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00:00Catalina, Alonso e Cristóbal Ballesteros.
00:03A fiebre envenenada de Rafaela e a caza desesperada de la flor de luna.
00:09Quando a pequena Rafaela arde em uma fiebre inexplicável,
00:13o Palacio de la Promesa se sumerge em um gelo de terror.
00:16Catalina e Adriano lucham contra o tempo,
00:19Alonso monta uma partida suicida em busca de uma flor que só florece
00:23sob a luna llena e, entre as sombras,
00:25o novo maiordomo Cristóbal Ballesteros estrecha su puño de hierro sobre a servidumbre.
00:32Um frasco sospechoso, um pacto matrimonial a ponto de romperse
00:36e um veneno chamado, a sombra silenciosa,
00:40revelam que o verdadeiro inimigo vive entre seus muros.
00:46Lograrão os lucham salvar a Rafaela antes de que a traição de santos
00:49e as amenazas de Ballesteros desaten uma guerra aberta?
00:53Descubre uma noite de cabalgatas frenéticas,
00:55conspirações letais e juramentos rotos que cambiará para sempre o destino da promesa.
01:03O aire na promesa se havia vuelto denso, quase irrespirável.
01:08Não era o calor opresivo do verano que se cernia sobre os campos dos pedroches,
01:12mas uma friação que emanava de as mesmas paredes de pedra do palacio,
01:16um gelo que se colava por debaixo das portas e se anidava em os corações de seus habitantes.
01:21Cada tic-tac do gran reloj do vestíbulo parecia contar os segundos
01:27hacia uma catástrofe inevitável,
01:30um martillo que golpeava sobre o yunque da desesperação.
01:32Em la alcoba de Catalina, o silencio era um grito ahogado.
01:40A pequena Rafaela, sua filha, ardia.
01:44Não era o calor saudável de um menino dormido,
01:47mas uma hoguera febril que consumia seu diminuto corpo com uma ferocidade inaudita.
01:51Suas mejillas, normalmente son rosadas e cheias,
01:58estavam encendidas com um roxo antinatural,
02:01e seus labios, secos e agrietados, apenas deixavam escapar pequenos quejidos lastimados.
02:08Adriano, a sua lado, era uma estatua de impotência.
02:12Suas mãos, grandes e torpes, acostumbradas à terra e ao trabalho duro,
02:17agora pareciam inútiles mientras tentava, uma e outra vez,
02:21refrescar a frente de sua filha com um paio húmedo que se calentava ao instante.
02:28Catalina não chorava, suas lágrimas se haviam secado horas atrás,
02:32reemplazadas por uma fúria helada e uma determinação que rayava na loucura.
02:39Caminava de um lado a outro da habitação como uma leona enjaulada,
02:43com os olhos fixos na cuna,
02:44como se sua mera voluntad pudesse extinguir o fogo que devorava a sua bebe.
02:51Havia passado dois dias, dois dias desde que a fiebre começou,
02:55uma fiebre que os remédios da tia Margarita e as hierbas de Simona não haviam logrado aplacar.
03:02Se havia convertido em uma bestia persistente,
03:06um inimigo invisível que se reia de seus esforços.
03:08Tinha que haver um médico,
03:13susurrou Adriano, com a voz rota.
03:16Em algum lugar da comarca, tem que haver alguém.
03:18Tu padre o ha tentado tudo, Adriano, respondeu Catalina,
03:26detenendo-se para mirar por a ventana hacia a negrura da noite.
03:29Ha enviado jinetes a Palma del Rio, a Villanueva del Duque, incluso a Córdoba.
03:37Os poucos que aí estão ocupados com a epidemia de tifus no sul,
03:40ou simplesmente se niegan a venir a um lugar tão isolado por um só caso.
03:44A palavra tifus flotou no ar, venenosa.
03:50Era isso?
03:51Havia chegado a plaga nas portas da promesa?
03:53Mas os sintomas não quadraban do todo.
03:57Era só a fiebre, uma fiebre implacável e solitária.
04:01Abaixo, em seu despacho, Alonso de Luján, Marquês de Luján,
04:06sentia o peso de seu título como nunca antes.
04:08De que servían as tierras, o linaje, as influencias,
04:15se não podia salvar a sua própria nieta?
04:17Habia movido todos os hilos a seu alcance.
04:21Habia chamado a favores que levava décadas guardando.
04:25A resposta era sempre a mesma.
04:27Impotência, distancia, imposibilidade.
04:32O mundo, de repente, se havia vuelto vasto e indiferente.
04:36Se sirviu uma copa de brandy,
04:39mas o licor não o calentou.
04:44Só avivou o fogo de sua frustração.
04:46Mirou o retrato de sua defunta esposa,
04:48colgado sobre a chimenea,
04:50e sentiu uma punzada de vergonha.
04:54Ele havia falado a sua filha.
04:57Ele estava falhando a sua nieta.
04:58Mientras a angustia se apoderava de os senhores,
05:01a vida no área de serviço continuava,
05:03aunque bajo uma nova e opresiva melodia.
05:06Cristóbal Ballesteros,
05:10o novo maiordomo,
05:12dirigia o palacio com a precisão de um general
05:14e a crueldade de um inquisidor.
05:15Os normas eram férreas,
05:20seus castigos,
05:21exemplares.
05:22O murmúio habitual de as cocinas
05:24se havia convertido em um silencio tenso,
05:27roto só por o sonido de as ollas
05:29e as ordens secas de Cristóbal.
05:30Nadie se atrevia a mirarle a os olhos.
05:35Su presencia era como uma corriente de aire gélido
05:39que anunciava tormenta.
