados.
04:31Nada substitui a relação do dia a dia e o com pacientes.
04:35Você é um pediatra com muita experiência.
04:38Por que algumas famílias se negam a vacinar seus filhos?
04:40Nossa, tantas causas.
04:42Mas eu acho que o principal é a desinformação.
04:45Desinformação, medo.
04:47Aquilo que você comentou durante a nossa entrevista.
04:50Às vezes um vizinho tem uma reação indesejada, uma febre.
04:54Ele fica com medo.
04:55E, infelizmente, você tem alguns profissionais que não estão bem atualizados
04:59e acabam disseminando a informação.
05:02Ainda mais hoje em dia, né?
05:03Que informação chega de maneiras não pela forma correta.
05:07Então, eu recomendo que as pessoas ouçam os médicos que têm uma certa formação,
05:15que estão ligados a sociedades específicas.
05:17Você vai numa vacina, você vai ouvir seu pediatra,
05:20mas ouve também o que a sociedade de base de pediatria fala.
05:24O que ouve a sociedade de imunizações também fala.
05:27Então, isso é importante que você vá nas pontes corretas.
05:30Não informação de um vizinho, aquela coisa, eu ouvi falar, né?
05:34Me falaram, eu ouvi falar, isso não funciona para a gente.
05:37O que nós médicos seguimos é uma coisa chamada medicina baseada na evidência,
05:42quando todos os remédios, vacinas e etc.
05:45são validados, utilizados com base de informações médicas e científicas,
05:51bem elaboradas.
05:52A ciência está nesse nível.
05:54Então, cuidado com a informação.
05:55Acho que é isso.
05:56Acho que o grosso é a desinformação.
05:58Informação de uma qualidade.
06:00Eu sei que é muita coisa junto, mas nós estamos próximos da vacinação contra HIV,
06:06câncer, doenças neurodegenerativas?
06:08Deus queira, Cláudio Homem.
06:10Eu adoraria tomar vacina contra câncer, né?
06:12Ia ser muito, muito bom.
06:14O detalhe é que quando você fala de um vírus, é aquele vírus.
06:17Ele, vírus e pronto.
06:18O vírus influenza, o vírus da febre amarela.
06:21Mas um câncer tem tantos fatores.
06:23São fatores genéticos, fatores ambientais,
06:27vírus envolvidos nisso, né?
06:29Você vê aqui o HPV, né?
06:31Que a gente, felizmente, hoje tem uma vacina.
06:34Então, já é uma doença que você, prevenindo pela vacina,
06:39você diminui o câncer.
06:41Mas o vírus, uma vacina única para tudo isso,
06:44acho que ainda está muito longe.
06:45Deus queira que ele esteja errado.
06:47Mas os estudos são muito grandes para você tentar vacinas.
06:51Tipo Alzheimer, ele não sabe a causa ainda.
06:53Então, se você fizer uma vacina total,
06:55não, mas são vacinas que vão ser conjugadas,
06:59aliadas a bons hábitos de vida,
07:01que vão proteger as pessoas.
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