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Após o voto da ministra Cármen Lúcia, o Supremo Tribunal Federal formou maioria pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus, sendo eles Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cesar Barbosa Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Eles são acusados de articular e tentar um golpe de Estado para manter Jair Bolsonaro no poder, mesmo após a derrota nas urnas durante as eleições presidenciais de 2022. Os crimes são de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

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00:00Sem problema, vou até pegar daqui para dizer que a professora, esta grande historiadora brasileira, que eu já citei em várias ocasiões,
00:09a professora Louise Starni, ela escreve que a máquina do golpe, examinado em 64, ela afirma, aspas,
00:19os golpes eclodem numa dinâmica de crise de que se beneficiam seus protagonistas capazes de entender que estão diante de uma circunstância institucional com potencial disruptivo,
00:33da qual é possível se aproveitar para possar-se legalmente do controle político em benefício de seus interesses particulares ou dos grupos envolvidos na ação.
00:43E um dos autores que mais trata da questão de golpe de Estado, o professor Milton Binotto, que tem na sua obra Golpe de Estado, História de uma Ideia,
00:56ele também afirma, se uma das condições para o sucesso de uma conspiração é a manutenção do segredo das tratativas, do lado dos que a combatem,
01:04desvelar a trama dos conspiradores para o grande público é ao mesmo tempo um passo essencial e cheio de risco.
01:15E aí ele diz, não existirá nenhum cidadão, citando Cícero, tão cego para não perceber que existe a conjuração,
01:23tão desonesto para não admiti-la, mas ele diz, a tentativa de conquistar o poder por meio de uma conspiração só é bem sucedida
01:30se visa o coração da República com suas leis e costumes e os destrói.
01:36E é isso, quer dizer, é preciso essa montagem, uma dinâmica que se faz, não de um dia por outro,
01:43mas que se prepara, isto que a professora Luísa chama de máquina do Gol,
01:48e que se estende até chegar ao momento adequado.
01:51Por isso, tudo isso que foi mostrado agora pelo ministro Alexandre,
01:56mostra exatamente que não se pode desvincular uma coisa da outra,
01:59porque solto teria uma outra conotação, um outro enquadramento, inclusive jurídico penal.
02:05Portanto, senhor presidente, senhores ministros,
02:08eu e meu voto ao tratado da organização criminosa,
02:13concluo exatamente pela sua comprovação neste caso,
02:17conforme o Procurador-Geral da República denunciou, comprovou e nas suas alegações finais reafirmou.
02:26Do crime de abolição, violenta do Estado Democrático de Direito e de Golpe,
02:32eu trato também neste caso, porque me parece que ocorreram,
02:37não me parece que seja caso de construção,
02:40foi muito afirmado nos documentos, especialmente das defesas,
02:44que estávamos diante de uma situação que não havia violência,
02:49aliás, eu nem preciso repetir muita coisa,
02:51porque as imagens agora reapresentadas, nós já tínhamos visto desde as sessões de recebimento da denúncia,
03:01deixam estampado, escancarado,
03:04que quando se chamam os kits pretos,
03:06quando se chamam caminhoneiros para virem e, portanto, apresentar esta equação,
03:10quando se lida com, e aliás, na operação Unhal Verde Amarelo também,
03:17tudo isto junto é de enorme violência.
03:21É de violência praticada, é de violência institucional,
03:26é de violência política e, no caso do Poder Judiciário
03:29e do Poder Judiciário eleitoral especificamente,
03:32a violência é muito maior, a violência praticada contra os integrantes,
03:40do que se teve, do que se comprovou aqui,
03:43em numerosíssimas vezes,
03:45os crimes tipificados, ao meu ver, portanto, não se juntam,
03:49quer dizer, essa ideia de uma construção é que se pratica um crime de maior potencial
03:54ou de uma prática que pode se estender e se valer do outro,
03:59chamado crime meio,
04:00que ali se teria a prática de um crime.
