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No Check Up desta semana, o doutor Claudio Lottenberg recebe o pediatra Cláudio Len, que explica a necessidade da dose de reforço para algumas vacinas, o que são imunizantes combinados, as diferenças dos efeitos colaterais de pessoa para pessoa, e a importância do intenso calendário de vacinação durante a infância.
Apresentador: Cláudio Lottenberg
Entrevistado: Cláudio Len

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Transcrição
00:00Explique para nós como uma vacina age ensinando a resposta do organismo para enfrentar os diferentes patógenos.
00:09Cláudio, as vacinas são simuladoras. Então, o que os cientistas fazem?
00:14Eles desenvolvem moléculas que são ou vírus enfraquecidos ou bactérias enfraquecidas
00:21ou fragmentos de vírus e bactérias que vão ser injetados ou administrados ao paciente
00:27e o organismo começa a desenvolver anticorpos contra essas partículas,
00:32que quando forem ter contato com os germes de verdade, você já tem anticorpos
00:37e o teu organismo mais rapidamente atinge níveis de defesa.
00:41Então, é uma simulação, uma mimetização de você ter uma resposta muito mais rápida.
00:46Você treina o organismo.
00:48E por que algumas vacinas você resolve somente com a administração de uma dose
00:53e outras você precisa de um reforço?
00:56O vírus depende do germe.
00:58Você tem um vírus, por exemplo, que nunca muta, que é o vírus do sarampo,
01:02ou vírus da febre amarela.
01:04Então, você dando uma única dose dessa doença, para essa doença,
01:08você vai ter proteção por muitos anos ou até a vida inteira, como é o caso da febre amarela.
01:13Mas muitos vírus, como o da gripe e foi a Covid, que a Covid acho que as pessoas acompanharam de perto isso,
01:20são vírus que têm mutações, mutações genéticas deles.
01:23Então, eles vão se modificando.
01:25Então, a vacina que você tomou, ela até pode continuar funcionando, mas na verdade o vírus é outro,
01:31porque ele mudou.
01:32Então, os cientistas têm que fazer vacinas com partículas desses vírus novos.
01:38São os mesmos, mas com modificações.
01:41Então, tem que ser feitas mais vezes.
01:43São essas as diferenças básicas.
01:45E algumas vacinas, você tem que dar várias vezes para ir fortificando mais ainda o organismo da pessoa,
01:53para que ela mantenha um tônus, que ela mantenha aquela força.
01:57E ao longo de décadas, porque são crianças e adultos, que têm que ser protegidos.
02:01E o que são as vacinas ditas vacinas combinadas?
02:05As combinadas foram uma sorte da população.
02:08Provavelmente, minha avó, ou meu pai, e mesmo eu, quando criança,
02:14para ter uma vacina, por exemplo, contra sarampo, beola, cachumba, tomava três picadas.
02:21A vacina contra difteria, tétrico, queluche, eram mais três picadas.
02:25Agora, imagina uma criança tomando sete, oito vacinas com dois meses,
02:29sete, oito vacinas com três meses.
02:31Então, os cientistas conseguiram agrupar.
02:34Então, em uma única dose, com meio mililitro da vacina,
02:39você tem um pool de vários antígenos.
02:42Então, elas são dadas juntas, são vacinas combinadas,
02:45que modificaram o número de picadas.
02:48É uma vantagem, né?
02:49Os pais já ficam estressados por duas, três injeções no mesmo dia.
02:53Imagina tomar sete, oito, nove de uma vez só.
02:56Foi um avanço enorme e os bebês agradecem.
02:59Quando você fala sobre cepas de vacinas, o que significa isso?
03:05Olha, enquanto alguns vírus são únicos, né?
03:07Febre amarela é uma cepa só, só tem um tipo de vírus.
03:12Pega um pneumococo, vou dar um exemplo para você.
03:15O pneumococo é uma bactéria que é muito grave para crianças pequenas,
03:20não só pela pneumonia, mas é um causador de meningite.
03:23E são centenas de cepas de tipos, é o mesmo pneumococo,
03:26mas como se tivesse outro sobrenome, né?
03:29É difícil a pessoa entender, mas são pequenas diferenças, né?
