- há 5 meses
Grand reportage dans les trois pays du Sahel (Mali, Burkina Faso et Niger) dont les juntes militaires, dénonçant le néocolonialisme de la France, ont saisi la main tendue par la Russie pour contrer l'emprise des groupes terroristes islamistes.
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NotíciasTranscrição
00:00A violência desferta sobre o continente africano.
00:09Nel par ailleurs do mundo, os islamistas não têm tanto que o Sahel.
00:16Nos países basculam em algo, em uma horreira, uma horreira inédita.
00:23No dia, você vai se acordar e o dia, no dia, no dia, no dia, no dia, no dia, no dia, no dia, no dia, no dia, no dia.
00:27Essa região, constamment em crise, é a principal zona de trânsito dos refugiados e dos migrants que quittem o Afrique para o Europa.
00:36Des governos tombam.
00:40Cinco coups de Estado militares no espaço de alguns anos.
00:43Os nouveaux dirigentes chassam as troupes e as empresas europeias.
00:47Eles consolidem o poderes por a repression e nós de nouvelles alliances.
00:51Esta situação crée un vide e a Rússia s'impose a grand renfort d'armes, de mercenaires e de propagande.
01:02Vamos a abrir a Rússia.
01:07Eu acho que nós esquecemos de nos dizer obrigado.
01:08Cada dia que ele se levanta e que ele pria, ele deveria também prier os africanos.
01:13Porque é graças aos nossos insectos que ele existe hoje em Rússia.
01:16A Rússia profite do departo dos antigos colonizadores.
01:22Quelle source é viser en Afrique?
01:25Onde sua influência se faz-se-t-il d'ores e já sentir?
01:28Como o Kremlin exploita-t-il as desilusões suscitées par as puissances europeas
01:43para asseure-t-il sua influência política, econômica e militares?
01:47O Sáil é devenu o teatro d'une guerra froide moderne entre a Rússia e o Ocidente.
01:54E bem, isso foi acompanhado por uma propaganda insidieuse que o Ocidente e o Europe era normalmente de contrecarrer.
02:03A Rússia ganha do terra e os outros regimes militares s'en prenham à a população, aos oposos e aos mídias.
02:10Nós parcouramos o Afrique de l'Ouest e, em atravessando os países onde o trabalho de jornalista é devenu quase impossível a exercer,
02:19nós nos seguimos, desplacados e intimidados.
02:22Eu queria descendo, mas três homens estão chegando e eles me mandaram na sua voiture.
02:28Eles estavam lourdamente armados e masquados.
02:30A Rússia ganha do terra, a capital do Burkina Faso.
02:57Nós queremos saber como é apareu o vidro político que a Rússia tenta de comblar.
03:03Para nós, jornalistas, o trabalho é muito perigoso.
03:08Isso faz meses que não tem equipe de caméramen internacional não tem os pedidos no país.
03:13Nós não somos as bem-vindos.
03:16As voas dissidentes são estouradas.
03:18É por isso que nós devemos nos fazer discrever.
03:19Bom bolo, que Deus te abençoe.
03:34Don Sharp de Batoro nos conduit dans les échoppes.
03:37Ele é um dos rares a acertar de nos falar em public.
03:39Don Sharp de Batoro é seu nome d'artista.
03:57Aqui, quase todo mundo conhece o parolista e musicista.
04:02Em seu nome, ele rend hommage à l'armée e dá de l'espoir em esta período de bolo.
04:09Ele célébre seus heros e prend posicion contra a França.
04:12É preciso dizer que com a população francesa e da população burkinabé,
04:21são dois povos.
04:22Eles têm a desféries em comum,
04:24eles têm o trabalho em comum,
04:25eles têm a morte em comum,
04:27eles têm a joia em comum,
04:28eles têm os pleuris em comum,
04:30eles têm os rios em comum,
04:31eles têm os filhos em comum,
04:32eles têm tudo em comum.
04:34Então, o que não foi feito,
04:37é a política francesa
04:38vis-à-vis das políticas de l'extério como os outros países.
04:42Na política francesa,
04:44quando você escuta a mentalidade,
04:45quando você vê como se comporta,
04:47você tem a impressionado que nós somos ainda uma colonia,
04:50que tudo é permitido.
04:54A França é uma das mais grandes poderes coloniais em África.
04:59Durante décadas,
05:00ela foi explorada de vastos territórios do continente.
05:04Ela foi apropriada as recursos naturais,
05:06a obrigada as autóctonas de trabalhar
05:08em condições extremamente difíceis
05:10e as privadas de suas terras.
05:13É preciso esperar os anos 1960
05:15para que a maioria dos países africanos
05:17obtinem a sua independência.
05:20Alguns beneficiam por isso
05:21de l'aide de l'Union Soviética.
05:24À l'époque,
05:24Moscou livrou das armas
05:26e propõe a milhares de estudos africanos
05:28de se formar gratuitamente
05:30à l'université russe de l'amitié des peuples
05:32que vem de ser criados.
05:33As afichas de propaganda como essas-ci
05:38são os exemplos de esse novo,
05:40apelando à liberdade para todos os povos de África.
05:46Mas mesmo apres a indépendência,
05:48a França conserva des liens étroitos com as antigas colonias.
05:52Ela instala-se de base militares,
05:55souten-se dos presidentes
05:57e assura-se um acesso privilégiado às matéras primárias
06:00como o urano ao Niger.
06:03As empresas franceses dominam o paisagem econômico
06:07e, com o franc CFA,
06:09muitos estados são sempre ligados à Paris.
06:12Para a população, a França resta omnipresente
06:15apesar da decolonização.
06:25As africas, eu amo!
06:33Se, de 1960 a agora,
06:39não estamos desenvolvendo,
06:42não estamos totalmente independentes,
06:45não estamos avançando.
06:46A educação não está melhor,
06:47a saúde não está melhor,
06:49nada está melhor.
06:50significa que há 60 anos de colaboración
06:52que não está funcionando.
06:53para a população.
06:54O Burkina Faso é um dos países
08:29do Burkina.
08:30E eles tacharam de sang
08:32para nos empaixar de rêver.
08:35Eles estão, com as armas,
08:37começando a destruir.
08:38Eles estão voltando ao restaurante,
08:39cappuccino.
08:41A cada dia,
08:42tudo o que está na hora de comer.
08:43Não há bom dia, não há bom dia, não há bom dia
08:45e não há bom dia.
08:47E aí,
08:48é a cara, cara, cara.
08:51Então, você vê,
08:52aqui é o hotel que eles estão atrasados,
08:55que eles estão atrasados.
08:57E lá, a sua esquerda,
08:58que é devia ser um turquês,
09:00quebap,
09:01é isso que é um capucino.
