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O presidente Lula (PT) colocou a suspensão do tarifaço como uma exigência para continuar as negociações com o governo Trump. Lula reforçou o pedido de que os EUA voltem ao "patamar zero" nas tarifas para que as conversas avancem.

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Transcrição
00:00E o governo Lula revelou ter perdido ou pedido a suspensão das sanções e do tarifácio para poder prosseguir com as negociações com os Estados Unidos.
00:09O presidente brasileiro afirmou que a gestão de Donald Trump impôs as tarifas baseadas em supostas mentiras
00:16e afirmou ter entregue aos americanos um documento com todas as exigências do Brasil.
00:22Além da suspensão das medidas em sua fala, Lula também sinalizou ter pedido a retirada de Marco Rubio das negociações,
00:30afirmando que os Estados Unidos deveriam enviar pessoas que gostam do Brasil e que estão dispostas a negociar verdadeiramente.
00:38Já Trump destacou que, apesar da boa reunião, não possui a certeza de que algo vai acontecer,
00:44reforçando também que o interesse em fechar um acordo é totalmente do Brasil.
00:48Deixa eu já chamar os nossos comentaristas, o Luiz Felipe Dávila chegando para analisar este encontro entre Lula e Trump lá na Ásia,
00:57que gera toda a expectativa por parte dos brasileiros a respeito da possibilidade de um acordo.
01:03Como é que você vê esse cenário? O que vai acontecer, hein? Dávila, boa noite, bem-vindo.
01:10Boa noite, Almota, Uberaldo e a nossa querida audiência.
01:14Olha, primeiro, temos sempre de celebrar quando a diplomacia brasileira tem, assim, um ar de racionalidade e foca nas questões unicamente comerciais.
01:29Esta pauta toda que diz que Lula soltou é o custo a acreditar, Colba.
01:36Se ele diz que Marco Rubio não é o negociador, eu entendo que se o presidente fez isso, ele cometeu uma agafe diplomática gigantesca.
01:45Afinal de contas, quem escolhe os seus negociadores é o presidente do país.
01:50É que nem amanhã o Trump chegasse e falasse assim, não, não quero que o Mauro Vieira esteja na discussão.
01:55Isso não existe, isso é autonomia de cada país.
01:58Mas o entendimento, a reunião entre os dois, sedimentou o caminho para as discussões comerciais.
02:04Agora, se elas vão sair do papel ou não, não sabemos.
02:09Porque o presidente do Brasil tem mania de politizar ou transformar tudo num palanque eleitoral.
02:17Mas para o bem do Brasil, seria ótimo que esta negociação saísse de maneira exitosa.
02:25Ou seja, que as tarifas fossem derrubadas e as exportações do Brasil poderiam voltar a fluir para os Estados Unidos.
02:34Parece ter alguns itens, só para a nossa audiência entender um pouco melhor, Colba.
02:39Por exemplo, quase 70% da carne hoje utilizada para fazer hambúrguer dos Estados Unidos é exportada do Brasil.
02:48Então o hambúrguer americano está ficando mais caro.
02:50E Trump é uma pessoa que tem uma visão muito nacionalista e pragmática.
02:55Ou seja, se isso começa a afetar o preço do hambúrguer do americano, ele vai sentar e negociar.
03:02E é isso um pouco que ele está fazendo com o presidente Lula.
03:05A mesma coisa com o café.
03:06Então esses produtos que façam com que a inflação suba dos alimentos, é melhor negociar do que deixar os americanos cada vez mais insatisfeitos.
03:16Agora, não podemos esquecer um fato muito importante.
03:21Até hoje, três meses e meio se passaram desde que Donald Trump anunciou as tarifas contra o Brasil.
03:29Nesses três meses e meio, o governo brasileiro não fez um único gesto para negociar.
03:34E isto penalizou extremamente as exportações brasileiras.
03:39Nós perdemos aí mais de 10 bilhões de reais em exportação.
03:44Mais de 14 mil empregos foram destruídos por causa desta teimosia política, ideológica e eleitoreira do presidente brasileiro.
