- há 4 meses
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A professora de Relações Internacionais Denilde Holzhacker analisa a escalada da crise após um ataque dos Estados Unidos a um barco venezuelano que resultou em 11 mortos. O ditador Nicolás Maduro afirmou que a Venezuela está "pronta para a luta armada". A análise aborda o crescente risco de um conflito militar na América do Sul.
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NotíciasTranscrição
00:00Olá, seja muito bem-vindo, seja muito bem-vindo.
00:03O JP Internacional já começou com tudo o que aconteceu de mais importante na última semana
00:07e o que vai ser destaque na próxima.
00:10A gente começa o programa de hoje falando sobre Venezuela e Estados Unidos.
00:15A situação entre os dois países, que já era ruim há muitos anos, ficou muito pior nessa semana.
00:21Depois do governo americano posicionar os navios em águas internacionais próximo ao litoral venezuelano,
00:27o presidente Donald Trump confirmou na última terça-feira o primeiro ataque a uma embarcação saindo do país sul-americano.
00:36Onze pessoas morreram no caso.
00:38Segundo a Casa Branca, as vítimas eram integrantes do grupo de narcotráfico Trem de Aragua.
00:44O barco estaria carregado de drogas, mas as autoridades não informaram qual era a quantidade e nem quais drogas estavam nesse barco.
00:52O próprio secretário do Estado, Marco Rubio, afirmou que a embarcação provavelmente tinha como destino Trinidad e Tobago
01:01ou outro país caribenho.
01:02Ou seja, nem mesmo Marco Rubio sabe dizer para onde ia o barco.
01:06Já o presidente Donald Trump confirmou que a ação foi a primeira de várias que estão a caminho.
01:12Esse caso fez aumentar a atenção envolvendo uma possível invasão americana ao território venezuelano.
01:18Sobre essa possibilidade, a gente conversou com o analista militar, o comandante Robson Farinazo, que explicou a situação.
01:26Eu duvido que haja apoio no Pentágono para isso.
01:30Seria uma empreita gigantesca de anos, provavelmente, porque você tem um exército venezuelano de cerca de 300 mil militares, mais as milícias.
01:39E a Venezuela não é um país pequeno, é um país grande.
01:42É um país grande, é um país com diversos acidentes geográficos, é um país com densas florestas.
01:48Então, eu acho muito pouco provável uma invasão.
01:50Seria uma campanha que você teria.
01:52Você começa, depois você não sabe quando vai acabar.
01:55O modus operandi do Donald Trump com relação a assuntos militares sempre foram operações mais cirúrgicas, operações de curta duração, etc.
02:05Então, pode ser que ele faça um ataque, mas que não vai ter muito apoio internacional, porque não há uma justificativa, essa que é a verdade, uma justificativa plausível.
02:17Então, eu não sei o que ele quer conseguir com isso.
02:20Por enquanto, a gente só está vendo pressão.
02:21Mas eu acho bem pouco provável uma invasão plena.
02:26É difícil saber exatamente, com total certeza, o objetivo de Donald Trump envolvendo a Venezuela nesse momento.
02:33Mas uma coisa é certa.
02:35Uma invasão dos Estados Unidos aqui na Venezuela não seria exatamente fácil, como o próprio comandante falou.
02:41Esse aqui é um território, principalmente na região de fronteira, tanto com a Colômbia, quanto com o Brasil, quanto com a Guiana,
02:48de florestas muito densas, montanhas.
02:50É uma área difícil para uma operação militar terrestre de larga escala.
02:54Se a gente voltar no tempo, a gente lembra das dificuldades que o exército americano passou no Vietnã, uma região relativamente parecida.
03:03Esse também, as dificuldades que os Estados Unidos podem encontrar aqui na Venezuela, foi mais um dos temas que a gente conversou com o comandante Farinazo.
03:11Se a mobilização popular foi bem feita, eu não sei em que grau que ela foi feita, qual a intensidade disso tudo.
03:20Mas se a mobilização popular for bem feita, as possibilidades de êxito de uma invasão tendem a zero.
03:28Essa é uma coisa.
03:29Você tem que lembrar uma outra coisa também, que é a capilaridade, tanto dos sistemas de inteligência venezuelanos,
03:36dos serviços que são bons, essa que é a verdade, é um bom serviço de inteligência,
03:40talvez um dos melhores da América Latina,
03:43como o apoio dos militares ao Maduro, até onde se sabe, ele é grande.