05:43Ricardo Pellicer,
05:44o maiordomo dos duques de os infantes
05:46agora ao serviço de os Luján,
05:48observava a Cristóbal
05:49com uma mistura de recelo profissional
05:51e uma crescente alarma personal.
05:53Conocía o ofício,
05:57e o que Ballesteros imponía
05:59não era disciplina,
06:00era tiranía.
06:01Mas sua principal preocupação
06:03não era o novo maiordomo,
06:05seno seu próprio filho,
06:06Santos.
06:10Depois de um breve período
06:11de arrepentimento e boa conducta
06:13atrás da sua chegada,
06:14Santos havia voltado a deslizarse
06:16por a pendente de seus viejos vicios.
06:17Os olhos voltavam a ter esse brilho
06:23astuto e huidizo,
06:24seus manos se moviam
06:25com demasiada rapidez
06:26cerca dos objetos de valor
06:28e suas ausências nocturnas
06:29se haviam vuelto frecuentes.
06:34Ricardo,
06:35com o coração encogido
06:36de um padre que teme o peor,
06:38decidiu seguirlo esa noite.
06:41O descubrimimento foi mais doloroso
06:44do que jamais eu havia imaginado.
06:45Não o encontrou roubando
06:46cubiertos de plata
06:47ou vaciando a bodega,
06:49como havia temido.
06:52O que vio gelou a sangra
06:54em suas venas,
06:55a luz temblorosa
06:56de uma luna enferma,
06:57no rincão mais escuro
06:59do jardim trasero,
07:00Santos se reunia
07:01com uma figura alta e sombrinha.
07:06Era Cristóbal Ballesteros,
07:07o maiordomo lhe entregou
07:09a Santos uma pequena bolsa
07:10de cuero,
07:11e Santos,
07:12a cambio,
07:13lhe deu um frasco diminuto,
07:14quase invisível
07:15na escuridade.
07:16Houve um intercâmbio
07:20de palavras susurradas,
07:21demasiado baixas
07:22para ser ouvidas,
07:23mas a tensão
07:24em suas posturas
07:25era palpável.
07:29Depois,
07:29Cristóbal lhe deu
07:30uma palmada
07:31em ombro a Santos,
07:32uma palmada
07:33que não tinha nada
07:34de paternal,
07:35mas que era
07:35a marca de um
07:36do seu filho.
07:40Ricardo se retirou
07:41das sombras,
07:42com o alma
07:42feita pedazos.
07:44Não era só
07:44que seu filho
07:45se tornou
07:45voltando
07:45para as andadas.
07:49Estava enredado
07:50em algo
07:50muito mais escuro,
07:51algo que
07:52involucrava
07:52ao sinistro
07:53novo maiordomo.
07:53O que havia
07:57no frasco?
07:58A pergunta
07:59resonou
07:59em sua mente
08:00com a força
08:01de uma campana
08:01fúnebre.
08:02Em outro rincão
08:05do palácio,
08:07a tensão
08:07era de uma
08:08natureza
08:08completamente
08:09distinta.
08:13Manuel Luján,
08:14o heredero,
08:15se encontraba
08:16na biblioteca
08:16frente a Enora.
08:18A jovem,
08:19normalmente
08:19reservada
08:20e melancólica,
08:21o miraba
08:22com uma intensidade
08:23que o desarmava.
08:27Havia convocado
08:27essa reunião
08:28com uma urgência
08:29que o havia inquietado.
08:30Manuel
08:31começou
08:32ela,
08:32sua voz
08:33temblando
08:33ligeramente,
08:34mas firme.
08:37Ele
08:38estado
08:38pensando
08:39durante muito
08:40tempo
08:40sobre
08:41nós,
08:41sobre
08:42nossas
08:42famílias.
08:46Sobre
08:46o pacto,
08:47a palavra
08:48pacto
08:48caiu entre
08:48eles
08:49como uma
08:49pedra.
08:50Era um
08:51acordo
08:51antigo,
08:52forjado
08:52por seus
08:53abelos
08:53em uma
08:53época
08:54de crise.
08:57Um
08:58juramento
08:58que unia
08:59as duas
08:59famílias,
09:00os Luján
09:01e os
09:01de
09:03Lajon,
09:04um
09:04destino comum
09:05a través do matrimonio e os negocios.
09:07Um pacto
09:08que havia salvado
09:09a ambas casas
09:10da ruina,
09:11mas que agora
09:11se sentia como
09:12uma cadena
09:13perpetua para
09:13seus descendentes.
09:14se
09:18o que
09:18significa
09:19para
09:19a
09:19família,
09:20continuou
09:20en hora,
09:21adivinando
09:22sua
09:22reticência.
09:23Se
09:23as
09:24consequências
09:24financieras,
09:25a
09:25desonra.
09:26não
09:28mas
09:29não
09:29podemos
09:30continuar
09:30vivendo
09:30esta
09:31mentira,
09:31não
09:32podemos
09:32construir
09:32uma
09:33vida
09:33sobre
09:33os
09:33cimentos
09:34de uma
09:34obrigação
09:35morta.
09:35luján,
09:36luján,
09:36te propongo
09:38aqui e agora
09:39que o rompamos
09:40juntos
09:41afrontaremos
09:42as consequências
09:43cuales
09:44que sean.
09:48Manuel
09:48se quedou
09:49sem palavras.
09:50O gesto
09:50de en hora
09:51era de
09:51uma
09:51valentia
09:52asombrosa.
09:53Romper
09:53o pacto
09:53significaria
09:54um
09:54cataclismo
09:55social
09:55e econômico
09:56para os
09:56luján,
09:57que ainda
09:58não se
09:58haviam
09:58recuperado
09:59de as
09:59deudas
09:59de
09:59seu
09:59padre.