03:33Com moleculares e que vão deixar ele diferente.
03:37Por exemplo, o pneumococo, você tem 20 cepas ou mais causadores de doenças graves.
03:42Então, a vacina da pneumococca das crianças tem que ter 15, 20 cepas,
03:48que são 20 em 1.
03:50Então, por isso que as vacinas, elas muitas vezes são conjugadas
03:54de várias cepas de uma mesma bactéria.
03:56Isso foi um grande avanço.
03:57E a medicina tem conseguido desenvolver vacina para várias cepas.
04:02Então, quanto mais cepas, mais você vai ter uma vacina abrangente.
04:06Isso vem mudando.
04:07Eu acompanhei nos últimos anos isso.
04:09E outras vacinas do mesmo jeito.
04:11A gripe também.
04:13Você toma uma vacina só com várias cepas.
04:15Não tem no só.
04:15Tem influência A, influência B.
04:17Então, elas são agrupadas numa vacina só.
04:20São avanços incríveis, né?
04:21A proteção das vacinas é algo que a gente tem que todo dia rezar e agradecer.
04:26Às vezes, no meu consultório, eu falo, né?
04:28A primeira vacina foi contra a varíola, do Edward Jenner.
04:31A gente tinha que rezar todo dia pelo Edward Jenner,
04:35porque isso mudou completamente a história da humanidade.
04:37Você é uma pessoa que tem uma área de concentração que envolve muito de imunologia.
04:42Você é um pediatra com formação concentrada em reumatologia infantil.
04:47Por que alguns pacientes têm reações colaterais e outros não?
04:52E o que significa uma reação colateral à vacina?
04:54Bom, são duas perguntas.
04:56A primeira é você entender que as pessoas não são iguais.
04:59Somos todos seres humanos, mas somos diferenças.
05:02Eu gosto de dar exemplos para os pacientes.
05:04Eu posso estar andando aqui e tropeçar aqui no seu estúdio e ralar o joelho.
05:10Uma pessoa parecida comigo pode cair no mesmo tombo, na mesma velocidade e quebrar o joelho.
05:15Então, nós somos diferentes.
05:17Então, por isso que uma vacina vai ter uma resposta diferente em várias pessoas.
05:21Tem pessoas que tomam uma vacina, hepatite B, depois faz exame de sangue e vê que não tem anticorpo e tem que tomar outra vacina.
05:28Enquanto toma uma dose só, vai ter uma duração de muitos anos essa vacina.
05:33Isso vale para as doenças também.
05:35Por que o irmão pega uma doença, a mesma bactéria, e tem uma doença grave e o outro tem o mesmo vírus e não é grave?
05:42Isso é motivo de estudo em congressos médicos.
05:45Então, a mesma coisa com as vacinas.
05:47Elas podem funcionar bem em umas pessoas e não funcionar tão bem nas outras.
05:51Então, é importante você ter essa observação.
05:54E você não só vacinar, mas você acompanhar esse paciente para saber se tem defesas ou não.
06:01E você falou dos efeitos adversos, ou como as pessoas falam, efeitos colaterais, que é o termo que as pessoas falam.
06:09São reações que você tem na aplicação.
06:12Você está injetando uma substância diferente, geralmente uma proteína ou uma partícula de um vírus.
06:20E você pode ter reações locais.
06:22Isso vale para qualquer medicamento, não é só para a vacina.
06:25A vacina é um medicamento biológico, na verdade, é mais complexo.
06:29Você pode ter uma reação local, uma dor, uma vermelhidão, que é até esperado.
06:33E alguns pacientes, por ser uma substância estranha, diferente ao organismo,
06:38eles vão ter reações mais complexas, como febre, calafrio.
06:43Eu dou um exemplo, eu tomei a vacina do Herpes Zoster, a Xingrix,
06:48e a primeira dose eu vi com febre em três dias.
06:51A segunda dose não aconteceu nada.
06:53Então, é a genética da pessoa, o aumento imunológico.
06:57Mas é importante saber que nós médicos, o Cláudio sabe mais de eu isso,
07:04porque ele mexe com o olho, que é um órgão muito sensível,
07:07que é tudo uma questão de risco e benefício.
