- há 2 meses
- #meiodiaembrasilia
A Defensoria Pública do Rio de Janeiro informou que o número de mortos na megaoperação contra o Comando Vermelho já ultrapassou 130.
A ação intensificou a disputa política entre integrantes da base governista e da oposição, com o governador Cláudio Castro defendendo a ofensiva e criticando a interferência do STF.
Neste corte, analisamos o alto número de mortes, a defesa da operação por Castro, a reação do Comando Vermelho e o que a Frente Parlamentar da Segurança Pública pensa sobre a crise.
Assista à análise completa sobre a guerra no Rio de Janeiro e suas implicações.
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Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil.
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A ação intensificou a disputa política entre integrantes da base governista e da oposição, com o governador Cláudio Castro defendendo a ofensiva e criticando a interferência do STF.
Neste corte, analisamos o alto número de mortes, a defesa da operação por Castro, a reação do Comando Vermelho e o que a Frente Parlamentar da Segurança Pública pensa sobre a crise.
Assista à análise completa sobre a guerra no Rio de Janeiro e suas implicações.
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NotíciasTranscrição
00:00A Defensoria Pública do Rio de Janeiro informou na manhã desta quarta-feira
00:04que já passa de 130 o número de mortos após a mega-operação das Forças de Segurança do Rio de Janeiro
00:11no Complexo da Penha e do Alemão.
00:14Apenas quatro seriam policiais.
00:17O governador Cláudio Castro informou que a ofensiva que envolveu 2.500 policiais, blindados e helicópteros
00:26têm como objetivo avançar sobre um território dominado pelo crime organizado.
00:32O Comando Vermelho chegou a usar drones com bombas na reação, o que expôs o poder bélico dos traficantes.
00:40Nesta quarta-feira, Castro voltou a defender a operação.
00:44Vamos ouvir o governador do Rio de Janeiro.
00:47Agradecer às nossas polícias e, como momento final, mais uma vez,
00:53queria me solidarizar com as famílias dos nossos quatro guerreiros
00:57que ontem deram a vida para libertar a população.
01:01Aquelas foram as verdadeiras quatro vítimas que tivemos ontem.
01:06De vítima ontem lá, só tivemos os policiais.
01:09E eu rogo a Deus pela vida desses policiais e pelo conforto às suas famílias.
01:17Eu já determinei que essas famílias sejam completamente amparadas e protegidas pelo Estado
01:24para que a gente possa valorizar a nobre ação de pagar com a própria vida
01:30pela defesa do bem comum, pela defesa da justiça,
01:35pela defesa do Estado democrático de direito
01:37e pela liberdade dos nossos irmãos cariocas e fluminenses.
01:41Ainda nessa coletiva de imprensa da quarta-feira,
01:46Castro criticou a interferência do Supremo Tribunal Federal
01:49em operações policiais por meio da chamada ADPF das favelas.
01:54Vamos ouvir.
01:55Agradecer às nossas...
01:57Explicando à população que é fundamental,
02:01depois de cinco anos de ADPF,
02:04muitas barricadas, muita dificuldade para a polícia entrar,
02:08ainda são o que nós chamamos de filhotes dessa ADPF maldita,
02:13que infelizmente um partido político ingressou e prejudicou demais o Rio de Janeiro,
02:21mas as polícias com muita coragem estão trabalhando desde cedo,
02:26os dados estão chegando imediatamente,
02:29sei que os senhores e as senhoras e a sociedade em si
02:32estão tendo muita informação com fotos, vídeos,
02:38mas essa operação está acontecendo agora
02:42e eu não tenho dúvida que essa utilização da tecnologia,
02:47da estratégia, da inteligência,
02:50está sendo fundamental para que a gente tenha sucesso nessa operação
02:55e, repito, as nossas polícias sozinhas é uma operação maior do que a de 2010
03:02e, infelizmente, dessa vez, como ao longo desse mandato inteiro,
03:08não temos o auxílio nem de blindados,
03:13nem de nenhum agente das forças federais,
03:16nem de segurança, nem de defesa.
