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Roberto Rodrigues defende os investimentos em modais de transporte e ressalta o sistema de cooperativas para desenvolver a agropecuária no interior do Brasil.

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Transcrição
00:00O ministro tocou num ponto importante, além da armazenagem que é fundamental,
00:05é a questão da infraestrutura.
00:06A tal da ferrogrão está aí parada há tanto tempo.
00:10O senhor acha que agora vai dar uma arrancada final?
00:15Precisa que haja essa arrancada final.
00:17E não é só ferrogrão, são dezenas de ferrovias que precisam ser desenvolvidas.
00:22E tem espaço para isso, tem interesse, tem empresário querendo vir nisso,
00:25mas tem uma lógica que é inacreditável.
00:33A ferrogrão está suspensa pelo STF, porque lá um partido de esquerda entrou com uma representação
00:40porque ia estragar o meio ambiente.
00:42A ferrovia ia fazer progresso, emprego para a Amazônia,
00:46onde não tem emprego, não tem renda para ninguém, exatamente isso que ia acontecer.
00:49Tem que resolver esse processo rapidamente.
00:53Entre outros, entre outros.
00:54Ministro, o senhor tocou no ponto importante que é a questão das cooperativas,
00:58só queria fazer uma pergunta que sempre me intrigou.
01:01O espírito das cooperativas floresceu de maneira exemplar no Sul e Sudeste,
01:07mas no Norte e Nordeste esse espírito cooperativo não pegou.
01:13Com essa migração toda de gaúchos, catarinenses,
01:16adentrando ao Cerrado e agora no Mato Piba,
01:19nós temos chance de levar também essa cultura das cooperativas?
01:24E isso vai ajudar muito a organizar esses mercados locais, principalmente pequenos e médios produtores.
01:29Esses são os que mais se beneficiariam com a cooperativa.
01:32Você fez a pergunta e já deu a resposta, Dávila.
01:35A verdade é essa mesmo.
01:37A cooperativa, a cooperativa é uma empresa,
01:39mas é uma empresa com uma visão social.
01:43Diferente de uma empresa capitalista.
01:45Qual é a diferença cooperativa ou empresa capitalista?
01:46A empresa capitalista é o objetivo do lucro da empresa, dos seus donos.
01:50A cooperativa é o objetivo do lucro dos associados.
01:54Ela não busca lucro enquanto empresa,
01:56ela busca prestar serviço para os cooperativas,
01:58para que eles tenham lucro e tenham vantagens econômicas que lhes garante a ascensão social.
02:03Isso é uma doutrina, por exemplo,
02:05uma doutrina com princípios de valores universais.
02:08Então, o que é a cooperativa, na verdade?
02:11Ela é um reflexo da realidade social onde ela está inserida.
02:17Por que ela explodiu positivamente no sul do país, no sul do país?
02:21Migração.
02:22Alemães, holandeses, japoneses,
02:25que trouxeram seus países de origem
02:26a ideia da associação do cooperativismo incorporado.
02:30Isso ficou forte no sul do país, o sudeste também.
02:34Mas já está crescendo graças a isso que você falou.
02:36A migração interna de gaúchos, paranaenses,
02:40levou a ideia de cooperativa para o centro-oeste.
02:43O nordeste demorou um pouco mais, por razões também óbvias.
02:47O estado era mais presente, como um papai, resolvendo os problemas.
02:53E a cooperativa, ela nunca pode ser um instrumento do estado.
02:59Aliás, um dos princípios do cooperativismo
03:00é a independência e autonomia em relação ao estado.
03:04Ela tem que ser um movimento de base, de baixo para cima.
03:07O fogo cresce de baixo para cima.
03:09E está crescendo o nordeste hoje também,
03:11em algumas regiões muito importantes,
03:12sobretudo na área de leite, no nordeste do país.
03:15É um grande avanço.
03:17Fruticultura também, você citou a petrolina.
03:19Hoje também outros estados, o Rio Grande do Norte,
03:23Paraíba, estão avançando com o cooperativismo de frutas,
03:26com muito vigor também.
03:28Agora, ministro, uma outra questão muito importante.
03:31O senhor sempre enfatiza muito
03:32esse extraordinário ganho de produtividade da agricultura brasileira.
03:36Mas como é que nós podemos avançar
03:39para produtos de maior valor agregado?