10:03Mas
10:03a
10:03alternativa
10:04era
10:05uma
10:05vida
10:05de
10:06infelicidade
10:06junto
10:07a uma
10:07mulher
10:07a que
10:08respeitava
10:08mas
10:08não
10:08amava
10:09enquanto
10:10seu
10:10coração
10:10seguia
10:10perteneciendo
10:11em
10:12secreto
10:12a
10:13Yana.
10:15Em
10:16hora
10:16eu
10:17balbuceou
10:18a mente
10:19correndo
10:19a mil
10:19por hora.
10:21Não
10:21é
10:21tão
10:21simples
10:21as
10:22consequências.
10:25Não
10:26as
10:26conheces
10:27todas.
10:27Não
10:27se
10:28referia
10:28só
10:28ao
10:28dinheiro.
10:29Su
10:29padre,
10:30Alonso,
10:31sempre
10:31havia
10:31falado
10:32do
10:32pacto
10:32com
10:32uma
10:32gravedade
10:33que
10:33transcendia
10:33o
10:34financiero.
10:35Havia
10:38um
10:38secreto
10:39enterrado
10:39em
10:39esse
10:39acordo,
10:40um
10:40secreto
10:41que
10:41Alonso
10:41se
10:42negava
10:42a
10:42revelar
10:42e
10:43que
10:43Manuel
10:43intuía
10:44que
10:44era
10:44a
10:44verdadeira
10:45razão
10:45de
10:45seu
10:45inquebrantable
10:46compromisso.
10:49A proposta
10:50de
10:51Nora
10:51não
10:51era
10:51só
10:52um
10:52ato
10:52de
10:52liberação.
10:53Era
10:53uma
10:54invitação
10:54a
10:54desenterrar
10:55fantasmas
10:55que
10:56talvez
10:56era
10:56melhor
10:56deixar
10:57em
10:57paz.
11:01Muitas
11:01tanto,
11:02em
11:02as
11:02cocinas,
11:03a
11:03tensão
11:03havia
11:04alcanzado
11:04um
11:04novo
11:05pico.
11:06Lope,
11:06com o
11:07rostro
11:07pálido
11:07e os
11:08olhos
11:08desorbitados,
11:09apartou
11:10a
11:10Curro
11:10hacia
11:10la
11:10despensa,
11:11lejos
11:11de
11:12la
11:12mirada
11:12vigilante
11:12de
11:13Cristóbal.
11:16Tienes
11:16que
11:16escucharme,
11:17susurrou
11:18Lope,
11:18la urgencia
11:19tiñendo
11:19su voz.
11:20Lo
11:21que
11:21encontré
11:21en la
11:21residencia
11:22de
11:22los
11:22duques
11:22de
11:22Carril.
11:23Es
11:26peor
11:26de
11:26lo
11:26que
11:27pensábamos.
11:28Lope
11:28había
11:28estado
11:29ayudando
11:29a
11:29Curro
11:30en
11:30su
11:30investigación
11:30extraoficial
11:31sobre
11:31el
11:32envenenamiento
11:32de
11:32Llana,
11:33utilizando
11:34sus
11:34contactos
11:35en
11:35el
11:35mundo
11:35de
11:35la
11:35cocina
11:36para
11:36recabar
11:36información.
11:40Sus
11:40pesquisas
11:41lo
11:41habían
11:41llevado
11:41a
11:41hablar
11:42con
11:42un
11:42antiguo
11:43mozo
11:43de
11:43cocina
11:43de
11:43los
11:44duques.
11:44No
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11:47trata
11:47solo
11:48de
11:48que
11:48tuvieran
11:48veneno,
11:49continuó
11:50Lope,
11:50sacando
11:51un
11:51pequeño
11:51trozo
11:52de
11:52papel
11:52arrugado
11:52de
11:53su
11:53bolsillo.
11:56El
11:57mozo
11:57me
11:57contó
11:58algo,
11:58el
11:58duque
11:59tenía
11:59un
11:59proveedor,
12:00un
12:00hombre
12:00misterioso
12:01que
12:01le
12:01suministraba
12:02remedios
12:02exóticos.
12:05No
12:06era un
12:06boticario,
12:07venía
12:07de
12:08fuera,
12:08un
12:08hombre
12:09con
12:09acento
12:09extranjero,
12:10elegante
12:11y
12:11frío.
12:14Le
12:15vendió
12:15al
12:15duque
12:16un
12:16veneno
12:16llamado
12:17la
12:17sombra
12:17silenciosa,
12:18un
12:18veneno
12:19indetectable,
12:20que no
12:20mata,
12:21sino
12:21que induce
12:21un
12:21estado
12:22catatónico,
12:23imitando
12:23la
12:23muerte.
12:26Pero
12:27lo
12:27más
12:27importante,
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12:32de
12:32Lope.
12:35Hombre
12:36alto,
12:37deporte
12:37militar,
12:38cabello
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12:39hacia
12:39atrás,
12:40ojos
12:40fríos
12:41como
12:41el
12:41hielo,
12:42una
12:42pequeña
12:42cicatriz
12:43casi
12:43invisible
12:44sobre
12:44la
12:44ceja
12:45izquierda.
12:48Curro
12:48levantó
12:48la
12:49vista,
12:49el
12:49horror
12:50reflejado
12:50en sus
12:51ojos.
12:51Lope,
12:52esa
12:52es la
12:52descripción
12:53de
12:53Cristóbal
12:54Ballesteros.
12:56El
12:57mundo
12:57pareció
12:58detenerse,
12:59el
12:59nuevo
12:59mayordomo,
13:00el
13:00hombre
13:00que
13:00ahora
13:00controlaba
13:01cada
13:01rincón
13:02de la
13:02promesa.
