Pular para o playerIr para o conteúdo principal
O presidente Lula (PT) fez um trocadilho com a recente fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em referência à "boa química" mencionada pelo americano, Lula brincou que agora "pintou uma indústria petroquímica" entre os dois. A declaração ocorre enquanto representantes dos países preparam uma reunião para esta quinta-feira (16) sobre o tarifaço. Reportagem: André Anelli.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/i9XUejfpw-k

Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/

Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews

Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews

#JovemPan
#3em1

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00O presidente Lula afirmou que já há uma reunião marcada para amanhã entre representantes brasileiros e autoridades dos Estados Unidos para discutir tarifas impostas.
00:10Vamos então conversar com o André Anelli que vai trazer os detalhes para a gente a partir de agora.
00:14O presidente Lula diz que tem uma indústria química, petroquímica, foi o termo que ele usou para falar sobre esse encontro, sobre essa relação que está sendo construída novamente entre Brasil e Estados Unidos.
00:30Conta para a gente, seu André Anelli, bem-vindo.
00:36É isso mesmo, Evandro. Muito boa tarde a você e a todos aqui no 3 em 1 da Jovem Pan.
00:40O presidente Lula fez novas referências em relação a declarações do presidente americano Donald Trump, ainda na Organização das Nações Unidas, a ONU, na Assembleia Geral, no mês passado, dizendo que houve uma química entre ele e o presidente Lula.
00:55Lula, por sua vez, em um discurso nessa quarta-feira, diz que houve muito mais do que isso.
01:01Nas palavras dele, uma indústria petroquímica citando principalmente a conversa de segunda-feira da semana passada, que foi mais longa por telefone entre os dois presidentes, entre Lula e Trump.
01:14O presidente Lula, que conversou com o Trump sem nenhum tipo de liturgia, ou seja, sem nenhum tipo de censura, e que acabou expondo, então, a vontade do Brasil de renegociar todas aquelas tarifas que foram impostas aos produtos que são importados aqui do Brasil para os Estados Unidos.
01:33O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já afirmou em diversas ocasiões e também reafirmou nessa quarta-feira que a estratégia do Brasil é justamente mostrar que o tarifácio não é benéfico para nenhum dos dois países, principalmente para os americanos, porque aumenta o custo de vida em produtos muitas vezes consumidos pela população local, justamente, então, carne, café e frutas, principalmente esses produtos importados aqui do Brasil.
02:01Outros produtos acabaram ficando de fora, como, por exemplo, o suco de laranja já processado.
02:07Então, diante dessa estratégia e também dessa argumentação, o presidente Lula confirmou que já está, então, marcada uma reunião entre os dois governos, o brasileiro e o americano.
02:22Do lado de cá, o Brasil representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do lado dos Estados Unidos, a representação do chefe do Departamento de Estado americano, Marco Rubio.
02:33Esse encontro ocorre no dia de amanhã.
02:37O Mauro Vieira, inclusive, nem veio aqui para Brasília com o presidente Lula, saindo da Itália.
02:42Foi direto para Washington, capital americana, onde ocorre esse encontro entre os dois governos amanhã.
02:49E o presidente Lula, diante, então, dessa reunião já marcada, deu detalhes da conversa que ele teve com o Trump e que deu origem a essa reunião que acontece amanhã.
02:59Mas quando eu fui falar com o Trump, a gente estava, eu não conhecia ele, a gente estava de mal, mas eu não conhecia ele.
03:09E tinha gerado uma química na ONU, em 29 segundos, sabe?
03:16Então, ele me ligou, eu falei, presidente, eu queria estabelecer uma conversa sem liturgia.
03:26Então, vamos nos tratar de você, sem liturgia.
03:30E aí, comecei a falar o que eu achava que deveria ter falado, então.
03:34Sabe, não pintou química, pintou uma indústria petroquímica.
03:39Amanhã, nós vamos ter a coberta de negociação.
03:47Relembrando que, além do tarifácio, outros temas devem entrar na agenda dessa reunião entre Marco Rubio e também Mauro Vieira.