03:48Então, eu acho que seria uma aventura militar de difícil êxito.
03:52Agora, lógico, você pode tentar estrangular o país com bloqueios navais, etc., fazer ataques de decapitação,
03:58mas isso aí não vai ter um apoio internacional amplo.
04:03Numa era que nós temos hoje, com China e Rússia desafiando a hegemonia americana,
04:10eu acho que é bastante deverário você partir para uma aventura sem apoio internacional.
04:16Pode erodir mais ainda a situação já delicada dos Estados Unidos no cenário externo.
04:21A Venezuela tem um sistema de defesa aérea muito bom, calcado em mísseis S-300 russo e o sistema Bulk também.
04:30A coisa de uns cinco anos atrás, uma delegação da Rússia andou visitando a Venezuela,
04:35acredita-se que seria para atualizar esses sistemas.
04:38Por quê? Sistemas, com o tempo, eles vão ficando desatualizados, defasados,
04:42numa série de quesitos, aí você precisa atualizar os mesmos,
04:46rever aí a validade dos sistemas químicos, dos explosivos, etc.
04:51Então, acredita-se que essa delegação russa tenha feito isso,
04:55nós não temos como saber se é isso ou se não é.
04:58Mas a questão não é essa.
04:59Eu penso assim, se os Estados Unidos quiserem entrar na Venezuela, eles entram.
05:04É inevitável.
05:06Vão estabelecer uma cabeça de praia, uma série de coisas.
05:09O problema é quanto tempo você vai ficar ali.
05:12E tempo é uma questão bastante importante.
05:15A gente lembra de operações dos Estados Unidos no Iraque, que durou bastante tempo,
05:19no Afeganistão também, que durou 20 anos,
05:21e nenhuma delas teve muito sucesso para os Estados Unidos.
05:24Falando em Estados Unidos, hoje, oito navios militares americanos
05:28estão ali na região de águas internacionais, próxima à Venezuela,
05:32além de um submarino nuclear.
05:34Além disso, a Casa Branca confirmou nesta sexta-feira
05:36que dez caças F-35 foram enviados para Porto Rico
05:41e devem conduzir operações na área.
05:44Agora, do lado venezuelano, tem esse número aqui interessante para a gente trazer.
05:48O país recebeu uma licença especial para voltar ao mercado americano de petróleo.
05:55E isso acarretou no quê?
05:56Depois de quatro meses de suspensão,
05:59a Venezuela voltou a exportar, em média, mais de 900 mil barris de petróleo por dia.
06:05966.484 no último mês de agosto.
06:10Esse é o histórico da Venezuela em milhões de barris de petróleo.
06:14Esse adicional vem por conta da operação da Chevron,
06:18que é uma empresa norte-americana que opera em parceria com a PDVSA
06:22ali na região da Venezuela.
06:25Um dinheiro muito importante para a Venezuela,
06:27um país que tem graves crises financeiras,
06:30que vive uma grave crise financeira,
06:32e que poderia exportar muito mais petróleo
06:34se não fossem as diversas sanções aplicadas ao país
06:37por conta do governo de Nicolás Maduro,
06:40por conta ainda também do governo de Hugo Chávez,
06:42e isso muitos anos atrás, já há mais de 10 anos atrás.
06:45É um cenário bastante complicado,
06:48mas a retomada da venda de petróleo
06:50ajuda a dar um pouquinho de fôlego,
06:52pelo menos, para Nicolás Maduro, lá em Caracas.
06:55Bom, sobre esse assunto,
06:57eu vou conversar com a professora de Relações Internacionais
07:00da SPM, Denil de Rose Hacker,
07:02que nos atende aqui no JP Internacional.
07:04Professora, seja muito bem-vinda ao nosso programa.
07:07Eu que agradeço o convite, Fabrício.
07:09Professora, a gente tem uma situação bastante delicada
07:13entre Estados Unidos e Venezuela já há algum tempo.
07:15O presidente Nicolás Maduro
07:17falou que os canais de comunicação entre os dois países
07:19acabaram sendo arruinados,
07:22e ele culpou a Casa Branca por isso.
07:24Há a possibilidade de uma reaproximação
07:27entre esses dois países?
07:29Há a possibilidade de uma saída negociada
07:31dessa crise nesse momento?
07:33Olha, ela é mais difícil nesse momento
07:37de sair alguma negociação,
07:40por alguns fatores.