03:20É o Rio de Janeiro completamente sozinho nessa luta hoje
03:24e estão fazendo a maior operação da história.
03:29Essa segunda parte do vídeo que mostramos foi gravada ontem.
03:33Em um outro vídeo encaminhado ao meio de Embrasília,
03:36o presidente da Frente Parlamentar da Segurança Pública, Alberto Fraga,
03:41comentou a operação do Rio de Janeiro
03:43e falou sobre a possibilidade de avanços da PEC,
03:47da Segurança Pública, no Congresso.
03:48Com relação a essa tragédia do Rio de Janeiro,
03:52é uma tragédia anunciada.
03:54Depois que instauraram essa ADPF 635,
03:58em que a polícia não podia entrar nos morros,
04:01o crime organizado se empoderou, se organizou, se equipou,
04:06comprou armas, munição.
04:09A prova disso é que, no confronto ontem com a polícia,
04:13chegaram ao absurdo de lançar bombas, artefatos,
04:17através de drones.
04:19Quer dizer, é uma guerra civil.
04:22E, lamentavelmente, a PEC que o governo mandou para cá
04:28não traz um artigo, não traz uma linha sequer
04:32para se combater o crime organizado.
04:34Então, é lamentável que o governo,
04:37diante de uma situação dessa, o governo federal,
04:39fique falando que eu mandei a PEC,
04:41mas a PEC não traz nada.
04:43Se houver esse assunto inserido na PEC,
04:47vai ser por iniciativa do relator e dos parlamentares
04:51que fazem parte da Frente Parlamentar da Segurança Pública.
04:55Porque, pelo governo, nada, absolutamente nada,
04:59seria resolvido para combater as organizações criminosas.
05:03E, para falar mais sobre essa crise de segurança pública,
05:08vamos chamar Ricardo Kertzmann,
05:10Wilson Lima e Rodolfo Borges.
05:13Boa tarde a todos.
05:14Começando por você, Wilson, que está aí em Brasília,
05:17qual é a avaliação dessa operação ontem do Rio de Janeiro?
05:21Boa tarde para você, meu caro Inácio.
05:25Boa tarde para o meu grande amigo Ricardo.
05:27Boa tarde para você, Rodolfo Borges.
05:28Está de cabelo novo, Rodolfo?
05:30Parece que deu uma mudança no visual,
05:33mas, principalmente, boa tarde para você,
05:35meu amigo, minha amiga de um antagonista
05:37e também do canal BMC News.
05:39O que nós temos visto desde ontem, Inácio,
05:41foi uma verdadeira guerra de narrativas aqui.
05:44Você tem a base governista colocando toda a responsabilidade,
05:48toda a esperança de uma solução da segurança pública
05:52na PEC da segurança pública.
05:54Daqui a pouco vou falar.
05:55Tem, inclusive, uma notícia urgente que chegou aqui para a gente.
05:58E temos aí também o grupo de oposição
06:02criticando muito a alinhência do governo federal
06:05em relação a esse caso,
06:07em relação a como o presidente Lula,
06:09a como o Palácio do Plonalto tem lidado com essa situação.
06:14O fato é que, nessa disputa de narrativas,
06:18só quem sofre é a população,
06:20só quem sofre é o povo.
06:21O fato é que você precisa lidar com esse tipo de problema, Inácio,
06:24como de fato ele é.
06:25É como se fosse, de fato, uma guerra.
06:27Você não pode brincar com a marginalidade.
06:30Você não pode ser leniente com o criminoso.
06:34E o criminoso, ele sempre reage de uma forma muito truculenta
06:37quando o Estado, ele tenta tomar o controle sobre essas situações.
06:41E eu falo, até com um certo...
06:45Eu falo isso até como diz a esquerda,
06:48como poder de fala,
06:51porque eu cobri durante muito tempo segurança pública.
06:53Durante muito tempo foi repórter de polícia.
06:56Inácio, eu vou te falar uma coisa.
06:58Não existe coisa mais cruel,
07:00ou não existe um aprendizado maior
07:02para o jornalista do que ser repórter de polícia.
07:04porque você enxerga essas questões de segurança pública ali na raiz.