09:02Então, eles estão atrasados,
09:03atrasados,
09:04atrasados aqui.
09:05E atrasados lá.
09:06Então, eles estão atrasados lá.
09:08E aí,
09:09A noite de janvier 2016, os terroristas turem 27 pessoas e fazem mais de 50 mortos.
09:22É um pouco como o bataclan.
09:25É um pouco como o bataclan.
09:28Essa será a primeira de uma longa série de ataques.
09:30Hoje, ao menos a moito do país está na mão dos terroristas.
09:33Em 10 anos, a situação de segurança se designa ao Burkina Faso, ao Mali e ao Niger.
09:41D'anye em anye, as violências se multiplicam ao Sahel.
09:45Os governos pedemem-se de l'aide à a França e seus partenaires.
09:50L'opération Serval começa em 2013, sob a presidência de François Hollande,
09:55suivie em 2014 de l'opération Barkhane.
09:58A França, os Estados Unidos, os alliés europeus e as armazes nasionais
10:03se associam na lutte contra o terrorismo.
10:05Para o que concerne a França, nós temos entretenido, e eu como presidente da República,
10:10des rapports equilibrados com os países africanos.
10:13E quando houve as intervenções militares,
10:15elas não foram feitas da França porque elas l'aiam querer.
10:18Elas foram decididas porque os africanos nos pedem.
10:22Se Serval e Barkhane não foram decididos,
10:25nós não falamos hoje nem de Mali, nem de Burkina Faso, nem de Niger.
10:30Esses estados não existem hoje em suas limites territoriales.
10:34Eu posso dizer com certeza.
10:38Gil Yabbi é politólogo e economista.
10:42Ele vive mais de 20 anos no Sénégal,
10:45e dirige um think tank que analise l'évolution política no Sahel.
10:49A verdadeir, os franceses são partidos sem partir.
10:58Em 1960, eles acertam a independência de esses países,
11:01pelo menos, de a maioria dos deles.
11:04Mas em mesmo tempo, eles tentaram escolher os dirigidos de esses países
11:07para conservar o influência que eles tinham antes da colonização.
11:12Influência política e economia,
11:14acesso privilégiado às matéras primárias.
11:20É então todo um sistema de mecanismos
11:22que permite à a França
11:23de continuar de jogar um papel de primeiro plano
11:25em alguns estados africanos.
11:28Isso que se chama a França-Africa.
11:33Para entender como é a ruptura com a França e o Ocidente,
11:37e como a Rússia en profite,
11:39nós nos rendemos ao Mali,
11:40lá onde tudo começou.
11:41Vamos lá, vamos lá, vamos lá, vamos lá, vamos lá, vamos lá, vamos lá, vamos lá.
11:47Aqui também, nós podemos viajar
11:49que em invocas um pretexto,
11:51e nós devemos sem a pessoa que nos protege
11:53para filmar em secret.
11:56Mas quase ninguém não pode falar
11:57de política aberto.
11:58Um mot de través pode ter graves graves consequências.
12:01Depois de várias tentativas avortadas, Benkoro Sangare nos convivemos em casa.
12:11Esse blogueiro vive com sua filha e cinco filhos na capital.
12:15Ele encarne uma geração que chama de seus voos um Mali realmente indépendente.
12:20A França não tem nada a fazer aqui.
12:26O que a França fez ao Mali?
12:29O Sahel, lia!
12:32E faz como tempo que a indépendência foi indépendente.
12:36Há uma lutte para o indépendente, 60 anos atrás, o que eles falam aqui?
12:44Benkoro Sangare nos mostra o lugar onde, em 2020, ele é descendo na rua com seus amigos
12:50para manifestar contra o governo e a França.
12:53Os homens, todos são os homens.
12:55Os homens, os jovens, os homens.
12:57Todos todos os homens. Os homens, os homens, todos os homens.
13:00Todos os homens, todos os homens.
13:02Porque, em fato...
13:04Porque, na verdade,
13:07a gente gostava da garganta, da malha gestão,
13:11tudo isso que estava paralysando o país.
13:16O nepotismo, a corrupção,
13:19a orientação da França ao Mali.
13:23Isso significa que a gente gostava
13:27de estar em um estado sem tênque.
13:31Então, ele precisava participar
13:35à uma parte da história.
13:37Foi também, para mim,
13:39a parte de participar
13:41à esta revolução.
13:45Em arrière-cours,
13:47os homens continuam a discutir
13:49da situação do país.
13:52Hoje, quando decidimos,
13:55é a autoridade malha,
13:58que decidimos de quem vem ao Mali,
14:00não vem ao Mali.
14:02Estar para lá onde queremos,
14:03não se demanda para lá.
14:05Hoje, estamos livres
14:06de acheter o armamento
14:08que precisamos de nosso país.
14:10a grande pressão.
14:12A grande pressão,
14:14a grande pressão,
14:16a grande pressão.
14:17A grande pressão,
14:18uma pressão,
14:19a grande pressão.
14:20Os mercenários russos
14:21chegaram ao país
14:22com o apoio da propaganda.
14:24A grande pressão,
14:26a grande pressão
14:27tem uma pressãoLEY.
14:28A grande pressão.
14:30A grande pressão,
14:32a grande pressão.
14:34reconquirem o africa nós somos os demônios de macron, agora é o nosso país
14:58oh, obrigado!
14:59eu estou feliz, meu amigo
15:04a propaganda pro-russe porta também seus frutos ao Burkina Faso
15:12o Kremlin se posa em defensor contra o antigo colonizador
15:17nós estamos remontados contra a França impérialista
15:20ela não é só que assassina
15:22ela nos mépris
15:24desde o esclavagem até hoje
15:26a França não mudou de postura
15:28o Burkina Faso
15:34a França
15:36a França
15:38a França
15:40a França
15:42a França
16:14a França
16:16a França
16:17a França
16:18a França
16:20a França
16:22a França
16:24a França
16:26a França
16:28a França
16:30a França
16:32a França
16:34a França
16:36a França
16:38a França
16:39a França
16:41a França
16:42a França
16:44a França
16:45a França
16:46Deposão
16:48a França
16:49a França
16:50a França
16:52a França
16:54envoia seus mercenários se baterem em Ucrânia desde 2014.
16:57Depois, descobre uma nova source de renda em Afrique.
17:01As países como o Mali e a República Centro-Africana
17:04versam de milhões de euros ao grupo Wagner.
17:07Ele morrera em 2023 em um acidente de avião.
17:19Armes, propagande e proteção.
17:21A Rússia fornece o que os nossos dirigentes da região precisam.
17:27Nós encontremos Ulf Lessing,
17:29diretor do programa SAEL de a Fondação Adenauer à Bamako, a capital do Mali.
