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O governo articula a aprovação da Medida Provisória que substitui o aumento do IOF e garante R$17 bilhões à arrecadação de 2026. Fernando Haddad e Lula reforçam a negociação com parlamentares, buscando equilíbrio fiscal sem penalizar 99% da população.

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00:00Nós estamos de volta com o radar a cinco horas e quatro minutos e vamos direto com imagens ao vivo lá de Brasília, olha, da frente do Ministério da Fazenda, onde já já o ministro Fernando Haddad vai falar com os jornalistas sobre essa articulação do governo e essa corrida pela aprovação da medida provisória que substitui o aumento do IOF e pode garantir, né, um reforço de 17 bilhões de reais na arrecadação do ano que vem.
00:25E eu vou chamar aqui comigo o Vinícius Torres Freire, nosso analista. Oi, Vinícius. Boa tarde. Tudo bem? Boa tarde pra todo mundo.
00:33Vinícius, olha lá, um púlpito cheio de microfones para ouvir Fernando Haddad, né?
00:40Essa é a portinha da fazenda.
00:41Essa é a portinha, aquela portinha lateral da fazenda onde o ministro entra, não é a porta principal lá, né, o ministro Fernando Haddad que vai falar com os jornalistas porque é o seguinte, ontem, Vinícius, ele esteve pessoalmente, foi para o corpo a corpo,
00:55com os parlamentares. Não deu certo. Hoje o presidente Lula assumiu pessoalmente essa articulação, teve um almoço ali com os líderes na Câmara e também no Senado, os líderes partidários,
01:09para tentar, de qualquer forma, a aprovação, porque é um tema muito sensível para os cofres da União, né, Vinícius?
01:16Olha, Eric, se não aprovar vai ser um desastre, né? Vai ser literalmente um desastre.
01:21Ó, o Fernando Haddad já está chegando ali, ó, o ministro. Vamos ouvir então, Vinícius, e a gente já volta a conversar. Vamos ouvir então o ministro da fazenda, Fernando Haddad.
01:28Algumas pessoas se comunicaram aqui com a gente para ouvir o nosso posicionamento. Deixa eu falar para vocês uma coisa.
01:38Nós só estamos querendo que um acordo seja cumprido. A única coisa que o governo está pedindo é que um acordo seja cumprido.
01:45Mas, evidentemente, a gente sabe que as forças que atuam na sociedade, os grupos de interesse, se fazem presentes e é natural que seja assim.
01:57Faz parte da história do Brasil. Mas nós estamos fazendo todo o empenho para que os parlamentares ofereçam ao país condições de fechar um orçamento adequado,
02:09que respeite os programas que foram aprovados pelo Congresso Nacional, para que tudo tenha continuidade, os investimentos tenham continuidade,
02:20com sustentabilidade econômica em todos os sentidos.
02:23Então, nós continuamos dialogando com as forças do Congresso Nacional, reivindicando o acordo que foi firmado conosco, tá certo?
02:31Eu penso que aqueles que querem desorganizar o orçamento, como fizeram em 2022, com finalidade eleitoral, vão se equivocar pela segunda vez.
02:46Eles estão, de novo, querendo desorganizar as contas públicas, trocando o sinal.
02:51Em 2022, liberou geral, que foi em 2022, todos vocês acompanharam, e isso resultou em fracasso para aqueles que tentaram fazer o que não era correto.
03:05Eu penso que se for essa a intenção, isso também não vai lograr êxito.
03:11Se tentar desorganizar, tentar sabotar, descumprir acordo na política, lutar contra o país para preservar privilégios,
03:19é uma coisa que não vai conduzir a um bom lugar.
03:23Nós devíamos continuar reconstruindo as finanças do país, a sustentabilidade do país, tanto social quanto fiscal,
03:33que é o objetivo desse governo.
03:35Então, nós estamos muito tranquilos com o que está sendo proposto,
03:38nós temos segurança do que está sendo proposto no relatório.
03:43É uma coisa justa, não é o que nós gostaríamos,
03:46mas foi feita uma negociação até o dia de ontem,
03:50tanto no Senado quanto na Câmara.
03:52O nosso pedido é para que o acordo político seja honrado,
03:57e, obviamente, nós vamos trabalhar com o cenário concluído,
04:03nós vamos trabalhar para manter os nossos compromissos, repito, econômicos e sociais.