07:11Eu lembro, pegando esse episódio do Rio de Janeiro,
07:14eu lembro uma vez, Inácio,
07:15que eu cobri uma das rebeliões lá no Maranhão e Pedrinhas,
07:19uma das mais violentas que eu testemunhei.
07:22Você vê TP preso com cabeça decapitada.
07:26Então, assim, eu vi aquela cena.
07:28Eu estava ali na cobertura com os colegas
07:30e eu vi uma cabeça do lado.
07:31Então, quando você lida com marginalidade,
07:35com criminalidade, você não pode brincar.
07:38Infelizmente, tanto os dois lados
07:40têm lidado com essa questão de uma forma muito leviana.
07:46E só para falar em uma notícia rapidamente,
07:48daqui a pouco, é para a gente ter que ficar alerta, Inácio,
07:51pedir aqui para o protocolo da produção
07:52para a gente ficar alerta na TV Câmara,
07:55porque daqui a pouco o presidente da Câmara,
07:56ele está aqui do lado, tem um púlpito aqui do ladinho
07:59onde a gente transmite o programa,
08:01daqui a pouco ele deve se manifestar
08:03sobre a PEC da Segurança Pública.
08:05A expectativa é de que a PEC seja votada
08:07ainda no final de novembro e início de dezembro.
08:09Então, assim, eles querem acelerar
08:11a tramitação dessa PEC.
08:14Só que a questão é que a proposta é muito criticada,
08:17porque, na verdade, ela centraliza o poder
08:19nas mãos do governo federal.
08:20Então, os parlamentares, inclusive, da oposição,
08:23eles afirmam que a PEC não vai resolver o problema.
08:26Muito pelo contrário, só vai direcioná-lo para a União.
08:30Ou seja, Inácio, vivemos uma situação em que há muita solução demagógica
08:37para um problema que é muito mais complexo.
08:40Ricardo Kertzmann.
08:40Boa tarde, Inácio, Wilson, Rodolfo.
08:44Boa tarde, amigos antagonistas.
08:46Sabe, eu penso que o Brasil é um país
08:50insuportavelmente enfadonho, previsível,
08:53insuportavelmente triste,
08:55porque a gente está aprisionado no tempo,
08:59a gente vê as coisas se sucederem,
09:00a gente vê as coisas se repetindo.
09:03Não há novidade nenhuma nisso que aconteceu.
09:06A gente já teve outras crises lamentáveis
09:09ao longo das últimas décadas,
09:11e cada vez que isso acontece,
09:13a gente vê esse festival de políticos
09:15correndo para os microfones,
09:17uns dizendo que está tudo ok,
09:19que está tudo sob controle,
09:21outros dizendo que não vão admitir
09:23que o crime tome conta da cidade,
09:25aí vão outros criticar um partido,
09:27aí outros criticam outro.
09:29Eles ficam o tempo todo nesse blá, blá, blá,
09:32e não produzem absolutamente nada de prático,
09:35nada de efetivo,
09:36que garanta a proteção do cidadão,
09:38que garanta a segurança das cidades,
09:40que garanta a segurança do país.
09:42Essa história de o governo do Estado
09:44culpar o governo federal,
09:45o governo federal culpar o governo do Estado
09:48não adianta nada,
09:49porque ambos são culpados, sim.
09:51O governo do Estado tem as suas culpas,
09:53porque a segurança pública,
09:55ela é prerrogativa e ela é função do Estado,
09:58é o governador e a polícia militar
10:00que tem que cuidar disso.
10:01E se ele não cuida de forma efetiva,
10:04seja por incompetência,
10:05seja por conivência,
10:06seja porque as polícias são estaduais,
10:09algumas delas são corruptas,
10:11isso tudo é problema dos governadores.
10:13Só que o tráfico de drogas,
10:15as drogas que entram no país,
10:16elas não são produzidas no Estado.
10:18As armas pesadas que estão nas mãos dos traficantes
10:21não são produzidas pelo Estado.
10:24Tudo isso vem de fora para dentro,
10:26tudo isso vem pelas fronteiras do Brasil,
10:28que são umas peneiras há décadas.