07:42Um deles é que o Marco Rubio,
07:44que é o secretário de Estado,
07:46ele tem uma posição muito ideológica
07:50e é muito de pontuar que não há negociação
07:55com o regime Maduro.
07:56Então, ele vem de um histórico de pressão,
08:01mesmo antes de estar no governo como senador,
08:05pressionando a Venezuela.
08:08Então, essa posição dificulta
08:11uma abertura de negociações.
08:15E aí coloca que é um dos objetivos
08:18do próprio governo Trump,
08:20que é a derrubada do governo Maduro,
08:22de ter um governo que seja mais alinhado
08:26aos Estados Unidos.
08:28Então, isso entra na retórica da pressão,
08:31mas ela também é um objetivo
08:33da posição americana.
08:35E, de outro lado,
08:37o próprio Trump utiliza esse embate
08:41com a Venezuela
08:42para reforçar uma posição
08:45que ele tem interna nos Estados Unidos,
08:48que é de ser cada vez mais duro
08:50no combate ao narcotráfico
08:53e a regimes que possam ter
08:55alguma ligação com o narcotráfico.
08:58Então, e essa é
08:59uma das principais acusações
09:02feitas tanto pelo Trump
09:04quanto pelo Rubio
09:05sobre o Maduro,
09:08de que o Maduro é o líder
09:10dos grupos
09:12e dos criminosos
09:15que acabam afetando
09:17a segurança interna
09:18nos Estados Unidos.
09:19Então, essa conjuntura
09:21doméstica
09:23e essa visão histórica
09:25de embate
09:26com o próprio regime
09:29chavista
09:30e o regime Maduro
09:32coloca aí
09:34muito mais dificuldade
09:35para se ter
09:36algum tipo
09:37de estabelecimento
09:38de negociação.
09:40Mas há uma pressão
09:41importante
09:43e há também
09:44um interesse americano
09:46de que se tenha
09:49uma maior exploração
09:51do petróleo.
09:52Mas eles não entendem
09:53que esse interesse econômico
09:56seria possível
09:58num governo
09:58tão contrário
10:00e tão opositor
10:01aos Estados Unidos.
10:03Professora,
10:04você falou um termo
10:05que me chama muito a atenção
10:06que é a palavra
10:06retórica, né?
10:07Porque de um lado
10:08a gente tem a retórica
10:09norte-americana,
10:10a Casa Branca,
10:10falando que essa é uma operação
10:12que eles estão conduzindo
10:14contra a ação
10:15de grupos de narcotráfico
10:16aí na região.
10:17Eles falam especificamente
10:18de dois,
10:18o trem de Arágua
10:19e também o cartel
10:20de Los Soles.
10:21Do lado da Venezuela,
10:23a retórica é de que
10:24a Venezuela está sendo
10:25ameaçada,
10:26que há uma ameaça
10:27à integridade
10:28territorial venezuelana
10:29por conta desse
10:30posicionamento
10:31das Forças Armadas
10:33dos Estados Unidos
10:34e inclusive esse ataque
10:35que a gente viu
10:36na terça-feira.
10:39Qual retórica
10:40está mais próxima
10:41da realidade
10:42ou há um meio
10:44do caminho
10:44entre os dois?
10:45Há uma ação americana
10:47para conter o narcotráfico
10:48e há de fato
10:49também uma ameaça
10:50territorial à Venezuela
10:51nesse momento?
10:53É, eu acho que
10:54há os dois,
10:55Fabrício.
10:55De fato,
10:56o Trump colocou
10:58esse como um objetivo
10:59na sua relação
11:00com os países
11:01da América Latina
11:02de que é
11:03a questão
11:04do combate
11:05ao narcotráfico
11:06e ao crime
11:07transnacional.
11:08Então, ele vem
11:09pressionando o México,
11:10vem pressionando
11:12a Colômbia,
11:13Peru,
11:14para que haja
11:15uma ação
11:16mais dura
11:18dos governos
11:20latino-americanos
11:21frente à questão
11:22da expansão
11:24do narcotráfico.
11:25No caso da Venezuela,
11:27eu acho que aí
11:28tem outros elementos
11:29como a gente já falou.
11:30Ele tem um elemento
11:31ideológico muito forte
11:33nessa questão.