17:35Os Maliens voiam se fazer livrar de vrais armes
17:37e demandam des reforços para os acompanhar sobre o front.
17:40L'Europe não queria fazer risco,
17:42em particular a Alemanha,
17:43que se opposava a que os troupes s'entraínam com de verdadeiras armas.
17:47Eu me lembro de uma formação de infancie para os soldados malos.
17:51Eles precisam pegar os árbores ou os fusils em bois
17:54para simular os combats.
17:55Os russos disseram muito claramente,
17:57que é tudo o que.
17:58Nós somos os interlocutores,
18:00que com nós, você pode ir ao front.
18:02Bref, a Rússia fez o que a Rússia refusou a fazer.
18:05Nós temos encontrado com um homem que conhece bem o papel da Rússia na África.
18:13Nós precisamos de tempo para encontrar alguém que acesse de nos falarmos a visagem découvert.
18:17Obrigado!
18:17Sergêi Elédinov,
18:24ancien soldado russo e experto em segurança,
18:26nos convivemos para lá.
18:27Por um 20 anos,
18:30ele vive e trabalha no continente.
18:32E, por um passado,
18:33ele foi em contato com o grupo Wagner.
18:37Ele nos mostra os seus sonhos militares de Afeganistão e de Angola.
18:40A Rússia refusou a Rússia refusou a Rússia.
19:10e como o plaz sanitário de Afeganistão ea final.
19:26Mão son de clochas ao Niger,
19:28o atual espoir para a democracia ao Igê do Então como o Brasil.
19:36São dentre girls tora os sinais,
19:37o signo de rallye na innovative noo aligr徒.
19:40A l'été 2023, l'ambassade française é prise d'assaut e saccagada.
19:58A Rússia tem um novo amigo no país, o general Abdurrahman Tiani.
20:03Le mercredi 26 juízo 2023, a mis fin ao régime da VIIe república.
20:11Eu diriais-ci com clarté que a França condamne, absolutamente,
20:14com a maioridade, o couto d'état militares contra un dirigeant democráticamente élu.
20:23Les nouveaux dirigeants font arrêter o presidente e o sequestre
20:27da sa résidence officiel, onde ele é sempre detenu hoje.
20:31De nouveaux juges são engajados.
20:33Les militaires français e todos os outros soldados occidentais
20:36doivent quitter o país.
20:38Os diplomates, os jornalistas e outros ressortissants français parten eu também.
20:44Avant o coût d'état,
20:46muitos dos países da região não eram des democracias que funcionam.
20:51Os dirigeants haviam sido eleitos por o povo,
20:53mas uma eleição não significa que o país é governado de maneira democrática ou eficaz.
20:58Para mim, ele é claro que isso não é uma desfaiance do sistema democrático,
21:04mas um echec do modo de governança de esses estados.
21:07Cet échec politique attise os intérêts internacionais,
21:15car a região é riche em matéria primeira e de importância estratégica.
21:19Nós nos rendemos à Arlite,
21:22o mais grande site de uranio do Niger,
21:24onde a colé contra a França se faz particularmente sentir.
21:28O trajeto em bus no deserto dura quase uma jornada.
21:31A promessa de Paris,
21:32d'aménager cet axe de liaisons majeurs
21:35est resté lettre morte.
21:38Nós nos avons dû négocier pendant des mois
21:39para poder voltar à Arlite.
21:42Jusqu'au putsch de 2023,
21:44o Niger era um dos principais fornecedores da França em uranio.
21:48A partir de 20% de l'uranio
21:50das centrales nucleares francesas proveniai d'ici.
21:55A Arlite,
21:56il y avait 2 mines,
21:57dirigidas por Orano,
21:59anciennemente Areva,
22:00un grupo détenu à 90% par l'Etat français.
22:04Mais aujourd'hui,
22:05les engins sont à l'arrêt.
22:07Une mine est épuisée
22:08et l'autre s'est vue retirer son permis d'exploitation
22:11par le régime militaire.
22:13On ne sait pas qui va la reprendre.
22:16Ce sera peut-être la Russie.
22:18Le Kremlin a déjà repris des mines
22:20dans d'autres pays africains,
22:22notamment pour contourner les sanctions de l'Occident.
22:27Nous sommes avec le directeur des mines.
22:29Son équipe mesure la radioactivité des engins
22:32et de l'environnement.
22:33Voilà, donc ici,
22:35vous regardez la partie grisâtre là,
22:39ça c'est les résidus nus.
22:40Il n'y a aucun recouvrement.
22:42Et la partie rose là,
22:43là il y a eu un léger recouvrement,
22:45c'est 20 cm d'argile.
22:48Et même les 20 cm là
22:49ne peuvent pas confiner la radioactivité.
22:52Parce qu'elle a été demandée
22:54jusqu'à 1,50 cm
22:56pour confiner la radioactivité.
22:58Nous sommes présentement à 20 cm.
23:00Et les travaux ont été suspendus.
23:04La France a laissé ici
23:0520 millions de tonnes de déchets radioactifs.
23:08Ce paysage saisissant
23:10est en réalité hautement toxique.
23:12C'est des eaux qui sont chargées
23:13en sulfate, en nitrate, en uranium.
23:17Et la dangerosité de ce panache-là,
23:21de ce réservoir,
23:22l'a créée.
23:24Elle est dans la zone
23:25de la nappe de Thélois.
23:27Et la nappe de Thélois,
23:28c'est elle qui est consommée
23:29par la population d'Arlitz.
23:32D'après leurs études,
23:33les résultats que nous ont montrés,
23:36au tout début,
23:37les eaux ont commencé
23:38à migrer
23:40vers la nappe de Thélois.
23:42Les enfants qui grandissent ici
23:45sont exposés toute leur vie
23:47à des radiations élevées.
23:50Le vent charrie le sable radioactif
23:52vers la ville située
23:53à 7 km de là,
23:54où vivent les anciens mineurs
23:55et leurs familles.
23:59Selon des études,
24:01les maisons,
24:01les ustensiles de cuisine
24:02et les véhicules
24:03sont également contaminés.
24:07Les plus touchés
24:07sont les anciens mineurs.
24:09La sécurité n'était pas
24:15au fait
24:15surveillée.
24:18Les gens
24:18travaillaient
24:20sans EPI.
24:23Je veux dire
24:23que les équipements
24:24de travail individuel.
24:27Donc,
24:28on travaillait comme ça,
24:29sans masque,
24:31sans gants.
24:34Plusieurs veuves
24:35nous confient
24:35que leurs maris
24:36sont tombés malades
24:37et sont morts
24:38après des années de travail.
24:43Le médecin
24:44ne nous a pas dit
24:45que sa mort
24:45était due aux radiations.
24:48Mais il a eu
24:48un cancer du sang.