10:30E isso é responsabilidade do governo federal,
10:32que não mexe,
10:33eu ia falar uma palavra feia aqui,
10:36mas não mexe da cadeira.
10:37E não é só esse governo Lula, não.
10:39Foi o Bolsonaro, foi o Temer, foi a Dilma,
10:42foi o Fernando Henrique,
10:43isso é uma sucessão.
10:44Eu escrevi uma coluna,
10:45hoje mais cedo, no Antagonista,
10:47que eu dizia isso.
10:48Esses governantes todos, eles passam.
10:51Fernando Henrique passou,
10:52Itamar Franco passou,
10:54Temer passou,
10:55Bolsonaro passou e o Lula vai passar um dia.
10:58E daí?
10:59E daí?
10:59Porque eles não fizeram nada
11:01e a coisa só se avoluma,
11:02só se aprofunda.
11:03No caso do Rio de Janeiro,
11:04a mesma coisa,
11:05o Cláudio Castro vai passar,
11:06Eduardo Paes vai passar,
11:07Moreira Franco passou,
11:09Sérgio Cabral passou,
11:10Fernando Pesão passou,
11:11Antônio Rosinha e Garotinho passaram.
11:13E daí?
11:14Tudo só cresceu de lá para cá.
11:15Nessa coluna, Inácio,
11:17eu descrevo um pouco
11:18da minha experiência pessoal
11:19com o Rio de Janeiro,
11:20porque eu frequento o Rio de Janeiro
11:22desde pequeno.
11:23E lá, se antes,
11:24quando eu era garoto,
11:25nas praias,
11:25o perigo era aqueles pivetinhos
11:27com canivetes e cacos de vidro,
11:30esses pivetinhos se organizaram,
11:31se transformaram em arrastões,
11:33que a gente assistia na televisão
11:34no começo dos anos 2000.
11:36Depois isso virou crime organizado,
11:37expandiu as fronteiras,
11:39foi para São Paulo,
11:40virou o PCC,
11:41que hoje é uma empresa transnacional,
11:44fatura segundo estimativas
11:45da própria Secretaria de Segurança Pública,
11:47mais de um bilhão de dólares por ano.
11:49Isso se expandiu
11:50para os outros estados brasileiros.
11:52Ninguém cuidou disso lá atrás.
11:54E hoje a gente tem isso aí,
11:56a gente tem o crime organizado,
11:57a gente tem milícias criminosas,
12:00milícias de traficantes,
12:01armadas com drone atirando bomba.
12:03Quem poderia pensar em algo assim
12:0530, 40 anos atrás?
12:07Só que ninguém pensou nisso lá atrás
12:08e ninguém fez nada, Inácio.
12:10Não fez nada e a gente chegou nesse ponto.
12:12E vamos continuar não fazendo nada.
12:15E daqui a 20, 30 anos,
12:16a gente só vai ter a repetição disso
12:18no Rio de Janeiro
12:19e em maior escala por todo o Brasil,
12:21infelizmente.
12:23Rodolfo Borges?
12:25Boa tarde a todos.
12:26Acho que é um assunto que pode ser analisado
12:29sobre várias perspectivas.
12:31Eu vou escolher aqui a perspectiva nacional.
12:34Nós estamos hoje tratando
12:35de uma questão do Rio de Janeiro,
12:37mas que é muito mais ampla,
12:40é a expansão das facções criminosas
12:42no Brasil inteiro.
12:44Então faz algumas semanas
12:44teve uma grande operação aqui em São Paulo
12:46de falsificação de combustíveis,
12:50de infiltração do crime organizado
12:52no mercado financeiro
12:53para lavar o dinheiro
12:54do combustível falsificado.
12:57E o Ceará hoje se destaca,
12:59e a Bahia também,
13:00como estados de expansão
13:02muito intensa do crime organizado.
13:05Então, qual que é a solução?
13:07A gente pode criticar os governadores,
13:09a gente pode criticar,
13:10inclusive o judiciário, né?