11:35com relação ao Maduro,
11:39tem uma lógica
11:41de aumentar
11:43o nacionalismo interno,
11:45então as ações
11:47dos Estados Unidos
11:49geram sempre
11:50maior apoio,
11:52enfraquece a oposição
11:54que é vista
11:55como aliada
11:57dos Estados Unidos,
11:59então para o Maduro
12:01também esse embate
12:02não é algo
12:03que seja negativo,
12:05mas há um temor
12:07sim de parte
12:08do governo
12:09e de setores
12:10militares
12:12da Venezuela
12:13de que possa ter
12:14algum tipo
12:15de investida
12:17maior
12:18dos Estados Unidos
12:20e ter aí
12:21uma intervenção
12:22direta americana.
12:24Como colocado
12:24anteriormente,
12:26ela tem custos
12:26muito altos
12:27para os Estados Unidos,
12:29é uma intervenção
12:29direta,
12:30mas o objetivo
12:31de mudança
12:32do regime,
12:33de levar
12:34o regime
12:34do Maduro
12:36a um estrangulamento
12:37e uma perda
12:39de sustentação,
12:41isso de fato
12:42é algo
12:43de interesse
12:44dos Estados Unidos,
12:46o que levaria
12:47a uma mudança
12:48interna.
12:49Tem muitos fatores
12:50difíceis
12:52nessa equação,
12:53o Maduro
12:54tem o apoio
12:55do exército,
12:56tem uma capacidade
12:57de mobilização
12:58muito grande
12:59ainda
13:00de grupos
13:01da população,
13:02a oposição
13:04está enfraquecida,
13:05então são elementos
13:07internos
13:08que dificultam
13:08uma intervenção
13:09direta
13:10sem uma
13:11confrontação
13:13e uma posição
13:14venezuelana,
13:16mas
13:16então sim
13:18tem esse temor,
13:21mas ela também
13:21é parte
13:22do uso
13:23da capacidade
13:24da campanha
13:25do próprio Maduro
13:26para conseguir
13:27se sustentar
13:28no poder.
13:30A professora
13:31Daniel de Rosacker
13:31mencionou
13:32o fortalecimento
13:33de encolás Maduro
13:34dentro do território
13:35venezuelano.
13:36Vamos voltar
13:36um pouquinho
13:37no tempo
13:37porque não faz
13:38muito tempo
13:39assim que a Venezuela
13:39promoveu
13:41uma votação
13:42plebiscito
13:42dentro do país
13:43pela anexação
13:44do território
13:45de Esequibo
13:46que fica aqui
13:46na fronteira
13:47entre Venezuela
13:49e Guiana,
13:50um país
13:50fronteiriço
13:51muito menor
13:52e essa é uma
13:53reivindicação histórica
13:54da Venezuela
13:55pelo território
13:57de Esequibo.
13:58Nessa semana
13:58teve eleições
13:59na Guiana
14:00e o presidente
14:00Irfan Ali
14:01foi reeleito
14:02para um segundo
14:03mandato.
14:04Vou voltar
14:04a falar com a professora
14:05Daniel de Rosacker.
14:06Professora,
14:07essa movimentação
14:09que Nicolás Maduro
14:11fez em relação
14:12a Esequibo
14:12foi vista
14:13como uma tentativa
14:14de trazer
14:15a população
14:16em torno
14:16de uma pauta comum
14:17e fortalecer
14:18a figura
14:19do presidente.
14:20Dá para a gente
14:20dizer que uma ameaça
14:22dos Estados Unidos
14:23na Venezuela
14:24pode também
14:25acabar fortalecendo
14:26Nicolás Maduro
14:27pela população
14:28entender que o país
14:29está sendo alvo
14:30de uma ameaça
14:31estrangeira?
14:33Sim,
14:34o Maduro
14:34tem usado isso
14:35a fazer
14:36alistamento
14:37geral,
14:39então ele
14:40mobilizou
14:41a opinião pública,
14:42um temor
14:43constante,
14:44Fabrício,
14:44em vários países
14:45da América Latina
14:46pelo histórico
14:47do relacionamento
14:48com os Estados Unidos
14:49que é ter intervenções
14:51diretas
14:53americanas,
14:54só que a gente vive
14:54um outro contexto
14:56político
14:57no mundo
14:58com novas
14:59geografias
15:01de poder
15:02que tornam
15:04essas ações
15:05de intervenção
15:06mais custosas
15:07e que geram
15:10não só
15:11o custo
15:11militar,
15:12mas também
15:13em termos
15:15de capacidade
15:16de conseguir
15:17apoios
15:18como também
15:18foi dito antes.