24:55Je te dis
24:55que je n'ai reçu
24:56aucun soutien
24:57du début de sa maladie
24:59jusqu'à sa mort.
25:01Ni même maintenant.
25:09La ville a été construite
25:10pour approvisionner
25:11la France
25:11en énergie nucléaire
25:13bon marché.
25:14Aujourd'hui,
25:15les anciens ouvriers
25:16se sentent abandonnés,
25:18comme Youssefou Amani
25:19qui tient désormais
25:19une petite épicerie.
25:20Il a travaillé 22 ans
25:29dans les mines
25:30pour Orano,
25:31alors qu'aujourd'hui encore,
25:32près de 80%
25:33des Nigériens
25:34n'ont pas d'électricité.
25:35Les gens sont des pauvres
25:39aujourd'hui.
25:40Ils n'ont même pas
25:41quoi manger.
25:42Tu prends un crédit
25:43de pâtes alimentaires
25:46comme ça,
25:46quelqu'un qui a travaillé
25:47à Koumina
25:48prend un crédit
25:48comme ça,
25:49il va faire 10 jours,
25:515 jours
25:51pour t'amener l'argent.
25:53Est-ce que c'est bon ça ?
25:55Est-ce qu'il y a
25:56une bonne image sur ça ?
25:57Nous écrivons
26:00au groupe Orano
26:01pour le mettre en face
26:02de ses responsabilités
26:03dans ce cauchemar radioactif.
26:06Mais nous n'obtenons
26:07pas de réponse.
26:09La colère
26:09contre l'ancienne
26:10puissance coloniale
26:11est profondément ancrée
26:12au Niger.
26:19Les gouvernements militaires
26:21promettent de construire
26:22une Afrique forte
26:23qui ne transige plus
26:24avec l'Occident.
26:24Le nouveau dirigeant
26:28du Burkina Faso,
26:29Ibrahim Traoré,
26:30pose des conditions claires.
26:32Les entreprises étrangères
26:34doivent céder 15%
26:35de leur part à l'État
26:37et assurer un transfert
26:38de compétences.
26:43Cela vaut aussi
26:44pour le groupe russe
26:45Nordgold
26:46qui a obtenu
26:47un nouveau permis
26:47d'exploitation
26:48orifère
26:49en avril 2024.
26:51La Russie s'efforce
26:52d'accéder aux ressources
26:53naturelles de l'Afrique,
26:54notamment à l'or
26:55et à l'uranium
26:56et de séduire
26:57les populations locales.
27:02Le chef d'État
27:04burkinabé
27:04assiste à une course cycliste.
27:06Les troupes assurent
27:07sa sécurité
27:08et protègent la capitale
27:09comme une forteresse.
27:12Elles sont soutenues
27:13par des soldats
27:14qui portent le drapeau russe.
27:17Le groupe Wagner
27:18met des gardes du corps
27:19à la disposition
27:20d'Ibrahim Traoré
27:21et la propagande russe
27:23l'aide à asseoir
27:24son image.
27:25Il apparaît
27:26comme un leader
27:27charismatique
27:27et intransigeant,
27:29acclamé
27:30comme une star.
27:33Un jeune porteur
27:35d'espoir,
27:36un résistant
27:37contre l'Occident
27:37dont l'influence
27:39dépasse largement
27:40les frontières
27:40du Burkina Faso.
27:44Sur les réseaux sociaux
27:45sont diffusées
27:46des vidéos générées
27:47par l'IA
27:47dans lesquelles
27:48des stars internationales
27:50comme R. Kelly,
27:51Rihanna
27:51ou Justin Bieber
27:52chantent à sa gloire
27:53sans jamais
27:54avoir donné leur accord.
27:58Elles sont utilisées
27:59à des fins de propagande.
28:00Mais les apparences
28:16sont trompeuses.
28:18Pour les opposants
28:19au régime
28:19et les journalistes,
28:21la situation
28:21est de plus en plus
28:22dangereuse,
28:24y compris pour nous.
28:26Le tournage
28:26de ce film
28:27nous expose
28:27sans cesse
28:28à de véritables risques.
28:30Pendant notre voyage,
28:30nous nous sentons
28:32constamment surveillés
28:33et suivis.
28:35Devant notre hôtel,
28:36dans les restaurants
28:36et les cafés,
28:37des hommes nous observent.
28:39Nos conversations téléphoniques
28:40sont sans doute sur écoute.
28:42Tant que tu es avec moi
28:43ici,
28:43n'ai pas peur.
28:45Parce que mon image
28:46peut contribuer beaucoup.
28:50Tu peux finir.
28:51A descendre dans la voie.
28:52Vas-y, c'est moi,
28:53il te dit.
28:55Depuis le coup d'État,
28:56des jeunes gens
28:57se rassemblent la nuit
28:58au rond-point
28:58pour protéger le régime
29:00et signaler
29:01d'éventuelles menaces.
29:04Ils sont là
29:05s'il y a un cas suspect
29:06qu'ils voient passer,
29:08un homme bizarre,
29:10un comportement suspect.
29:12Tout de suite,
29:14ils appellent
29:15à la mobilisation
29:16de la population,
29:18des riverains sur place
29:19et avec les réseaux sociaux.
29:21C'est tout le pays
29:21qu'ils appellent.
29:22C'est des gardiens
29:23de nuit.
29:25C'est des gardiens
29:26de nuit.
29:28C'est important.
29:30Il faut surveiller.
29:32C'est des volontaires.
29:34Il y a des volontaires,
29:34des veilleurs de nuit.
29:38Nous ne sommes pas rassurés
29:40lorsque nous reprenons
29:40la route seuls.
29:42Mais ce qui arrive
29:43dépasse nos pires craintes.
29:45Trois hommes en civil,
29:46masqués et armés
29:47jusqu'aux dents,
29:48nous obligent
29:48à monter dans leur voiture.
29:52Ils nous retiennent
29:53prisonniers.
29:54Personne ne sait
29:55où nous sommes.
29:57Ils ne nous relâcheront
29:57que quelques heures plus tard.
30:03Je sentais le fusil
30:04sur mon flanc.
30:06Je n'ai pas pu voir
30:07pour qui ils travaillaient
30:08exactement.
30:10On ne savait pas
30:10leur nom.
30:11Ils ne nous ont rien dit.
30:12Ils nous ont simplement
30:13fait monter
30:14et conduit jusqu'à un champ
30:15où ils nous ont interrogés
30:17dans la voiture
30:17pendant plusieurs heures.
30:18Ils voulaient tout savoir
30:23sur moi.
30:24Ils m'ont dit d'emblée
30:24tu es journaliste,
30:25viens avec nous.
30:29Ils nous ont pris
30:30nos téléphones
30:31et nos sacs,
30:32ils ont fouillé nos affaires
30:33et nous ont posé
30:34un tas de questions.
