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TVTranscrição
00:01Ai! Eu acho melhor a gente sair da vida dessa puta!
00:04É mesmo, vai que esse negócio atira!
00:06Não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não.
00:08Não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não.
00:11A moça aí falou muito bem.
00:13Se a senhora tem algum amor à sua vida, vai embora daqui, vá.
00:17Senão não me responsabilizo pelas minhas atitudes.
00:24Você não ousaria!
00:25Amargou tempo demais na cadeia por ter assassinado o coronel Jurani de Freitas.
00:33Aliás, meu querido amigo, nada.
00:37Você não teria coragem de atirar numa outra figura proeminente da região.
00:43Devia passar por toda aquela miséria outra vez.
00:45Seria o fim da sua vida.
00:47Mas se eu fosse a senhora, não duvidaria de minha coragem.
00:50Se tem uma coisa que não conheço na minha vida é mito.
00:53Pela última vez estou lhe mandando embora.
00:58E pela última vez eu lhe respondo.
01:01Eu e minhas aliadas não sairemos daqui.
01:05Até lhe ver pelas costas escorraçada da cidade para nunca mais voltar.
01:11Será?
01:11Olha, nesse caso, dona Augusta, a gente ainda falou apenas em seu nome.
01:15Portanto, pare com essa micagem.
01:18E trate de guardar isso aí.
01:19Obedeça.
01:20Já.
01:22A senhora que pediu.
01:23Ai, meu Deus.
01:25Eu não vou atirar.
01:32Isso foi tiro, hein?
01:33Augusta.
01:34Vamos lá.
01:35Não!
01:36Não, não, não!
01:37Não, não!
01:37E ele foi atirar!
01:38E a senhora que voltou!
01:40Esse negócio foi limitar!
01:41Eu já quero sair daqui!
01:43Ai, mas não é Augusta!
01:44Quem é que fez eu correr lá na outra mesa?
01:46Onde está mais aí com esse lógico em Deus?
01:48Eu prometo!
01:49Rosa, você é morreta, mudou bala mesmo!
01:52Será que você tá mexendo a ruta?
01:55Eu acertei, foi lá, ó.
01:57O teto vai cair.
01:59Não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não.
02:22O que que Deus tá acontecendo aqui?
02:24Eu quero saber.
02:25Augusta.
02:27Augusta.
02:28Pelo amor de Deus, Augusta.
02:31Responda.
02:44Espera, espera, espera.
02:46Espera aí.
02:47Espera aí.
02:47Espera aí.
02:49Ei, ei, ei, estão fugindo de queima, estão fugindo de queima.
02:51Quem é que fez esse barulho da moléstia, meu Deus?
02:53Rosa Palmeirão.
02:55Ela tirou em dona Augusta Eugênia.
02:58Ai, meu Deus.
02:58Ela matou a nossa líder.
03:00Matou?
03:01Ela matou a nossa líder.
03:03Matou.
03:04Fique tranquilo, doutor Osvaldo, porque não há nenhum sinal de ferimento nela, não.
03:07Aliás, essa bala, pelo jeito, não pegou em ninguém nem de raspão, viu?
03:10Mas se Augusta Eugênia está sã e salva, isso quer dizer, então...
03:14Ah, que susto!
03:15Pode continuar dar seu estilo de pod-track, sua pistoleira de fundo de quintal.
03:24Que isso não me assusta.
03:26Eu sou dura na queda.
03:28Já disse e repito.
03:30Não vou sair daqui.
03:32Agora chega, Augusta Eugênia.
03:34Até você tem que saber quando é hora de fazer uma retirada estratégica.
03:38Ei, retirada estratégica, Osvaldo.
03:40A única retirada que me interessa são as que se fazem em conta corrente e mesmo assim,
03:45quando vão em dinheiro direto pro meu bolso.
03:47Veja!
03:48As suas aliadas também demandaram.
03:50Deixaram você sozinha.