13:11Tem uma entrevista muito boa
13:13que o Rodrigo Pimentel,
13:14ex-capitão do BOP,
13:15deu para o Papo Antagonista de ontem.
13:17Sugiro todo mundo que assista lá no YouTube,
13:20a gente ainda está fazendo cortes
13:21para a rede social
13:22para destacar pontos muito importantes
13:24que ele ressaltou
13:25na entrevista para o Duda Teixeira
13:27e para o Filipe Moura Brasil.
13:29Ele deu outras,
13:29tem dado muitas entrevistas
13:30muito interessantes sobre o assunto,
13:32e essa do Papo Antagonista em particular,
13:34acho que ele resumiu muito bem
13:35várias questões,
13:36e daí eu queria chamar a atenção
13:37para o fato de que
13:38a solução proposta pelo governo federal,
13:41pelo governo Lula,
13:42para essa questão há alguns meses,
13:44que é a PEC da Segurança Pública,
13:46não funcionou,
13:47não convenceu os governadores.
13:48Por quê?
13:49Porque, como o Ricardo destacou,
13:50a prerrogativa de enfrentamento
13:52dessa questão é dos governadores.
13:55Isso quer dizer que o governo federal
13:56não deve se envolver?
13:58Não, pelo contrário.
13:59O governo federal não deve
14:01assumir toda a questão para ele.
14:04agora, o governador do Rio de Janeiro,
14:07e a gente não vou aqui descartar
14:09que o governador do Rio de Janeiro,
14:10ou qualquer outro governador,
14:11ou qualquer outro prefeito,
14:12não tem intenções políticas
14:13naquilo que ele faz.
14:15Agora, o que ele está dizendo é
14:15nós não fomos auxiliados
14:16pelo governo federal.
14:17Ah, mas, aí o ministro Lewandowski
14:21vem e diz,
14:22mas para essa ação específica
14:23vocês não pediram.
14:24E aí, vem o histórico.
14:26Em outros momentos,
14:26o governo do Rio de Janeiro pediu,
14:28solicitou essa ajuda,
14:29ela não veio.
14:30E aí, a pergunta é,
14:30por que o governo do Rio
14:31vai pedir para o governo federal
14:33mais uma vez,
14:33se, nas últimas vezes que ele tentou,
14:35ou pediu, solicitou,
14:36não veio essa ajuda?
14:38E aí, tanto,
14:39para terminar só esse ponto,
14:40tanto a PEC da Segurança Pública
14:43não emplacou,
14:46e ela está sob essa perspectiva
14:47de votação,
14:47mas, aparentemente,
14:48não tem como passar,
14:49que o governo federal
14:50veio com o PL antifacção.
14:54Então, o PL antifacção,
14:55aparentemente,
14:57ele tem mais capacidade,
14:59e não foi apresentado ainda,
15:00a AGU ainda está avaliando,
15:01mas agora vai fazer
15:02de uma forma mais apressada
15:03para ver se consegue responder
15:06agora com isso, de fato,
15:07diretamente a essa questão
15:08das facções.
15:09Pode ser que ela colabore
15:12mais do que a PEC da Segurança Pública,
15:14mas o fato é
15:15que ela está vindo,
15:16obviamente,
15:16muito atrasada.
15:18E aí, para finalizar só,
15:20o que faz o governo federal
15:22diante de tudo isso?
15:24Um gabinete de crise
15:24no qual sempre ele,
15:26Sidonio Palmeiras,
15:27está participando.
15:29E aí, quando o marqueteiro
15:30do governo participa
15:31de mais uma reunião dessa,
15:32eu questiono todo mundo aqui.
15:35Que problema o governo federal
15:37está tentando resolver?
15:38O problema do Brasil
15:40ou o problema do governo?
15:42E, para mim,
15:43isso está no mesmo patamar
15:45do que o governo Lula
15:46vem fazendo com a economia brasileira.
15:48O governo está atuando
15:50já faz meses
15:51para resolver o seu próprio problema,
15:53e não o problema
15:54da economia brasileira.
15:55E me parece que a forma
15:56como isso agora está sendo encaminhado
15:58é para fazer a mesma coisa.
