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Renan de Souza, direto de Abu Dhabi (EAU), explicou a prorrogação da suspensão das tarifas dos EUA sobre produtos chineses até 10 de novembro. Ele detalhou o contexto das negociações, o déficit comercial, as demandas de cada lado e as perspectivas para um acordo entre Trump e Xi Jinping ainda este ano.

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Transcrição
00:00A gente noticiou ontem aqui no Money Times a decisão de prorrogar essa suspensão que o Felipe comentou agora,
00:05das tarifas de importação dos Estados Unidos para produtos da China.
00:09E aí, como é que ficam as negociações entre os dois países?
00:12Quem vai trazer esse contexto dessa situação para a gente agora ao vivo é o Renan de Souza,
00:16direto de Abu Dhabi, na nossa conexão, São Paulo-Abu Dhabi.
00:21E presente e futuro também, né, Renan, como eu gosto de falar, porque aí já anoiteceu,
00:26você já tem uma visão global do dia que a gente ainda está vivendo aqui na metade.
00:30Boa noite para você.
00:33Olá, Nath, muito boa tarde para você e para todos que nos acompanham.
00:37Justamente essa visão aqui do futuro é de uma perspectiva um tanto mais positiva, né,
00:43de um possível acordo entre Estados Unidos e também China em relação ao comércio,
00:49mas é algo que vem lá para frente, né?
00:51Isso porque o presidente Donald Trump, como a gente noticiou ontem no Money Times,
00:55ele assinou essa ordem executiva, faltando horas para as tarifas voltarem entre Estados Unidos e China.
01:02Ele acabou adiando essas tarifas que agora estão na base apenas de 10% até o dia 10 de novembro,
01:10para dar muito mais tempo para que China e Estados Unidos possam negociar.
01:15Inclusive, a gente separou aqui algumas informações vindas da Casa Branca, né,
01:20para a gente entender numa arte qual foi o raciocínio da Casa Branca para chegar a essa conclusão.
01:27Então, o primeiro ponto, a Casa Branca diz que aconteceram ali diversas negociações,
01:31a gente lembra Genebra, Londres, Estocolmo, e essas negociações foram positivas.
01:37Por isso, os Estados Unidos decidiram estender esse prazo, né?
01:42E aí, as tarifas vão voltar no dia 10 de novembro, caso não haja nenhum acordo,
01:47e elas vão permanecer nesta base de 10%, que é a base utilizada para os Estados Unidos,
01:54a base mais baixa que tem de tarifas, né?
01:57E aí, os Estados Unidos deixam claro que eles querem manter essa base de 10%
02:03para conseguir, neste meio tempo dessa pausa, fortalecer a indústria nacional,
02:09as cadeias de sofrimento e também proteger os trabalhadores norte-americanos.
02:15E aí, a Casa Branca também deixou bem claro nesse comunicado
02:18que outras medidas que não são essas questões tarifárias continuam valendo para a China
02:24e os dois lados vão buscar uma parceria que seja justa,
02:29que haja ali uma troca comercial justa, tanto para os Estados Unidos quanto para também os trabalhadores.
02:37Importante a gente dizer que o déficit entre Estados Unidos e China,
02:43que é o principal motivo pelo qual o presidente Donald Trump começou essa guerra com a China,
02:48essa guerra comercial, ele é grande, ele chega a quase 300 bilhões no ano passado,
02:53é o maior déficit que os Estados Unidos têm com qualquer parceiro comercial, né?
02:59E aí, nesse momento, a China, no ano passado, nesse mesmo período,
03:03enviou mais de 400 bilhões de bens para os Estados Unidos,
03:07desde vestuário, eletrônicos, brinquedos, né?
03:11Muito, muito, a China exporta muito para os Estados Unidos.
03:15E aí, o que a gente vai ver daqui para frente,
03:18essa é a grande questão, né?
03:20Porque, por um lado, interessa para a China justamente se manter essas negociações em curso,
03:26porque a visão da China é que está numa posição de poder,
03:30porque a China entende que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
03:35quer esse acordo, quer esse acordo com a China,
03:38para cantar uma vitória interna de uma guerra comercial que ele começou,
03:41e também porque, aí, a depender do futuro desse acordo,
03:46a China vai ter que comprar mais produtos dos Estados Unidos.
03:50Ontem, numa mensagem na rede social True,
03:53o presidente Donald Trump já deu o caminho das pedras, né?
03:55Ele falou muito claramente que espera que a China quadruplique a compra de soja dos Estados Unidos.
04:02Então, a China se vê nesse momento de chegar à mesa de negociações de uma maneira empoderada.
04:08Por isso, não deve fazer tantas concessões e, por isso, essas negociações são tão difíceis, né?