30:36Franchement,
30:38j'ai eu peur.
30:41Je ne savais pas
30:42ce qui allait nous arriver.
30:45D'autres ont eu
30:46moins de chance.
30:48Des organisations
30:49de défense
30:50des droits humains
30:51font régulièrement
30:52état de la disparition
30:53d'opposants politiques.
30:57Dernièrement,
30:57Human Rights Watch
30:58a signalé le cas
30:59de trois journalistes
31:00qui ont été arrêtés
31:01en mars 2025
31:02après un reportage
31:03critique envers le régime.
31:06Cette vidéo
31:07les montre plus tard
31:07dans une interview
31:08mise en scène
31:09sur le front.
31:10Ils ont été recrutés
31:11de force
31:12pour combattre
31:12les terroristes.
31:13Les chefs militaires
31:17se trouvent
31:20dans une situation
31:20où ils ne savent
31:21pas trop quoi faire.
31:25Ils sont aux commandes
31:26mais ils n'obtiennent
31:27pas les résultats
31:28qu'ils espéraient
31:28en matière de sécurité.
31:32Je pense qu'ils essaient
31:33de voir quels leviers
31:34ils peuvent actionner
31:35pour rester au pouvoir
31:36et s'assurer
31:37qu'il n'y a pas
31:37de manifestation.
31:38Ils neutralisent
31:44toutes les voies
31:45qui pourraient s'élever
31:46contre leur manière
31:46de diriger le pays.
31:52Le lendemain,
31:53nous retrouvons
31:54le musicien
31:55Don Sharp de Batoro.
31:57Pour ne pas attirer
31:57l'attention,
31:58nous ne filmons plus
31:59qu'avec le smartphone
32:00et nous restons
32:01dans la voiture.
32:04Pendant chaque grand point,
32:07on remarque
32:07les drapeaux
32:08des pays
32:09comme le Mali,
32:10le Niger,
32:12la Russie.
32:14Voilà.
32:15C'est le seul pays
32:16développé
32:17qui a accepté
32:19de nous accompagner
32:20dans la livraison facile
32:22comme équipement
32:24de guerre.
32:25Je pense qu'au moment
32:27où on a voulu ça,
32:29c'est la Russie
32:30qui était là
32:31pour nous dire
32:31que c'est possible.
32:32Voilà.
32:33C'est eux
32:33qui nous ont aidés.
32:34Si le peuple
32:34met ton drapeau
32:35ça m'a dit
32:35qu'il te t'aime,
32:36un salon
32:45de l'artisanat
32:46à Ouagadougou.
32:47Cette année,
32:48un invité spécial
32:49est à l'honneur.
32:50Le stand russe
33:07a été aménagé
33:08par des associations
33:09locales
33:10qui sont financées
33:11par le Kremlin.
33:11Cette nouvelle coopération
33:17avec la Russie
33:18est mise en avant
33:18lors d'un sommet
33:19en 2023
33:20à Saint-Pétersbourg.
33:21Poutine cherche
33:23de nouveaux alliés
33:24qu'il trouve
33:24en Afrique.
33:37Pour certains ici,
33:39Poutine est bien plus
33:41qu'un allié politique.
33:42C'est un partenaire
33:43d'égal à égal,
33:45ce qui transparaît
33:46dans les rencontres
33:46au sommet,
33:47mais aussi
33:48dans les chansons
33:49qui le célèbrent
33:50en libérateur.
33:51Vladimir Poutine
33:52qui roule
33:52dans la nuit sombre
33:54il reste éveillé
33:55Vladimir Poutine
33:57qui roule
33:57stratégie en tech
33:58qui joue sa partie.
33:59Cette chanson
34:00a été écrite
34:00pour l'anniversaire
34:01de Poutine
34:02lequel,
34:03en remerciement,
34:04envoie des équipements
34:05militaires
34:05et des céréales.
34:07Il ne qui roule
34:07il n'y a pas de trêve,
34:09pas de zap.
34:09Dans les écoles,
34:11des cours sur la Russie
34:12et un enseignement
34:13de l'histoire
34:14de l'URSS
34:14aux enfants
34:15sont désormais de mise.
34:23À cela s'ajoute
34:24une initiation
34:25au secourisme,
34:27une église russe
34:27orthodoxe
34:28à Ouagadougou
34:29et un cinéma
34:30en plein air
34:31qui projette
34:31des films
34:32sur de grandes figures
34:33du panafricanisme.
34:35Le Kremlin
34:36s'érige
34:37en bienfaiteur
34:38et en protecteur
34:39contre le méchant
34:40Occident.
34:42Les rats ne vont jamais.
34:44Au contraire,
34:45ils n'ont pas
34:45de bien.
34:46Le colonialisme
34:47est le mythe
34:48inventé par les rats.
34:58Eh bien,
34:58ça a été accompagné
35:00par une propagande
35:01insidieuse
35:03que l'Occident
35:04et l'Europe
35:05auraient dû
35:05normalement
35:06contrecarrer.
35:09Je pense que
35:09les Africains
35:10eux-mêmes
35:11vont finir
35:12au bout
35:13de quelques années
35:15à constater
35:16que mieux vaut
35:17avoir des rapports
35:17avec l'Europe
35:18que d'avoir
35:19des rapports
35:20mercantiles
35:23voire même
35:23financiers
35:24avec des groupes
35:26comme Wagner.
35:26Les mercenaires
35:28de Wagner
35:28agissent en amis
35:29et en sauveurs.
35:31C'est du moins
35:32ainsi qu'ils se présentent
35:33dans les chats
35:34sur Telegram.
35:35Le groupe
35:36qui s'appelle ici
35:37Africa Corps
35:38est placé
35:39directement sous
35:40les ordres
35:40du Kremlin.
35:42Qu'est-ce qui
35:42distingue
35:42ces paramilitaires
35:43des soldats
35:44occidentaux
35:45et des troupes
35:45de l'ONU
35:46qui les ont
35:46précédées ?
35:48Le point de vue
35:48d'un Russe.
35:49Il n'est pas
35:50allé
35:50pour faire
35:51la guerre
35:52et pour se
35:54mourir.
35:55Le combattant
35:57de Wagner
35:58sait qu'il va
35:59aller
36:00pour faire
36:01la guerre.
36:02Il ne pense pas
36:03qu'il va
36:04aller
36:05dormir
36:07en Afrique
36:08et
36:09toucher
36:10double ou triple
36:11de salaire.
36:14Les habitants
36:15signalent
36:16sans cesse
36:16des exactions
36:17arbitraires.
36:18Des châtiments
36:19collectifs
36:19contre des communautés
36:21entières
36:21qui sont soupçonnées
36:22d'héberger
36:23des djihadistes.