04:02Não é isto, nós temos duas figuras, dois tipos penais,
04:06que podem até, num determinado caso,
04:10levar a essa circunstância,
04:12não como necessariamente sendo uma confusão destes dois crimes,
04:16que, havendo um ou outro, necessariamente seria engolfado pelo primeiro.
04:20Não é isso que me parece que se tenha.
04:21A doutrina nos leva exatamente a esta compreensão.
04:26a interpretação dos fatos comprovados,
04:31vinculados ao que é a previsão legal,
04:33tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito,
04:36tentativa de golpe de Estado,
04:39deixa patente que é um crime tentado,
04:42como aqui já se disse também,
04:44é óbvio que é tentado,
04:45porque se fosse exaurido,
04:49não seríamos nós que estaríamos aqui hoje a julgar,
04:52longe disso.
04:53Nós teríamos, então, nesta circunstância,
04:57aquele que dá um golpe de Estado
04:59e que consegue chegar ao poder,
05:01é herói, não é golpista.
05:05É exatamente esta circunstância de dizer
05:07que é um crime de empreendimento.
05:08É um crime que se consuma,
05:10e aí a demonstração que era necessária
05:12é exatamente no sentido de que
05:14houve um conjunto de práticas
05:18para levar a ele,
05:19que culminaram com o que nós vimos.
05:22Em muitas oportunidades
05:25que foram demonstradas neste caso,
05:27nós tivemos prática de crimes,
05:31os atos são pensados, planejados e executados
05:33para uma radicalização social e política
05:36que adensa um ambiente de instabilidade política.
05:41Volto ao que ensina a professora Heloesa.
05:43Este ambiente de crise é propício,
05:47é quase necessário para que se tenha
05:49um golpe de Estado
05:50em condições de manter
05:53aquele que chega ao poder legitimamente
05:55a se sustentar.
05:57E aqui essa ideia é um pouco do Maquiavel
05:59que chegar ao poder é fácil,
06:01se manter nele é que é difícil.
06:03E é por isso mesmo que o golpe de Estado
06:05hoje se faz,
06:06inclusive por aqueles que estão no poder,
06:08ao contrário do que se diz que não,
06:10não seria dado, não.
06:11Nós temos inúmeros exemplos na história
06:14dessa circunstância.
06:17Essas crises são muitas vezes fabricadas,
06:20pelo menos no seu início,
06:21depois as pessoas passam a realmente desacreditar.
06:26Tenho repetido com frequência
06:27que plantar a desconfiança,
06:29especialmente a desconfiança nos espaços
06:31da política, da política estatal, eu digo,
06:35é muito, muito mais fácil
06:37e fecunda com mais rapidez
06:39do que plantar a confiança.
06:41Semear a confiança depende
06:43de uma construção diuturna.
06:45Semear a desconfiança é simples.
06:48Há uma propensão, especialmente com o uso
06:50dessas tecnologias que foram utilizadas
06:52nesses casos,
06:53com muita tranquilidade,
06:55com muita frequência.
06:57E essas práticas todas se amalgamaram
07:00e convergiram para essa agressão
07:02contra a paz pública,
07:04que é o bem tutelado
07:05por essas figuras,
07:07por esses tipos penais.
07:08Na minha compreensão,
07:10não há construção,
07:11não há absorção entre os crimes
07:13na tentativa de abolição
07:14do Estado Democrático de Direito
07:17e de golpe de Estado.
07:18E isso já foi decidido também aqui
07:22e em outras ocasiões.
07:25Portanto, para mim,
07:26a tentativa de golpe,
07:28não sendo o meio necessário,
07:29o etapa para a abolição,
07:32precisava da comprovação
07:33de que tentou-se realmente
07:35contra os poderes.