03:54Por isso, mostra que quando tem um ar de praticidade, objetividade e pragmatismo para focar unicamente nas questões comerciais,
04:07isso abre um caminho para um possível acordo.
04:10Mas ainda não é hora de celebrar.
04:12É hora de se preocupar com os próximos passos.
04:15Porque a boa atenção que do presidente Trump em relação ao Brasil é apenas o começo de uma negociação e não o fim como o governo já começou a celebrar.
04:27Deixa eu já chamar também o Cristiano Beraldo, chegando para também analisar este encontro ocorrido entre os presidentes do Brasil, dos Estados Unidos, Lula e Donald Trump,
04:39que deram ali uma entrevista antes do encontro acontecer e depois a repercussão toda que tanto representantes americanos quanto brasileiros
04:48também deram à imprensa do mundo todo sobre este encontro.
04:52Cristiano Beraldo chegando dos Estados Unidos para analisar o que esperar a partir de agora desta negociação.
05:00Boa noite, Kobayashi. Boa noite, Dávila. Boa noite, Mota. Boa noite, audiência que prestigia diariamente os pingos nos listos.
05:08Oba, é interessante porque quando você acompanha a repercussão na imprensa brasileira,
05:13você vê vários canais e várias figuras ligadas à esquerda colocando uma versão que não condiz nem com a realidade daquilo que se ouviu
05:24sendo dito pelo presidente norte-americano e também pelo presidente brasileiro,
05:30mas também contrasta muito com a forma com que a imprensa internacional destacou,
05:39deu ali de interpretação ao encontro dos dois presidentes.
05:44E é interessante porque o presidente norte-americano, a dinâmica desse encontro, ela foi bastante curiosa,
05:50houve uma entrevista coletiva prévia.
05:53Então, não é que eles conversaram e depois falaram sobre a conversa,
05:57ficaram ali os dois presidentes com as suas equipes.
06:02O presidente norte-americano, com aquela postura que ele sempre adota,
06:06com o corpo inclinado para frente, com as mãos uma passando na outra,
06:11enfim, com aquela cara de quem está liderando, quem está comandando ali o espetáculo,
06:16falando daquele jeito bastante assertivo com os repórteres.
06:22Teve um episódio interessante que foi uma das repórteres começou a falar alto para tentar chamar a atenção
06:30e aí o presidente Donald Trump pergunta, quem está falando alto?
06:33Foi você? Não faça isso, isso não é bonito você falar alto desse jeito e tal.
06:38Então, ele foi colocando a turma na linha ali, como ele costumava fazer.
06:41E o presidente brasileiro, recostado, de perna cruzada, ele foi sendo levado ali,
06:49pela onda que estava passando por ele, até que chega um ponto que o presidente brasileiro fica incomodado
06:57e ele pede para que a entrevista seja interrompida.
07:03Algo que o presidente norte-americano acha, não, está certo, está certo.
07:07Essas perguntas, realmente, elas estão muito chatas, vocês fazem perguntas muito chatas e tal.
07:12E eles encerram a entrevista.
07:14Mas isso já foi uma demonstração muito efetiva do presidente brasileiro incomodado com o protagonismo de Donald Trump.
07:23E é óbvio que Donald Trump terá o protagonismo, ele é o presidente dos Estados Unidos,
07:29hoje a economia mais importante do mundo, o país que tem as forças armadas mais importantes do mundo,
07:35o país que tem um domínio tecnológico extremamente avançado, ainda é uma referência mundial.
07:42Então, obviamente, ele é a figura mais importante naquela sala.
07:46E para terminar dessa parte introdutória, Koba, outra coisa que me chama muita atenção
07:52é quando o Donald Trump é perguntado se eles tratarão de Jair Bolsonaro.
07:59e ele fala para o repórter ou para a repórter que perguntou que isso não é da sua conta, né?
08:06That's none of your business, isso não é da sua conta.