04:14Porque a China pede a retirada de todas as tarifas antes de qualquer avanço,
04:19pede também a retirada de algumas instituições ali de uma lista vermelha,
04:24de sanções dos Estados Unidos, entre outras demandas.
04:27Por um outro lado, a gente viu Pequim hoje fazendo um certo esforço também
04:32para essas negociações avançarem,
04:35no sentido de que a China disse que iria também pausar por 90 dias
04:39aquela lista de empresas e entidades que estão banidas de fazer negócio
04:45e a China havia incluído ali nessa lista algumas empresas dos Estados Unidos.
04:50Agora, a questão toda que a gente deve ver daqui até o final do ano
04:54é esse possível encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
05:00e também o presidente chinês Xi Jinping.
05:02Esse também, nos bastidores, é um motivo pela extensão desse prazo,
05:07porque há uma perspectiva inicial de que esse encontro possa acontecer
05:11entre o dia 31 de outubro e início de novembro,
05:15porque acontece o encontro da cooperação econômica Ásia-Pacífico,
05:20esse encontro acontece na Coreia do Sul,
05:22ou esse encontro entre Xi Jinping e Donald Trump pode acontecer em algum momento,
05:28daqui até o final do ano, em Pequim,
05:30porque seria essa grande oportunidade para assinar esse acordo econômico
05:34entre Estados Unidos e também a China.
05:37Há avanços, mas também há um momento de incerteza que a gente sabe
05:42que caso o presidente Donald Trump sinta que a China esteja arrastando muito essa negociação,
05:48ele pode sair da noite para o dia dessa negociação, assim como fez com o Canadá.
05:53Então, é um alívio, mas também representa uma incerteza, Nath.
05:57É, então, que coisa, né?
05:59Eu fico pensando, se vai chegar num ponto em que a gente tem uma negociação,
06:03um acordo definitivo a longo prazo, ou se vamos viver assim daqui para frente,
06:07a cada três meses, uma nova rodada de negociações,
06:10mas para as transações, para o comércio internacional, não dá,
06:15três meses é muito pouco, né?
06:16Exatamente. Lembra do TikTok?
06:18Lembra quanto tempo que a gente já está falando que o TikTok tem que ser vendido
06:21e ele vai, por exemplo, vai adiando, era uma coisa que até o Congresso americano
06:26teve uma decisão bipartidária, inclusive, e Donald Trump simplesmente ignora,
06:30fala, não, vou dar mais um tempo atrás.
06:32É mais ou menos isso, Nathália, que você falou,
06:33acho que a gente vai ver essa incerteza durante um bom tempo.
06:35Agora, uma coisa que é uma certa novidade é que eu acho que o Donald Trump
06:38ficou um pouco surpreso com a atitude da China diante dessa guerra tarifária,
06:42porque todos os outros países, de certa forma, aceitaram as tarifas,
06:46ou mesmo a União Europeia, que também era um player poderoso,
06:50acabou aceitando as condições do Donald Trump, foi muito criticada,
06:53inclusive por alguns países ali da União Europeia.
06:55Mas a China não, a China bateu de frente, a China se preparou muito para essa guerra tarifária
06:59desde o primeiro mandato do Donald Trump, quando ela já tinha sofrido sanções.
07:03Então, dessa vez, a China chegou com, vamos dizer assim, com um equilíbrio maior de forças
07:09para negociar de igual para igual com o Donald Trump.
07:12E o Donald Trump ficou um pouco assustado, porque ele começou a perceber que se ele
07:15fosse levar a guerra tarifária com a China, nos níveis que ele tinha aplicado para os outros países,
07:21quem ia perder muito é a economia americana, porque essa balança comercial que ele reclama tanto
07:27é uma balança comercial que, de certa forma, é essencial para os negócios americanos também.
07:32Muitas empresas pequenas e médias, e até grandes, compram materiais da China
07:36para terem os seus negócios em desenvolvimento, ali em produção.
07:40Então, o Donald Trump subestimou o poder da China, e eu acho que essa condição mais de equilíbrio
07:46é o que permite, por exemplo, que o presidente Xi Jinping converse com o presidente Lula
07:50e diga coisas como assim, não, nós vamos ajudar o Brasil, o Sul Global tem que ser independente,
07:56tem que ser autônomo, e essas declarações vão de frente, batem de frente com o que o presidente Donald Trump quer.
08:03Então, eu acho que a gente vai ver um mundo multilateral, claro, que é o desejo de todos os players,
08:11mas a China está se mostrando cada vez mais um oponente, vamos dizer assim, quase à mesma altura,
08:16ou pelo menos muito equilibrado em relação aos Estados Unidos, Nath.
08:18Tá certo, obrigada por enquanto, Felipe, obrigada ao Renan também, daqui a pouco a gente fala mais.
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