13:05No
13:05era un
13:05simple
13:06tirano,
13:06era el
13:07proveedor
13:07del
13:07veneno
13:08que
13:08casi
13:08mata
13:08a
13:09Yana,
13:09y
13:09ahora
13:10estaba
13:10dentro
13:10de
13:10sus
13:11muros,
13:11observando,
13:12esperando.
13:15De
13:16repente,
13:17su
13:17fijación
13:17con
13:18Lope
13:18cobró
13:18un
13:18sentido
13:19aterrador,
13:20no era
13:20una
13:20manía
13:20personal.
13:23Era
13:24porque
13:24Lope,
13:25con sus
13:25preguntas,
13:26se estaba
13:27acercando
13:27demasiado
13:28a la
13:28verdad.
13:29Hay
13:29más,
13:29dijo
13:30Lope,
13:30su voz
13:31apenas
13:31un
13:31hilo.
13:31El
13:35mozo
13:35escuchó
13:36al
13:36proveedor
13:37hablar
13:37del
13:37antídoto,
13:38es
13:38específico,
13:39no es
13:40una
13:40hierba
13:40común.
13:43Se
13:43llama
13:43flor
13:44de
13:44luna
13:44serrana,
13:45solo
13:45crece
13:45en las
13:46cumbres
13:46más
13:46altas
13:47de
13:47la
13:47sierra,
13:48en
13:48lugares
13:48sombríos
13:49y
13:49húmedos,
13:50y
13:50florece
13:50solo
13:50bajo
13:51la
13:51luz
13:51de
13:51la
13:51luna
13:51llena.
13:55Es
13:55extremadamente
13:56rara,
13:57en
13:57ese
13:57preciso
13:57instante,
13:58la
13:58puerta
13:59de
13:59la
13:59despensa
13:59se
14:00abrió
14:00de
14:00golpe.
14:01Cristóbal
14:04Ballesteros
14:05estaba
14:05allí,
14:06su
14:06silueta
14:07recortada
14:07contra
14:07la
14:08luz
14:08de
14:08la
14:08cocina.
14:12Su
14:12rostro
14:12era
14:13una
14:13máscara
14:13de
14:13impasibilidad,
14:15pero
14:15sus
14:15ojos
14:15brillaban
14:16con
14:16un
14:16conocimiento
14:17gélido.
14:20Lope,
14:21veo
14:21que
14:21tiene
14:21tiempo
14:21para
14:22chismorreos
14:22en
14:22lugar
14:23de
14:23supervisar
14:23la
14:23cena,
14:24dijo
14:24con
14:25una
14:25calma
14:25aterradora.
14:29Acompáñeme
14:30a mi
14:30despacho,
14:31tenemos
14:31que
14:31hablar sobre
14:31su futuro
14:32en esta
14:32casa.
14:33Curro se
14:34quedó
14:34paralizado,
14:35el papel
14:35de Lope
14:36quemándole
14:36en la
14:36mano.
14:39El
14:40depredador
14:41había
14:41acorralado
14:41a su
14:42presa.
14:42La
14:43noche se
14:43hizo
14:43más
14:43profunda.
14:45Arriba,
14:45la
14:45fiebre de
14:46Rafaela
14:46alcanzó
14:47su
14:47punto
14:47álgido.
14:51La
14:51niña
14:51comenzó
14:52a
14:52convulsionar.
14:53Catalina
14:53soltó
14:54un
14:54grito
14:54que
14:54rasgó
14:55el
14:55alma,
14:55un
14:56sonido
14:56primario
14:56de
14:56puro
14:57terror.
14:57Adriano
15:00la
15:00sujetó,
15:01impotente,
15:02mientras la
15:03pequeña vida
15:03de su
15:04hija
15:04parecía
15:05escaparse
15:05entre
15:05espasmos.
15:09Alonso
15:09irrumpió en la
15:10habitación,
15:11con el rostro
15:11desencajado,
15:13haced algo,
15:14gritó Catalina,
15:15fuera de
15:16sí,
15:16dirigiéndose a
15:17su padre.
15:17Eres
15:20el
15:20marqués
15:21de
15:21Luján,
15:22haz
15:22que
15:22pare,
15:23sálvala.
15:24Alonso
15:24sintió como
15:25si una
15:25daga le
15:26atravesara
15:26el
15:26corazón.
15:30Su
15:30poder,
15:31su
15:31nombre,
15:32su
15:32mundo,
15:33todo se
15:33desmoronaba
15:33ante la
15:34fragilidad
15:34de
15:34un
15:35bebé.
15:38Fue
15:38en ese
15:38momento de
15:39desesperación
15:40absoluta
15:40cuando la
15:41puerta se
15:41abrió
15:41de
15:41nuevo.
15:42Era
15:43curro,
15:43sin
15:44aliento,
15:44con
15:45los
15:45ojos
15:45encendidos
15:46por
15:46una
15:46mezcla
15:46de
15:46pánico
15:47y una
15:47extraña
15:48esperanza.
15:51Tío,
15:52exclamó,
15:53ignorando a
15:53todos los
15:54demás,
15:54no es una
15:55enfermedad,
15:56es veneno,
15:56el mismo
15:57veneno que
15:57usaron con
15:58Yana.
16:00La
16:01revelación
16:02cayó en la
16:02habitación como
16:03una bomba.
16:04Veneno,
16:05la palabra era
16:05tan monstruosa,
16:07tan
16:07inconcebible,
16:08que por un
16:08momento nadie
16:09pudo
16:09procesarla.
16:12¿Qué
16:13estás
16:13diciendo,
16:14muchacho?
16:15gruñó
16:16Alonso,
16:16agarrándolo
16:17por los
16:17hombros.
