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A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que permite a comercialização de medicamentos em supermercados de todo o país. O texto agora avança para a sanção presidencial para entrar em vigor. A possibilidade de vender remédios fora das farmácias tradicionais, no entanto, gerou forte debate e levantou preocupações imediatas entre especialistas e conselhos da área da saúde. Para analisar os impactos dessa mudança na vida da população, a cobertura recebe o médico Cláudio Lottemberg.

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Transcrição
00:00Notícia importante que envolve o seu dia a dia.
00:02A Câmara dos Deputados acabou de aprovar um projeto de lei
00:05que permite que medicamentos agora sejam vendidos em supermercados.
00:11A proposta ainda segue para a sanção presidencial,
00:14mas já foi aprovada do Senado e na Câmara também.
00:17A gente vai falar sobre isso com o nosso médico especialista no assunto de saúde,
00:23que participa também de um programa muito interessante,
00:26todo sábado à tarde aqui na Jovem Pan, que é o check-up.
00:30Eu estou falando com o meu amigo, doutor Cláudio Lothenberg.
00:34Bem-vindo ao Morning Show, doutor.
00:35Que alegria te rever aqui na Jovem Pan.
00:38Bem-vindo. Bom dia.
00:40Bom dia. É um prazer estar com você e com todo o pessoal aqui da Jovem Pan
00:44aqui nesse horário de novo para falar de um assunto também muito importante
00:48para o nosso país e para o nosso momento.
00:50Doutor Lothenberg, deu uma travadinha ali na imagem do doutor,
00:55mas eu queria saber a opinião do senhor sobre isso, né?
00:58O que o senhor pensa sobre essa facilidade, essa oferta de medicamentos agora em supermercados?
01:06O medo maior é da gente misturar tudo isso, né?
01:09Com relação aos analgésicos no meio das hortaliças.
01:15Eu acho que isso não vai o risco de acontecer, não.
01:17Daqui a pouco o doutor Cláudio Lothenberg vai restabelecer o contato conosco,
01:22mas queria saber a opinião de vocês.
01:23Será que já não tem farmácia demais, não, gente?
01:26É até curioso que eu estava olhando aqui a fala do relator do projeto,
01:30o deputado doutor Zacarias Calil, do União de Goiás.
01:33Ele diz o seguinte, que isso é justificado porque tem muita dificuldade de acesso
01:37enfrentada pelos consumidores nas regiões mais remotas do Brasil e nos pequenos municípios.
01:44Fala que tem ausência de farmácias nesses locais.
01:47Mas eu também fico pensando se o supermercado vai também trazer a responsabilidade que a farmácia tem que trazer, né?
01:55Eu acho que o que diz que tem muita farmácia ou pouca farmácia é o livre mercado.
01:59Se tiver pouca farmácia, as farmácias vão vir.
02:01Tem demanda pra isso, né?
02:02Não é um burocrata, um deputado lá em Brasília que vai falar se tem mais ou menos.
02:06Eu acho que se existe a demanda é porque existe o cliente.
02:08Se existe o cliente, você tem que fornecer o produto.
02:11Mas tem muito lobby aí, né?
02:12Tem muito lobby por trás disso aí.
02:14É, o doutor Cláudio já tá em contato conosco.
02:16Vamos ouvir a opinião de um especialista, né, doutor Cláudio Zottenberg.
02:19Então, feliz de ter o senhor aqui, doutor.
02:22Queria saber a sua opinião sobre agora medicamentos vendidos em supermercados.
02:27Veja, dentro do ponto de vista econômico, pode haver, de fato, um aumento da concorrência.
02:33As grandes redes, nós sabemos que têm grande capacidade de negociação, escala, logística.
02:38Isso vai gerar uma pressão sobre preços, que é uma coisa desejável, muito embora lembrar
02:44que o setor já é regulado pela Câmara de Regulação de Mercados de Medicamentos, que
02:49limita as margens extremas.
02:52O impacto maior, eu entendo, é que vai ter uma consolidação e as farmácias de menor
02:58expressão vão perder espaço.
02:59Agora, existe uma coisa que eu acho que é o mais importante sobre a lógica do ponto
03:04de vista de um médico, né?
03:05Isso tem que ser entendido sob o ponto de vista sanitário.
03:08Por quê?
03:09Porque as farmácias, elas têm uma exigência de ter um farmacêutico responsável, o espaço
03:14inclusivo, preservar bem a medicação, ou seja, é um estabelecimento de saúde.
