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A aprovação do donanemabe pela Anvisa trouxe esperança para pacientes e famílias que enfrentam o Alzheimer. O medicamento promete atuar nas fases iniciais da doença, mas especialistas alertam para limitações: o preço é elevado, não está disponível no SUS e sua eficácia é restrita a alguns casos.
Reportagem: Fabrizio Neitzke

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Transcrição
00:00Temos informações ao vivo com a nossa reportagem porque o remédio aprovado pela Anvisa e que retarda o Alzheimer
00:06divide a opinião dos especialistas.
00:09Fabrício Naitz, que traz aqui as informações pra gente nesta manhã de domingo.
00:13Fabrício, bom dia e bem-vindo.
00:18Bom dia, Nonato. Bom dia a todos que acompanham o Jornal da Manhã.
00:22Neste domingo é o Dona Nemab, nome comercial Kisunla.
00:27Ele vai estar disponível nas farmácias aqui do país, mas por um preço bem acima da média.
00:34A expectativa é de que o tratamento custe entre 30 e 35 mil reais por mês, sem possibilidade de ser pago pelo SUS.
00:44Ou seja, o SUS não vai cobrir esse tratamento.
00:48Ele é um anticorpo monoclonal que foi rejeitado, inclusive, na União Europeia pela Agência da União Europeia de Saúde
00:56no último mês de abril.
00:58A agência europeia pediu pra farmacêutica mais documentos pra comprovar a eficácia do medicamento,
01:05a funcionalidade do medicamento.
01:08Como é que ele atua?
01:08Ele tem uma proteína beta-amiloide que ela se junta aos neurônios na região do hipocampo,
01:14que aqui no cérebro é o responsável pela memória de curto prazo.
01:19Só que, como todos os medicamentos relacionados ao Alzheimer, ele não cura a doença.
01:25No máximo, ele vai retardar a progressão do Alzheimer.
01:29No caso do Donanemab, ele vai retardar a progressão do Alzheimer em até 30% dos pacientes.
01:37Ou seja, a pessoa pode até acabar comprando o medicamento, mas possivelmente ele não vai funcionar.
01:42É diferente o funcionamento dele de um outro medicamento que já existe e que é utilizado,
01:48inclusive, pelo SUS, que é o Rivastigmina, que funciona preservando as substâncias ali dos neurônios
01:55pra comunicação e que, como eu falei, está disponível de graça no SUS aqui no Brasil.
02:01O que esse medicamento novo precisa especificamente?
02:05Primeiro, de um diagnóstico precoce.
02:07E isso, quando a gente fala de Alzheimer, é considerado muito raro.
02:11É muito difícil o Alzheimer ser diagnosticado antecipadamente
02:16pra começar o tratamento desde cedo e evitar uma progressão muito rápida da doença.
02:21Além disso, também precisa de um monitoramento constante da equipe médica,
02:25da equipe clínica, que tem que ficar monitorando tudo.
02:30Neurocientista, o que quer que seja, pessoal, toda a equipe médica tem que estar de olho
02:33o tempo todo no avanço da doença.
02:36Esse medicamento também tem a possibilidade de um efeito colateral grave,
02:40que é uma micro hemorragia cerebral.
02:42E ele também precisa da realização daquele PET scan,
02:46que é um exame de imagem considerado muito caro, inclusive,
02:50utilizado bastante pra quem tá tratando câncer,
02:53que costuma fazer ali a imagem da atividade metabólica das células
02:58pra ver como é que a doença tem avançado ou não dentro do organismo.
03:03E isso é considerado muito importante pra avaliar a resposta do funcionamento do medicamento.
03:08Ou seja, além de ser um medicamento caro, bastante caro,
03:12e que não terá cobertura do SUS,
03:15também há essa dúvida, esse questionamento sobre a eficácia dele,
03:19já que, no máximo, 3 a cada 10 pacientes vão conseguir um efeito positivo.
03:24Muito obrigado.
03:26Fabrício Naitzky com essas informações pra gente em São Paulo.
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