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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) afirmou que a conversa por telefone com Donald Trump estabeleceu uma "relação que nunca deveria ter sido truncada". Lula disse que ele e Trump, que lideram as duas maiores democracias do Ocidente, devem passar "harmonia" ao mundo, e não discórdia.

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Transcrição
00:00O presidente Lula considera que a relação Brasil-Estados Unidos nunca deveria ser truncada
00:06e acredita em harmonia com Donald Trump.
00:09Repórter Marcelo Matos.
00:12O presidente Lula garante que o Brasil foi semi-destruído nos últimos seis anos
00:16e levou dois anos para a reconstrução.
00:20Nós conseguimos, antes de governar, fazer o Congresso apresentar uma PEC
00:26para dar dinheiro para a gente governar.
00:30Porque a tranqueira que governava não cuidou disso, não cuidou.
00:36E esse país está arrumado.
00:39Há um ano da eleição e sempre cobrado pelo ajuste fiscal e também a redução dos gastos do governo,
00:47Lula falou que o Brasil hoje tem uma indústria da desconfiança,
00:52mas que o governo tem muita responsabilidade com a nação para o futuro.
00:57Nós temos muita responsabilidade.
01:00Muita.
01:01Vocês me conhecem, sabem o seguinte, não tem mágica em economia.
01:06Não existe mágica.
01:08Não tem ninguém que faça assim.
01:10Não tem gênio na economia.
01:12Se tivesse o Brasil, não tinha passado a miséria que passou.
01:17Então, eu fico pensando, gente, imagina uma coisa.
01:19Esse país nunca teve reserva internacional.
01:22Nunca teve.
01:26Fomos nós que criamos uma reserva de 370 bilhões, que até hoje é o que dá sustentabilidade a esse país.
01:36Até hoje.
01:37Em tom de brincadeira, Lula disse que é mais velho que Donald Trump,
01:42que fará 80 anos em juros de 26 e poderia até falar mais grosso.
01:46E destacou que o acordo, que parecia impossível, está sendo encaminhado com um diálogo entre as partes.
01:55Eu disse para o Trump, olha, nós dois, com 80 anos, e governamos as duas maiores democracias do Ocidente,
02:04A gente não pode passar discórdia, desaveça, por reitamento do mundo, cara.
02:11Nós vamos passar harmonia.
02:15Nós vamos conversar e colocar as coisas.
02:16Tem divergência, tem que colocar na mesa e sentar e conversar.
02:20Não tem tema proibido para conversar comigo.
02:22Eu acho que a gente estabeleceu uma relação que nunca deveria ter sido truncada.
02:29Porque eu nunca tratei presidente de outro país ideologicamente.
02:32Sabe? Quem tem que tratá-lo ideologicamente é o povo que elegeu ele.
02:37Eu não. Eu tenho que tratá-lo com o respeito de alguém que foi eleito
02:40e ele me tratar com o respeito de alguém que foi eleito.
02:43E fim de papo.
02:46O Brasil não tem interesse de brigar com os Estados Unidos.
02:51O presidente Lula questiona classificar de classe média quem ganha 5 mil reais mensais,
02:57que a grande maioria dos brasileiros recebe abaixo do valor.
03:02e defendeu a extensão dos programas sociais do governo
03:06ao citar os benefícios da energia elétrica e gás de cozinha.
03:11Bom, chamar os nossos comentaristas aqui,
03:14nessa participação final no Jornal Jovem Pan,
03:17Dora Kramer e Cristiano Vilela.
03:19Dora, primeiro, sobre a fala do presidente Lula,
03:22de qualquer forma, não tem muito o que se falar
03:26sobre essa relação do Brasil com os Estados Unidos.
03:28Tem que esperar para ver o encontro entre os dois, não é, Dora?
03:32Olha, poderia ter falado menos, não ia fazer falta, não.
03:37Porque é o seguinte, tudo o que aconteceu, as coisas caminham agora para o diálogo,
03:43não é por causa do presidente Lula.
03:46Porque se dependesse do Lula do palanque, não tinha acontecido.
03:50Isso é fruto de um trabalho, sim, tem participação do governo brasileiro,
03:54um trabalho conjunto do governo brasileiro, de um trabalho de bastidor, né?