03:55Há exemplo da possível ocupação militar dos Estados Unidos ao território da Venezuela, vizinho aqui do Brasil.
04:02E também questões relacionadas à guerra no leste europeu entre Rússia e Ucrânia.
04:07E a paz entre Israel e o grupo palestino Hamas.
04:11Evandro.
04:12Obrigado pelas informações, seu André Anelli.
04:14Se tiver novidade, chama a gente aqui no nosso 3 em 1.
04:17Já vamos jogar para o debate, então, essa manifestação do presidente da República.
04:20E o que esperar desse encontro entre Marco Rubio e o chanceler Mauro Vieira.
04:24O Alangani, o presidente da República menciona.
04:27A gente estava de mal, mas depois daquele encontro rolou uma indústria petroquímica.
04:33Fazendo uma relação à química que teria rolado entre eles em 29 segundos durante a Assembleia Geral da ONU.
04:38E diante dessa indústria petroquímica mencionada pelo presidente da República,
04:43como é que se avalia que deva ser o papo entre Rubio e o chanceler Mauro Vieira?
04:46Olha só, Evandro, vamos ver se daí sai petróleo ou não.
04:49O que eu estou querendo dizer com isso?
04:51Vai ser um encontro bastante importante para ambos os lados.
04:55Então, para a direita, é um encontro muito decisivo.
04:59Por quê?
05:00Porque se o debate for apenas econômico, sobre tarifas, o que dá para o Brasil abrir mão,
05:06o que dá para abrir da economia para o núcleo duro do bolsonarismo, seria muito ruim.
05:12Porque seria, talvez, uma perda de esperança de continuar algum tipo de processo em relação
05:20dos Estados Unidos contra o Brasil, algum tipo de pressão.
05:23O que pode parecer um pouco incoerente também diante do grupo que esse bolsonarismo sempre
05:28defendeu, porque a gente está falando de empresários, do agronegócio, que estão sendo bastante
05:32prejudicados por conta dessas sanções.
05:34Então, seria natural que se torcesse por uma solução justamente por causa do grupo que
05:39está sendo impactado.
05:40E não necessariamente por causa do rame-rame político.
05:42É, não, sim, exatamente.
05:44E aqui eu estou dizendo o seguinte, se na pauta, na verdade, entrar outras questões,
05:49então do tipo, olha, existe uma perseguição contra Jair Bolsonaro, então a gente quer
05:55algum tipo de...
05:58A gente vai aplicar uma tarifa protecionista por conta disso, ou vamos aplicar a tal da
06:03Lei Magnitsky, etc.
06:05Aí significa uma esperança para o núcleo duro do bolsonarismo.
06:09Agora, se for apenas uma questão estritamente tarifária, comercial, e o nome de Jair Bolsonaro
06:16nem entrar na pauta, aí, Evandro, para o grupo de Jair Bolsonaro seria muito ruim.
06:22Porque significa o fim da possibilidade dessa pressão norte-americana em cima do Brasil.
06:30Ô Bruno Musa, muito boa tarde, seja muito bem-vindo ao nosso 3 em 1.
06:33E você, o que avalia que deva ser colocado à mesa, principalmente pelo Brasil, nessa conversa
06:39de amanhã que está marcada já segundo o presidente Lula?
06:43Bom, boa tarde, boa tarde a todos que nos escutam, a todos da bancada, prazer estar aqui
06:47novamente.
06:47Bom, vamos lá.
06:48Na minha opinião, quando o Trump veio a público e falou que pintou aquela química, eu dei
06:54o meu ponto aqui e manterei o mesmo para o Lula.
06:58Claro que isso é uma retórica, uma narrativa falando ali, digamos, pra sua audiência,
07:03pro seu próprio público.
07:04É claro que eles querem apaziguar tudo isso, pelo menos da porta pra fora.
07:09Obviamente, em 29 segundos você não pinta uma química com ninguém.