36:26Wagner opère
36:27ici dans une zone
36:28de non-droit
36:28et fait usage
36:29de la violence
36:30pour stabiliser
36:31des régimes
36:31qui s'appuient
36:32sur le soutien russe.
36:33On nous remet
36:38ces vidéos
36:38tournées à la frontière
36:39entre le Mali
36:40et la Mauritanie.
36:42Près de 150 000
36:43réfugiés
36:43vivent ici.
36:45Beaucoup affirment
36:45qu'ils ne fuient pas
36:46les terroristes
36:47mais le groupe Wagner
36:48et l'armée malienne.
36:51Ils ont maltraité
36:53et battu les femmes.
36:54Pour nous faire peur,
36:55ils ont tiré
36:56des balles près d'ici.
36:58Les hommes de Wagner
36:59nous ont pris
37:00par surprise.
37:01Ils ont arrêté
37:02nos maris
37:02et les ont emmenés
37:03dans un endroit inconnu.
37:05Depuis,
37:05on n'a plus de nouvelles d'eux.
37:08Ils ont détruit
37:09tous nos biens.
37:10Ils ont emporté
37:11toutes les vivres
37:11et brûlé nos motos.
37:13Heureusement,
37:14mon heure n'était pas
37:14encore arrivée
37:15ce jour-là.
37:15Selon la CLED,
37:19la CLED,
37:19une base de données
37:21indépendante
37:21sur les conflits,
37:22au moins 925 civils
37:24ont été tués
37:24l'an dernier
37:25lors d'opérations
37:26impliquant le groupe
37:27Wagner,
37:28soit plus du double
37:29qu'avec les milices
37:29islamistes.
37:32Les attaques
37:32de Wagner
37:33contre des civils
37:34ont augmenté
37:34ces dernières années.
37:36Est-ce un moyen
37:37pour la Russie
37:37de maintenir
37:38les gouvernements
37:39au pouvoir ?
37:39Donc, vous voulez dire
37:43qu'efficacité de Wagner
37:48parce qu'il son fou
37:52de la vie de ces civils ?
37:57Non, non, non, non.
37:58Si on ne parlez
38:00de conflit local,
38:02ya pas mal de problème,
38:05comment,
38:08comment,
38:09de prendre
38:10les décisions
38:12est-ce que c'est
38:13combattant ou pas ?
38:15Est-ce que c'est
38:15le collaborant
38:17des terroristes
38:19ou pas ?
38:20Donc, il y a
38:20tellement
38:21des choses
38:23qui sont
38:23parfois
38:24inévitables.
38:27De nombreuses
38:28sources indépendantes
38:29confirment pourtant
38:29que le groupe Wagner
38:30est de plus en plus
38:31souvent impliqué
38:32dans des atrocités.
38:34Il y a eu
38:35des opérations
38:36comme Amoura
38:36où des centaines
38:37d'hommes,
38:38notamment de la communauté
38:39Peul,
38:40ont été rassemblés
38:40et exécutés
38:41sans jugement.
38:43L'armée malienne
38:43et les paramilitaires
38:44russes
38:45auraient participé
38:46à ces exactions,
38:47même s'ils le nient.
38:49Nous savons que
38:50les méthodes de combat
38:51des Russes
38:52sont très différentes
38:53de celles
38:53des soldats français
38:54ou occidentaux.
38:55Malgré l'instauration
38:59Malgré l'instauration
39:01de régimes militaires
39:02et le soutien
39:03de la Russie,
39:04la situation sécuritaire
39:05ne s'est pas améliorée
39:06au Mali
39:07ni dans le reste
39:08de la région.
39:09Au contraire,
39:10elle continue
39:11d'empirer.
39:14Au Burkina Faso,
39:15plus de 2 millions
39:16de personnes
39:17ont dû quitter
39:17leur lieu d'origine,
39:19soit près de 10%
39:20de la population.
39:21Plus de la moitié
39:22sont des enfants.
39:23Certaines villes
39:25comme Djibo
39:25sont encerclées
39:26par les terroristes
39:27depuis des années
39:28et ne peuvent plus
39:29recevoir de l'aide
39:30humanitaire
39:31que par hélicoptère.
39:34L'instabilité
39:36et les déplacements
39:37forcés au Sahel
39:38ont des répercussions
39:39bien au-delà
39:39de la région,
39:40ce qui fait là encore
39:41le jeu du Kremlin.
39:45Bien sûr,
39:46si davantage de migrants
39:47affluent vers l'Europe
39:48pour échapper
39:48à la pauvreté,
39:49la Russie en profite.
39:52Cela renforce
39:52l'AFD
39:53et d'autres parties
39:54d'extrême-droite
39:54en Europe
39:55qui sont proches
39:55du Kremlin.
39:57Ma théorie personnelle
39:59est donc que les Russes
40:00savent qu'ils ont
40:00tout intérêt
40:01à ce que les flux
40:02migratoires augmentent.
40:04Les habitants
40:05fuient non seulement
40:06le terrorisme,
40:07le groupe Wagner
40:08et la faim,
40:09mais aussi
40:09leur propre armée.
40:14Binta Sidibe-Gascon
40:15s'engage
40:16pour les réfugiés politiques.
40:18Cette militante
40:19des droits humains
40:19a organisé
40:20une réunion
40:21en Côte d'Ivoire.
40:23Elle suit de près
40:24les actions du régime
40:25de la terreur
40:25qui sévit dans son pays,
40:27le Burkina Faso.
40:29Avec des rencontres
40:30comme celle-ci,
40:32elle veut donner confiance
40:32aux habitants
40:33d'Afrique de l'Ouest.
40:34La cohésion sociale,
40:39fondement de notre société,
40:41dans une société
40:43cohésive,
40:44chacun se sent
40:45valorisé
40:46et reconnu,
40:47indépendamment
40:48de ses origines,
40:50de ses croyances
40:51ou de ses opinions.
40:54Binta Sidibe-Gascon
40:55est née dans une famille
40:56de douze enfants.
40:58Elle a été adoptée
40:59très tôt
40:59et a grandi
41:00dans un pays
41:01qui était encore en paix.
41:02Aujourd'hui,
41:03elle vit à Paris.
41:05Ses frères et sœurs
41:05sont restés
41:06au Burkina Faso.
41:07Sa sœur aînée
41:08et son fils
41:09ont été assassinés
41:10par l'armée
41:11qui, selon elle,
41:12était censée
41:12les protéger.
41:13C'est là que l'armée
41:19burkinabé
41:19et les volontaires
41:20pour la défense
41:21de la patrie
41:21les ont exécutés.