03:51Deixaram você pra trás.
03:53Portanto, basta.
03:54Já está na hora de você partir, de dar no pé, de retirar-se.
03:58Descafé, desce.
04:00Enquanto ainda resta um pouquinho de dignidade.
04:02Augusta, eu estou falando com você.
04:11Vai embora.
04:12Já!
04:14Talvez agora eu me vá.
04:20Porque já consegui o meu intento.
04:24Esta noite não houve função no Lupaná.
04:29E o bordel está bastante avariado.
04:32Eu venci, mas não descansarei.
04:37Eu vou, mas volto.
04:39E com as minhas hostes redobradas.
04:42Quando a bandoleira menos esperar, o estrago será muito maior.
04:49Me aguarde.
04:49Confiona, cafetina, exploradora de meretrizes, matadeira, pistoleira, uma bandida fora da lei.
05:08Se aquela mulherzinha pensa, se aquela mulherzinha que atende pela alcunha de rosa, palmeirão,
05:16pensa que eu vou deixar barato, não vou não.
05:19Ou eu não me chamo Augusta Eugênia Proença de Assupção com P.
05:23Pois então, faça que nem o pé e trate de ficar muta também.
05:28Você veio do hotel Cassino disparada, feito uma matraca.
05:31Você não me deu um segundo de descanso sequer.
05:34Pois fique quieta agora, nem mais um pio.
05:37Queda coisíssima nenhuma.
05:39Eu não vou ficar aqui entalada com o veneno daquela jararaca.
05:44Eu vou falar ao Oswaldo.
05:46Ele não vai ser pouco.
05:48Mas é com ele.
05:51Rodolfo Augusto Proença de Assupção.
05:56Fale, minha mãe.
05:58Você não devia ter sugerido isso, meu filho.
06:01Agora aguente as pontas, porque ela vai falar, falar, falar, falar.
06:05Do alto da minha autoridade materna, conferida por Deus e garantida pela natureza,
06:14eu lhe proíbo sumariamente que você volte àquele antro de perdição.
06:21Você sabe quantos anos eu tenho, minha mãe?
06:23Não importa.
06:25Por isso mesmo, aliás, já está em tempo de você dar um passo certeiro na vida, Rodolfo.
06:31E não ficar perdendo tempo por aí com aquelas mulheres de quinta categoria,
06:36como, por exemplo, a afro-brasileira,
06:39que pro enxovalhamento da já tão fustigada imagem social de nossa família,
06:44você foi par constante na inauguração.
06:46Minha mãe, eu já expliquei que se a alminha é apenas uma...
06:48Pobre uns detalhes sórdidos, eu nem rogo!
06:51Não quero desculpas, Rodolfo!
06:53Não quero desculpas!
06:55Muito menos explicações!
06:56Quero apenas que você trate de ficar longe daquele chiqueiro
07:03pra não ter que se alimentar do mesmo farelo que aquelas porcas comem.
07:09Olha aqui, minha mãe, o que eu faço de minha vida...
07:11Se eu tiver que falar outra vez,
07:15não vai ser por bem, Rodolfo Augusto.
07:17Ah, meu pai eterno!
07:26Como é dura a vida de uma mártir!
07:34Leontina sumiu, foi?
07:36É, bom, nós viemos lhe perguntar apenas por desencargo de consciência,
07:41porque é claro que ela não lhe disse nada
07:43e você também não faz ideia de onde ela esteja, não é mesmo?
07:46Bingo!
07:48E vocês querem que eu faça o que é?
07:50Me digam?
07:51Não é de hoje que o esporte preferido de Maria Leontina é fugir,
07:56sem nos dar satisfação.
07:58É, mas dessa vez ela não estava nada bem.
08:01É, Lívia tem toda a razão.
08:02Dessa vez?
08:05Maria Leontina nunca, em tempo algum, desde que nasceu, andou bem.
