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Transcrição
00:00Lívia talvez passe essa noite aqui?
00:02E por quê?
00:04Por minha causa.
00:06Lívia está vendo o quanto eu ando desestabilizada, fragilizada mesmo.
00:11Eu pedi pra ela ficar pertinho de mim até eu ficar bem outra vez e ela ficou de pensar.
00:15Lívia, meu talismã angusta, minha fadinha boa.
00:18Às vezes eu tenho vontade de te internar numa creche.
00:23Cresce a madureza, Maria Leontina.
00:25Por trás dessa decisão de Lívia, tem outro motivo sordido evidentemente.
00:32Que a sua ingenuidade nem desconfia.
00:34E que motivo seria esse, Augusta?
00:37Essa história de querer ficar do seu lado é conversa pra mãe dormir.
00:42Que só uma pessoa desequilibra nada das ideias como você não percebe.
00:46Lívia quer se infiltrar outra vez nessa casa, Maria Leontina.
00:50Será que você não percebe?
00:52Me desculpe, minha querida irmã, mas Lívia não precisa de desculpas pra voltar a morar numa casa que é dela.
01:02Ela também falou sobre isso com você.
01:06Falou sobre o quê, criatura?
01:08Os planos que ela tem em relação a esta casa.
01:12Fale coisa com coisa, Augusta.
01:14Lívia está voltando, se reaproximando com aquele jeitinho sonsa dela, como cachorro farejando lixo, pensando que me engana.
01:25Mas ao contrário da sua mentalidade, Maria Leontina, eu não tenho cinco anos de idade.
01:31E sei muito bem o que é que Lívia tem em mente.
01:34Vender esta casa?
01:35Mas por que Lívia haveria de querer vender esta casa?
01:38Ela falou comigo, e não estou de ameaça, cheio de embáfia.
01:43Se eu quiser, eu vendo esta casa.
01:46Este é o plano secreto de Lívia, Oswaldo.
01:50Esses seus delírios persecutórios não têm mesmo limite.
01:54Como coproprietária do Solar Proência, Lívia tem esse direito.
01:59Ué, isso é verdade, ela tem um texto desta casa.
02:01Mas daí...
02:02E vai fazer valer.
02:05Quando se mudou para aquele muquifo no caso do Porto, Lívia provou que não liga para luxo.
02:11Quanto ao dinheiro, depois que fez a suprema burrada de se demitir da prebenda, da sinecura, da fábrica dos guerreiros,
02:20Lívia ficou mais dura do que madeira de lei.
02:24Vai torrar o que nos resta, Oswaldo.
02:26Meter o dinheiro no bolso e voltar para o Rio de Janeiro e nos deixar embaixo da ponte.
02:31E como é sabido que em Porto dos Milagres não tem ponte, nós vamos ficar embaixo do sol mesmo.
02:37No olho da rua, na barriga da miséria.
02:41Oswaldo, ouve o que eu estou te dizendo.
02:44Lívia vai nos escorraçar daqui.
02:46Mas quem foi que ele disse que Lívia está querendo voltar para o Rio de Janeiro?
02:50A minha inteligência falou com a minha intuição que tirou conclusões. Pronto!
02:53A relação com o pescador de cocorocas não vai lá muito bem das pernas, que eu já soube.
03:02Alexandre Guerreiro parece ter se conformado de vez só com a amizade dela.
03:06Maria Leontina mal se cabe nesta casa e deve estar pressionando Lívia para cair no mundo.
03:13Como elas dizem naquele linguajar, chulo.
03:15E se tantos motivos não são suficientes para lhe abrir os olhos, Oswaldo, eu vou lhe dar o maior de todos.
03:26Lívia não ia perder esta oportunidade única de se vingar de mim.
03:31Augusto Eugênia, hoje você não está nada bem.
03:48Depois, não diga que eu não realizei.
03:52Eu não tenho por que desconfiar da versão de Leontina de que Lívia quer fazer companhia a ela.
04:01Esse é o fato.
04:03O resto são suposições translocadas de quem não tem nada para fazer.
04:08Como se você fizesse muito.
04:11Eu estou fazendo sim.
04:12Não só por mim e por você, mas por toda a família à frente da fábrica de charutos.
04:17Que em breve, se Deus quiser, ela vai começar a funcionar de novo.
04:20Eu sei que eu estou lhe devendo um relatório detalhado sobre o negócio.
04:25Mas por enquanto eu posso lhe adiantar, é, apenas um detalhe.
04:29Que não tem nada de sórido.
04:31Aqueles velhos charutões robustos, que fizeram a alegria dos homens baianos há 40 anos, vão voltar a circular.
04:40Os famosos charutos Cônnego Proença.
04:45Os preferidos de ministros, desembargadores, chefes de Estado.
04:50Será que alguém ainda se lembra deles, Oswaldo?
04:54Ué, nós não lembramos?
04:55Então, outros vão te lembrar.
05:00É, meu pai.
05:02Essa fábrica de charutos tem que dar certo.
05:05Senão eu vou botar as biata para fumar charutos.
05:10Rodolfo Augusto, nós precisamos conversar.
05:13Ah, agora não, minha mãe.
05:16Olha, acabei de acordar.
05:17Estou varado de fome.
05:19Se depender da nossa dispensa, vai continuar em jejum.
05:23Portanto, sente-se.
05:24Aqui.
05:27Esqueceu que agora eu ganho dinheiro, minha mãe.
05:30Eu vou mandar aqui ir na padaria da Adelsa para comprar um lauto café da manhã para a gente.
05:34Que tal ainda não custa?
05:35É tentação, não é, meu pai?
05:40Mas se o senhor mesmo jejuou por 40 dias no deserto, isto significa que eu tenho que me segurar.
05:48Pão, pão doce, queijo, presunto, geléia, iogurte, leite, requeijão.
06:00E quem aqui vai comer de dinheiro vindo daquele mafoar de perdidas?
06:08Chegou a hora da verdade, Rodolfo Augusto.
06:11Se Maria aguentou, a Augusta Eugênia segura o tranco.
06:16Vamos lá, meu filho.
06:18De uma vez por todas.
06:22Que trabalho é esse que você anda fazendo naquele antro noturno de lazer?
06:30Me diga.
06:32Tá bem.
06:34Eu digo.
06:38Mas depois, Ternogos, depois, olha.
06:40Depois a gente conversa.
06:41Enquanto eu não falo o estômago, meu cérebro não funciona, cê sabe, né?
06:45Depois a gente conversa. Dá licença.
06:46Não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não
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