15:19então o próprio
15:21Maduro
15:23sabe disso,
15:24ele sabe
15:25que para os
15:26Estados Unidos
15:27seria algo
15:29que teria
15:29muita dificuldade
15:31de
15:31entrar no país
15:33e conquistar,
15:35mas ele utiliza
15:36para mobilizar
15:37e para conseguir
15:38enfraquecer
15:39e aqui o ponto
15:40acho que
15:40é
15:41enfraquecer
15:43a oposição
15:48que é
15:49ligada
15:50aos Estados,
15:50que tradicionalmente
15:52sempre foi ligada
15:53aos Estados Unidos.
15:54professora,
15:56um dos temas
15:56que a gente conversou
15:57até inclusive
15:58com o comandante
15:58Farinazo
15:59tem a ver
15:59com a atuação
16:00de países estrangeiros
16:02que não acreditam
16:03que nesse momento
16:04se justifique
16:05um ataque
16:06à Venezuela,
16:07uma ação
16:08mais incisiva
16:08contra a Venezuela.
16:10O quanto
16:10que isso prejudica
16:11a posição
16:13americana
16:13nesse momento?
16:14Dá para a gente
16:15falar até inclusive
16:16de um certo isolamento
16:17da Casa Branca
16:18no cenário
16:18internacional?
16:21É difícil
16:22falar de isolamento,
16:23né?
16:23O Trump tem aliados,
16:25tem ainda países
16:26que são importantes
16:28como aliado,
16:29mas apesar
16:30de ter tido aí
16:31muitos problemas
16:32em diferentes áreas
16:35e ter uma grande
16:37desconfiança
16:38com relação
16:38ao governo
16:39e seus interesses
16:41principalmente
16:42econômicos.
16:44Agora ele teria
16:45aí muita dificuldade
16:47de conseguir apoio
16:48de fato,
16:49principalmente
16:49porque qualquer
16:51tipo de intervenção
16:53ou ação
16:54iria para o
16:54Conselho
16:55de Segurança
16:56e China
16:57e Rússia
16:58provavelmente
16:59se aliariam
17:00ao regime
17:01Maduro
17:02para comprar
17:03e daria apoio
17:04ao Maduro.
17:05Não necessariamente
17:07um apoio direto,
17:09mas o semelhante
17:11ao que nós vimos
17:12com relação
17:13ao momento
17:15de maior crise
17:16entre Israel
17:19e Irã,
17:20em que as posições
17:22de vários países
17:24de fato
17:25de se colocarem
17:27contra uma nova
17:28intervenção internacional.
17:31O Maduro
17:32teria apoio
17:33dos países
17:34da América Latina,
17:35especialmente
17:36porque qualquer
17:37intervenção
17:37dos Estados Unidos
17:38sempre coloca
17:39aí o temor
17:40de que
17:41se teria
17:43outros países
17:44que poderiam
17:45também sofrer
17:46esse tipo
17:47de intervenção.
17:48Cuba,
17:49Nicarágua,
17:50Salvador,
17:51então isso
17:53também geraria
17:53uma comoção
17:54muito forte
17:55na América Latina
17:56e seria
17:57novamente
17:58um contraponto
17:59para a posição
18:01do próprio
18:02governo Trump.
18:03Antes da gente
18:04pegar aqui
18:04uma ponte aérea
18:05para outros continentes,
18:06você mencionou
18:07a América Latina.
18:08Há algum papel
18:09a ser desempenhado
18:10pelo Brasil,
18:11talvez,
18:12que é um país
18:12que faz fronteira
18:13com a Venezuela
18:13e que é a maior
18:15força aqui
18:16da região
18:17ou mesmo
18:18pela Colômbia,
18:18que também
18:19é um outro
18:20país
18:20fronteiriço
18:21à Venezuela?
18:22Há alguma coisa
18:22que esses países
18:23possam fazer
18:24em relação
18:24a esse conflito?
18:25Talvez para
18:26dissuadir a Casa
18:27Branca,
18:27acalmar os ânimos,
18:29enfim,
18:29qualquer tipo
18:29de movimentação?
18:32Nesse momento,
18:32nenhum desses
18:33países
18:34tem acesso
18:35aos Estados Unidos
18:36e à Casa Branca
18:38e, ao contrário,
18:39estão tentando
18:40esse acesso
18:41para resolver
18:41seus problemas
18:42com o Washington
18:45e com o Trump.