16:18Es
16:18la
16:19verdad.
16:20Lope
16:20lo ha
16:20descubierto,
16:21explicó
16:21Curro a
16:22toda
16:22prisa,
16:23relatando
16:23la historia
16:24del
16:24proveedor,
16:25la
16:25descripción
16:25que
16:26coincidía
16:26con
16:26Cristóbal
16:27y el
16:27nombre
16:28del
16:28veneno.
16:30La
16:31sombra
16:31silenciosa
16:32no mata
16:33de
16:33inmediato,
16:34provoca
16:34una
16:34fiebre
16:35altísima,
16:36convulsiones.
16:39Imita
16:39una
16:39enfermedad
16:40grave
16:40para
16:40ocultar
16:41el
16:41rastro.
16:42Están
16:42envenenando
16:43a la
16:43niña.
16:46Catalina
16:46se llevó
16:47una mano
16:47a la boca,
16:48ahogando
16:48un sollozo.
16:50La idea
16:50era horrible,
16:51pero de alguna
16:52manera,
16:53daba una
16:53explicación.
16:54no era
16:57el
16:57destino,
16:58no era
16:58una
16:59plaga,
16:59era un
17:00acto
17:00de
17:00maldad
17:00humana,
17:01y si
17:01había
17:02un
17:02veneno,
17:03tenía
17:03que
17:03haber
17:03un
17:03antídoto.
17:07El
17:07antídoto,
17:08dijo,
17:09sus ojos
17:09clavándose
17:10en los
17:10de
17:10Curro.
17:11¿Hay
17:11un
17:11antídoto?
17:12Sí,
17:13afirmó
17:13Curro,
17:14con la
17:14voz
17:14temblorosa
17:15de
17:15emoción.
17:19Se
17:19llama
17:19flor
17:20de
17:20luna
17:20serrana,
17:21una
17:21flor
17:21rara
17:22de
17:22las
17:22montañas.
17:23De
17:23repente,
17:24la
17:24desesperación
17:25de
17:25Alonso
17:25se
17:25transformó.
17:28La
17:29impotencia
17:30se
17:30evaporó,
17:31reemplazada
17:31por la
17:32furia
17:32cristalina
17:32de
17:33un
17:33propósito.
17:34Ya
17:34no
17:34luchaba
17:35contra
17:35una
17:35enfermedad
17:36anónima.
17:39Tenía
17:39un
17:39enemigo
17:40con
17:40nombre
17:40y
17:40un
17:41objetivo
17:41concreto,
17:42prepara
17:42mi
17:42caballo.
17:44Rugió
17:44hacia
17:44el
17:44pasillo,
17:45su
17:45voz
17:45de
17:46mando
17:46resonando
17:46por
17:47todo
17:47el
17:47palacio.
17:50Y
17:51que
17:51todos
17:51los
17:52mozos
17:52de
17:52cuadra
17:52disponibles
17:53se
17:53preparen
17:53para
17:54cabalgar.
17:55Vamos a
17:55peinar
17:56esa
17:56maldita
17:56sierra
17:57piedra
17:57por
17:57piedra
17:57si
17:58es
17:58necesario.
18:02Mientras
18:02tanto,
18:03en el
18:03despacho
18:04del
18:04mayordomo,
18:05Cristóbal
18:05jugaba
18:06con
18:06Lope
18:06como
18:06un
18:06gato
18:07con
18:07un
18:07ratón.
18:07No
18:11lo
18:11acusó
18:12directamente,
18:13en
18:13cambio,
18:13lo
18:13interrogó
18:14sobre
18:14sus
18:14deberes,
18:15sobre
18:15su
18:16lealtad,
18:16sobre
18:17las
18:17conversaciones
18:17que
18:18mantenía.
18:21Cada
18:21pregunta
18:22era una
18:22trampa
18:22velada,
18:23diseñada
18:24para que
18:24Lope
18:24se
18:24delatara.
18:25He
18:26oído
18:26que
18:26ha
18:26estado
18:26haciendo
18:27preguntas
18:27sobre
18:30mis
18:30empleadores
18:31anteriores,
18:32dijo
18:32Cristóbal,
18:33inclinándose
18:34sobre
18:34el
18:34escritorio.
18:35Una
18:38curiosidad
18:39muy
18:39peligrosa
18:39para
18:40un
18:40cocinero,
18:41no
18:41le
18:41parece.
18:42Lope,
18:43aterrorizado
18:43pero
18:43no
18:44vencido,
18:44se
18:45mantuvo
18:45firme.
18:49Solo
18:49me
18:49intereso
18:50por
18:50la
18:50buena
18:50cocina,
18:51señor,
18:52los
18:52gustos
18:52de
18:52los
18:53señores
18:53son
18:53mi
18:53única
18:54preocupación.
18:57Pero
18:57la
18:57tensión
18:58fue
18:58rota
18:58por
18:58un
18:58golpe
18:59en
18:59la
18:59puerta.
19:00Era
19:00Ricardo
19:00Pellicer,
19:01su
19:01rostro
19:02era
19:02una
19:02máscara
19:02de
19:03dolor
19:03controlado.
19:05Señor
19:06Ballesteros,
19:07dijo,
19:08con una
19:09formalidad
19:09que ocultaba
19:10un torbellino
19:10de emociones.
19:14Lamento
19:14interrumpir,
19:15pero he
19:16encontrado
19:16algo,
19:17algo que
19:17debe ver
19:17inmediatamente,
19:19en las
19:19bodegas.
19:22Cristóbal
19:23frunció
19:23el ceño,
19:24irritado
19:24por la
19:24interrupción.
19:25¿Qué
19:26puede ser
19:26tan
19:26importante?