04:10Nós trabalhamos tanto com a questão fiscal, quanto com a questão social,
04:15com o zelo, para que o país tenha uma economia robusta, continue crescendo,
04:22sem penalizar as pessoas e cobrando daqueles que não colaboram com a sua justa parte,
04:30colaborem para que as coisas caminhem bem.
04:33Então, nós continuamos acreditando que vai pesar, no momento da decisão,
04:40o acordo que foi firmado, mais de uma vez.
04:44Não é que foi uma ou duas reuniões que nós fizemos.
04:46Foram muitas reuniões que foram feitas para demonstrar a qualidade do acordo que foi firmado.
04:52Tanto por ocasião daquela reunião de dois meses atrás,
05:01quanto nas reuniões que foram feitas de duas semanas para cá.
05:06Então, nós estamos com um texto aí que,
05:10como sendo fruto de um acordo,
05:12exigiu concessões mútuas,
05:16mas que é um texto sóbrio e que leva o país
05:19para um fechamento de ciclo com sustentabilidade social e econômica.
05:26Então, é esse o nosso objetivo.
05:29Queria dizer para vocês, para quem estava nos perguntando,
05:31mandando aqui para a Ana Flávia perguntas,
05:34em relação ao que será feito, vai depender do cenário.
05:39Vamos ver o que vai ser decidido pelo Congresso,
05:41mas eu reitero que a posição do presidente Lula
05:46é que, tanto do ponto de vista social,
05:50quanto do ponto de vista das contas públicas,
05:53nós vamos continuar perseguindo os mesmos objetivos,
05:57independentemente do resultado.
05:58Mas fica aqui...
06:01Eu estou acabando de dizer que nós vamos continuar perseguindo os mesmos objetivos.
06:07Isso diz tudo.
06:09Isso nós vamos ver depois da votação.
06:12Nós vamos aguardar para saber se o acordo vai ser cumprido,
06:16o acordo que foi firmado.
06:17Se o acordo for cumprido, ele está cumprido.
06:20Nós estamos numa rota sustentável e tudo mais.
06:26A partir do...
06:27Se tivermos um resultado adverso,
06:29eu volto à mesa do presidente,
06:31é ele que decide os fundos do país.
06:34A gente sempre apresenta um cardápio de soluções,
06:37mas não é disso que eu estou querendo falar agora.
06:38O que eu estou querendo aqui é reivindicar o acordo que foi feito,
06:41porque é um acordo justo.
06:43É um acordo que não penaliza o trabalhador,
06:46que não penaliza 99% da população.
06:52Agora, e não penaliza nem 1%,
06:55mas chama o 1% à responsabilidade
06:57de garantir que o país continue funcionando bem.
07:03É um chamamento à responsabilidade do 1%.
07:05O que o senhor atribui à movimentação de partidos
07:08que são da Madreada,
07:10ou são o centro também do governo?
07:11Eu não posso fazer esse tipo de inferiço.
07:16Mas os rumores que me chegam
07:21é de que é o mesmo movimento que foi feito em 2022
07:25com sinal trocado.
07:28Em 2022, o governo usou o Congresso
07:31para liberar geral o orçamento,
07:34dar calote num, não pagar o outro,
07:36e assim por diante,
07:38para, na farra de gasto que foi feita em 2022,
07:42ter vantagens eleitorais.
07:44Isso não se confirmou.
07:46Porque a população percebe essas coisas.
07:49Agora, querer fazer o que foi feito em 2022,
07:51invertendo o sinal,
07:52ali era abundância de recursos para ganhar a eleição.
07:55E agora, querer restringir o orçamento
07:58para prejudicar o governo,
08:00não vai acontecer, vai prejudicar o Brasil.
08:02Essa postura prejudica o Brasil.
08:06Mas nós estamos aqui para ajudar o Brasil
08:09a continuar no rumo certo,
08:11a continuar olhando para o econômico,
08:14para a sustentabilidade das contas
08:16e para o social.
08:18E para aquilo que foi contratado
08:21com a sociedade de atendimento à população.
08:26Esse equilíbrio que nós estamos há três anos perseguindo
08:29e que eu repito, vamos continuar perseguindo.