03:19Isso é fundamental, porque o medicamento não é uma mercadoria comum.
03:23E isso está sendo considerado nesse tipo de regulação que passa a existir.
03:29Portanto, quer dizer, o acesso não pode ser confundido com banalização.
03:33Tem que ser feito, mas tem que ser feito dentro de uma lógica de logística e de armazenamento.
03:39A nossa população, ela está envelhecendo e a gente tem muita doença crônica.
03:44Hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares.
03:47Elas exigem um acompanhamento contínuo e elas têm que ser tratadas.
03:51Quer dizer, não adianta a gente fazer diagnóstico maravilhoso e não conseguir dar atenção
03:56à dispensação medicamentosa.
03:58Como tem acesso com responsabilidade técnica, eu acho que isso é positivo.
04:04Agora, se fosse só uma expansão comercial, sem integração com cuidado, o efeito sistêmico
04:11pode ser neutro e pode ser até oneroso.
04:14Portanto, eu acho que é positivo, desde que a gente saiba que medicamento amplia a expectativa
04:19de vida, mas tem que estar alinhado com uma política pública que tenha coordenação
04:24de cuidado.
04:25Medicamento sozinho não aumenta a expectativa de vida.
04:28Coordenação do cuidado, ela sim é que reduz o custo e melhora a qualidade de vida,
04:33que é o que nós queremos para todos os cidadãos brasileiros e para os cidadãos do mundo.
04:38É muito importante aí, o senhor coloca um ponto de atenção, que é a obrigatoriedade
04:44do profissional, do farmacêutico, nesses pontos de venda, mas eu queria ampliar essa discussão
04:49e te perguntar, doutor, sobre um grande problema que a gente tem na saúde pública, que é
04:53com relação à automedicação.
04:55O senhor não acha que isso pode também favorecer esse que é um dos grandes problemas
05:00da nossa saúde pública?
05:02É, o que você está falando de novo é algo que é importante.
05:06Por quê?
05:06Porque a automedicação tem efeitos importantes em relação à heterogênia, a mistura de
05:11medicamentos que muitas vezes não deveriam ser combinados, mas os medicamentos controlados
05:17continuarão exigindo o uso de receituário específico, seguindo os padrões daquilo que
05:22já acontece nas farmácias de maneira geral.
05:25O que nós teremos, isso sim, é um acesso a uma logística, que hoje é mais restrita,
05:32e aqueles medicamentos que são de uso livre também são livres nas farmácias que nós
05:37já temos com os medicamentos nos dias de hoje.
05:40Mas é um ponto que eu acho que é importante.
05:42Aliás, a gente ia reforçar sempre isso junto à população.
05:45Medicamento tem um princípio ativo, existem aqueles que são sintomáticos e muitas vezes
05:49as pessoas fazem uso desse tipo de elemento que ajuda numa situação mais emergencial.
05:55Mas toda vez que a gente vai usar medicamento, a rigor, a gente deveria ter o papel do médico,
06:00que foi quem prescreveu e orientou, e a supervisão do farmacêutico quando vai fornecer.
06:05Por quê?
06:05Porque esse farmacêutico, ele avalia a validade, muitas vezes ele tem conhecimento de farmácia
06:10clínica que pode mostrar para aquele consumidor que aqueles remédios não se combinam, mas
06:16o risco da automedicação, aliás, ele já existe.
06:20Ele vai só se transformar mais corrente e a gente tem que reforçar, como estamos fazendo
06:25hoje aqui nesta entrevista, para que as pessoas não façam uso de medicação de maneira indiscriminada
06:31e sem uma supervisão, sem uma supervisão.
06:34Muito bem, esse é o doutor Cláudio Lotenberg, que todo sábado às quatro e meia está na
06:39programação da Jovem Pan, falando sobre saúde e qualidade de vida, informação útil
06:44sobre saúde e qualidade de vida.
06:46Muito obrigado, uma alegria enorme te reencontrar aqui na Jovem Pan, doutor.
06:49Sucesso aí no programa e na vida, de uma forma geral.
06:52Valeu.
06:53Carinhoso abraço a todos vocês.
06:55Valeu, então.
06:56Então, gente, a questão da automedicação é muito importante, porque não é só o remédio
07:01controlado vai continuar controlado, mas e o remédio para dor de barriga, dor nas
07:05costas, o famoso colírio, doutor Cláudio Lotenberg e oftalmo.