19:30Es
19:30una
19:31irregularidad
19:31grave,
19:32creo que
19:32alguien ha
19:33estado
19:33saboteando
19:34las
19:34mejores
19:34cosechas.
19:38Es
19:38mejor
19:38que
19:39lo
19:39vea
19:39usted
19:39mismo.
19:40La
19:40mención
19:41de
19:41un
19:41sabotaje,
19:42una
19:42afrenta
19:42directa
19:43a su
19:43control,
19:44picó
19:44la
19:44curiosidad
19:45y el
19:45orgullo
19:45de
19:45Cristóbal.
19:49Miró
19:49a
19:49Lope,
19:50luego
19:50a
19:50Ricardo.
19:51Usted,
19:52le
19:52dijo
19:52a
19:52Lope,
19:53espéreme
19:53aquí.
19:54No
19:55se
19:55mueva.
19:58Nuestro
19:58asunto
19:59no
19:59ha
19:59terminado.
20:00Cristóbal
20:00siguió
20:01a
20:01Ricardo
20:01hacia
20:02las
20:02escaleras
20:02que
20:02descendían
20:03a las
20:03bodegas.
20:07Era
20:07una
20:07distracción,
20:09una
20:09mentira
20:09desesperada
20:10ideada
20:10por un
20:10padre
20:11para salvar
20:11no
20:12solo
20:12a
20:12Lope,
20:13sino
20:13también
20:13el
20:13alma
20:14de
20:14su
20:14propio
20:14hijo.
20:18Mientras
20:18descendían
20:19a la
20:19oscuridad,
20:20Ricardo
20:21sabía que
20:21estaba
20:21jugando
20:22el juego
20:22más
20:22peligroso
20:23de su
20:23vida.
20:27La
20:27noticia
20:28del
20:28veneno
20:28se
20:28extendió
20:29como la
20:29pólvora
20:29por las
20:30plantas
20:30nobles
20:31del
20:31palacio.
20:31Manuel,
20:35al enterarse,
20:36sintió una oleada
20:37de frío.
20:38El ataque a
20:38Yana no había sido
20:39un hecho aislado.
20:43El enemigo estaba
20:44dentro y ahora había
20:45atacado al miembro más
20:46indefenso de su familia.
20:51Todo lo demás,
20:52el pacto,
20:53las deudas,
20:54su propia
20:54infelicidad,
20:55palideció en comparación.
20:56Corrió en busca
21:01de Enora,
21:02encontrándola
21:02en el jardín,
21:03donde la había
21:04dejado.
21:05La luna
21:05llena,
21:06irónicamente la
21:07misma que se
21:07necesitaba para que
21:08floreciera el
21:09antídoto,
21:10bañaba su
21:11rostro pálido.
21:15Enora,
21:16dijo Manuel,
21:17su voz cargada
21:18de una nueva
21:18resolución.
21:20Tenías
21:20razón,
21:21hay que
21:21romperlo.
21:21Ahora,
21:25ella lo miró,
21:26sorprendida por el
21:27cambio repentino.
21:28No lo hago solo por
21:29nosotros,
21:30continuó él,
21:31tomando sus manos.
21:35Lo hago porque mi
21:36familia está bajo
21:37ataque,
21:37un enemigo invisible
21:38intenta destruirnos
21:39desde dentro.
21:43En este momento,
21:44no puedo estar atado
21:45por juramentos del
21:46pasado.
21:47Necesito ser libre
21:48para luchar,
21:49para proteger a los
21:50míos.
21:51El honor de mi
21:54familia ya no reside
21:55en mantener un viejo
21:56pacto,
21:56sino en sobrevivir.
22:01Rompámoslo,
22:02y que el mundo y
22:03nuestras familias
22:04digan lo que quieran.
22:05Enora vio en sus ojos
22:06que no era una excusa.
22:11Era una verdad
22:12profunda y visceral.
22:13Por primera vez,
22:14sintió una conexión
22:15genuina con él,
22:17no basada en la
22:17obligación,
22:18sino en una
22:19crisis compartida.
22:21asintió,
22:24con lágrimas en los
22:25ojos.
22:26Juntos,
22:26entonces,
22:27la cacería había
22:28comenzado.
22:32Alonso,
22:33a la cabeza de una
22:34pequeña partida de
22:35hombres,
22:35cabalgaba hacia las
22:36estribaciones de la
22:37sierra.
22:41No era una búsqueda
22:42a ciegas,
22:43Alonso conocía esas
22:44tierras como la palma
22:45de su mano.
22:45Recordaba las historias de
22:49los viejos cazadores,
22:51los cuentos sobre flores
22:52extrañas que crecían en
22:53lugares inaccesibles.
22:57La flor de luna serrana,
22:59el nombre le sonaba,
23:00lo había oído de niño,
23:01asociado a leyendas de
23:03curanderas y magia.
23:04Dividió a sus hombres,
23:08dándoles instrucciones
23:09precisas.
23:11Buscad en las caras
23:12norte de los picos
23:12más altos,
23:14cerca de las cascadas
23:15y los arroyos ocultos,
23:16en las grietas donde el
23:18sol apenas llega.
23:19Es nuestra única
23:20esperanza.
23:23Las horas pasaban,
23:24cada minuto una
23:25eternidad.
23:26En la promesa,
23:27Catalina y Adriano no se
23:28apartaban de la cuna de
23:29Rafaela.
23:32La niña ya no
23:34convulsionaba,
23:35pero su respiración era
23:36terriblemente superficial,
23:38su cuerpo flácido.
23:42Estaba perdiendo la batalla.
23:44Simona y Candela rezaban
23:45en un rincón,
23:46sus rosarios desgranándose
23:47entre sus dedos nerviosos.