08:31Ministro, há pedidos para que haja
08:35coste de gastos em meio de atração de tributos.
08:37Mas essa MP tem 15 bilhões.
08:41Mas mais contas?
08:42Não, mas não foi feita nenhuma reivindicação
08:46durante essas duas semanas de negociação.
08:50Não foi feita nenhuma reivindicação de mérito.
08:52Tudo que de mérito foi discutido foi pactuado.
09:00Todas as questões de mérito foram pactuadas.
09:02Tanto a verdade que eu deixo aqui meu agradecimento
09:05ao presidente Hugo Motta, que reconheceu isso.
09:09E ele, ele e a cúpula da mesa falaram,
09:12olha, não é mais uma questão de mérito.
09:14Não é mérito que está sendo discutido mais.
09:17Quando ele falou isso?
09:18Não, eu estou dizendo que as pessoas que estão em negociação,
09:21quando eu pergunto, o que que está, qual é o ponto?
09:24Ah, não é mais mérito.
09:26É uma questão, é uma questão de natureza política.
09:29Por isso que eu falo, por isso que eu falo.
09:32São os mesmos, né, e vocês são jornalistas,
09:35vão saber se isso procede ou não,
09:38mas assim, a informação que me chega,
09:40mas precisa ser checada por vocês,
09:43que precisam fazer uma averiguação disso,
09:45é que são os mesmos que desorganizaram o país em 2022
09:48com fins espúrios.
09:50Em vez de pensar no país, estão pensando em si próprios.
09:53Agora é a mesma coisa,
09:55só que como eles não são um governo,
09:57eles estão fazendo tudo com sinal trocado.
10:00É ruim para o país, não ajuda o país.
10:03Então eu estou aqui dizendo o seguinte,
10:04nós estamos muito tranquilos em relação ao texto
10:06que está sendo apresentado,
10:08muito,
10:09queremos que ele seja debatido na política,
10:12porque foi isso que foi convencionado,
10:14discutir mérito,
10:15discutir o que de fato
10:18esse texto representa
10:21de bom para o país
10:22e que a decisão seja exclusivamente
10:25a partir desse ponto de vista.
10:29Para o bem do país.
10:31Entendeu?
10:3199% das pessoas estão preservadas
10:34e o 1%
10:35tem que contribuir com a sua justa parte.
10:39É isso que nós estamos buscando há três anos aqui.
10:41Eles contribuem com a sua justa parte.
10:44Seja a Bete,
10:45seja banco,
10:46seja bilionário,
10:47com a sua justa parte.
10:48Está bem?
10:49Obrigado, gente.
10:50Obrigado, gente.
10:51Nós ouvimos aí o ministro da Fazenda,
10:54Fernando Haddad,
10:55ele vai continuar respondendo ou não?
10:57Já saiu, né?
10:58Então o ministro da Fazenda,
10:59Fernando Haddad,
11:00Vinícius,
11:02fala sobre antecipação eleitoral.
11:05Praticamente antecipação eleitoral
11:07quando ele diz que na negociação
11:09já não se fala mais em mérito.
11:11É uma questão mais política.
11:13E é bem simbólico
11:14esse quase pronunciamento de Fernando Haddad,
11:17porque ele está jogando para a torcida.
11:18Ele está apontando
11:20que existem culpados
11:22pela não aprovação
11:24da medida provisória,
11:25o caso não seja aprovado,
11:27e que isso não vai prejudicar
11:28o governo,
11:29e sim o país.
11:30Então ele jogou para a torcida.
11:32Não é isso, Vinícius?
11:33Olha, ele acho que está fazendo
11:35um apelo desesperado
11:36e está com um tom de derrota, né?
11:38Parece que ele...
11:39Olha, está difícil de reverter esse quadro.
11:42Agora, quanto ao mérito,
11:43ele tem razão,
11:44porque muita coisa saiu do pacote.
11:46Era para ser 35,
11:47vai ser 17,
11:48quer dizer, caiu para 20,
11:49caiu para 17.
11:51Vai ficar praticamente juros,
11:53tributação de juros sobre capital próprio,
11:55que é uma espécie de modo
11:56de distribuir lucro de empresa,
11:59e aumento de imposto sobre fintechs,
12:01que vai ficar mais perto
12:02da taxa dos bancos.
