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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a Selic de 15% ao ano é "restritiva demais" para o cenário econômico atual, ressaltando que suas declarações representam apenas opiniões. Alan Ghani, Cristiano Vilela e Luiz Felipe D'Avila analisaram.
Comentaristas: Alan Ghani, Cristiano Vilela e Luiz Felipe D'Avila

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Transcrição
00:00Agora o ministro Fernando Haddad voltou a dizer que a Selic está excessivamente restritiva
00:05e defendeu que a inflação está próxima do teto da meta de 4,5% ao ano.
00:11É assunto para o economista Lan Gani, que está aqui com a gente no estúdio do Jornal da Manhã.
00:16Ô Gani, já vi também colegas seus falando que a inflação está bem encaminhada.
00:22Tem razão, ministro, ou não?
00:24Olha, não é bem assim. Primeiro, a gente está acima da meta.
00:29A meta é 3%, né?
00:31Os políticos habilmente colocam o teto da meta como se fosse o centro da meta.
00:38Não, o centro da meta é 3%, o teto é 4,5%.
00:43E mesmo assim a gente está acima do teto da meta.
00:48Tem um outro ponto, né?
00:50Não significa que a inflação acumulada em 12 meses convergindo para o teto da meta de 4,5%
00:59não significa que a Selic tenha que cair imediatamente.
01:03Por quê?
01:04Porque existem as preocupações futuras relacionadas à inflação.
01:09Então, por exemplo, as expectativas inflacionárias ainda se encontram também acima do teto da meta.
01:18E isso é um componente muito importante para o controle inflacionário.
01:22E além do que, toda a preocupação do lado fiscal.
01:25Então, se não resolver a parte fiscal, o corte de despesas públicas, não adianta nada a taxa Selic cair.
01:35Por quê?
01:36Porque a pressão do governo, a demanda de gastos públicos vai continuar fazendo efeito na inflação.
01:44Portanto, ainda é muito cedo para falar numa redução intensificada da taxa Selic.
01:51Por isso que o Banco Central age de maneira técnica e com bastante cautela nesse ponto.
01:56E já avisou que, inclusive, não vem corte pelas próximas reuniões.
02:00É, já contratou isso aí.
02:02Muito bem colocado.
02:03Já contratou isso lá no documento, na ata do Copom.
02:06E isso frustrou muito a equipe econômica, o Ministério da Fazenda.
02:11Porque, provavelmente, para o ano de 2025, e é verdade que a gente está chegando ao final,
02:16não haverá corte da taxa Selic.
02:19E é claro que o governo, em ano pré-eleitoral, que é que a taxa Selic caia rapidamente,
02:25para ter efeito na atividade econômica.
02:27Obrigada, Gani.
02:28Até.
02:28Vamos ouvir também o que pensam os nossos comentaristas Luiz Felipe Dávila e também Cristiano Vilela.
02:34Vilela, sobre essa crítica que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad,
02:38acabou fazendo, pressionando o Banco Central, de alguma forma,
02:43ou ele tenta se blindar politicamente de um crescimento fraco?
02:49Com certeza, blindar politicamente de um crescimento fraco.
02:52O mercado já nem dá tanta bola para esse tipo de verborragia que vem de integrantes do governo.
02:58Até mesmo do ministro Haddad, que durante um tempo ainda foi o mais sensato dos ministros,
03:04mas que realmente nos últimos tempos vem refletindo a fala do presidente Lula.
03:10Nós temos uma situação onde o ministro Haddad, apesar de fazer essas críticas,
03:15ele isenta Galípulo de qualquer ônus.
03:17Mas fora, Galípulo foi indicado pelo PT, é o presidente do Banco Central.
03:22A maioria do Copom foi indicada no governo atual.
03:25Não existe nem lógica para o governo promover esse tipo de crítica.
03:29O que o governo precisaria é fazer a lição de casa e dar o remédio amargo que as nossas finanças precisam.
03:35O Davila, é por aí?
03:37Ou seja, a lição de casa não está sendo feita?
03:40E mais uma vez, o vilão da vez é o Banco Central?
03:44Como sempre, esse governo adora um bode expiatório para culpar os outros e não culpar a si mesmo.
03:50O descontrole do gasto público, o não atingimento da meta fiscal,
03:55violação da meta de inflação, como bem disse o Alangani.
04:00Aliás, deveria ser enquadrado pelo TCU, porque vem violando a cada mês.
04:04E o déficit primário.
04:05Então, aquele tripé que era superávit primário, meta de inflação e câmbio flutuante,
04:11só sobrou o câmbio, o resto já foi totalmente detonado.
04:14E isso afeta dramaticamente a taxa de juros.
04:18Ou seja, só há um jeito.
04:20Cortar despesas, acabar com a vinculação do salário mínimo
04:25a todos os benefícios do governo e acabar com gastos obrigatórios com saúde e educação.
04:31Mas essas coisas o governo não fará de jeito nenhum.
04:34Ainda mais à beira de um ano eleitoral.
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