23:51En las bodegas,
23:53Ricardo había logrado su
23:54objetivo.
23:55Llevó a Cristóbal a la cava
23:56más remota,
23:58pretendiendo mostrarle
23:58unas botellas rotas.
23:59En el momento justo,
24:04accidentalmente derribó
24:06una estantería,
24:07bloqueando la salida y
24:08sumiendo la mayor parte de
24:09la bodega en la oscuridad.
24:13En la confusión,
24:15Ricardo se escabulló,
24:17dejando a Cristóbal atrapado
24:18y furioso,
24:19gritando amenazas en la
24:20oscuridad.
24:24Ricardo corrió a las
24:25cocinas.
24:26Lope,
24:27vete,
24:27ahora,
24:28le urgió,
24:28curro te espera en los
24:30establos,
24:30huid antes de que se dé
24:32cuenta.
24:35Lope,
24:36entendiendo el sacrificio
24:37que Ricardo estaba
24:38haciendo,
24:39asintió con gratitud y
24:40desapareció en la noche.
24:44El plan de Ricardo era
24:45arriesgado.
24:46Cuando Cristóbal finalmente
24:47lograra salir,
24:49estaría furioso,
24:49y él,
24:51Ricardo,
24:51sería el principal
24:52sospechoso del
24:53sabotaje.
24:57Pero había ganado un
24:58tiempo precioso,
24:59y había hecho algo para
25:00contrarrestar la maldad en la
25:02que su propio hijo estaba
25:03implicado.
25:07El primer rayo del alba
25:08tiñó el cielo de un rosa
25:10pálido cuando un grito
25:11resonó en la sierra.
25:12Uno de los mozos de Alonso,
25:17un joven llamado Mateo,
25:18había encontrado algo.
25:20En una grieta húmeda,
25:21bajo un saliente rocoso y
25:23bañada por los últimos
25:24vestigios de la luz lunar,
25:26crecía un pequeño grupo de
25:27flores.
25:31Eran de un blanco casi
25:32translúcido,
25:33con delicados pétalos que
25:35parecían hechos de seda lunar.
25:36La flor de luna serrana.
25:41Alonso galopó hasta el lugar,
25:43el corazón latiéndole con una
25:44violencia que creía
25:45olvidada.
25:49Tomó las flores con un
25:50cuidado infinito,
25:51como si sostuviera la vida
25:53misma en sus manos.
25:57Sin perder un segundo,
25:59emprendió el camino de vuelta,
26:00espoleando a su caballo a un
26:02galope suicida por las
26:03laderas.
26:07Cuando Alonso irrumpió en la
26:08alcoba, parecía un espectro,
26:11cubierto de polvo, con la ropa
26:12rasgada, pero con los ojos
26:14ardiendo de triunfo.
26:18Le entregó las flores a Simona,
26:20prepara la infusión.
26:22Rápido, Simona, con manos
26:24expertas que no temblaban a
26:25pesar de la presión,
26:27machacó los pétalos en un
26:28mortero, añadiendo unas gotas
26:30de agua caliente.
26:34El líquido resultante era
26:35lechoso y fragante.
26:37Con una cuchara, Catalina y
26:39Adriano comenzaron a administrar
26:40el antídoto a su hija, gota a
26:42gota, rezando a cada instante.
26:47La espera fue la tortura final.
26:49Durante casi una hora, no hubo
26:51cambios.
26:52La niña seguía inerte, su
26:53respiración apenas un soplo.
26:58Catalina comenzó a sollozar en
27:00silencio, la esperanza
27:01abandonándola.
27:02Alonso puso una mano en su
27:04hombro, su rostro una máscara de
27:06granito.
27:09Y entonces, ocurrió, un pequeño
27:11suspiro, luego otro, más fuerte.
27:14Las mejillas de Rafaela, antes de un
27:16rojo febril, comenzaron a recuperar su
27:18tono natural.
27:22Su pequeño pecho subió y bajó con
27:24más fuerza.
27:25Abrió los ojos, no eran los ojos
27:27vidriosos y perdidos de la fiebre,
27:29sino los ojos claros y curiosos de un
27:31bebé que despierta de un largo sueño.
27:36Miró a su madre y emitió un pequeño
27:38sonido, no un quejido de dolor, sino un
27:41balbuceo de reconocimiento.
27:45Un sollozo colectivo de alivio llenó la
27:47habitación.
27:48Catalina cogió a su hija en brazos,
27:50abrazándola y cubriéndola de besos,
27:53llorando ahora sí, pero con lágrimas de
27:55una alegría tan intensa que dolía.
28:00Adriano la abrazó a ella y a la niña,
28:02formando un círculo de amor y gratitud.
28:05Alonso se retiró a un rincón, dando la
28:07espalda a la escena, pero sus hombros se
28:09sacudían por la emoción contenida.
28:14Lo había logrado, había movido el cielo
28:16y la tierra, y había salvado a su nieta.
28:19Más tarde ese día, cuando la calma había
28:21regresado y la pequeña Rafaela dormía
28:23plácidamente, con la salud restaurada,
28:26Ricardo se enfrentó a su destino.
28:31Cristóbal, finalmente liberado de la
28:33bodega y con el uniforme manchado de
28:35polvo y vino, lo convocó a su despacho.
28:41Su ira era una cosa terrible de
28:43contemplar.
28:44Usted me encerró.
28:46Deliberadamente, sí seó Cristóbal.
28:48Fue un accidente, señor, respondió
28:52Ricardo, manteniendo la compostura.
28:55No me tome por idiota, pellicer.
28:57Y el cocinero ha desaparecido.
29:02Lo ayudó a escapar, porque, Ricardo lo
29:05miró fijamente, y por primera vez, no
29:07vio a un superior, sino a un monstruo.