41:23Mais je partage
41:25ce témoignage-là
41:26tout simplement
41:27pour vous dire
41:27que c'est des centaines
41:29de témoignages comme ça,
41:31des personnes
41:31comme ma sœur.
41:35Il y a des centaines
41:35de personnes
41:36qui ont été exécutées
41:38comme ça
41:38au Burkina Faso.
41:39Si on continue
41:40à laisser faire,
41:42pour moi,
41:42je considère même
41:42que la communauté internationale
41:44c'est de la non-assistance
41:45à toute une communauté
41:47en danger.
41:49Le Burkina Faso
41:50n'envoie pas
41:51de mercenaires russes
41:52sur le front,
41:53mais des volontaires civils
41:54qui n'ont suivi
41:55qu'une formation
41:56de deux semaines.
41:58Les tensions ethniques
41:59sont récurrentes,
42:00notamment à l'égard
42:01des peules
42:01que l'on soupçonne
42:02souvent en bloc
42:03de coopérer
42:04avec les terroristes.
42:05Le gouvernement
42:06nie toute responsabilité
42:07dans les exactions.
42:09Binta Sidibe Gascon
42:15et sa famille
42:15font partie
42:16de la communauté peule.
42:19Depuis près de dix ans,
42:20elle se bat
42:20pour la protection
42:21de son peuple.
42:23C'est l'une des rares
42:23à s'exprimer publiquement.
42:26Elle reçoit
42:26des menaces de mort
42:27et ne peut plus retourner
42:29dans son pays
42:29depuis le coup d'état militaire.
42:34Le gouvernement
42:35veut augmenter
42:36le nombre
42:36de volontaires
42:37pour la défense
42:38de la patrie,
42:39ou VDP.
42:40Après son accession
42:41au pouvoir,
42:42Ibrahim Traoré
42:43a annoncé
42:44qu'il allait
42:44en recruter
42:4550 000.
42:48Sur les réseaux sociaux,
42:49des vidéos montrent
42:50qu'en mars 2025,
42:52ses troupes ont participé
42:53au massacre
42:54de dizaines de civils,
42:55ce que confirment
42:56les analyses
42:57de Human Rights Watch.
42:58nous trouvons un homme
43:01qui a lui-même
43:02fait partie des VDP
43:03et qui s'est réfugié
43:05dans un autre pays.
43:06Comme il met sa vie
43:07en péril pour cette interview,
43:09nous préférons le rencontrer
43:10dans un lieu secret
43:11et reconstituer sa voie.
43:12Dans notre groupe,
43:16il y avait des hommes
43:17qui tuaient sans raison
43:18des personnes innocentes.
43:19Pas des terroristes,
43:20alors que c'était eux
43:21normalement la cible.
43:24Ces hommes étaient
43:24des volontaires comme moi,
43:26mais aussi des supérieurs
43:27hiérarchiques,
43:27des soldats.
43:29Quand ils arrivaient
43:30dans un village
43:30pour une mission
43:31et que les gens
43:31s'enfuyaient par peur,
43:33ils tiraient.
43:33Cet ancien agriculteur
43:38est resté près de 5 ans
43:39au sein des VDP.
43:41Mais d'après lui,
43:42plus on recrutait de civils,
43:44plus la violence
43:44augmentait dans son pays.
43:47Des enfants
43:48qui ont aujourd'hui
43:493, 4 ou 5 ans
43:51ne connaissent plus
43:52la civilisation.
43:54Quand ils aperçoivent
43:55une voiture,
43:55ils pensent aux terroristes.
43:57Ils sont nés
43:58à une période
43:58où dans chaque voiture
44:00qu'ils voyaient,
44:01il y avait des hommes armés.
44:03Alors maintenant,
44:07voilà la situation.
44:09Le soir,
44:10tu vas te coucher
44:10et le lendemain matin
44:12au réveil,
44:13il y a des corps étendus
44:13dans ton village.
44:15Tu ne sais pas
44:16s'ils ont été tués
44:16par notre armée
44:17ou par les terroristes
44:18ou s'ils sont morts de faim.
44:21Les gens mangent des feuilles
44:21parce qu'il n'y a plus rien d'autre.
44:26Depuis qu'il a quitté
44:27les rangs,
44:28voici quelques mois,
44:29il doit se cacher
44:30pour échapper à l'armée
44:31et aux terroristes.
44:33On peut penser
44:36ce qu'on veut des Français.
44:38Mais les gens
44:39qui sont au pouvoir
44:39aujourd'hui
44:40n'observent aucune règle.
44:42Au moins,
44:42l'armée française
44:42respecte les droits humains.
44:44Elle ne tue pas des gens
44:45sans s'assurer
44:45qu'ils soient vraiment coupables.
44:48Mais elle aurait dû
44:48s'impliquer davantage.
44:50Tu fais venir
44:51dans ton pays
44:51quelqu'un qui a les moyens
44:52de te sauver,
44:53mais il ne fait pas
44:54vraiment d'efforts.
44:54Retour à Ouagadougou.
45:06Des cyclistes du monde entier
45:07sont venus s'affronter
45:08dans une course
45:09de plusieurs jours.
45:11Le Burkina Faso
45:12remonte la pente.
45:13C'est du moins
45:13le message transmis au peuple,
45:15avec l'aide
45:15de son nouvel allié russe.
45:17Ici, très peu de personnes
45:37ont accès
45:37aux nombreuses images
45:38des atrocités
45:39commises dans le reste du pays.
45:41Ibrahim Traoré
45:42fait fermer
45:43des sites Internet.
45:45Beaucoup de médias
45:45internationaux
45:46sont désormais interdits.
45:51Il passe plus de temps
45:52aujourd'hui
45:53à traquer
45:54les voix dissidentes
45:56qui s'expriment
45:57sur la situation
45:58qu'à traquer
45:58les groupes armés terroristes.
46:01Et je vous dirais même
46:03que les groupes armés terroristes
46:05viennent attaquer
46:05tranquillement,
46:07sans être inquiétés.
46:11En Côte d'Ivoire,
46:12Binta Sidibe Gascon
46:13se rend à sa prochaine réunion.
46:16Une pensée la préoccupe
46:17tout particulièrement.
46:18Dès qu'on prononce
46:22le mot russe,
46:23tout le monde
46:23veut nous écouter.
46:25Il faut nous écouter
46:26par rapport
46:26à la détresse des Sahéliens.
46:28Que les Russes
46:28soient là
46:29ou ils ne soient
46:29bien avant
46:30l'arrivée des Russes,
46:31c'est nos propres militaires
46:32qui font des exactions.
46:34Je suis d'accord
46:35qu'on parle
46:36des Russes,
46:37mais attention
46:38de ne pas que
46:39se focaliser
46:39sur le sujet russe.