07:37Dá exemplo agora,
07:38a demonstração de 2021,
07:41quando se começou
07:42a buscar discursos
07:44e instigar
07:46e insuflar
07:47contra o Poder Judiciário,
07:49vice-especial
07:50ao Poder Judiciário Eleitoral,
07:52contra os integrantes
07:53do Poder Judiciário Eleitoral,
07:55levaram
07:56à condição
07:57de facilmente
07:58depois dizer
07:59que era preciso
08:00haver uma substituição
08:01ou abaixa o Supremo
08:02fora a Justiça Eleitoral,
08:05que culmina, então,
08:06na proposta
08:07de intervir,
08:08a palavra é uma intervenção
08:10no Tribunal Superior Eleitoral
08:13na tal minuta.
08:15Então, por tudo isso,
08:17o panorama fático
08:18e normativo
08:19está devidamente demonstrado.
08:23Eu estou concluindo,
08:25acho que,
08:26neste caso,
08:27está comprovada
08:28a violência
08:29e a grave ameaça.
08:31A prova produzida
08:33durante a instrução processual,
08:35além das provas documentais,
08:36para mim,
08:38comprovam
08:40essa materialidade,
08:41facilitada
08:42de que,
08:43como destacou
08:43a acusação,
08:45houve,
08:46a organização
08:47documentou
08:48quase todas
08:49as fases
08:49da empreitada,
08:51a operação
08:52que é menos citada
08:55é a Operação 142,
08:56que era
08:56difundir
08:58que
08:58as Forças Armadas
09:01tinham
09:01a tutela
09:02do Brasil,
09:03a tutela,
09:04o Brasil seria
09:05uma democracia tutelada.
09:07Isso, aliás,
09:08ministro Alexandre,
09:09me lembra
09:09uma circunstância
09:10e, brevemente,
09:12fazer a referência
09:14a que,
09:16em 1893,
09:19quando um presidente
09:20renuncia
09:20e vem o outro,
09:22a Constituição
09:22de 1891
09:23também tinha
09:24um artigo 14
09:25que foi incluído
09:26pelo Rui Barbosa,
09:27que depois ele teve
09:28que explicar
09:28isso aqui,
09:29nós não estamos
09:30querendo nenhuma instituição
09:31tutelando,
09:32todo mundo se submetendo
09:33ao direito.
09:33a mesma circunstância
09:35foi agora repetida
09:36a um super historiador
09:38brasileiro,
09:38Carlos Fico,
09:39que narra isso
09:41e que parece
09:41que a gente está vendo
09:42de novo
09:43a mesma situação
09:44de se aproveitar
09:45de um artigo
09:46da Constituição
09:46para dizer
09:47e para a sorte
09:49do Brasil,
09:50como ficou demonstrado,
09:52tanto
09:53o Batista Júnior,
09:55principalmente,
09:56e o Freire Gomes
09:57afirmaram a posição
09:59das suas forças,
10:01disseram que
10:01não aconteceria,
10:03um deles sai
10:04da sala
10:05durante a reunião
10:06ao apresentar
10:07a minuta
10:07de golpe
10:08e, portanto,
10:10tivemos instituições
10:11que asseguraram
10:12essas circunstâncias,
10:13por isso que eu digo,
10:14nenhuma ação penal
10:16é contra a instituição,
10:18essa aqui
10:19é o contrário.
10:20Ministro Flávio,
10:22acho que me
10:22corrija
10:23se eu estiver
10:24confundindo,
10:26mas
10:26Vossa Excelência
10:27chegou a dizer
10:28no seu voto,
10:29isso aqui
10:29demonstra que
10:30as instituições
10:31podem funcionar,
10:32devem,
10:33têm de funcionar
10:34segundo
10:34o direito vigente
10:36no Estado
10:36e as Forças Armadas
10:38no final
10:38deram a comprovação
10:39deste fato.
10:40Sem dúvida,
10:41ministro,
10:41e apenas a lembrança
10:42do golpe de 64
10:43é curiosa
10:44porque
10:45no golpe de 64
10:47tinha menos
10:48prova documental
10:49do que nessa tentativa.
10:51Nessa tentativa
10:52agora só faltou
10:53ata,
10:54lavrar ata
10:55aos tantos dias.
10:56Apesar de...