07:12Mas é importante que isso seja, digamos, pelo menos colocado em evidência pro restante
07:17do mundo.
07:18Aquela tal da, vamos fingir que está tudo bem, que agora temos um alinhamento, temos
07:22uma química.
07:23O importante é o resultado que saia disso.
07:26E aí, na minha opinião, o que vai ser colocado em pauta é o Brasil trazendo o lado
07:30do comércio, ou seja, das tarifas, tentando ou diminuir ou isentar um maior número de
07:35produtos brasileiros das tarifas impostas pelo governo americano.
07:39Ao passo que, na minha opinião, eu mantenho e sustento aquilo que eu venho falando.
07:43Não acredito que o ponto principal é também importante, o comércio, mas não é, na minha
07:48opinião, o ponto importante, central da coisa.
07:51Não acho que será fácil demover o presidente Trump e disso tudo.
07:55Veja, ele acelerou novamente o processo contra a China.
07:57De novo, acho que é alguma coisa pontual, estratégica.
08:00Então, não vejo ele simplesmente voltando atrás no ponto do Brasil.
08:04Apenas uma questão aqui que eu vejo os Estados Unidos cada vez mais tombando para o lado
08:11de interesses no Brasil, que é até um ponto que eu estou estudando e que eu vou fazer
08:15um material, um vídeo a respeito sobre isso.
08:17O Brasil é o segundo país que mais detém reservas dos minerais, das terras raras.
08:24Só que nós produzimos 0,005, ou seja, muito pouco, porque a produção está praticamente
08:3170% na mão da China e depois dos Estados Unidos, que tem uma reserva muito menor do
08:35que o Brasil, mas uma capacidade de refinar e de produção muito maior.
08:40E o Brasil, como a segunda maior reserva, tem ainda um amplíssimo campo para crescer,
08:45o que é extremamente importante para o Ocidente não depender da China.
08:50Então, acho que esses são os principais jogos que estarão em cima da mesa e que,
08:54obviamente, os dois lados têm seus pontos positivos e negativos para serem colocados
08:58nessa reunião.
08:59Interessante, Bruno Musa. Eu quero te perguntar, a você também que nos acompanha,
09:03você acredita que a negociação entre Trump e Lula vai reverter o tarifácio contra o
09:07Brasil? Sim, o diálogo pode funcionar? Não, a decisão já está tomada?
09:12Ou pode amenizar, mas não reverter? Participe da nossa enquete lá no YouTube e eu vou
09:17trazer a sua opinião aqui para enriquecer o nosso debate.
09:20Fábio Piperno, na sua vida, já pintou algum clima em 29 segundos?
09:24Eu acho muito instantâneo.
09:28Posso falar com quem que já pintou o clima? Com ele? O pessoal do esporte.
09:39Piada interna, mas tudo bem.
09:41Depois eu vou contar os bastidores do pessoal do esporte.
09:44Mais vezes.
09:44Para vocês entenderem esse clima que pintou a Langueira, você não perde a oportunidade.
09:50Fale, Piperno.
09:52Tudo muito rápido, né? Muito instantâneo.
09:55Mas não vamos ignorar o fato de que aquele foi um primeiro contato, muito divulgado, muito
10:06simpático, muito ameno entre os dois.
10:09Só que na semana passada já houve um passo adiante.
10:13Aí sim, a tal conversa telefônica de meia hora.
10:17Então já não estamos mais, digamos, circunscritos apenas àquele rápido encontro, aquele fugaz
10:26encontro entre os dois líderes.
10:28Digamos assim, rolou o olhar?
10:30Rolou o olhar?
10:30Ao mesmo tempo, uma troca de telefones ali, um bilhetinho na mão do outro.
10:34E aí, será que o telefone vai tocar?
10:37Já tocou uma vez.
10:38E aí o telefone tocou.
10:39E aí o papo durou aquela meia hora.
10:42Será que agora dá para ver aquele encontro presencial para entender se é isso mesmo que
10:45a gente quer?
10:46Eu acho que é mais ou menos esse o roteiro.
