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00:00A rota que leva do solar dos Proença à igreja.
00:05É, houve tempo em que o populacho formava um corredor respeitoso
00:11só pra ver a nossa família a caminho da missa.
00:16Mas hoje em dia, principalmente depois da invasão murística,
00:21ninguém sabe mais distinguir um Proença de um sobrenome qualquer.
00:26Ih, o que foi?
00:27O que foi, Oswaldo? O que foi?
00:30Clembra, um ataque de reumatismo?
00:32Eu tenho que voltar lá em casa porque eu esqueci o relógio.
00:34Quando eu esqueço o relógio assim, eu me sinto meio nu.
00:36Nu, Oswaldo? Não me diga.
00:40Eu aqui, sem saber, desfilando pela cidade ao lado de um rapagão e de homem pelado.
00:47Não pense que eu vou voltar com você pra casa, Oswaldo.
00:49Eu tenho que ir à igreja.
00:51Sem a minha presença, o velório não começa.
00:54Não, não tem problema não, porque eu vou num pé e volto no outro.
00:59Ah, vai. Rodolfo Augusto me faz melhor companhia.
01:03Vamos lá.
01:04Sabe o que é minha mãe?
01:05É que eu também pensei em passar lá em Lívia, saber se ela quer vir ao velório.
01:11Você não disse que iria a família toda reunida?
01:14Lívia, Lívia.
01:16Que ela é ingrata.
01:17Ah, você tá certo.
01:19Afinal, Lívia é demi-marrom, mas também é demi-proença.
01:23Vai chamar ela assim.
01:24Mas não demore, Rodolfo.
01:25Afinal, eu quero a família toda reunida ao meu lado, na primeira fila da igreja.
01:30Tá, tá, olha, pode ser que antes de você piscar, eu já tô de volta, tá?
01:39Fiz questão de trazer minhas iaôs.
01:42É a homenagem do povo do candomblé pra ela.
01:45De jeito nenhum!
01:46Ou seja, eu não vou fazer isso nem passando por cima do meu cadáver.
01:52Porque nem morta eu vou deixar que conspurquem a minha igreja.
01:58Dona Augusta Eugênia, pelo amor de Deus, não vamos começar tudo de novo?
02:02Não vou se proferir essa palavra.
02:04O nome de Deus não pode ser pronunciado por bocas nefandas e profanas.
02:10Olha aqui, Dona Augusta Eugênia, paciência tem limite.
02:13E minha paciência com a senhora já acabou faz séculos.
02:17Eu não vou permitir e nem aceitar mais suas provocações.
02:21Principalmente aqui nesse lugar que é a igreja, que é um lugar de paz.
02:25Paz! Paz!
02:26Nós só vamos ter por você e suas feiticeiras se escafederem daqui.
02:32E tem que ser agora!
02:35Cara feia pra mim é fome, eu não tenho medo de vocês, não.
02:40E não saio daqui nem que a vaca tuça.
02:43Não adianta se ela falar, se espernear, esgoelar, pode até se rasgar todinha.
03:07Que eu não saio daqui sem prestar minha homenagem à vice-prefeita.
03:11Muito bem!
03:13Se você não for a vice-prefeita ou que eu estou dela, não entra por esta porta.
03:19O que foi que a senhora disse?
03:21Eu disse o que você ouviu!
03:24Ou será que é surda?
03:25Como é? A senhora não vai deixar a vice-prefeita...
03:27Isso! Isso mesmo!
03:29Eu tranco a porta da igreja e o corpo da vice-prefeita não será velado aqui.
03:35Nem que ela venha dentro de um caixão de ouro maciço.
03:39Dona Augusta Eugênia, a senhora não pode fazer uma coisa dessas.
03:41Posso! Posso!
03:42Augusta Eugênia, proença de Assunção, pode tudo!
03:49Mas isso é um despautério, Dona Augusta!
03:51Pense na família de Dona Epifânia, o velório não pode esperar!
03:54Pode, pode! Por mim o velório pode esperar o tempo que for preciso
03:58para expulsar a róstice do diabo, o chusma do bulte, a corja de Deus e o irmão aqui do templo de Deus.
04:07A senhora fala tanto no diabo que deve ser amiga íntima dele, Dona Augusta Eugênia.
04:13Se ação de criatura despinhada e recolha-se a sua insignificância,
04:19eu não tenho que lhe dar satisfações da minha relação com o divino e seu inimigo número um.
04:24Só lhe digo uma coisa, quem estiver contra o meu Pai Eterno, está contra mim.