29:09Porque hay cosas más importantes que la
29:15disciplina, señor Ballesteros.
29:17Cosas como la decencia.
29:21Y la vida de un inocente.
29:23Antes de que Cristóbal pudiera
29:24responder, la puerta se abrió.
29:29Alonso, Manuel y Curro entraron en el
29:31despacho.
29:32El rostro de Alonso era como una nube
29:34de tormenta.
29:38Ballesteros, dijo Alonso, su voz
29:41retumbando.
29:42Está despedido.
29:43Recoja sus cosas y lárguese de mi
29:44propiedad antes del anochecer.
29:49Cristóbal se quedó atónito por un
29:51segundo, antes de recuperar su
29:53arrogancia.
29:54¿Despedido?
29:55¿Por qué motivo?
29:56Su servicio ha sido impecable.
30:00Por intento de asesinato, espetó Curro.
30:02Por poner en peligro a mi familia,
30:05añadió Manuel.
30:09Y por ser la escoria que se arrastra
30:11por las sombras vendiendo veneno,
30:13concluyó Alonso, su mirada tan afilada
30:15como una navaja.
30:19Cristóbal palideció.
30:21Comprendió que lo sabían.
30:22Todo, como, no importaba.
30:24Su plan había fracasado.
30:28Pero no era un hombre que se rindiera
30:30fácilmente.
30:30Una sonrisa torcida y malévola se
30:33dibujó en sus labios.
30:37Asesinato, veneno, son acusaciones
30:39muy graves.
30:40Marqués, sin pruebas, son solo
30:43palabras.
30:46Y yo tengo, amigos muy poderosos.
30:49Amigos a los que no les gustaría ver a
30:50uno de los suyos tratado de esta
30:52manera.
30:55Esto no ha terminado.
30:56Esto, dijo, señalando a su alrededor,
30:59a todo el palacio, es solo el principio.
31:05Se dio la vuelta con una calma
31:06desafiante y salió del despacho,
31:09dejando tras de sí una amenaza que
31:10helaba la sangre.
31:14No lo habían vencido,
31:16solo habían ganado una batalla.
31:17La guerra por la promesa acababa de
31:19empezar.
31:19Esa noche, la familia se reunió para
31:24cenar.
31:25A pesar de la amenaza latente de
31:26Cristóbal, el ambiente era de un alivio
31:29y una unidad que no se sentían en años.
31:34La pequeña Rafaela estaba a salvo.
31:36Lope estaba a salvo, camino de un lugar
31:39seguro organizado por Curro.
31:40El pacto con los de la vega estaba
31:45roto, y aunque el futuro financiero era
31:47incierto, Manuel se sentía libre por
31:49primera vez.
31:53Ricardo, sin embargo, tenía una última y
31:56dolorosa tarea.
31:57Encontró a su hijo Santos escondido en el
31:59granero.
32:02Santos, al ver a su padre, se derrumbó.
32:05Confesó todo entre sollozos.
32:07Cristóbal lo había descubierto robando
32:09y, en lugar de denunciarlo, lo había
32:11chantajeado.
32:15Lo obligó a hacer sus ojos y oídos, y
32:17finalmente, a cometer el acto más atroz.
32:20Administrar el veneno a la niña.
32:25No en su comida, sino untando una
32:27pequeña cantidad en el borde de su cuna,
32:29sabiendo que la bebé se lo llevaría a
32:31la boca.
32:35Era un método cruel, diseñado para
32:37parecer una enfermedad.
32:39Yo no quería, padre, te lo juro,
32:41lloraba Santos.
32:45Me amenazó con destruirte a ti, con
32:47contar un secreto de nuestro pasado que
32:49nos arruinaría a ambos.
32:53Tenía miedo.
32:54Ricardo abrazó a su hijo, el corazón
32:56roto por su debilidad y su sufrimiento.
32:58El miedo nos hace hacer cosas terribles,
33:04hijo, has cometido un crimen espantoso.
33:10Pero sigues siendo mi hijo, y te
33:12ayudaré a afrontar las consecuencias.
33:14Juntos, el camino de Santos sería largo
33:17y difícil.
33:20Tendría que confesar y pagar por lo que
33:22había hecho, pero por primera vez, no
33:24estaría solo.
33:25Tendría a su padre a su lado, no para
33:30excusarlo, sino para guiarlo hacia la
33:32redención.
33:36La promesa había sobrevivido al abismo.
33:38En la oscuridad de la noche, bajo la
33:40misma luna que había dado vida a la
33:42flor salvadora, la gran casa parecía
33:44respirar de nuevo.
33:48Las sombras de la intriga seguían
33:50acechando en los rincones, y un enemigo
33:52poderoso había jurado venganza.
33:55Pero esa noche, en el corazón del
33:59palacio, una familia se había unido.
34:02Habían enfrentado su mayor temor y
34:04habían salido victoriosos.
34:08El futuro era incierto y peligroso, pero
34:11por primera vez en mucho tiempo, estaba
34:13lleno de una cualidad que habían creído
34:15perdida para siempre, la esperanza.
34:17Y en el silencio de su alcoba, el llanto
34:22sano y fuerte de la pequeña Rafaela era
34:25la promesa de un nuevo amanecer.
34:26Música
34:35En el silencio de la Rafaela o Rabaló o Rabaló o Rabaló o Rabaló
34:36diнего del año
34:38объ formations.
34:39El futuro ESO
34:39ESO ESO, ES TAS
34:40ESO ESO ESO ESO ESO ESO ESO
34:42ESO där.
34:42Mis bases.
34:42Sumidации
34:43extremistas
34:43emend tractor de la Rafaela o Rabaló
34:44desll О")
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