10:48Porque ainda não deu match.
10:49Bruno Musa já passou por isso pelo jeito, mas continue, Piperno.
10:52Porque ainda não deu match.
10:54Houve, né?
10:55Então houve o primeiro olhar, aquela piscadela, depois a conversa telefônica, um contando
11:00para o outro as suas intenções, o que eu faço, quem eu sou e tal, mas ainda não
11:05deu match.
11:06Só que tem um encontro marcado.
11:08Os intermediários entrando em campo, as áreas técnicas entrando em campo, isso é muito
11:13importante.
11:14Então veja, o encaminhamento, ele tem sido satisfatório.
11:18O Brasil não teve pressa.
11:21O Brasil não se precipitou.
11:24De forma alguma amoleceu nessa fase de pressão.
11:28Porque sim, o Brasil foi um país bastante pressionado por conta não apenas das tarifas, mas também
11:34de sanções.
11:36O Brasil resistiu a isso com bastante altivez.
11:40E agora o Brasil está numa boa posição para negociar.
11:42Ontem, por exemplo, o presidente Trump recebeu o presidente Milley.
11:46A Argentina está lá com o pires na mão.
11:48Tem dinheiro nem para pagar as contas do fim do mês.
11:52Milley saiu com um crédito de 20 bilhões de dólares para pagar os incêndios mais imediatos.
11:58Só que nesse encontro, quando questionado sobre o Brasil, mais uma vez o presidente Trump
12:04fez uma alusão bastante simpática ao presidente brasileiro.
12:08Mas o que isso já, enfim, resolveu?
12:12Por enquanto, nada.
12:13Abriu caminhos.
12:14Abriu possibilidades.
12:16Agora cada um vai colocar suas cartas e seus pedidos sobre a mesa.
12:21É evidente que os Estados Unidos estão incomodados com a questão da substituição do dólar
12:27no âmbito dos BRICS.
12:29Pois é.
12:30E isso, obviamente, vai ser debatido.
12:33O Brasil, além do tarifácio, tem as questões das sanções.
12:39Certamente também vai solicitar um alívio em relação a isso.
12:43Mas eu não sou tão otimista a ponto de achar que tudo vai ser resolvido nesse primeiro encontro.
12:49Mas eu acho que o saldo dessa primeira reunião já vai ser bastante positivo para os dois lados.
12:57Agora, eu quero tocar justamente nesse ponto que o Piperno mencionou, da moeda alternativa
13:02no BRICS, que estava e permaneceu muito tempo no discurso do presidente Lula e que agora
13:07pode servir como negociação.
13:09E, Alangani, você entende que, para o presidente Lula, essa poderia até ter sido uma estratégia
13:14positiva diante de uma concessão que ele possa fazer agora, sem necessariamente mexer
13:20com questões muito estruturais do BRICS, mas que atenda a Donald Trump, que também teria
13:24de fazer concessões em relação à taxação.
13:27Então, eu te entrego o fim do discurso e da luta em torno de uma moeda alternativa
13:32e você me entrega o fim da sanção, pelo menos contra os empresários, o agronegócio
13:39e outros setores que são impactados aqui pelo tarifácio de Donald Trump.
13:44Talvez nem se mencione a questão relacionada ao ministro do Supremo Tribunal Federal,
13:48Alexandre de Moraes, porque aí você parte para uma questão um pouco mais política e ideológica.
13:53mas também era um tema que poderia estar ali no meio desse bate-papo, segundo o presidente
13:59Lula indicou.
14:00Exatamente, Evandro.
14:02Até porque nem adianta o presidente Lula entrar na questão do Alexandre de Moraes, porque
14:07ele nem tem alçada para isso.
14:09Se trata de um outro poder.
14:11Eu nem misturaria as coisas.
14:13Olha, alivia lá para o ministro.
14:15Enfim, isso daí não seria problema do poder executivo.
14:18Agora, o que o poder executivo, o governo federal, tem a oferecer?