04:36Eu não estou contra e nem a favor de ninguém, só estou aqui porque...
04:41É uma busada!
04:44Alguma vez você já me viu sujando os saltos do meu sapato na poeira do seu terreiro?
04:49Já? Me diga!
04:51Alguma vez eu já invadi aquele antro de perdição.
04:55Todos os que vierem em paz serão bem-vindos.
04:59Até mesmo a senhora, Dona Augusta Eugênia,
05:02quando perder essa pose de guardiã da verdade.
05:06Eu não sou a guardiã da verdade.
05:10Eu sou a verdade em pessoa.
05:13A senhora é uma insana, com vários parafusos a menos.
05:18É por isso que eu lhe perdoo, porque não faz a menor ideia das bestagens que diz.
05:24Mas o dia em que caí do cavalo, vai parar lá no meio do meu terreiro.
05:30E aí, Dona Augusta Eugênia, eu vou aproveitar e lhe dar uns passos...
05:34...que é para expulsar esse diabo de suas entranhas.
05:38Deus me livre!
05:39Descujou, isto nunca vai acontecer.
05:42Ah, meu Deus, se essa quesira não acabar, o que não vai acontecer vai ser o velório de Dona Epifânia.
05:49O seu tempo já se esgotou e a minha paciência também.
05:53Saia já, sua catimboseira de encruzilhada!
05:56Eu tenho que exorcizar a igreja!
05:59Conspurcada pelas suas bruxarias!
06:01Saia!
06:03Ou eu tranco todo mundo aqui.
06:05Quem está precisando ser exorcizado é a senhora.
06:08Escute, Dona Augusta Eugênia, o tempo está passando, a família está esperando para trazer o corpo para cá.
06:13Os métodos insidiosos que você usa para se apossar na minha igreja não me deixam...
06:19Eu vou lhe expulsar com a força dos meus próprios braços!
06:26Mas o que é isso?
06:26Falta lá!
06:28Não ouse tocar num fio de cabelo dela.
06:30Agora quem está perdendo a paciência aqui sou eu.
06:34Com a licença de todos os santos e os orixás.
06:37Se a senhora me encostar um dedo, vai ter o que merece.
06:40Eu não vou encostar um dedo em você, não.
06:43Eu vou encostar uns dez, uns vinhos, até expulsar de saúde.
06:56O que é isso?
06:56Não se junte que a gente vai nascer agora.
06:58Como é perdável, irmão?
07:00Mas é o xalá em pessoa?
07:22É Deus!
07:25A viva e a cores!
07:30Vamos acabar com esse furdunço já!
07:34Separem-se as duas!
07:35Ou as duas param com esse sangangu?
07:48Ou eu mando baixar um decreto proibindo a presença das duas aqui nessa igreja até o final dos tempos?
07:55O senhor não pode fazer isso!
07:57A igreja é minha!
07:58Eu acho que eu não entendi direito o que a senhora acabou de dizer, dona Augusta.
08:05Poderia repetir?
08:06A igreja é...
08:08Responsabilidade minha!
08:12Não se eu lhe tomara a chave!
08:15O senhor não faria isso!
08:16Se eu cismar, eu não deixo a sua entrar nessa igreja, mas nem para rezar.
08:20Quer apostar?
08:24Todo mundo está cansado de saber que eu odeio me repetir, portanto prestem atenção,
08:29porque é a última vez que eu me dirijo a vocês duas para falar sobre esse assunto.
08:38Nunca mais!
08:42Ouviram bem?
08:43Nunca mais eu quero ser chamado para partar uma briga dessa natureza!
08:49Nem na igreja, nem no terreiro, nem na rua, nem no raio que as parta!
08:55Na qualidade de prefeito, eu tenho que zelar pela ordem e não vou admitir que disputas pessoais ponham em risco a paz desta cidade.
09:03Portanto, ou as duas param e se comportam como duas pessoas civilizadas,
09:16ou eu mando empadrar as duas na lei de contravenções penais por provocação de tumulto em lugar público,
09:23e tenho dito!
09:24Bom, agora vocês têm cinco minutos para deixar a igreja nos trinques,
09:33se não vocês vão se der comigo!
09:34Por que dizer que nós...
09:40Que exagero, meu Deus!
10:03Quem é que ela pensa que é?
10:07Jaqueline no enterro de Kennedy?
10:17Eu só queria saber de uma coisa.
10:21Cadê o assalto?
10:22Obrigado!
10:25Obrigado!
10:41Obrigado!
10:46Obrigado!
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