18:46Então,
18:48ter uma mobilização
18:50de repúdio,
18:53de apoio
18:54à Venezuela,
18:58até isso
18:58poderia acontecer
19:00dentro desse temor
19:01de países
19:03que poderiam ser
19:04os próximos,
19:05mas não
19:06de uma posição
19:07mais capaz
19:08de mudar
19:09o cenário.
19:10e a gente
19:11sempre tem
19:11que lembrar
19:11que o próprio
19:13Maduro
19:14sofre
19:15um isolamento
19:17muito forte
19:18de outros países
19:20como a Europa,
19:22como países
19:23que também
19:25pressionariam,
19:26poderiam pressionar
19:27os Estados Unidos
19:28para que não
19:28tivessem intervenção,
19:30mas também
19:30não são
19:31países
19:33que apoiam
19:33o governo Maduro
19:35ou uma posição
19:36de permanência
19:37do Maduro.
19:38Então,
19:38é um cenário
19:39que dificultaria
19:40muito
19:40apoios
19:42explícitos
19:43ao Maduro
19:44apesar
19:44das críticas
19:45que podem
19:46acontecer
19:46a uma intervenção
19:47americana.
19:48Um dos temas
19:49que eu conversei
19:49também com o comandante
19:50Farinaz,
19:51professora,
19:51tem a ver
19:51com uma possível
19:52participação
19:53de Rússia
19:54e também
19:55da China,
19:56dois países
19:57que têm
19:57relações próximas
19:58com a Venezuela,
19:59relativamente próximas,
20:01mas ele descartou
20:02a possibilidade
20:02desses países
20:03intervirem militarmente
20:04e disse que seria
20:06um apoio mais
20:06de bastidores.
20:07qual é o tipo
20:08de apoio
20:09que a Rússia
20:10e China
20:11podem fornecer
20:12para a Venezuela
20:12nesse momento?
20:14Talvez até
20:14de fazer uma pressão
20:15na Casa Branca
20:16em algum aspecto?
20:19Olha,
20:19pressão
20:20possível,
20:22bloqueio
20:23dentro do
20:24Conselho de Segurança
20:25da ONU
20:25com a aplicação
20:27de vetos,
20:28a atuação
20:28americana,
20:30a articulação
20:32com outros países,
20:34inclusive da América
20:35Latina,
20:36mas uma atuação
20:38direta
20:39não tem sido
20:40nem o perfil
20:41da China
20:42em nenhum
20:43dos embates,
20:44em nenhuma
20:45das situações
20:45de crise
20:46que a gente
20:47tem acompanhado
20:49nos últimos
20:49meses.
20:51Então,
20:51poderia até
20:53ter algum tipo
20:54de apoio
20:55da Rússia
20:56em termos
20:56de armamentos,
20:58mas a Venezuela
20:59já recebe
21:00esse tipo
21:01de apoio
21:03da Rússia,
21:04já usa
21:04equipamentos
21:05russos,
21:06mas também
21:06não tem recursos
21:07para mais
21:08equipamentos,
21:09na compra
21:09de equipamentos,
21:11então seria
21:12algo
21:12que estaria
21:15muito no campo
21:16do apoio
21:18formal
21:19e diplomático
21:20à Venezuela,
21:21mas não
21:22uma ação
21:23direta.
21:24E mesmo
21:25nesse momento
21:25em que a gente
21:26está vendo
21:26essa escalada
21:27da ação
21:29americana,
21:31não se vê
21:32nenhuma
21:33sinalização
21:34desses países.
21:36E também
21:37porque a questão
21:38do narcotráfico
21:39é um problema
21:39global,
21:41então o combate
21:41a lógica
21:44de combate
21:44ao narcotráfico
21:45também é algo
21:46que para esses
21:47países
21:48e no mundo
21:49é algo
21:51que eles têm
21:52também
21:52enfatizado
21:53a necessidade.
21:55Então,
21:55isso coloca
21:56a situação
21:57venezuelana
21:58em um outro
21:59patamar.
22:00Bom,
22:01conversamos com a professora
22:02de Relações Internacionais
22:03da ESPM,
22:04Dinude Rose Hacker.
22:05Professora,
22:05muito obrigado
22:06pela sua participação.
22:07Olha,
22:07acho que foi uma das entrevistas
22:08mais longas,
22:09mas também uma das mais
22:10proveitosas
22:11aqui do JP Inter.
22:13Eu que agradeço
22:14o convite.
22:14Obrigada.
22:15Obrigado.
22:16Volte sempre.
22:16Obrigado.
22:17Obrigado.
22:18Obrigado.
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