16:00O governo Lula
16:00não está pensando
16:01em resolver o problema
16:03da segurança pública no Brasil.
16:04o governo Lula
16:05está pensando
16:06em resolver o problema
16:07da segurança pública
16:08para o governo Lula,
16:10sempre nesse horizonte
16:11de tentar se reeleger
16:12em 2026.
16:13E aí,
16:14o custo vem para o país.
16:16Pode ser que o governo Lula
16:17consiga enganar muita gente
16:19ao fingir aí
16:20que está tentando resolver
16:21o problema da segurança pública.
16:23Mas o que a gente está dizendo aqui,
16:24a gente está observando
16:26desde que esse governo
16:27foi empossado,
16:29e eu estou tratando
16:29desse governo
16:30porque é o que está,
16:31é o que está,
16:32é o de turno.
16:34O Ricardo destacou,
16:35passou por vários governos,
16:36é verdade,
16:37mas o que nós temos agora
16:39é o governo Lula.
16:40E a questão é
16:41como é que o governo Lula
16:41vai responder a essas coisas?
16:43Até agora,
16:44o governo Lula
16:45está na defensiva
16:46porque foi desafiado
16:48pelo governador do Rio de Janeiro.
16:50Foi colocado em xeque ali,
16:51olha,
16:51nós estamos tentando aqui
16:52e o governo vem.
16:53E aí,
16:53o que aconteceu
16:54desde ontem para hoje?
16:56Vários governadores
16:57apresentam,
16:59se oferecem
16:59para ajudar
17:00o governador do Rio de Janeiro.
17:02Onde está o presidente da República?
17:04Apareceu o ministro
17:05da Justiça
17:06dizendo,
17:07olha,
17:08isso é com o governador?
17:10Sim,
17:10mas,
17:10meu amigo,
17:12agora a gente tem que
17:12ajudar esse governador.
17:14Se entendam
17:15com o governador
17:16Cláudio Castro
17:17e que os outros governadores
17:19também se entendam,
17:19que todo mundo se entenda.
17:21Agora,
17:21o que não dá
17:22é para ficar nessa
17:23de que de fato
17:24não é comigo
17:25e
17:27não pediram
17:28a minha ajuda?
17:29Tem que pedir ajuda.
17:30O governo federal
17:31tem que oferecer
17:31o governador
17:32o que o senhor está
17:32precisando agora.
17:34A situação é muito ruim.
17:35Pode ter acontecido,
17:36pode ter sido
17:37mal formulada
17:39essa operação,
17:40pode ter sido mal feita.
17:42Agora,
17:42o que o governo federal
17:43vai fazer agora
17:44para melhorar
17:45aquilo
17:46que está posto?
17:48Não vejo,
17:49é isso,
17:50eu não consigo enxergar
17:51o governo Lula
17:52atuando
17:52para melhorar
17:53essa situação.
17:53Ricardo,
17:54antes de a gente
17:55passar sobre
17:56a análise
17:57do papel
17:58do governo Lula,
17:59o que ele está fazendo,
18:01eu queria falar
18:01justamente sobre
18:02esse aspecto
18:02que o Rodolfo
18:03trouxe agora,
18:04sobre a operação.
18:05Como é que você
18:06analisou
18:06o planejamento
18:08e, sobretudo,
18:08a execução
18:09dessa operação
18:10do governo
18:11do Rio de Janeiro?
18:13Olha,
18:14acho que a gente
18:14tem que dividir
18:15em duas partes
18:16e o Rodolfo
18:17foi muito feliz
18:18quando ele analisou
18:19a parte política
18:19disso tudo,
18:20porque sempre
18:21a política está no meio
18:23e talvez
18:23justamente
18:24por sempre
18:25a política
18:26eleitoreira
18:27que é diferente
18:28da eleitoral.
18:30Desculpa,
18:30Inácio,
18:31perdão,
18:32o Wilson está chamando?
18:33Não, não,
18:33pode continuar.
18:34Tá,
18:34achei que o Wilson
18:35estava chamando.