10:57Agora,
10:57no golpe de 64
10:58tinha menos
10:59prova documental.
11:00Na verdade,
11:01as provas documentais
11:02só emergiram
11:03com a abertura
11:04dos arquivos
11:04do governo
11:05dos Estados Unidos.
11:06Mas nesse caso,
11:08ainda há essa singularidade
11:09que Vossa Excelência
11:10destaca,
11:10o estándar de probatório
11:11é não só
11:12testemunhal
11:13como documental.
11:14Talvez isso
11:15até seja uma...
11:16uma...
11:17não sei,
11:18só cogitando.
11:21Nós estamos
11:21numa sociedade
11:22em que as pessoas
11:23querem tanto
11:23se mostrar
11:24mais do que ser
11:25que elas querem
11:27mostrar
11:27que elas participaram,
11:28que elas fazem,
11:29que elas dão
11:29um golpe.
11:30E aí elas vão
11:31deixando rastros,
11:32porque elas fazem
11:33maquete do projeto,
11:35elas desenham,
11:36mostram,
11:37fotografam,
11:38como se fotografa
11:39a comida do dia a dia,
11:40dizendo,
11:41olha, eu como.
11:42Não, você come,
11:43está certo,
11:43não precisa mostrar.
11:45Mas talvez
11:46a documentação
11:48que veio,
11:49que Vossa Excelência
11:51lembra bem,
11:51quer dizer,
11:52chegou-se
11:54nessa Operação 142
11:56encontrar-se
11:58em uma pasta
11:59intitulada
12:00Memórias Importantes.
12:03E a memória
12:03era naqueles documentos,
12:05documentos de golpe.
12:07A instrução processual,
12:08portanto,
12:09reforça
12:09com manuscritos,
12:11com arquivos,
12:12com digitais,
12:13com planilhas,
12:14planilhas.
12:15Se diz assim,
12:16aquela caderneta
12:17de um dos réus,
12:18no caso
12:19do Augusto Heleno,
12:21Rodrigues Pereira,
12:22Ribeiro Pereira,
12:23aquela caderneta
12:25era só
12:26de notas pessoais.
12:28Mas quem faz
12:28notas pessoais
12:29que na hora
12:30que se confronta
12:31dá exatamente
12:31o que estava sendo
12:33cogitado,
12:34idealizado
12:34numa tentativa,
12:36além do que,
12:38além do que,
12:39neste caso,
12:40mesmo que não tivesse
12:41essa caderneta,
12:42o tanto de provas
12:43produzidas
12:43era suficiente
12:44para chegar
12:45a isso.
12:46Então,
12:47a análise detalhada
12:48em cada tópico
12:49demonstra,
12:50a meu ver,
12:50que os tipos penais
12:51previstos nos artigos
12:53359-L,
12:55359-M,
12:57e diferente do alegado,
12:59pelas muito eficientes,
13:01repito,
13:01defesas,
13:03me parecem comprovar
13:04condutas atribuídas
13:06aos réus
13:06que se envolveram
13:07na prática
13:08de atos de violência,
13:09de grave ameaça,
13:10de coação institucional,
13:12de coação pessoal,
13:14de cogitação
13:18de assassinato
13:20de autoridades
13:22na tentativa
13:24de abolir
13:25o Estado Democrático
13:25de Direito,
13:26restringindo os poderes
13:27constitucionais,
13:28sobretudo o Poder Judiciário
13:30e o ramo
13:31do Poder Judiciário,
13:32que é o eleitoral,
13:34e tentar depor
13:35o governo
13:36legitimamente
13:37constituído.
13:39Neste caso,
13:40eu estou fazendo
13:40referência muito maior
13:41à Operação Cunhal Verde Amarelo
13:44e ao COPPE 2022,
13:47que é uma,
13:48já neste caso,
13:49monitoramento
13:50por integrante
13:51das Forças Armadas
13:52do ministro Alexandre,
13:54com o objetivo
13:54de neutralizá-lo
13:56e neutralizá-lo,
13:57não é, ministro?
