Em entrevista exclusiva à CNBC, o embaixador Jamieson Greer detalhou a nova postura dos Estados Unidos nas negociações comerciais. Falou sobre os acordos com União Europeia e Japão, os desafios com a China e o impacto das tarifas nos déficits. Mariana Almeida analisou no Agora.
Acompanhe a cobertura em tempo real da guerra tarifária, com exclusividade CNBC: https://timesbrasil.com.br/guerra-comercial/
🚨Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber todo o nosso conteúdo!
Siga o Times Brasil nas redes sociais: @otimesbrasil
📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: https://timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
06:24os Estados Unidos estão em uma posição incrível.
06:26Passamos os últimos três meses tentando reordenar o comércio global
06:29para garantir que possamos nos livrar desses desequilíbrios sistêmicos que persistiram.
06:33Agora temos acordos com a União Europeia, o Japão e vários parceiros.
06:37Portanto, entramos nessas negociações com uma mão forte.
06:41Nossas discussões com os chineses são sempre cordiais e construtivas.
06:44Esta é a terceira rodada nos últimos três meses.
06:47Só o fato de estarmos conversando e queremos avançar de forma positiva já é um bom sinal.
06:52Sabe?
06:53Não espero que haja algum tipo de grande avanço hoje.
06:55O que espero é o monitoramento contínuo e a verificação da implementação do nosso acordo até o momento,
07:01certificando-se de que os principais minerais críticos estejam fluindo entre as partes
07:05e estabelecendo as bases para um comércio aprimorado e equilibrado no futuro.
07:10Mário, o que a gente viu aí nessa entrevista exclusiva do Jameson Greer à CNBC americana
07:15é basicamente que os Estados Unidos estão em uma boa posição
07:20e não se sentem impressionados a fazer novos acordos.
07:23Em resumo, o que ele disse foi isso.
07:25É, acho que ele reforça uma coisa que foi muito forte na fala do Donald Trump logo no início do mandato,
07:31que é esse posicionamento, essa busca por um reordenamento do comércio internacional.
07:35E acho que é um momento muito bom para se falar disso,
07:38exatamente porque essa intenção assustou muito no começo em abril todo mundo,
07:43porque veio com aquela quantidade grande de tarifas e mais ampla em termos de países do que se tinha observado.
07:48e a gente está fechando um primeiro ciclo, como eles estão dizendo, de fato com um tarifácio imposto.
07:56A partir do dia 1º de agosto, se você tem esses novos acordos que realmente passam a funcionar,
08:02esses acordos todos têm esse cenário que não foi um blefe,
08:05ou foi um blefe de tamanhos aqui e ali naquele primeiro momento,
08:08mas depois das negociações, de fato tem um reordenamento do comércio internacional.
08:14E aí passa agora para a gente entender as consequências concretas disso,
08:17porque como não tinha vindo, como foi o anúncio, teve muita expectativa, muita espuma em relação a isso.
08:22E agora, quais os próximos passos?
08:24Do ponto de vista dos Estados Unidos, o que eles estão dizendo é,
08:27vai ficar mais equilibrado com relação à produção, existem desequilíbrios.
08:32Bom, a gente vai ter que observar se é possível você voltar uma produção industrial para os Estados Unidos
08:37num patamar de custo razoável, pensando o sistema econômico como um todo.
08:42Ou seja, parte da migração da produção para outros países não foi um roubo dos Estados Unidos,
08:48foi uma busca por eficiência que entendia as vantagens comparativas de se produzir em outros países.
08:53Isso é um dos pontos.
08:55O segundo ponto fundamental aqui, e acho que esse tem pequenas sementes que estão acontecendo agora no cenário internacional,
09:02é que os Estados Unidos têm uma situação com relação à sua moeda diferente de todos os outros países.
09:07Por quê? Porque todo mundo usa o dólar como uma área internacional.
09:10Então, toda vez que a gente, Brasil, Europa, China, tem um superávit,
09:16se a gente vira a balança comercial a nosso favor, tem um equilíbrio de câmbio,
09:19porque a nossa moeda em algum momento se valoriza em relação ao dólar,
09:22e aí isso muda o preço das exportações.
09:24É como a compensação em relação à moeda.
09:27Os Estados Unidos não têm isso, porque ele é moeda internacional.
09:30Então, se nesse reordenamento do comércio, os Estados Unidos passam a ser superavitários em várias situações,
09:35ou deixam de ser tão deficitário, vai mudar a relação da moeda.
09:39Isso vai impactar preço? Como vai ser o ajuste? Como outros países vão reagir?
09:43Isso vai ampliar ainda mais o questionamento ao dólar?
09:46O próximo capítulo, uma vez encerrado, sim, se encerra de fato, esse movimento de colocação de tarifas,
09:53muito provavelmente vai migrar por quais são as soluções alternativas no campo do balanceamento internacional das finanças e da moeda aí no centro.
10:00E aí, talvez, o papel que Donald Trump quer fazer não seja tão nítido e tão fácil de passar no conjunto do cenário externo.
10:08É isso, Mari. A gente segue acompanhando todos os desdobramentos por aqui.
Seja a primeira pessoa a comentar