18:35E por causa
18:36dessa maldita
18:37política eleitoreira,
18:38os interesses
18:38eleitoreiros
18:39estarem sempre à frente
18:40é um dos motivos
18:41por qual isso não resolve.
18:42O presidente Lula
18:43dias atrás
18:44deu aquela declaração
18:45imbecil
18:46dizendo que os traficantes
18:48eram vítimas
18:48dos usuários
18:49e aí você tem
18:51uma operação dessa.
18:52O próprio governador
18:53Cláudio Castro
18:54numa entrevista
18:55cita que um dos maiores
18:56problemas
18:57ou o maior problema
18:58que nas pesquisas
18:59mostram que é
19:00para a população brasileira
19:01é a segurança pública,
19:02então é óbvio
19:03que isso tudo
19:04tem um cunho político.
19:05Agora,
19:05a despeito disso tudo,
19:07não há
19:08a deslegitimação
19:09por causa disso
19:10da operação em si.
19:12Se o governo
19:13Fluminense,
19:14se o governo
19:15do Rio de Janeiro,
19:15se o Cláudio Castro
19:16está anunciando
19:17que foi uma operação
19:18estudada
19:19e planejada
19:20durante meses,
19:21eu tendo a acreditar nele
19:23e não tem por que
19:23duvidar dele
19:24se houve sucesso ou não,
19:26se houve competência
19:28ou não na execução,
19:30isso é outro assunto.
19:31Mas eu não tenho por que
19:32duvidar
19:32que foi uma operação
19:34planejada
19:34e com o objetivo,
19:35Inácio,
19:36que é prender bandido,
19:37que é prender traficante,
19:38que é prender chefe
19:39de quadrilha organizada.
19:41É uma pena,
19:42a gente lamenta muito
19:43quando você tem
19:45vítimas colaterais
19:47de todo esse processo.
19:48É uma pena,
19:49é lamentável,
19:50policiais,
19:51pessoas que são
19:51pais de família,
19:52que têm filhos
19:53para sustentar,
19:55que têm uma família
19:56para criar,
19:57acabam sendo mortos
19:58nessa guerra.
20:00É uma pena
20:00a gente ver
20:01os moradores
20:02das comunidades
20:02envolvidos nisso
20:03sendo mortos,
20:04mas não é de se lamentar
20:06em hora alguma,
20:07eu pelo menos não lamento,
20:08quando eu vejo
20:08um chefe de quadrilha
20:10de tráfico de drogas
20:11que assassina,
20:12que mata,
20:12que esquarteja pessoas
20:14morto.
20:15Eu não lamento
20:16essas mortes
20:17dessa gente,
20:18eu preferia
20:18que elas estivessem presas,
20:20eu preferia
20:20que o Estado brasileiro
20:22fosse capaz
20:23de prender
20:24essas pessoas,
20:25julgar essas pessoas
20:26e mantê-las presas,
20:28isoladas,
20:28com a maior celeridade
20:29e segurança possível.
20:31Mas se não é
20:32esse confronto
20:33entre polícia
20:33e traficante,
20:34eu vou sempre estar
20:35ao lado da polícia.
20:37Então,
20:37eu não lamento
20:38de forma alguma
20:39as mortes
20:39dos traficantes
20:40e aí vir querer dizer
20:42que foi a maior operação
20:44com a maior letalidade
20:45da história.
20:47Se foi uma operação
20:48em que 90%
20:49ou mais
20:50das vítimas fatais
20:52foram de traficantes,
20:53foram de chefes
20:54de quadrilha,
20:55eu acho que
20:56neste saldo,
20:57neste momento,
20:58a gente não pode
20:59apontar o dedo
21:00acusatório para o Estado
21:02por essas mortes,
21:03para o Estado,
21:04eu falo,
21:04instituição,
21:05Estado,
21:05Rio de Janeiro,
21:06e querer olhar
21:07essas vítimas,
21:09essas vítimas
21:10dos criminosos
21:11e jamais
21:11os policiais
21:13e moradores,
21:14isso não.
21:15Então,
21:15nesse aspecto,
21:16eu acho que foi
21:16uma operação
21:17bem sucedida.
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