13:59É preciso que se diga
14:00que não é uma coisa boa.
14:01Eu digo isto
14:02e aí faço um parênteses
14:03rapidíssimo,
14:04porque outro dia,
14:05entrando numa farmácia,
14:07uma senhora falou
14:08que você,
14:09que Vossa Excelência,
14:10era muito,
14:13não sei qual a palavra
14:15que ele usou,
14:15mas não foi muito bacana,
14:17não foi,
14:18não, ele disse assim,
14:19porque,
14:19só porque meu marido
14:20falou que queriam
14:21neutralizá-lo,
14:22eu,
14:23neutralização não é ruim.
14:25Como assim?
14:27Ela disse,
14:28porque neutraliza,
14:29uma amiga minha
14:30que fez neutralização
14:31ficou bem,
14:32eu falei,
14:32a senhora está
14:32confundindo com
14:33harmonização.
14:36Harmonização,
14:37deixa eu explicar.
14:38mas ela queria
14:40que eu fizesse também?
14:41Claro,
14:41ela achou que,
14:42ela achou que Vossa Excelência,
14:44está difícil a vida.
14:47Ela achou
14:47que Vossa Excelência,
14:49eu expliquei,
14:50eu falei,
14:50olha,
14:51a harmonização
14:52do que me consta
14:53é para a pessoa
14:54não ter
14:55problemas
14:56com as rugas
14:57do envelhecimento
14:58e neutralização
15:00é para não ter
15:01problema de envelhecer.
15:03Vai embora antes.
15:04Resolve de vez.
15:05Resolve de vez,
15:06não fica fazendo isso.
15:08Enfim,
15:09para neutralizar
15:09Vossa Excelência,
15:11com emprego
15:11de arma de fogo,
15:13os atos
15:14de 8 de janeiro
15:15aqui agora
15:15repassados
15:16numa parte
15:18de Vossa Excelência,
15:19tudo isso
15:20mostra
15:21cabalmente,
15:22como afirmado
15:23pelo Procurador-Geral
15:24da República,
15:25ações de grupo,
15:26violência em potencial
15:27ou violência
15:29grave,
15:30ameaças graves
15:32com ações
15:33de toda a natureza
15:34praticadas
15:36por,
15:37portanto,
15:39cumprindo-se
15:40rigorosamente
15:41todas as exigências
15:43legais.
15:45Por tudo isso,
15:46eu estou considerando
15:47que
15:48foi também dito aqui
15:50apenas para lembrar
15:51que
15:52haveria atos preparatórios,
15:54mas que não se começou
15:55a execução.
15:57atos
15:59tidos como preparatório
16:01são,
16:03não podem ser considerados
16:05como dados isolados
16:06sem nenhum efeito,
16:08quando a conduta
16:10adotada
16:11já é o início
16:13mesmo
16:14do que se pretende.
16:15E esta violência
16:16era para criar
16:17este clima
16:18descrito
16:19pelos historiadores
16:21principalmente
16:21e se fosse possível
16:23dar suporte
16:23a essa conclusão,
16:24seria
16:25preciso realmente
16:27se recolocar,
16:28se voltar
16:28para recolocar
16:29a sucessão
16:30de condutas
16:30narradas na denúncia
16:32e quanto
16:32nós estivemos
16:34próximas
16:35mesmo
16:35de uma ruptura,
16:37de uma ruptura
16:37constitucional.
16:39Para mim,
16:39a prova
16:40da presença
16:41de
16:42coluio
16:44entre essas pessoas,
16:46coluio
16:46no sentido
16:47de uma organização
16:48que se integra
16:49com os objetivos
16:50e disso
16:51há uma
16:52farta
16:53prova produzida
16:54com a liderança
16:56do Jair Messias
16:57Bolsonaro.