12:03O resto caiu.
12:04a tributação sobre investimentos,
12:06LCI,
12:07investimentos em imóveis e agronegócio,
12:11LCI, LCI.
12:12Caiu.
12:13Ele disse que tudo foi acertado.
12:14O aumento de Betis também caiu.
12:15Betis caiu também,
12:16até agora eu não sei porquê,
12:17porque essa coisa é tão meritória como Betis,
12:19mas vamos dizer assim.
12:21Então, isso tudo caiu,
12:22foi acertado,
12:22chegou-se um acordo,
12:23o governo cedeu.
12:24Agora, na última hora,
12:25parece que o pessoal quer se vingar
12:28das últimas vitórias recentes do governo.
12:31Que o governo saiu da crise
12:32que estava muito feia até junho,
12:34recentemente conseguiu aprovar
12:36a isenção do IR,
12:37que vai ser, além de tudo,
12:39pode ser um ganho eleitoral forte
12:41para o governo,
12:42e agora parece que querem dar um tombo,
12:44porque perderam na PEC da blindagem,
12:46PEC da bandidagem,
12:48perderam na anistia,
12:49quer dizer,
12:49não conseguiram levar o projeto
12:50de anistia para frente,
12:51agora o pessoal que ele está dizendo
12:53que é bolsonarista,
12:54basicamente bolsonarista e aliados,
12:56e a direita do Centrão.
12:58E possíveis adversários,
13:00como o governador Ronaldo Carado e Reais.
13:02Certamente serão,
13:03querem derrubar o pacote
13:05para criar problema para o governo.
13:07Agora, vai criar problema para o país, sim,
13:09porque primeiro vai ter uma certa turbulência,
13:11o governo vai ter que achar
13:12pelo menos 15, 17 bilhões,
13:15para esse ano o impacto é pequeno,
13:16você pode mexer,
13:17tem coisinhas ali no pacote,
13:18mas é assim,
13:19a coisa mínima.
13:20Agora, para o ano que vem,
13:21tem um buraco no orçamento,
13:22vai ter que mexer no orçamento
13:23e para tapar esse buraco no orçamento,
13:26provavelmente o governo
13:27vai ter que tomar medida nesse ano.
13:29Para tomar medida nesse ano,
13:31no Congresso,
13:32dificilmente vai conseguir
13:33depois de uma eventual derrota.
13:36Então, o governo vai ter que fazer
13:37um decretaço aí,
13:38mexer até em IOF,
13:40por exemplo,
13:41que já tentou fazer,
13:42que o Supremo disse que ele tem direito,
13:44e outras canetadas
13:45que podem aumentar impostos
13:46na área de investimentos.
13:48Agora, dificilmente vai mexer no social,
13:50porque tem eleição ano que vem
13:51e é totalmente antipopular.
13:52Ele acabou de dizer que não.
13:53Ele acabou de dizer o seguinte,
13:56na área econômica e social
13:57a gente não vai mexer,
13:58quer dizer,
13:58a gente vai pegar esse dinheiro todo
14:00para não mexer no orçamento
14:01no ano que vem
14:02e não ter que fazer corte
14:03no ano que vem.
14:04Ponto.
14:05E como ele pode fazer isso?
14:06Com canetaço.
14:07Ele vai ter que fazer canetaço
14:08para aumentar impostos
14:09sobre os quais ele tem direito.
14:10e não vai mexer no orçamento
14:12e não vai mexer no orçamento
14:14e não vai mexer no orçamento
14:15e não vai mexer no orçamento
14:16e não vai mexer no orçamento
14:17e não vai mexer no orçamento
14:18e não vai mexer no orçamento
14:19e não vai mexer no orçamento
14:20e não vai mexer no orçamento
14:21e não vai mexer no orçamento
14:22e não vai mexer no orçamento
14:23e não vai mexer no orçamento
14:24e não vai mexer no orçamento
14:25e não vai mexer no orçamento
14:26e não vai mexer no orçamento
14:27e não vai mexer no orçamento
14:28e não vai mexer no orçamento
14:29e não vai mexer no orçamento
14:30e não vai mexer no orçamento
14:31e não vai mexer no orçamento
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