04:01Não quero falar segundo escalão, porque é gente importante,
04:07gente da área técnica, como o vice-presidente Geraldo Alckmin,
04:15enquanto ministro da Indústria e Comércio,
04:17gente da diplomacia, gente da política, do empresariado.
04:22Houve um trabalho entre julho, quando começou o tarifácio, e setembro,
04:27quando houve aquele encontro casual, que não foi casual,
04:30foi só feito para parecer casual.
04:33Mas está correto isso, né?
04:35Então aquilo foi fruto de um trabalho árduo.
04:39E aí o presidente Lula vende como se fosse algo realmente decorrente
04:47do carisma dele, da simpatia que ele provocou no Trump.
04:51Não é assim, né?
04:54Eu vou repetir, se dependesse, a gente vai lembrar.
04:57Desde que estourou a crise do tarifácio,
05:00o presidente ia para o palanque dia sim, outro também,
05:03desancar com o Trump.
05:06Era assim.
05:07Então, as coisas mudaram?
05:09Melhor que tenham mudado.
05:10Mas a gente também não esquece como elas eram
05:13e também não somos obrigados a engolir qualquer versão
05:17que não seja exatamente verdadeira,
05:19para não dizer que já dizendo mentirosa.
05:22É, Vilela.
05:22E é aquela história, tem que ir com muito cuidado,
05:24porque a gente viu o que o presidente americano fez hoje com a China, né?
05:30Pois é, Tiago.
05:30O jogo só acaba quando termina, né?
05:33A máxima do futebol.
05:35E é a mais pura verdade.
05:36Nada está resolvido ainda e falas desconcertadas vindas do presidente Lula
05:43podem fazer com que os ânimos venham a se acirrar.
05:46Agora, você vê que a fala do presidente,
05:49quando ele fala dos Estados Unidos,
05:51quando ele fala de situação brasileira,
05:53são falas muito fortes.
05:54A forma como ele desanca adversários políticos,
05:58ex-presidentes da República,
06:00a forma como ele busca enaltecer aquilo que estaria fazendo
06:03e, na verdade, não necessariamente está fazendo, né?
06:07É algo que realmente chama fortemente a atenção.
06:10E um aspecto que chamou muito a atenção no dia de hoje
06:14é o fato de que, até agora,
06:16não houve nenhuma manifestação oficial do governo brasileiro
06:20em relação ao Prêmio Nobel da Paz de Maria Corina Machado.
06:23Ora, o governo atual,
06:25que vem metido o bedelho aí em todos os temas internacionais mais complexos,
06:31andou enfiando o nariz ali nas questões envolvendo o Oriente Médio
06:35e outros temas espinhosos,
06:37mas no caso de Maria Corina Machado,
06:40justamente pelo fato do governo brasileiro
06:42ter um alinhamento político e ideológico
06:45com o regime ditatorial de Maduro,
06:47até agora nós não vimos nem um cumprimento formal do Itamaraty.
06:53Pois é, Dora, queria até aproveitar.
06:54Temos dois minutinhos para encerrar o jornal,
06:56para você comentar esse assunto também.
06:58Não houve um pronunciamento oficial ainda,
07:00mas o secretário Celso Amorim chegou a falar,
07:03dizendo que só espera que esse Prêmio Nobel
07:05não sirva de pretexto para uma ação americana na Venezuela.
07:10Foi esse o posicionamento dele.
07:12Ele falou com alguns veículos de comunicação.
07:14Dora?
07:15Pois é, como disse Caetano Veloso,
07:18se tivesse ficado calado seria um poeta,
07:20porque é o seguinte,
07:22demonstra aí um ranço ideológico
07:26que não tem nada a ver.
07:27A Maria Corina ganhou o prêmio,
07:30ele fala, foi escolhido pela política.
07:33Ora, como se a política fosse um fator
07:35que não fosse também um dos fatores do Prêmio Nobel,
07:40um dos critérios.
07:41E a Maria Corina ganhou
07:43por causa da defesa da democracia.
07:47Ora, a democracia não é só de direita,
07:50não é só de esquerda.
07:51É dos dois.
07:52E aqui?
07:53Estamos ainda vivendo um processo
07:55contra pessoas
07:57que resolveram atentar contra a democracia.
08:00E o governo apoia.
08:01O governo do Celso Amorim.
08:03Então, não tem dois pesos e duas medidas.
08:06Democracia é democracia.
08:07E foi por isso que a Corina ganhou.
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