16:59Esta prática
17:00de monitoramento,
17:01por exemplo,
17:02para essa neutralização
17:03que não foi desejada
17:04pelo ministro
17:05Alexandre,
17:07de autoridades
17:08do Poder Judiciário,
17:09de candidatos
17:10eleitos,
17:11a pressão
17:12para adesão
17:12às minutas
17:14que foram
17:14devidamente
17:15comprovadas,
17:16a própria
17:17minuta
17:18que ainda
17:19que tenha sido
17:20feita e refeita
17:20ela só demonstra
17:21que não era
17:22um dado momentâneo,
17:23um pensar momentâneo.
17:26Por tudo isso
17:26eu considero
17:27que se caracteriza
17:28em face
17:29do que foi comprovado
17:30nos autos
17:31a prática
17:32desses crimes.
17:33Como também,
17:34e aí acho que
17:34não preciso
17:35passar muito tempo
17:36a dizer
17:37dos crimes
17:38de dano
17:40qualificado
17:40e deterioração
17:41do patrimônio
17:42tombado,
17:43porque as imagens
17:44foram suficientes
17:45para mostrar
17:45e tudo que nós
17:46passamos
17:47naquele
17:48naquele período.
17:50E na parte
17:51do meu voto,
17:51presidente,
17:52eu prometi
17:53a vossa senhora
17:53que seria uma hora,
17:54mas eu vou passar
17:55porque vai ficar
17:57tudo devidamente
17:58registrado,
17:59como eu disse,
18:00no voto alongado
18:01e porque
18:02não altera
18:04muito
18:04a circunstância
18:06de não fazer
18:08a leitura integral
18:09e tão alongada
18:09do voto.
18:12Quanto a
18:13Mauro César
18:13Barbosa Cid,
18:15que chegou a dizer
18:17que foi um
18:18mero espectador,
18:20que, por exemplo,
18:20na live
18:21ele era,
18:22em algumas
18:22ocasiões,
18:23ele estava
18:24no ambiente,
18:25mas não estava
18:25presente,
18:27está comprovada
18:28a participação,
18:30aliás,
18:30é admitida
18:31em várias
18:31passagens
18:32da própria
18:32colaboração.
18:34Está comprovado
18:35como ele atuava,
18:38como ele participou,
18:40como ele
18:40atuou
18:41nas comunicações,
18:44como ele
18:44levou a efeito,
18:45recebia
18:49os documentos,
18:50repassava
18:50os documentos,
18:52garantia
18:53que se mantivesse
18:54o ânimo
18:55de todos
18:56os integrantes
18:57ou os que
18:58poderiam participar,
19:00estava em
19:00sintonia
19:01permanente
19:02com os discursos,
19:03as estratégias
19:04adotadas pelos
19:05outros integrantes
19:06da organização
19:06criminosa,
19:08Jair Messias
19:08Bolsonaro,
19:10Augusto Heleno,
19:11no contexto
19:12do envolvimento
19:13na linha
19:15da própria
19:15organização
19:16criminosa,
19:16comprova-se
19:17a atuação
19:17dele na produção
19:18de prova
19:19que serviu
19:19de base
19:20a uma falsa
19:21investigação
19:21sobre as eleições.
19:23Portanto,
19:24tenho para mim
19:25que a participação
19:27efetiva
19:28do colaborador
19:29como um ator
19:32que também
19:34pratica os crimes
19:35não ficou restrita
19:37nem ao ataque
19:39às urnas eletrônicas,
19:40que nessas aí
19:41há comprovação
19:42documentada,
19:44mas tenho para mim
19:45que o colaborador
19:46atuou
19:47e não como
19:47mero espectador,
19:48mas atuou realmente
19:49praticando
19:50atos criminosos.
19:52A afirmação,
19:53portanto,
19:54não se sustenta
19:55diante do conjunto
19:56probatório.