08:12Sempre foi uma destrabelhada fraca de cabeça e de espírito.
08:14Ah, como se você fosse um modelo de equilíbrio, né, Tia Augusto?
08:17A gente não vai brigar não vai resolver nada.
08:18Olha, vamos manter a cabeça fria pra ver o que a gente pode fazer.
08:21Nada!
08:22Nesse caso não há nada absolutamente que se possa fazer.
08:27Sua tia primeira falou, Lívia,
08:29que é maior, vacinada, livre, desimpedida,
08:31que ninguém tem nada a ver com a vida dela.
08:33Leontina tá certa, ela tem todo o direito de ir
08:36como quiser, pra onde quiser.
08:39E espero que ela só exerça o divino daqui a uns mil anos.
08:46Até lá eu tenho assuntos mais urgentes para tratar.
08:49Não estou nem um pouco interessada naquela desmiolada.
08:52Deixa, Lívia.
08:58Deixa, deixa, deixa Augusto se ocupar com outros assuntos,
09:01em vez de ficar aqui nos perturbando.
09:07O que você tá fazendo aqui no meu quarto?
09:09Ah, não me diga que resolveu voltar pra minha casa.
09:15Sua, tia Augusta.
09:19Não seria mais apropriado você dizer,
09:21nossa, você não é a única dona dessa casa.
09:25Eu e a tia Leontina temos tanto direito sobre ela quanto você.
09:31Engano seu, minha querida.
09:34Nesse caso, como em tantos outros,
09:36você também está enganada.
09:41Quanto ao que lhe pertence,
09:42não digo nada à herança de sua mãe, tá certo?
09:47Mas Leontina não tem direito
09:48a um grão de poeira desta casa.
09:53Que história mais sem pena em cabeça é essa agora?
09:56Fatos, minha querida.
09:59Documentados e sacramentados em cartório.
10:02Há séculos,
10:04Leontina me vendeu a parte que lhe pertencia nesta casa.
10:09Mas por que ela fez isso?
10:10Até parece que você não conhece sua tia.
10:15Leontina estava dura,
10:17lisa e teza,
10:18doida por dinheiro,
10:19ué, avagar,
10:20tem bufufa,
10:21mana e jabaculé.
10:23Pra gastar
10:24com esses homens ordinários
10:26que ela pega aí pela rua.
10:28Ou quem sabe não foi pra gastar com a minha educação.
10:30Eu não vou admitir que você continue falando da tia Leontina
10:32assim na minha frente.
10:34Mas o fato é que ela vendeu.
10:35E eu comprei.
10:36E não foi barato não, viu?
10:39Mas como diabo,
10:40o Leontina
10:41torrou tudo em dois tempos.
10:44Sabe-se lá como e com quem.
10:46E se eu resolvesse vender a minha parte também, me diga?
10:50E aí?
10:51Ué,
10:52onde é que você quer chegar?
10:54Nas duas únicas alternativas que você teria.
10:57Ou você compraria a minha parte.
11:00Eu não sei com que bufufa,
11:02grana,
11:02mana e jabaculé,
11:03porque agora quem tá dura,
11:05teza e lisa
11:06é você.
11:08Ou
11:09nós seríamos obrigados
11:10a vender essa casa.
11:13Nem que seja num leilão judicial.
11:15Pra que cada uma de nós
11:16ficasse com a parte que lhe pertence.
11:22Você está brincando, não é?
11:25Olha bem pra minha cara
11:26e vê se eu tô rindo.
11:28E eu vou fazer o quê?
11:30Vou morar no olho da rua?
11:34Pode ficar tranquila,
11:35tia Augusta.
11:36Eu só tô pensando,
11:37ainda não decidi em nada.
11:39Mas se eu resolver fazer isso,
11:40o problema é seu.
11:41Eu não tô nem um pouco
11:42preocupada com você.
11:43tia Augusta
11:47tia Augusta
11:47Obrigado.
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