07:09Colírio não é igual drops que a gente compra.
07:12Me empresta, eu quero também, né?
07:13Sabe uma outra coisa, já pensando um pouco nas nossas pautas anteriores, tem uma questão
07:20com relação à inteligência artificial.
07:23Muitas pessoas têm sentido sintomas e elas fazem o quê ao invés de ir no médico?
07:28Elas perguntam para o chat GPT o que que é, o que que elas podem tomar e se você faz
07:33a pesquisa?
07:34Eu sei porque meu marido...
07:35Quem nunca fez isso?
07:37Que atire a primeira pedra, a segunda, a terceira.
07:40E assim, muitas vezes o chat, ele de fato dá a resposta ali que é, né?
07:45Mas a gente não pode também menosprezar aquela pessoa, aquele profissional que estudou
07:50por tantos anos e que vai olhar o seu corpo como um todo, que vai conseguir olhar o cenário
07:56mato.
07:56É uma palavrinha muito perigosa aí, chamada interação medicamentosa.
08:00Pois é.
08:00Isso o chat não vê.
08:01E a própria...
08:02Isso o chat não mostra.
08:03A própria medicina, ela já tem feito uso de IA, só que ela faz uso de IA após uma
08:08série de exames, após você ter um profissional qualificado ali, que aí ele utiliza da inteligência
08:13artificial pra quê?
08:14Pra pegar um diagnóstico mais preciso.
08:16Pra validar ali.
08:17Pra buscar quais são as outras referências, casos similares que já aconteceram, porque aí
08:21ele pega uma referência, ao invés de ele ter que ir pra uma biblioteca de conteúdo
08:26infinita, né?
08:27A inteligência artificial, ela já traz esse filtro.
08:29Agora, a automedicação no Brasil e no mundo, né, Fernando?
08:32Ela é um problemaço e eu acho que isso aí vai agravar.
08:35Eu acho que o Fernando falou uma coisa importante também sobre a questão da demanda.
08:40O doutor Cláudio também levantou um ponto importante.
08:43As pequenas farmácias vão ser muito atingidas com isso aí, porque elas já sofrem com as grandes
08:48redes e agora vão ter mais um adversário muito forte.
08:52É, mas como eu falei, se há necessidade, se há os clientes, você tem que levar o produto
08:55até eles.
08:56Porque uma falta de medicamentos também é um problema em alguns lugares.
09:00Então, se o outro problema seria uma automedicação, a solução pra esse problema não é restringir
09:06as vendas.
09:06A solução é aumentar a informação.
09:08Então, você não pode presumir que a pessoa vai usar mal os remédios e simplesmente negar
09:12a elas o acesso ao remédio.
09:14Como o próprio doutor falou, essa abertura do mercado vai permitir novos competidores,
09:20preços mais baixos, maior acesso ao produto pelos clientes.
09:23Ah, temos um problema com a questão de uma automedicação?
09:26Tudo bem, vamos resolver isso como?
09:28Com mais informação, colocando um farmacêutico lá pra orientá-los.
09:31Mas a solução pra melhorar a vida das pessoas é sempre abrir o comércio e a economia
09:35e não restringir.
09:36É, não, mas só um parêntese, né?
09:38Nas pequenas cidades, nos lugares que sem muito acesso, ok.
09:42Mas imagina a cidade que já tem uma farmácia, como elas já estão sofrendo, as pequenas
09:46farmácias estão sendo, sim, engolidas pelas redes.
09:50E agora, você imagina, vem um supermercado que tem muito mais poder de compra, tem um
09:54faturamento maior, tem mais dinheiro.
09:56Então, de fato, o pequeno, médio empreendedor que tem a sua farmácia, às vezes, há 20,
10:0130 anos, ele vai sofrer com isso.
10:03É, essa aprovação podia vir acompanhada de, por exemplo, um programa de incentivo pra
10:07talvez essas pequenas farmácias serem aquelas que vão ficar dentro do supermercado, né?
10:12Fazer um bem molado ali.
10:13A gente vai fazer um rápido break na nossa rede de rádios em todo o Brasil e seguimos
10:19aqui no nosso morning show, né?
10:24Direto da redação?
10:25Vamos direto pra redação.
10:26Eu quero falar com ela, Danúbia, tem um assunto muito sério, muito triste.
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