03:41Para não ficar só se tendo um país exportador de commodities?
03:45Grande questão, muito boa pergunta, Dávila.
03:48Muito boa pergunta.
03:49Mas é um tema complexo.
03:51Por que é que é complexo?
03:53Porque as regras de comércio internacional
03:55têm um dos temas que se chama,
03:59é na área de agressão de valor,
04:00que é a escalada tarifária.
04:04O que os países desenvolvidos fazem?
04:06Dominaram o mercado durante muito tempo,
04:08e as próprias regras, eles fizeram as regras.
04:11Era o antigo GAT, hoje o OMC,
04:14a Organização Mundial do Comércio.
04:15E as regras são essas.
04:17O acomodante agrícola não tem tarifa para ser exportado.
04:21Então o país compra soja, compra café, compra milho,
04:25não tem tarifa nenhuma.
04:26Mas para proteger o seu industrial lá,
04:29os países desenvolvidos criaram tarifas
04:31para o produto valor agregado.
04:33Café é típico.
04:34O Brasil é hoje o maior produto mundial de café em grão,
04:38tranquilo.
04:39Mais de um terço do clima mundial.
04:40ele é feito pelo Brasil,
04:42no estado do mundo é feito pelo Brasil.
04:45Mas qual é o maior produtor mundial de café solúvel?
04:50Itália e Alemanha, que não tem o pé de café.
04:52Eles compram o café do Brasil, do Vietnã,
04:56da Colômbia, da África,
04:59fazem um blend e exportam para nós
05:00com aquelas cápsulas com valor 10, 15, 30 vezes maior
05:05do que a comodidade agrícola, do que o café em grão.
05:08Então, o que tem que haver é um trabalho muito grande
05:12de caráter diplomático,
05:13dificílimo, porque estão defendendo seus interesses.
05:16Eles estão errados? Estão certos.
05:17O interesse deles lá.
05:18Para que a escala tarifária seja diminuída,
05:22de tal forma que a tarifa,
05:24o seu produto industrializado,
05:26seja menor, permitindo a gente industrializar também.
05:31Mas é difícil, porque eles querem garantir
05:32a indústria deles,
05:34não querem receber a indústria da gente.
05:35A China é um exemplo típico.
05:37A China é um país extraordinário,
05:38que é hoje o nosso maior parceiro comercial.
05:40Hoje, 30% do que o água vende vai para a China.
05:43Um terço vai para a China.
05:45Nós exportamos grãos também, né?
05:46Soja, milho, muito grão.
05:48Eu quero vender iogurte para a China.
05:51Quero vender o frango embaladinho
05:52com o milho e a soja lá dentro,
05:54já dentro da carne dele lá.
05:56Mas eles querem agregar valor lá.
05:58Eles estão errados? Estão certos.
06:00Então tem que haver um entendimento diplomático
06:02de longo prazo.
06:02Olha, a China, olha, esse ano vou exportar 100% de grão.
06:05Mas no ano que vem, só 90.
06:0810% vai ser farelo.
06:10Já o primeiro passo.
06:12Primeiro passo.
06:13Daqui a dois anos vai ser 10% de farelo,
06:1685% de grão e 5% de carne.
06:18É um processo que vai fazer 15, 20 anos
06:22para que eles se preparem.
06:24E nós nos preparemos também para essa mudança.
06:26Mas, Dávila, é uma negociação diplomática dura.
06:31Porque cada país defende os seus interesses.
06:33Eu não acho que eles estejam errados.
06:36Mas tem que haver uma regra que permita
06:38para além do que eles consomem internamente,
06:43haver um espaço para agregar valor.
06:45Ou seja, o que o senhor está dizendo é uma coisa muito importante.
06:47precisamos usar a nossa preponderância
06:50nesse mercado de exportação
06:52para usar com uma musculatura diplomática
06:55para ganharmos um pouco mais de mercado.
06:57Uma fatia pequena, gradual,
06:59mas nos produtos de maior valor agregado.
07:01A palavra é essa.
07:02Gradual.
07:03Muito bem.
07:05Gradualmente conquistando mercado.
07:06É fatal que vai acontecer isso.
07:08O tempo vai acontecer isso mesmo.
07:10Mas tem que agilizar o processo.
07:11E nós temos uma diplomacia muito competente
07:13para fazer isso.
07:14Precisa olhar mais a parte comercial.
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