46:41Nous,
46:41ça fait plus de 10 ans
46:42qu'on interpelle
46:43sur cette question-là.
46:44L'intérêt était
46:46beaucoup moins.
46:47Mais là,
46:48dès qu'il y a
46:48l'arrivée des Russes,
46:50ça intéresse tout.
46:51C'est triste.
46:55Elle touche là
46:56un point sensible.
46:58Le débat tourne
46:59autour des enjeux
46:59géopolitiques,
47:01mais au quotidien,
47:02les gens ont bien
47:03d'autres soucis.
47:04Comment des millions
47:05de jeunes
47:06peuvent-ils envisager
47:07un avenir au Sahel
47:08sans armes
47:09ni violences ?
47:11Non seulement
47:14on s'inquiète
47:15de ce qui se passe
47:16actuellement,
47:16mais on craint
47:17que l'avenir
47:18de générations entières
47:19soit compromis
47:19dans la région.
47:24Et cela a des conséquences
47:26pour l'Europe.
47:27Tous les habitants
47:28du Sahel
47:28ne voient pas
47:29la Russie
47:29comme une chance.
47:31Et depuis que
47:31le gouvernement
47:32militaire nigérien
47:33a abrogé une loi
47:34qui criminalisait
47:35le trafic de migrants,
47:37des milliers
47:37de réfugiés
47:38prennent de nouveau
47:39la route
47:39vers le vieux continent.
47:41Le Sahel
47:44est la frontière sud
47:45de l'Europe.
47:46Cette région
47:47constamment en crise
47:48est la principale
47:49zone de transit
47:50des réfugiés
47:50et des migrants
47:51qui quittent l'Afrique
47:52pour l'Europe.
47:53Ce qui s'y passe
47:54nous touche
47:55directement en Europe.
47:59Le Niger,
48:00le Mali
48:01et le Burkina Faso
48:02se sont rassemblés
48:03au sein de l'Alliance
48:04des États du Sahel.
48:06Un nouveau bloc géopolitique
48:07qui fait front
48:08contre l'Occident.
48:11Ici,
48:14Macron est placé
48:15symboliquement
48:16sous un linceul.
48:17Le chénalot
48:18l'assimil
48:18d'État
48:19du Mali
48:19Les dirigeants
48:22militaires
48:23coopèrent.
48:24Un passeport commun
48:25existe déjà.
48:26Des projets
48:27de nouvelles monnaies
48:28et d'armées
48:28unifiées
48:29sont en cours.
48:31Le soutien militaire
48:32et politique
48:33du Kremlin
48:33donne des ailes
48:34aux États.
48:36Les noms
48:37de rues français
48:37sont remplacés
48:38par ceux
48:39d'indépendantistes
48:40africains
48:40et de héros nationaux.
48:44Je pense
48:45qu'à un moment
48:46ou à un autre,
48:46si la France
48:47et l'Europe
48:47se montrent disponibles,
48:49nous reviendrons
48:50et nous en trouverons
48:52des rapports
48:53qui, j'espère,
48:54seront plus équilibrés,
48:55sûrement,
48:56mais plus sûrs
48:57et plus durables.
48:58Dans d'autres pays,
49:00la France doit également
49:01abandonner
49:02ses bases militaires
49:03comme ici au Tchad,
49:04au Sénégal
49:05ou en Côte d'Ivoire.
49:07Il n'était pas
49:09du ressort
49:10de l'Occident
49:10de stabiliser
49:11la région.
49:12Ces pays
49:13devaient prendre
49:13leurs responsabilités.
49:15La France
49:16n'allait pas rester
49:16éternellement,
49:17elle devait partir.
49:20Il appartenait
49:20à ces pays
49:21d'assurer
49:21leur propre sécurité
49:22et de garantir
49:23leur stabilité.
49:25Ce n'est pas vraiment
49:26ce qui s'est passé.
49:28Que vont devenir
49:32les futures générations
49:33si nous,
49:33journalistes,
49:34ne pouvons plus
49:35faire notre travail
49:36et que les habitants
49:37sont embrigadés
49:38par la propagande ?
49:39En fin de compte,
49:41ils veulent tous
49:42la même chose,
49:43vivre en paix,
49:44comme Benkoro Sangare
49:45et sa famille.
49:46Mon Mali de l'avenir,
49:48c'est un Mali propre,
49:50clean,
49:51avec des enfants
49:52bien cultivés,
49:54des santé
49:55très améliorée,
49:56des universités
49:57adaptés
49:58aux besoins
49:59du pays
49:59et ainsi de suite.
50:01Est-ce que c'est aussi
50:02un Mali indépendant ?
50:04Un Mali ?
50:05Ben oui,
50:06bien sûr,
50:07c'est ça.
50:08Bien sûr que c'est
50:09l'indépendance
50:10qui nous conduirait
50:11à cela.
50:13Mais voilà,
50:15le terrorisme
50:15se propage désormais
50:16jusqu'aux côtes
50:17de l'Afrique de l'Ouest
50:18et la Russie
50:19se tient prête
50:20avec des armes,
50:21des conseillers
50:22et des discours
50:22porteurs d'espoir.
50:23Pour Moscou,
50:26le combat au Sahel
50:27fait depuis longtemps
50:28partie de son histoire.
50:31Est-ce aussi
50:31une guerre
50:31pour la patrie ?
50:33comme on traduit ça
50:36en français,
50:40en russe,
50:40c'est
50:40« защichage
50:41l'Ordine
50:42de l'Ordine
50:42et de l'Ordine
50:42et de l'Ordine. »
50:44Il dit que là,
50:45quand on fait
50:46la guerre
50:48contre
50:48le terrorisme
50:51à Mali,
50:52on fait ça
50:53pour Mali
50:54et pour
50:56notre
50:57Épatrie.
50:59Défilé militaire
51:01pour les 80 ans
51:02de la victoire
51:03sur l'Allemagne nazie.
51:04Poutine invite
51:05ses partenaires
51:06internationaux
51:07à Moscou
51:07pour montrer
51:08sa force militaire
51:09et ses nouvelles
51:09alliances.
51:10Ibrahim Traoré
51:25commence son discours
51:26non pas en français
51:28mais en russe.
51:34La Russie
51:35met en scène
51:35sa puissance
51:36et cherche
51:37des alliés.
51:38Mais pour
51:39les pays du Sahel,
51:40une question
51:41ancienne
51:41se pose à nouveau.
51:43L'espoir
51:43d'autonomie
51:44ne va-t-il pas
51:45finalement aboutir
51:46à de nouvelles
51:46servitudes ?
51:48et les pays du Sahel,
51:51ne va-t-il pas
51:51les pays.
51:52Les pays de l'espoir
51:52et les pays de l'espoir
51:53Tchau, tchau.
52:23Tchau, tchau.
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