14:23Então, de fato, uma garantia firme, algo do tipo que a gente não vai buscar uma outra
14:30moeda em substituição ao dólar.
14:34Um alinhamento, mostrar que, ok, a gente faz parte dos BRICS, mas a gente também está
14:40muito próximo dos Estados Unidos.
14:42Então, esse alinhamento geopolítico, ideológico, mais próximo aos Estados Unidos pode ser
14:47também uma moeda de troca e, claro, também as tal das terras raras.
14:52A gente tem muita reserva de terras raras e baixa capacidade de produção e baixa capacidade
14:58de refino.
14:59Num momento que é crucial para os Estados Unidos.
15:02Por quê?
15:02Porque os Estados Unidos estão sendo alvo de retaliações da China, restrições de exportações
15:10da tal das terras raras.
15:12Minerais super importantes, inclusive para a indústria de tecnologia e bélica dos Estados
15:17Unidos.
15:18Dois terços da indústria bélica usa terras raras.
15:20A China tem a maior reserva do mundo, 70% da produção mundial e 90% do refino mundial.
15:28Está na mão da China.
15:29Então, o Brasil, nesse sentido, é muito importante para os Estados Unidos.
15:32Ô Bruno Musa, então para a gente arrematar esse lance relacionado às terras raras e
15:36o fato disso poder entrar nessa negociação, diante dessa dificuldade do Brasil de refinar,
15:41de explorar, dessa falta de estrutura para poder conduzir e trazer valor para esse território
15:49que é tão rico aqui no país, de que maneira que isso poderia entrar numa negociação com
15:54os Estados Unidos?
15:54O que o Brasil indicaria de possibilidade que seria de interesse para os Estados Unidos
16:00também fazer uma concessão que atendesse a um pedido do presidente Lula?
16:04Ótima pergunta.
16:06Só traduzindo um pouco dos dados que o Alan colocou corretamente.
16:10A China tem hoje 23% das reservas totais, que representa 44 mil toneladas.
16:16O Brasil tem 21 mil toneladas.
16:1923% disso tudo.
16:21Os Estados Unidos têm por volta de 2,1% das reservas.
16:27Só que os Estados Unidos é o segundo maior produtor, produz 12% do que o mundo produz,
16:33a China o primeiro.
16:34Então veja, por que o Brasil, a segunda maior reserva, não produz nada?
16:37Produziu 20 toneladas ano passado.
16:40A China produziu 270 mil toneladas.
16:43Caramba.
16:43Por que essa diferença como um todo?
16:45Porque o Brasil não tem capacidade refina.
16:47As terras raras, elas são 17 elementos que são encontrados em abundância, porém em
16:52pequenas concentrações, o que torna extremamente custoso para você procurar e extrair esse
16:58material e aí refinar, que é um processo químico.
17:01É custoso financeiramente e, sob o ponto de vista ambiental, que o mundo agora vai ter
17:06que engolir toda aquela retórica que fez durante a pandemia e vai ter que voltar atrás
17:12caso queira sair um pouco das mãos da China.
17:14Como o Alan falou, 90% do refino é feito pela China.
17:18E se os Estados Unidos e o Ocidente querem depender menos da China, não tem.
17:22Outro jeito, a não ser começar a investir em exploração de terras raras.
17:26Hoje saiu, por exemplo, uma matéria que o Brasil vai receber investimento, uma empresa
17:30obviamente privada, 75 bilhões de dólares para fazer isso aqui no Brasil.
17:35O JP Morgan ontem anunciou um plano de um trilhão e meio de dólares, colocando terras
17:40raras também no centro dessa equação.
17:42Ou seja, retirar a dependência do Ocidente.
17:46Só que aqui vai o grande nó e te respondo rapidamente.
17:48Se o Brasil está mais alinhado à China, como é que vai ter essa pressão dos Estados
17:52Unidos para o Brasil se distanciar da China e se alinhar mais ao Ocidente com o governo
17:59atual?
17:59Esse é o grande desafio.
Seja a primeira pessoa a comentar
Adicionar seu comentário

Recomendado