19:57Eu estou fazendo
19:58a transcrição
19:59dos dados,
20:01as declarações
20:02que foram dadas
20:03nos diálogos
20:04extraídos,
20:05inclusive,
20:05do celular,
20:06do real colaborador,
20:07às comunicações
20:09com os quides pretos
20:10e,
20:13diferente do alegado,
20:14portanto,
20:14no próprio interrogatório
20:15nas alegações
20:17finais,
20:18houve um envolvimento,
20:20houve a interlocução
20:21com os manifestantes,
20:23era solicitada
20:24orientar ações,
20:26isso tudo está
20:26devidamente revelado
20:27e comprovado,
20:28registros de entrada
20:29e saída
20:30em todas as ocasiões.
20:33Portanto,
20:33eu estou concluindo
20:35nessa parte
20:39sobre a atuação
20:42do Mauro César Cid,
20:44Barbosa Cid,
20:46com a descrição
20:47dos atos
20:48por ele praticados
20:49ou dos comportamentos
20:50ou articulação,
20:51a participação
20:52de reuniões,
20:54o compartilhamento
20:55de informações,
20:56documentos,
20:57contratos,
20:58angariando recursos,
20:59inclusive,
21:00como foi solicitado
21:02a ele.
21:05O ministro relator
21:06me parece que chegou
21:07a dizer que bravatas
21:09ou conversas de bar
21:11não levam
21:11ao que nós vimos
21:13acontecer.
21:14De fato,
21:15não havia o dolo,
21:16portanto,
21:17como consciência
21:18e vontade dirigidas
21:19a realizar os tipos penais,
21:21tudo devidamente corroborado
21:23e, portanto,
21:24eu estou concluindo
21:26no sentido
21:27exatamente
21:28de considerá-lo
21:29autor dos atos
21:32que foram imputados
21:33e, como eu disse,
21:34eu considero válida
21:36e, no momento
21:37da dosimetria,
21:38falarei sobre
21:39o pleito
21:41formulado
21:41pelo Procurador-Geral
21:43da República,
21:44mas considero
21:44que é válida
21:46a colaboração premiada
21:47e que ele atuou
21:49verdadeiramente
21:50como um dos autores
21:52dos crimes praticados.
21:56A adequação
21:57da concessão
21:58dos benefícios,
21:59isso fica
21:59para a dosimetria.
22:00quanto ao réu
22:02Jair Messias
22:04Bolsonaro,
22:05presidente,
22:05eu também faço
22:06uma alongada
22:07motivação
22:12de tudo
22:13que foi
22:13computado,
22:15mas eu tenho
22:16por comprovado
22:17pela Procuradoria-Geral
22:19da República
22:19que Jair Messias
22:21Bolsonaro
22:22praticou
22:23os crimes
22:23que são imputados
22:24a ele
22:25na condição
22:25de líder
22:26da organização
22:27criminosa.
22:28A procuradora
22:29alegou
22:29que teria
22:30estruturado
22:31na propagação
22:33de desinformação
22:34sobre o sistema
22:35eleitoral
22:36e ataques
22:36aos poderes
22:37constituídos
22:38e seus representantes,
22:39a instrumentalização
22:40de instituições
22:41de Estado,
22:42a cooptação
22:43de comandos militares
22:44para a instituição
22:44das providências
22:46antidemocráticas
22:47de intervenção,
22:49planejamento
22:50de atos
22:51de neutralização
22:52violenta
22:53de agentes públicos,
22:55instigação
22:55das manifestações
22:57e o que mais
22:59se alega
22:59para tentar
23:00desfazer
23:02o que foi
23:02acusado
23:03é que não há
23:05formalmente
23:05assinatura
23:06até onde
23:09a gente tem
23:11de algum
23:12conhecimento
23:12da história
23:13realmente
23:14passar um recibo
23:16no cartório
23:18do que está sendo
23:18feito
23:19não é bem
23:19o que acontece
23:21nesses casos
23:22diferente
23:23do alegado
23:25aliás
23:26ele não foi
23:28tragado
23:29para o cenário
23:31das insurgências
23:32ele é o causador
23:33ele é o líder
23:35de uma organização
23:36que promovia
23:37todas as formas
23:39muito boa tarde
23:39para você
23:39que...
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