07:10Então, o benefício da vacina, mesmo tendo algum efeito adverso,
07:14em termos populacionais, acaba sendo maior do que o risco.
07:19Eu acho que, quando você for pensar em efeito adverso,
07:22pensa também na defesa que essa vacina está fazendo
07:24e como mudou a história da humanidade e para cada pessoa que toma uma vacina.
07:29É, porque muitas vezes as pessoas se queixam ou se colocam
07:32em torno de um caso individual e não levam em consideração o efeito populacional.
07:38E a vacina tem um papel de responsabilidade comunitária.
07:41Não é só proteger a pessoa, mas proteger para que ela não seja um vetor
07:45para levar a doença para outras pessoas.
07:48Exatamente.
07:48Se ela tem uma reação à vacina, imagina o que seria a doença.
07:53Então, tem que pensar por esse lado.
07:55E você falou muito bem da gente proteger todo mundo.
07:58Você vê que, em alguns lugares do mundo,
08:00começa a cair o nível de vacinação, a doença brota.
08:04Você vê o sarampo, poliomielite, doenças que a gente nem ouvia falar,
08:09que a gente tem ouvido falar bastante aqui até em nosso meio.
08:11Agora, durante anos, a gente observa que o calendário vacinal é intenso na infância.
08:18E depois, na fase adulta, isso se torna menos frequente.
08:23Alguma explicação de natureza imunológica?
08:25Novas doenças surgirão e a gente vai ter aí uma necessidade de vacinação para adultos?
08:30O que você pode falar sobre isso?
08:32Nossa, esse assunto é extenso.
08:33Mas eu aqui me orgulho de ser pediata,
08:35porque as crianças, você sabe bem, você tem dois filhos maravilhosos,
08:40são o diamante da família, a redoma.
08:43Se um filho tem febre, você sai correndo.
08:46Se você tem, você pode, às vezes, esperar um pouquinho.
08:49Então, as crianças são muito protegidas.
08:51É por isso que os pais buscam fazer várias vacinas nos bebês.
08:56Eles sabem que os bebês são mais delicados.
08:57E as defesas que a mãe passa, as mães passam uma defesa gigante de anticorpos
09:04pela placenta e alguns pelo leite materno,
09:07e que vão acabando ao longo dos primeiros seis meses.
09:11Então, o bebê acaba ficando desprotegido.
09:13Por isso que a vacinação do bebê, o forte, é nos primeiros seis meses.
09:17As crianças tomam vacinas quando nascem, nas primeiras semanas,
09:21com dois meses, com três meses, quatro meses, cinco meses, sete meses,
09:25e várias vacinas, porque elas são mais delicadas.
09:29E o sistema imunológico dela não teve contato nenhum.
09:32Um adulto, ele vai tendo a vida, ele vai tendo contato com muitos vírus e bactérias,
09:37e ele vai tendo uma defesa natural.
09:38Tem muita gente que, por exemplo, que não tomou vacina de covid,
09:41e se você dosasse os anticorpos, estavam positivos,
09:44porque ela teve contato com o vírus, mas não teve a doença,
09:48mas ela desenvolveu anticorpos.
09:49Isso vale para mononucleose, hepatite, várias doenças.
09:53E as crianças, elas estão desprotegidas, então, por isso que tem um esforço maior.
09:57E os pais, realmente, as escolas exigem carteira de vacinação.
10:02Se alguém vai no meu pediatra, a primeira pergunta que eu faço,
10:04me mostra a carteira de vacinação.
10:06Então, existe isso, né?
10:08Então, você fortalece muito a criança.
10:11Mas o que não tira a necessidade de um adulto se vacinar,
10:14porque ele se perde.
10:16O adulto organiza o emparecido.
10:17O adulto, muitas vezes, ele, se não tiver contato com esse vírus por muitos anos,
10:23ele pode ter a doença.
10:24Você vê o sarampo agora voltando.
10:26Então, você tem que vacinar muito uma criança, né?
10:30Por tudo que eu falei aqui, mas nunca abandonar um adolescente.
10:34Às vezes, o adolescente, aquele gap, né?
10:36Aquele intervalo.
10:37E o adulto.
10:38E o adulto.
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