08:09Mas muita gente no Brasil traduziu isso como sendo, não, Bolsonaro não é da nossa conta.
08:16Não, não foi isso que ele disse.
08:18Ele só quis desviar o assunto ali, não quis responder a repórter
08:22e colocou a repórter como uma figura enxerida, digamos assim, né?
08:26Obviamente, é uma piada, porque é o papel da repórter ser assim.
08:31Então, foi uma dinâmica 100% controlada por Donald Trump
08:35e que já nos seus primeiros momentos mostraram que havia um líder
08:40e havia alguém que estava ali para acompanhar, tentar acompanhar.
08:46E só para finalizar, achei curioso também quando o presidente brasileiro
08:50ele, numa tentativa, não sei exatamente se de afirmar que ele tinha se preparado para a reunião
08:57ele diz, olha, eu tenho uma lista longa aqui de assuntos para tratar com o presidente Donald Trump
09:01inclusive eu trouxe essa lista escrita em inglês
09:05porque se não der tempo da gente falar, eu entrego para ele.
09:08Como assim?
09:09Primeiro, você está tendo uma reunião com o presidente dos Estados Unidos
09:13se você não levar alguma demanda em inglês, aí realmente fica difícil.
09:19E depois você se colocar, olha, eu sei que ele não tem muito tempo
09:23então eu fiz aqui a minha listinha, porque se eu não puder falar tudo
09:27parece uma criança escrevendo a cartinha para o Papai Noel
09:30vai no shopping, aí, ah, se não der tempo de eu falar tudo para o Papai Noel que eu quero
09:35eu vou entregar minha listinha para ele.
09:37Que conversa é essa?
09:38Isso não é postura de estadista, isso não é postura do presidente
09:41de um país que quer ser levado a sério.
09:44Então, vi, assim, de forma muito evidente
09:48uma situação incômoda para o presidente brasileiro
09:51diante da qual ele teve dificuldade de encontrar o comportamento adequado.
09:56Chegando também ao vivo e diretamente do Rio de Janeiro
09:58o Roberto Mota para analisar este encontro
10:02entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos.
10:05Mota, como é que você avalia este encontro?
10:08Temos um acordo à vista ou não?
10:10Oba, essa vai ser uma questão muito interessante para a gente explorar aqui.
10:18Boa noite para você, boa noite aos meus colegas de bancada, boa noite à nossa audiência.
10:23Era uma reunião de países do Sudeste Asiático.
10:28Não se sabe muito bem o que o governo brasileiro foi fazer por lá.
10:33Se o que o governo queria era uma boa foto, é justo dizer.
10:40Conseguiu.
10:41Agora, a conversa com o Donald Trump
10:44pareceu que foi mais uma conversa para combinar a próxima conversa.
10:51Mas isso não importa muito.
10:54O que importa é que foi uma oportunidade para tirar uma boa foto.
10:59O que importa é a narrativa.
11:03Trump me pareceu um pouco desconfortável.
11:07Inclusive, ele respondeu a uma pergunta de uma forma muito dura.
11:12Uma jornalista perguntou se o assunto Bolsonaro estaria na pauta.
11:18E Trump respondeu, não é da sua conta.
11:20A reunião, me parece, não foi tão boa quanto o governo brasileiro esperava.
11:28Mas também está longe de ter sido tão ruim quanto os opositores do governo gostariam.
11:38Não aconteceu nenhum momento Zelensky.
11:42E só com isso, o governo brasileiro está no lucro.
11:46Agora, há quem enxergue tudo isso de uma forma diferente.
11:52Um amigo que é bem informado comentou comigo
11:55que essa reunião teria sido um engodo geopolítico.
12:01Uma estratégia para desmobilizar a resistência da esquerda
12:07enquanto os Estados Unidos conduzem operações mais difíceis.
12:13em outros lugares, como, por exemplo, a Venezuela.
12:17Segundo esse meu amigo, a reunião teria gerado
12:20um grande mal-estar na esquerda latino-americana.
12:25Que agora estaria chamando o governo brasileiro de traidor.
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